Navegando por Assunto "Habitat"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A Ameaça aos habitats: avaliação da cobertura e uso da terra na área do município de Tailândia (PA) pela monocultura da palma de óleo(Universidade Federal do Pará, 2024-10-01) FERNANDES, Bianca Moraes; RAVENA, Nírvia; http://lattes.cnpq.br/0486445417640290As espécies ameaçadas de extinção têm como um de seus principais catalisadores a perda de habitat. Assim, a avaliação da cobertura e uso da terra no município de Tailândia, que é o maior produtor da palma de óleo no Estado do Pará, busca compreender como a monocultura pode impactar nos biomas da região e subsequentemente os habitats das espécies endêmicas. Para essa compreensão é utilizado arcabouço teórico da Economia Ecológica, do contradiscurso do desenvolvimento sustentável, e de autores indígenas. Para entender como ocorre a perda de biodiversidade, têm-se literatura sobre extinções em massa e o Antropoceno. Por fim, busca-se traçar o caminho da palma de óleo até a Amazônia, onde sua monocultura atingiu socioambientalmente toda a região. A elaboração de mapas foi feita com auxílio de imagens do MapBiomas, que monitora diferentes usos da terra no Brasil, com o Sistema de Informação Geográfica, através do software livre QGIS (3.34), além do suporte de dados do IBGE. A extinção é avaliada principalmente pela escala de ameaças estabelecida pela IUCN, que juntamente com o ICMBio, e seu sistema SALVE, SiBBr e GBIF, são utilizados para avaliar quais espécies ocorrem na área do bioma amazônico que estão ameaçadas de extinção e podem ser impactadas pela monocultura da palma de óleo na região. Como resultado, é possível observar que há grande ocorrência de espécies na região do recorte geográfico, tendo também registros de espécies ameaçadas de extinção que habitam ou transitam na área do município de Tailândia (PA). No sistema SALVE encontrados os registros de 223 espécies ameaçadas de extinção que ocorrem no Estado do Pará. No SiBBr, há registros de ocorrências de 2.211 espécies no município de Tailândia. Enquanto no GBIF, foram registradas 1.362 ocorrências de espécies no município de TailândiaDissertação Acesso aberto (Open Access) Colonização por anfíbios e lagartos de áreas reflorestadas no Platô Saracá, região de Porto Trombetas-Pará(Universidade Federal do Pará, 2008) SARMENTO, João Fabrício de Melo; GALATTI, Ulisses; http://lattes.cnpq.br/1040132527458660Poucos estudos têm considerado a colonização pela fauna em áreas reflorestadas após mineração. Para determinar os padrões de colonização por anfíbios e lagartos de áreas de reflorestamento em Porto Trombetas, Pará, foram examinadas a composição, riqueza e abundância de espécies, e as características biológicas de anfíbios e lagartos que ocupam áreas reflorestadas. Também foi avaliado o efeito da estrutura da vegetação e da distância da floresta nativa sobre a comunidade de anfíbios dos reflorestamentos. Anfíbios e lagartos foram amostrados ao longo de oito campanhas em oito áreas de reflorestamento e quatro áreas de floresta nativa através de procura ativa e com a utilização de poças artificiais para a reprodução de anfíbios. Foram registradas 20 espécies de anfíbios e 20 espécies de lagartos, sendo 14 espécies de anfíbios e 11 de lagartos em reflorestamentos e 19 espécies de anfíbios e 16 de lagartos em floresta nativa. Entre os anfíbios, Leptodactylus sp., Osteocephalus oophagus e Allobates femoralis foram as espécies mais abundantes nos dois ambientes e entre os lagartos, Gonatodes humeralis e Leposoma guianense foram as espécies mais abundantes em reflorestamentos e floresta nativa, respectivamente. Espécies de anfíbios de reprodução terrestre ou que utilizam pequenos corpos d’água temporários para a desova e lagartos arborícolas foram os grupos mais abundantes nos reflorestamentos. Espécies fossoriais e semifossoriais de anfíbios e lagartos de liteira foram os principais grupos ausentes nos reflorestamentos, sugerindo que o atual estágio da sucessão da vegetação ainda não oferece microhábitats apropriados para algumas espécies. A riqueza de espécies de anfíbios foi maior em áreas com maior cobertura do dossel. Áreas com maior cobertura de dossel tiveram maior abundância de Leptodactylus sp., Osteocephalus oophagus e Allobates femoralis. Apenas quatro espécies de anfíbios utilizaram as poças artificiais para desova e não houve relação significativa do número de espécies que utilizaram estas poças com a distância para a floresta nativa ou com a cobertura do dossel. Osteocephalus oophagus desovou em poças a maiores distâncias e A. femoralis em poças mais próximas em relação à floresta nativa. Os resultados evidenciam que a fauna de anfíbios e lagartos nas diferentes áreas de reflorestamento é um subconjunto da fauna da floresta nativa, e compreendem espécies florestais que indicam a importância relativa destas áreas para a conservação da fauna local.