Navegando por Assunto "Grupo Arai"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Deformação das rochas siliciclásticas paleoproterozoicas do Grupo Araí como exemplo das reativações de falhas do embasamento, Serra do Tepequém, Roraima, norte do Brasil(2012-12) FERNANDES FILHO, Lucindo Antunes; PINHEIRO, Roberto Vizeu Lima; TRUCKENBRODT, Werner Hermann Walter; NOGUEIRA, Afonso César RodriguesAs rochas siliciclásticas da Serra do Tepequém são correlacionadas aos Grupos Araí e Suapi, pertencentes ao Supergrupo Roraima de idade paleoproterozoica. A análise estrutural destas rochas revelou que o acamamento exibe arranjos com mergulhos preferencialmente para SE e NW, individualizados em domínios limitados por zonas de falhas oblíquas sinistrais com rejeitos normais e inversos, com direção NE-SW. Essa estruturação é formada por dobras forçadas quilométricas do tipo kink bands e chevrons. O novo arcabouço geométrico observado é característico de um ambiente de deformação de nível crustal raso a médio. A história tectônica é controlada por reativações dos planos de fraqueza preexistentes nas tramas antigas, dúcteis, do embasamento. Esse modelo diverge dos regionais prévios para a região, os quais consideram as dobras existentes como produtos de ambiente dúctil sob tectônica colisional. Os resultados evidenciam a importância da presença de estruturas antigas do embasamento, relacionado ao Escudo das Guianas, como controladoras da geometria das rochas da Serra do Tepequém, em ambiente rúptil.Tese Acesso aberto (Open Access) Fácies deposicionais, estratigrafia e aspectos estruturais da cobertura sedimentar paleoproterozoica na serra do Tepequém, Escudo das Guianas, Estado de Roraima(Universidade Federal do Pará, 2010-12-09) FERNANDES FILHO, Lucindo Antunes; TRUCKENBRODT, Werner Hermann Walter; http://lattes.cnpq.br/5463384509941553; 5463384509941553No norte da América do Sul, ocorre a maior exposição contínua de depósitos sedimentares paleoproterozóicos relacionados ao Supergrupo Roraima, formando o Bloco Pacaraima com 73.000 km2. Esta sucessão siliciclástica de mais de 2 km de espessura está inserida no Escudo das Guianas, borda norte do Cráton Amazônico, estendendo-se na região fronteiriça entre Brasil, Venezuela, Guiana e Suriname. Adjacentes ao Bloco Pacaraima ocorrem serras isoladas com sucessões siliciclásticas pouco conhecidas do ponto vista faciológico e estratigráfico, o que não permite uma melhor correlação com o Supergrupo Roraima e, consequentemente, impede a reconstituição paleoambiental e paleogeográfica do Paleoproterozóico nesta parte da Amazônia. Estudos estratigráficos e faciológicos em afloramentos na Serra do Tepequém e região do Uiramutã, Estado de Roraima, norte do Brasil, permitiram redefinir e redescrever a unidade inferior do Supergrupo Roraima como Grupo Arai. O Grupo Arai de aproximadamente 400 m de espessura sobrepõe rochas vulcânicas ácidas do Grupo Surumu, é recoberto pelo Grupo Suapi e foi subdividido em duas formações. A formação inferior, semelhante nas duas áreas, consiste em conglomerados polimiticos, arenitos com estratificação cruzada e microplacers de hematita e pelitos subordinados, interpretados como depósitos de rios entrelaçados. Por outro lado, a formação superior na região de Uiramutã é composta por arenitos finos sílticos com estratificação cruzada acanalada e laminação convoluta depositada na porção mais distal de rios entrelaçados. Esta unidade na Serra do Tepequém consiste de arenitos finos a médios com estratificação cruzada com filmes de argila, ritmitos arenito/pelito e subordinadamente conglomerados e brechas, interpretados como depósitos costeiros influenciados por maré. O topo do Grupo Arai é marcado por uma expressiva discordância erosiva recoberta por conglomerados e arenitos seixosos portadores de diamante da unidade basal do Grupo Suapi, interpretados como depósitos de rios entrelaçados. Este estudo confirma a interpretação prévia de um extenso sistema fluvial entrelaçado migrando para sudoeste na porção central do Escudo das Guianas e inclui a influência de processos de maré na sua porção distal (Serra do Tepequém). O estudo estratigráfico e estrutural na Serra do Tepequém forneceu uma base mais segura para a correlação regional dos depósitos Roraima no Escudo das Guianas e aponta para a presença de uma extensa bacia intracratônica com conexão marinha no Paleoproterozóico. A análise estrutural das rochas da Serra do Tepequém revelou que o acamamento exibe arranjos com mergulhos preferencialmente para SE e NW, individualizados em domínios limitados por zonas de falhas oblíquas sinistrais com rejeitos normais e inversos, com direção NE-SW. Dobras forçadas quilométricas do tipo kink bands e chevrons são compatíveis com um ambiente de deformação de nível crustal raso a médio. Este modelo diverge das propostas regionais prévias para a região que consideram as dobras existentes como produtos de ambiente dúctil sob tectônica colisional. Os resultados evidenciam a importância da presença de estruturas antigas do embasamento do Escudo das Guianas, reativadas provavelmente durante o evento K’Mudku (~1.2 Ga).
