Navegando por Assunto "Helicobacter pylori"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Associação das variantes da região carboxiterminal do gene cagA de Helicobacter pylori com o desenvolvimento de distúrbios gastroduodenais em Belém-Pará(Universidade Federal do Pará, 2012) SILVA, Adenielson Vilar e; MARTINS, Luisa Caricio; http://lattes.cnpq.br/1799493244439769A citotoxina CagA do Helicobacter pylori, codificada pelo gene cagA, é associada ao aumento da resposta inflamatória do tecido gástrico e a alteração do controle do crescimento e proliferação celular. A ativação desta citotoxina ocorre pela fosforilação em resíduos específicos de tirosina dentro de uma sequência de aminoácidos denominada motif EPIYA, sendo quatro os tipos de motifs descritos na literatura (EPIYA-A,-B,-C e-D). Contudo, o sítio EPIYA-C constitui o local mais comum de fosforilação de proteínas CagA das cepas bacterianas isoladas nos países ocidentais, podendo ainda ser encontrado em repetições. Assim, este estudo teve como objetivo determinar os tipos de motifs EPIYA de CagA presentes em pacientes com gastrite e adenocarcinoma gástrico e sua associação com estas doenças. Foram coletadas amostras de biópsias gástricas de 384 pacientes infectados por H. pylori, dos quais 194 apresentavam gastrite crônica e 190 adenocarcinoma gástrico. As biópsia gástrica foram utilizadas para análise histológica, extração de DNA bacteriano e análise do gene cagA por PCR. Houve predomínio de adenocarcinoma gástrico no sexo masculino, com média de idade de 58 anos. O gene cagA foi mais prevalente nos pacientes com câncer gástrico, apresentando associação com maior grau de inflamação, atividade neutrofílica e desenvolvimento de metaplasia intestinal (OR = 4,31, IC 95% = 2,71-6,87, p <10-3; OR = 3,57, IC 95% = 2,18 – 5,84, p <10-3; OR = 11,11, IC 95% = 5,48 – 22,30, p <10-3; OR = 3,65, IC 95% = 1,50-8,88, p=0,004, respectivamente). O número de repetições do sítio EPIYA C foi significativamente associada com o aumento do risco de carcinoma gástrico (OR = 2,99, IC 95% = 1,53-5,82, p <10-3) e o maior número de motifs EPIYA C também foi associado com metaplasia intestinal (p = 0,02). Neste estudo a infecção por cepas de H. pylori portadoras do gene cagA com mais de um motif EPIYA-C demonstrou associação com o desenvolvimento de metaplasia intestinal e adenocarcinoma gástrico, entretanto, não apresentou associação com a atividade neutrofílica e grau de inflamação.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Características epidemiológicas relativas à doença dental e infecção por Helicobacter pylori na cavidade oral de estudantes em Belém-Pará(Universidade Federal do Pará, 2009) MATOS, Gyselly de Cássia Bastos de; CORVELO, Tereza Cristina de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/7253864056606024A infecção pela Helicobacter pylori é uma das mais comuns em humanos e apesar de possuir tropismo pelo estômago, pode ser encontrada na cavidade oral, mantendo uma relação comensal com o hospedeiro, enquanto a cárie dental também é uma doença infecciosa e resulta do metabolismo da placa bacteriana. Ambas as infecções apresentam alta prevalência em países em desenvolvimento, pois estas populações estão mais expostas a fatores ambientais de risco, e normalmente são adquiridas durante a infância. A prevalência destas infecções foi investigada na cavidade oral de escolares assintomáticos para doenças gástricas, provenientes de uma população de Belém-Pa, relacionando-se a alguns parâmetros de higiene e saúde bucal, condição socioeconômica e fatores de susceptibilidade genética como os grupos sanguíneos ABO e Lewis. Foram investigados 104 indivíduos, com idade média de 17 anos. De todos os participantes foram coletadas amostras de saliva e placa dental. A saliva foi coletada para identificação do estado secretor ABO e Lewis e estimação dos parâmetros salivares, e ambas, saliva e placa dental, foram coletadas para analise molecular dos genes 16S RNAr da H. pylori e FUT2. A H. pylori foi detectada em 79,8% dos escolares, com freqüência de 66,35% na placa dental e 58,65% na saliva. A prevalência de cárie foi de 82,8% na população estudada. A avaliação clínica da saúde