Navegando por Assunto "Guerrilla aesthetics"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Kynema: estéticas de guerrilhas, poéticas da gambiarra e tecnologias do possível na Amazônia paraense(Universidade Federal do Pará, 2026-03-27) COSTA, Francisco de Assis Weyl Albuquerque; BEZERRA, José Denis de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/9404514273838260; https://orcid.org/0000-0001-8186-4510; MELO, Ana Cláudia da Cruz; STOCO, Sávio Luís; QUEIROZ, André Luis dos Santos; PRUDENTE, Celso Luiz; http://lattes.cnpq.br/4777116947247545; http://lattes.cnpq.br/3206903170798612; http://lattes.cnpq.br/1382398449392571; http://lattes.cnpq.br/3984784037666968; https://orcid.org/0000-0001-7508-6345; https://orcid.org/; https://orcid.org; https://orcid.org/0000000304793522Esta tese resulta de uma investigação dialética situada entre arte, política e práticas comunitárias na Amazônia paraense. A partir de mais de três décadas de atuação em comunidades periféricas, quilombolas, ribeirinhas e tradicionais, a pesquisa inventaria e analisa o pensamento e a prática pedagógico-cinematográfica da região, articulando vivências, memórias e saberes ancestrais a epistemologias críticas contemporâneas. O estudo se organiza em torno da apresentação conceitual da tríade Estéticas de Guerrilhas, Poéticas da Gambiarra e Tecnologias do Possível, entendida como sistema metodológico e estético que expressa modos amazônidas de criação, resistência e reinvenção. O percurso, sustentado por pesquisa-ação e pesquisa-participante, mobiliza Filosofia, Semiótica e Antropologia Visual, articuladas às experiências do pesquisador nos municípios de Bragança, Cametá, Tracuateua, Augusto Corrêa, Abaetetuba e Belém, bem como às interlocuções realizadas em Cabo Verde e Portugal. A análise evidencia o cinema amazônico como campo estético-político no qual a imagem se inscreve como corpo, território e memória. A tese problematiza a ausência de historiografia consolidada sobre o cinema na Amazônia e propõe a construção de um arquivo crítico a partir das práticas dos próprios realizadores e coletivos que atuam na região. Demonstra-se como o Cinema de Guerrilha emerge como tecnologia de sobrevivência, gesto de reexistência e afirmação de mundos não capturados pela lógica colonial e pelo extrativismo cognitivo. Assim, a pesquisa oferece contribuição conceitual e política ao reconhecer o cinema amazônico como pensamento encarnado e prática de resistência.
