Navegando por Assunto "Granito tipo-A"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo geoquímico e isotópico (U-Pb/Lu-Hf) de novas ocorrências de granitos tipo-A no Domínio Carajás.(Universidade Federal do Pará, 2023-04-18) AFONSO, Jully Mylli Lopes; OLIVEIRA, Davis Carvalho de; http://lattes.cnpq.br/0294264745783506; https://orcid.org/0000-0001-7976-0472A Província Carajás foi palco de um evento magmático extensivo, marcado por intrusões graníticas anorogênicas e diques associados. O mapeamento geológico realizado na porção central do Domínio Canaã dos Carajás, permitiu a individualização de dois novos stocks graníticos anorogênicos. Esses granitos ocorrem como stocks de forma subcircular, isotrópicos, como intrusões em rochas graníticas arqueanas da Suíte Vila União e Granito Cruzadão. São classificados como monzogranitos e divididos em fácies biotita monzogranito equigranular (BMzGE) e biotita monzogranito porfirítico (BMzGP), apresentam aspecto de granitos evoluídos, onde a biotita é o principal mineral ferromagnesiano e estão frequentemente associadas à fluorita, além de allanita, zircão, apatita e epidoto. São metaluminosos a peraluminosos, com elevado conteúdo de HFSE ferroso com caráter reduzido a levemente oxidado. Quando comparados aos demais granitos tipo-A da Província Carajás, esses granitos demonstram contrastes significativos com as Suítes Jamon e Velho Guilherme e são similares ao observado para a Suíte Serra dos Carajás e, por consequência, ao Granito Gogó da Onça. Dados geocronológicos de U-Pb em zircão mostraram que a idade de cristalização desses granitos é de ~1893 ± 13 Ma, e associados aos dados isotópicos de Lu-Hf indicam fontes crustais para essas rochas, com valores ƐHf fortemente negativos variando entre -14 a -17 e TDM entre 3,38 Ga a 3,57 Ga, apontando alto tempo de residência crustal. Dados de modelagem geoquímica sugerem que tais granitos foram gerados a partir de fusão parcial de rochas tonalíticas de composição análoga ao do Tonalito Arco Verde e/ou Tonalito Caracol do Domínio Rio Maria. Tais resultados são compatíveis com a hipótese de que estes granitos foram gerados do retrabalhamento de granitoides mesoarqueanos e colocados em crosta rasa em 1,89 Ga.Tese Acesso aberto (Open Access) Petrogênese dos granitos Manda Saia e Marajoara: contribuições para a definição da natureza do magmatismo paleoproterozóico da Província Carajás.(Universidade Federal do Pará, 2024-12-13) SANTOS, Rodrigo Fabiano Silva; OLIVEIRA, Davis Carvalho de; http://lattes.cnpq.br/0294264745783506; https://orcid.org/0000-0001-7976-0472Os granitos Marajoara (GMJ) e Manda Saia (GMS) estão localizados no sudeste do Estado do Pará e representam intrusões circulares com dimensões de stock encaixadas em rochas mesoarqueanas do Domínio Rio Maria, na porção centro-sul da Província Carajás. São formados por rochas que afloram sob a forma de extensos lajedos, sobre os quais não foram observados vestígios de deformação no estado sólido (aspecto isotrópico) e frequentemente apresentam enclaves angulosos de suas rochas encaixantes. O GMJ é formado pelas variedades biotita monzogranito equigranular (BMzE) e heterogranular (BMzH), e enclaves porfiríticos (EP) e microgranulares (EM) que são restritos à fácies BMzH. Os conteúdos médios de quartzo e das razões plagioclásio/microclínio variam significativamente, permitindo que estas rochas sejam classificadas como de composição sieno a monzograníticas, e até mesmo granodioríticas no caso dos enclaves microgranulares. São granitos peraluminosos similares aos granitos ferrosos com altas razões K2O+Na2O/CaO e FeOt/(FeOt+MgO). São enriquecidos em Rb, Zr, Y, Nb, F e ETR pesados, com as fácies mais evoluídas apresentando baixos conteúdos de Sr e Ba. Nos padrões de ETR, as anomalias negativas de Eu são acentuadas e os ETR pesados mostram um aumento gradual com a diferenciação magmática. Estes granitos incidem no campo dos granitos intraplaca e mostram afinidades geoquímicas com os granitos tipo-A. Suas razões FeOt/(FeOt+MgO) são compatíveis com aqueles dos típicos granitos tipo-A oxidados (BMzH e EP) e reduzidos (BMzE), enquanto o GMS mostra um caráter moderadamente reduzido. Já os EM mostram afinidade com os granitos magnesianos e da série