bucal mostrou que o CPO-D médio encontrado foi de 3,53. Observou-se que a experiência de cárie tende a aumentar à medida que acresce a idade e que a infecção por H. pylori foi maior na primeira infância. O grau de instrução e o número de visitas ao dentista mostraram diferenças significantes em relação a presença de H. pylori. A distribuição fenotípica dos grupos sanguíneos ABO e Lewis não mostrou diferenças significantes entre indivíduos infectados e não-infectados, que expliquem haver maior susceptibilidade genética para infecção por H. pylori e cárie dental. No conjunto desta analise as elevadas freqüências encontradas denotam a necessidade de cuidados e tratamento das doenças dentais, como a cárie e sugere-se que a H. pylori na cavidade oral pode contribuir para a infecção e re-infecção do estômago após tratamento.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Clinical and pathological importance of vacA allele heterogeneity and cagA status in peptic ulcer disease in patients from North Brazil(2005-12) MARTINS, Luisa Caricio; CORVELO, Tereza Cristina de Oliveira; DEMACHKI, Sâmia; ARAÚJO, Marialva Tereza Ferreira de; ASSUMPÇÃO, Mônica Baraúna de; VILAR, Simone Cristina Araujo Jucá; FREITAS, Felipe Bonfim; BARBOSA, Hivana Patricia Melo; FECURY, Amanda Alves; AMARAL, Renata Kelly Costa do; SANTOS, Sidney Emanuel Batista dosDissertação Acesso aberto (Open Access) Comparação das cepas de Helicobacter pylori na placa bacteriana dental e mucosa gástrica(Universidade Federal do Pará, 2006) ASSUMPÇÃO, Mônica Baraúna de; CORVELO, Tereza Cristina de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/7253864056606024A infecção pela Helicobacter pylori, é extremamente frequente em todo o mundo, com prevalência maior em países em desenvolvimento. Está associada à gastrite crônica, úlcera gástrica e duodenal e é considerada um fator de risco para câncer gástrico e linfoma MALT do estômago. As rotas de transmissão desta bactéria ainda não estão completamente esclarecidas, sendo as mais prováveis a oral-oral e fecal-oral. A importância da presença da bactéria da placa dental permanece obscura, podendo constituir-se em fonte de infecção gástrica. Objetivando identificar e correlacionar as cepas da H. pylori presentes em biopsias gástricas e em amostras de placa dental, foram avaliados 99 pacientes adultos dispépticos, submetidos a endoscopia digestiva alta no Hospital Universitário João de Barros Barreto, da Universidade Federal do Pará, no ano de 2005. Amostras da placa dental foram obtidas utilizando coletores esterilizados, e analisadas pelo teste da urease e pela Reação em cadeia da polimerase (PCR). Durante a endoscopia, seis biopsias foram retiradas do antro gástrico e analisadas pelo teste da urease, exame histopatológico e PCR, após consentimento informado e aprovação pelo Comitê de Ética do Hospital Universitário João de Barros Barreto. Os resultados obtidos foram analisados utilizando-se o programa BioEstat 3.0. A bactéria foi identificada em 96% das biopsias gástricas e em 72% das amostras de placas dentais, diferença estatisticamente significante (p<0,001). Em relação à idade e sexo, não houve diferença estatística. Todos os pacientes apresentaram alterações gástricas, sendo que 18% apresentaram grau maior de severidade, com lesões ulceradas à endoscopia e/ou lesão pré-maligna do tipo metaplasia intestinal à histopatologia, nestes houve concomitância de infecção na placa dental e mucosa gástrica em 82,4%. Dentre os testes utilizados o de maior sensibilidade foi a PCR, tanto em amostras gástricas como na placa dental. Nos casos de positividade para a bactéria na placa dental (71 casos), houve coincidência entre as cepas da mucosa gástrica e placa dental em 89%. O genótipo mais frequentemente identificado foi s1bm1 cagA positivo, tanto na mucosa gástrica, quando na placa dental. As cepas tipo 1, consideradas as mais patogênicas foram encontradas em 63 pacientes na mucosa gástrica e em 58 pacientes na placa dental. A frequência elevada da H. pylori na placa dental, pode ser um indicador de que a cavidade oral seria um sítio de colonização deste micro-organismo, a partir do qual poderia ser diretamente disseminada, constituindo-se em um fator de risco para infecção gástrica.