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Distribuição espaço-temporal da ictiofauna de poças de maré de um estuário amazônico: interação de fatores(Universidade Federal do Pará, 2012-02-28) OLIVEIRA, Rory Romero de Sena; GIARRIZZO, Tommaso; http://lattes.cnpq.br/5889416127858884A ictiofauna de poças de maré tem sido bem estudada em regiões temperadas e tropicais do Pacifico. No Brasil, ainda é incipiente o conhecimento ecológico das poças de maré e das assembléias de peixes que as habitam. O presente estudo pretendeu investigar a composição e distribuição espaço-temporal das assembléias de peixes associadas às poças de maré em habitats de afloramento rochoso, floresta de mangue e marismas da Ilha do Areuá, estuário inferior do rio Curuçá, Norte do Brasil. Amostragens trimestrais foram realizadas entre fevereiro e novembro de 2009, durante a maré baixa de sizígia (lua nova), utilizando metodologia padronizada. As variáveis ambientais sofreram modificações ao longo do gradiente vertical e foram responsáveis pela distribuição espacial e temporal da ictiofauna no afloramento rochoso. A salinidade, profundidade média e heterogeneidade do substrato foram as variáveis que mais explicaram as variações na distribuição da ictiofauna. A comparação entre os habitats de afloramento rochoso, floresta de mangue e marismas evidenciou que as assembléias de peixes do afloramento rochoso são claramente distintas daquela presente nos habitats vegetados (floresta de mangue e marismas). Os resultados deste estudo sugerem que há preferências pela ictiofauna por determinados habitats em função das variáveis ambientais e heterogeneidade do substrato, porém mais estudos devem ser realizados levando em consideração relações inter e intra-especificas.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Environmental structure affects taxonomic diversity but not functional structure of understory birds in the southwestern Brazilian Amazon(Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, 2019-09) OLIVEIRA, Jocieli de; ALMEIDA, Sara Miranda; FLORÊNCIO, Fernando do Prado; PINHO, João Batista de; OLIVEIRA, Dalci Mauricio Miranda de; SANTOS, Raphael Ligeiro Barroso; RODRIGUES, Domingos de JesusMudanças nas características ambientais podem influenciar o uso do habitat por aves, afetando o número de indivíduos, a riqueza de espécies e alterando a composição de espécies e estrutura funcional das assembleias. Medidas que avaliam a estrutura funcional de assembléias biológicas constituem uma ferramenta complementar à abordagem taxonômica, pois quantificam as diferenças entre as espécies através de seus atributos funcionais. Nós acessamos o efeito de variáveis ambientais sobre a diversidade taxonômica (riqueza, composição de espécies e número de indivíduos) e estrutura funcional (riqueza funcional, equabilidade funcional, diversidade funcional e média dos atributos ponderada pelas abundâncias) de assembleias de aves no norte do estado de Mato Grosso. Amostramos aves em 32 parcelas. Em cada parcela as aves foram capturadas usando redes de neblina e oito variáveis ambientais foram mensuradas: abertura de dossel, volume de serapilheira, elevação, número de árvores em três classe de DAP, teor de argila no solo e distância ao riacho mais próximo. Para avaliar a estrutura funcional nós tomamos sete medidas morfológicas de cada espécie de aves. Encontramos um efeito significativo das variáveis do habitat sobre a diversidade taxonômica, porém, a estrutura funcional, de maneira geral, não foi afetada. Elevação e distância ao riacho mais próximo foram as variáveis que direcionaram as mudanças na diversidade taxonômica e tiveram um pequeno efeito na riqueza funcional. As demais métricas de estrutura funcional não foram afetadas significativamente pelo conjunto de variáveis ambientais. Nossos resultados sugerem que a assembleia estudada exibe certa tolerância funcional (redundância) à variação ambiental em pequena escala, implicando em alguma resiliência à modificação do ecossistema.