cálcio-alcalina. De acordo com os dados de química mineral de biotita, o GMS e a fácies BMzH do GMJ incidem no campo das rochas da série magnetita, enquanto as rochas da variedade BMzE são semelhantes às rochas da série ilmenita. As análises U–Pb em zircão (SHRIMP) fornecem idade de cristalização de 1884 ± 11 Ma para o GMJ e 1866 ± 10 Ma para o GMS (LA–SF–ICP–MS). Os dados isotópicos de Lu–Hf indicam ƐHf(t) entre -11 e -18 e Hf-TDMC de 3,2 a 3,6 Ga para o GMJ; e ƐHf(t) entre -13 e -19 e Hf-TDMC de 3,3 a 3,6 Ga para o GMS. As lacunas composicionais entre as diversas variedades que constituem o GMJ sugerem que seus magmas não são cogenéticos. Modelamento geoquímico sugere que o GMJ e o GMS foram gerados a partir de fusão parcial de rochas tonalíticas, com eventual contribuição metassedimentar, a uma taxa de fusão que varia de 16 a 18% e uma assembleia residual composta por plagioclásio, quartzo, biotita, magnetita e ilmenita. A mistura de magmas félsicos e máficos desempenhou um papel importante na colocação. Os enclaves representam magmatismo básico do manto litosférico enriquecido que foi injetado na câmara magmática durante o processo de subducção, interagindo em graus variados com o magma formador do granito Marajoara. Essa hipótese pode ser reforçada pela ocorrência de um dique composto de diabásio-granito porfirítico de 1,88 Ga na região de Rio Maria. O modelo proposto sugere que o magma granítico inicialmente formou uma câmara magmática, seguida por injeções repetidas de magma máfico, resultando em convecção em pequena escala. Subsequentemente, grandes volumes de magma máfico quente entraram na câmara, levando a processos de mistura. Enclaves microgranulares e porfiríticos foram formados devido à mistura de magmas em áreas onde havia contrastes de temperatura entre magmas félsicos e máficos. Os resultados apresentados neste trabalho destacam a importância da crosta arqueana para a origem dos granitos paleoproterozóicos, cuja colocação em níveis crustais rasos ocorreu através de um sistema alimentador de diques como consequência de tectônica extensional.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Petrografia e geoquímica do Granito Manda Saia, Província Carajás.(Universidade Federal do Pará, 2020-09-09) SANTOS, Marcelo Reis; OLIVEIRA, Davis Carvalho de; http://lattes.cnpq.br/0294264745783506; 0294264745783506O Granito Manda Saia está localizado a sudeste da cidade de Xinguara e é representado por dois stocks semicirculares separados pelo embasamento mesoarqueano do Domínio Rio Maria. Esses corpos seccionam na porção norte, os granitoides mesoarqueanos do tipo TTG e o Granodiorito Rio Maria, e nas suas porções sul, leste e oeste os metabasaltos da sequência greenstone belt do Grupo Babaçu. É formado por rochas de aspecto isotrópico, de coloração rosa acinzentada e de monótona variação textural. São rochas hololeucocráticas de textura heterogranular média a grossa, e por vezes porfiríticas. Seus conteúdos médios de quartzo e das razões plagioclásio/microclina permitem que estas rochas sejam classificadas como monzo- e sienogranitos. A biotita é o principal mineral ferromagnesiano e o anfibólio é raro e intersticial. Os minerais secundários são argilominerais, sericita, muscovita, fluorita e clorita. O Granito Manda Saia é formado por rochas peraluminosas as quais apresentam um intervalo restrito e elevado de SiO2 (74,80 e 77,70 %), altas razões Fe/(Fe+Mg) e enriquecimento de ETR leves e pesados com anomalia negativa de Eu moderada. O plúton pode ser classificado como um granito tipo-A ferroso com certas afinidades com os tipos reduzidos e aqueles mais evoluídos dos granitos oxidados da Província Carajás. A ocorrência de anfibólio intersticial aproxima o Granito Manda Saia dos corpos da Suíte Velho Guilherme, e por outro lado, a ocorrência frequente de magnetita aliado aos aspectos composicionais de suas rochas, também mostra que o Granito Manda Saia (GMS) é a fim das fácies leucograníticas dos granitos oxidados da Suíte Jamon. A colocação do Granito Manda Saia está ligada a uma tectônica extensional e o transporte de magma que resultou na colocação dos plútons em níveis crustais rasos (~1,0 ± 0,5 kbar) é dada através de um sistema de alimentação por diques.