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Detection of Helicobacter pylori in gastric cancer(2001-10) PEREIRA, Luana Paredes Leite de Barros; WAISBERG, Jaques; ANDRÉ, Eduardo Antonio; ZANOTO, Arnaldo; MENDES JÚNIOR, João Paulo; SOARES, Heloísa PradoArtigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Determination of strains of Helicobacter pylori and of polymorphism in the interleukin-8 gene in patients with stomach cancer(2011) VINAGRE, Ruth Maria Dias Ferreira; CORVELO, Tereza Cristina de Oliveira; ARNAUD, Vanda Catão; LEITE, Ana Claudia Klautau; BARILE, Katarine Antonia dos Santos; MARTINS, Luisa CaricioCONTEXTO: A neoplasia gástrica é a segunda causa mais comum de morte por câncer no mundo e o H. pylori é classificado como carcinógeno humano tipo I pela Organização Mundial de Saúde. Entretanto, apesar da elevada prevalência da infecção pelo H. pylori em todo mundo, menos de 3% de indivíduos portadores dessa bactéria desenvolvem neoplasias gástricas. Tal fato indica que a evolução para malignização possa estar associada a fatores bacterianos, do hospedeiro e do ambiente. OBJETIVOS: Investigou-se a associação do polimorfismo da região promotora do gene IL-8 (-251) e do genótipo do H. pylori, baseado nos alelos vacA e na presença do gene cagA, com a clínica e os dados histopatológicos. MÉTODOS: Em estudo prospectivo, 102 pacientes com câncer gástrico e 103 voluntários saudáveis foram analisados. O polimorfismo da IL-8 (-251) foi determinado pela reação de PCR-RFLP e sequenciamento. Para genotipagem dos alelos vacA e do gene cagA das cepas bacterianas foi utilizada a PCR. As biopsias gástricas foram avaliadas histologicamente. RESULTADOS: A sorologia para o H. pylori foi positiva em 101 (99%) de todos os pacientes analisados, e 98 (97%) deles foram colonizados por apenas uma cepa bacteriana. Em pacientes com monoinfecção, 82 (84%) das cepas bacterianas observadas apresentavam o genótipo s1b/m1. O gene cagA foi detectado em 74 (73%) dos pacientes infectados pelo H. pylori. A presença do gene cagA demonstrou estar associada com a presença do genótipo s1b/m1 do gene vacA (P = 0,002). Quanto ao polimorfismo do gene da IL-8 (-251), observou-se que os genótipos AA (P = 0,026) e AT (P = 0,005) foram mais frequentes no grupo de pacientes com adenocarcinoma gástrico. Comparando os diferentes tipos de cepas bacterianas isoladas, com o polimorfismo do gene da IL-8-251 e dados histopatológicos, observou-se que, portadores do alelo A (AT e AA) infectados por cepas virulentas (m1s1 cagA+), demonstraram risco aumentado de apresentar maior grau de inflamação (OR = 24,75 IC 95% 2,29-267,20 P = 0,004) e aumento da atividade neutrofílica (OR = 28,71 IC 95% 2.62-314 P = 0,002) na mucosa gástrica. CONCLUSÃO: Os resultados demonstram que a interação entre o polimorfismo do gene da IL-8, particularmente em portadores do alelo A, e o tipo de cepa infectante do H. pylori (s1m1 cagA positiva) desempenha importante função no desenvolvimento do câncer gástrico.Tese Acesso aberto (Open Access) Estudo do perfil de pacientes submetidos a pesquisa de Helicobacter pylori: análise endoscópica e dos fatores determinantes da atividade linfocitária na resposta imunológica gástrica (ROR-Y, FOXP3 e GATA3)(Universidade Federal do Pará, 2015) MIRANDA, Ariney Costa de; QUARESMA, Juarez Antônio Simões; http://lattes.cnpq.br/3350166863853054INTRODUÇÃO: O Helicobacter pylori é conhecido pela sua capacidade de adaptação ao hospedeiro podendo evoluir para infecção crônica usando mecanismos diversos e eficazes de patogenicidade. Apresenta elevada incidência mundial e sua relação direta com úlcera péptica, gastrite, carcinoma e linfoma gástrico ocorre em uma minoria de indivíduos infectados. O melhor entendimento da regulação gênica da resposta imunológica gástrica, motivou essa pesquisa. OBJETIVOS: Descrever os fatores de transcrição dos Linfócitos T positivos para ROR-γ, FOXP3 e GATA3, correlacionando-os com a intensidade, tipo e grau de atividade das gastrites, causadas pela infecção do H. pylori. METODOLOGIA: Participaram do estudo 50 pacientes de ambos os sexos, submetidos à endoscopia digestiva alta com