Navegando por Assunto "Heatwaves"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ondas de calor e riscos climáticos na Amazônia: análise espaço-temporal em Santarém-PA por meio de geotecnologias(Universidade Federal do Pará, 2025-04-04) SANTOS, Adrilene Silva dos; SODRÉ, Giordani Rafael Conceição; http://lattes.cnpq.br/0513329362156835; https://orcid.org/0000-0002-8918-973X; SILVA JÚNIOR, João de Athaydes da; GONÇALVES, Layrson de Jesus Menezes; SAUSEN, Darlene; http://lattes.cnpq.br/2150400764733967; http://lattes.cnpq.br/0500272377835584; http://lattes.cnpq.br/0095210122375797; https://orcid.org/0000-0001-7012-4381; https://orcid.org/0000-0002-3896-0168A presente pesquisa analisa a dinâmica espaço-temporal das ondas de calor e os riscos climáticos em Santarém, Pará, utilizando ferramentas de geotecnologia. A região amazônica tem registrado mudanças climáticas significativas, incluindo aumento das temperaturas, alterações no regime de chuvas e intensificação de eventos extremos, como secas severas e ondas de calor. O estudo considera os anos de 1998, 2005, 2010, 2015 e 2023, períodos marcados por extremos climáticos. A metodologia empregou dados de satélite e modelagem climática para calcular anomalias de temperatura e precipitação. Foram utilizados bancos de dados como CHIRPS (para precipitação), ERA5 e WorldClim (para temperatura do ar) e MapBiomas (para análise da cobertura do solo). A análise das ondas de calor seguiu a definição da Organização Meteorológica Mundial, considerando períodos consecutivos de temperaturas máximas acima da média. Além disso, o Índice de Precipitação Evapotranspiração Padronizado (SPEI) foi aplicado para avaliar a intensidade das secas na região. Os resultados indicam um aumento da frequência e duração das ondas de calor ao longo das últimas décadas, além de uma tendência de intensificação das secas. O ano de 2023 destacou-se como um dos mais críticos, registrando os maiores períodos de estiagem e as ondas de calor mais prolongadas. O estudo aponta que a interação entre eventos climáticos extremos e alterações no uso do solo contribui para a vulnerabilidade da região a riscos climáticos, impactando diretamente a população, a biodiversidade e as atividades socioeconômicas. A pesquisa reforça a necessidade de estratégias de mitigação e adaptação aos impactos das mudanças climáticas na Amazônia, considerando políticas públicas voltadas para a conservação ambiental e a resiliência climática das comunidades locais.