biópsia. Teste da urease e estudo histológico foram feitos para identificação e confirmação da infecção pela bactéria. Trinta e cinco amostras foram encaminhadas para o laboratório de Imunopatologia do NMT-UFPA para estudo de expressão gênica dos fatores de transcrição dos linfócitos T (ROR- γ, FOXP3 e GATA3) pelo método RT-PCR. RESULTADOS: Obtivemos 48,5% de pacientes H. pylori positivos no teste da urease e 25,7% de H. pylori positivos no estudo histológico. A concordância de positividade para o H. pylori realizada pelos dois testes ocorreu em 11,7%. Relato de infecção prévia pelo Helicobacter pylori foi feito por 22% dos indivíduos da amostra. A idade e gênero dos indivíduos da amostra não influenciaram na expressão gênica dos fatores estudados. Houve maior expressão do gene GATA3 nos indivíduos H. pylori positivos, com relato de infecção prévia e que apresentaram gastrite leve erosiva de corpo classificada pelo Sistema Sydney via endoscopia digestiva alta. O gene ROR- γ apresentou-se com expressão aumentada somente ao compararmos amostras com ou sem positividade pelo H. pylori (estudo histológico), com a topografia do processo inflamatório evidenciado pela endoscopia. As expressões dos fatores em estudo apresentaram-se com maior significância, quando foi usado o gene constitutivo β-actina como padrão quando comparado com o gene GAPDH. CONCLUSÕES: 1- A faixa etária adulta analisada em nossa amostra, não influenciou na expressão gênica dos fatores de transcrição estudados. 2- Não houve diferenças encontradas nas expressões dos genes em estudo com relação ao gênero dos indivíduos participantes da amostra. 3- Houve expressão gênica significante tanto nos pacientes H. pylori positivos (análise histológica), como nos pacientes que relataram infecção prévia em nosso estudo. 4- Ao compararmos os achados endoscópicos da amostra, utilizando o Sistema Sydney, com a expressão gênica dos fatores de transcrição em estudo, obtivemos maior concordância somente em relação ao grau de atividade das gastrites. 5- O fator de transcrição GATA3 (perfil de resposta TH2) foi o gene de maior expressão nas amostras com gastrites endoscópicas e com positividade para o H. pylori. 6- O fator de transcrição ROR-γ (perfil de resposta TH17) apresentou-se com expressão aumentada ao compararmos as amostras com a topografia do processo inflamatório evidenciado pela endoscopia, independente da positividade pelo H. pylori (estudo histológico). 7- O gene da β-actina como gene-padrão constitutivo utilizado em nosso estudo foi o que mais apresentou resultados significativos nas expressões quantificadas, quando comparado com o gene GAPDH.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Expressão dos antígenos ABH e Lewis na gastrite crônica e alterações pré- neoplásica da mucosa gástrica(2002-12) AGUIAR, Délia Cristina Figueira; CORVELO, Tereza Cristina de Oliveira; ARAÚJO, Marialva Tereza Ferreira de; CRUZ, Ermelinda do Rosário Moutinho da; DAIBES, Samiry; ASSUMPÇÃO, Mônica Baraúna deRACIONAL: A aderência do Helicobacter pylori à mucosa gástrica humana é pré-requisito para sua colonização e o desenvolvimento da gastrite crônica. Os antígenos de grupos sangüíneos, presentes no muco gástrico, são descritos como prováveis receptores da bactéria neste epitélio. A expressão alterada destes antígenos está associada ao desenvolvimento do câncer gástrico. OBJETIVOS: Verificar a ocorrência do Helicobacter pylori e a distribuição da expressão dos antígenos ABH e Lewis correlacionada com as alterações histopatológicas de pacientes com gastrite crônica. PACIENTES E MÉTODOS: Analisaram-se 63 amostras de sangue, saliva e biopsias gástricas de pacientes com gastrite crônica através das técnicas dot-blot-ELISA, imunoperoxidase indireta e colorações do Gram modificado e hematoxilina-eosina. RESULTADOS: Não foram encontradas associações significativas entre a presença da bactéria e os fenótipos de grupos sangüíneos ABH, Lewis e Secretor. Na maioria dos pacientes, a expressão dos antígenos ABH e Lewis, estava restrita principalmente ao epitélio foveolar da mucosa gástrica, concordando com a expressão ao nível salivar. A expressão inapropriada desses antígenos ocorria sempre na infecção pelo Helicobacter pylori e/ou alterações pré-neoplásicas da mucosa gástrica. Em áreas com metaplasia intestinal foi observada a redução da reatividade para os antígenos H e Le, e principalmente o aumento de Leª. CONCLUSÃO: Alterações no padrão de glicosilação destes antígenos refletem diferentes estágios de diferenciação celular e são marcadores potenciais na avaliação diagnóstica e prognóstica das patologias gástricas.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Gender, age, endoscopic findings, urease and Helicobacter pylori: all uncorrelated within a sample of a high gastric cancer prevalence population in Amazon(Instituto Brasileiro de Estudos e Pesquisas de Gastroenterologia e Outras Especialidades, 2019-09) MIRANDA, Ariney Costa de; CALDATO, Cássio; SAID, Mira Nabil; LEVY, Caio de Souza; TEIXEIRA, Cláudio Eduardo Corrêa; QUARESMA, Juarez Antônio SimõesCONTEXTO: É amplamente assumido que gênero, idade, gastrite e Helicobacter pylori , todos têm algum grau de correlação e, portanto, podem sinergicamente levar ao desenvolvimento de câncer gástrico. OBJETIVO: Neste estudo transversal, esperamos observar a correlação acima mencionada na análise de prontuários de 67 pacientes de ambos os sexos (sexo feminino, n=44), média de idade ± desvio padrão: 41±12 anos, todos de Belém (capital do Estado do Pará, Amazônia Brasileira), uma cidade historicamente conhecida como sendo uma das que apresenta maior prevalência de câncer gástrico no país. MÉTODOS: Todos os pacientes foram submetidos à endoscopia digestiva alta para análise histopatológica da biópsia gástrica e teste rápido da urease. Todos os diagnósticos de gastrite foram registrados considerando sua topografia, categoria e grau de atividade inflamatória, sendo associada ou não associada à infecção por H. pylori . RESULTADOS: Os resultados mostram que não foram encontradas associações estatisticamente relevantes entre as prevalências das variáveis observadas. CONCLUSÃO: Os autores levantam a hipótese de que os fatores de risco associados ao câncer gástrico podem ser menos sinérgicos do que o esperado.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Helicobacter pylori em crianças e associação de cepas CagA na transmissão mãe-filho na Amazônia brasileira(Universidade Federal do Pará, 2009-06) D’ANNIBALE, Vivian Lúcia Aslan; MARTINS, Luisa Caricio; CARNEIRO, Lígia Maia; BARILE, Katarine Antonia dos Santos; CORVELO, Tereza Cristina de OliveiraInvestigou-se a prevalência de infecção pela Helicobacter pylori em amostras de sangue de 100 crianças de 1 a 12 anos e de suas mães através dos métodos de hemaglutinação indireta e anti-CagA pelo ensaio ELISA. Destas 100 crianças, foram obtidas 79 amostras de fezes e realizada pesquisa de antígenos da bactéria nas fezes por ELISA de captura. Os antígenos foram detectados em 54,4% (43/79) das crianças, e os anticorpos no soro em 43% (34/79), métodos que apresentaram desempenhos semelhantes, com maiores discordâncias nas crianças de 1 a 4 anos. A soroprevalência nas crianças foi de 50% (50/100) e nas mães de 86% (86/100). Mães infectadas representaram fator de risco 19 vezes superior ao de mães soronegativas para determinar infecção em seus filhos (p < 0,05), sobretudo as mães com cepas CagA+ (p < 0,05). O contato direto pessoa-pessoa pode ser um modo de transmissão desta infecção.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Helicobacter pylori infection and immune profile of patients with different gastroduodenal diseases(Instituto Brasileiro de Estudos e Pesquisas de Gastroenterologia e Outras Especialidades, 2018-06) VINAGRE, Ruth Maria Dias Ferreira; VINAGRE, Igor Dias Ferreira; SILVA, Adenielson Vilar e; FECURY, Amanda Alves; MARTINS, Luisa CaricioA associação da infecção por Helicobacter pylori com diferentes doenças gastroduodenais pode estar associada a fatores bacterianos, do hospedeiro e do ambiente. Nesse contexto, estudos têm demonstrado que a diversidade genética do H. pylori, sobretudo nos genes vacA e cagA, está associada ao desenvolvimento de doenças gastroduodenais como a úlcera péptica e o câncer gástrico. Além disso, a natureza da resposta inflamatória do hospedeiro pode explicar essas diferentes manifestações da infecção por esse microrganismo. Portanto, fatores do hospedeiro que regulam as respostas imunológica e inflamatória, envolvendo a interação funcional da infecção por H. pylori com diferentes membros do compartimento imunológico, especialmente respostas imunes de células T nas doenças gastroduodenais, ainda precisam ser melhor estudados. Objetivo: Caracterizar a resposta imune, incluindo imunidade induzida por infecção pelo H. pylori, especialmente com cepas virulentas de H. pylori (alelos vacA e gene cagA), através da análise do perfil de citocinas e da caracterização da população de células T presentes em doenças gastroduodenais em nossa população. Métodos: Em um estudo prospectivo, foram coletadas biópsias gástricas de 554 pacientes portadores das diferentes doenças gastroduodenais. Nas amostras biológicas destes pacientes foi realizada a determinação do genótipo bacteriano e a detecção das citocinas IL-4, IL-10, INF-γ e IL-12 através do método Elisa. Foram obtidas biópsias gástricas para avaliação histológica. Resultados: Observamos que o genótipo predominante nas cepas de H. pylori isoladas dos pacientes estudados foi s1m1cagA positivo, sendo mais frequentes entre os pacientes com úlcera gástrica, úlcera duodenal e câncer gástrico. Houve associação significativa das cepas com o genótipo s1m1cagA positivo com maior grau de inflamação, atividade neutrofílica e desenvolvimento de metaplasia intestinal. As concentrações gástricas de INF-γ e IL-12 foram significativamente mais elevadas em pacientes infectados pelo H. pylori do que nos não infectados. Foram detectados níveis mais elevados dessas citocinas nos portadores de úlcera e câncer gástrico, sendo que nesses pacientes foram observados níveis mais baixos de IL-4 e IL-10 na mucosa gástrica. Além disso, as concentrações de INF-γ e IL-12 em biópsias gástricas, foram mais elevadas nos pacientes portadores das cepas bacterianas virulentas s1m1cagA+. Contrariamente, os níveis de IL-4 e IL-10 foram maiores em tecido infectado por cepas s2m2cagA. Pacientes com maior grau de inflamação, de atividade neutrofílica e presença de metaplasia intestinal, apresentaram níveis mais elevados de INF-γ e IL-12 e uma concentração mais baixa de IL-4 e IL-10 nas biópsias gástricas. Conclusão: Nosso estudo demonstra que a interação entre o tipo de cepa infectante e resposta imunológica com perfil Th1, podem influenciar e perpetuar a inflamação gástrica contribuindo para o desenvolvimento de diferentes manifestações clínicas na infecção pelo H. pylori.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Helicobacter pylori infection in patients with different gastrointestinal diseases from northern brazil(Instituto Brasileiro de Estudos e Pesquisas de Gastroenterologia e Outras Especialidades, 2015-12) VINAGRE, Igor Dias Ferreira; QUEIROZ, André Lima de; SILVA JÚNIOR, Mário Ribeiro da; VINAGRE, Ruth Maria Dias Ferreira; MARTINS, Luisa CaricioContexto - Os mecanismos pelos quais o H. pylori produz diferentes quadros patológicos no estômago e no duodeno não são totalmente conhecidos. Considerando a diversidade geográfica relacionada à prevalência dos fatores de virulência desse microrganismo e sua associação com o desenvolvimento de diferentes doenças, vem se intensificando a pesquisa de marcadores de patogenicidade, como o CagA e os alelos do VacA por técnicas moleculares. Objetivos - O objetivo desse estudo foi investigar a presença da infecção por H. pylori, e a frequência dos diferentes genótipos dessa bactéria em pacientes com doenças gastrointestinais da nossa região, procurando estabelecer sua associação com os achados histopatológicos. Métodos - Em estudo prospectivo, foram coletadas amostras de 554 pacientes com diferentes doenças gastrointestinais (gastrite, úlcera duodenal, úlcera gástrica e câncer gástrico), atendidos em hospital de referência para todo o Estado do Pará, localizado na região metropolitana de Belém. Foram analisados dados obtidos através de questionário epidemiológico, relacionados ao sexo e faixa etária desses pacientes. A presença do H. pylori e do genótipo bacteriano foi detectada utilizando a PCR. As biopsias gástricas foram avaliadas histologicamente. Resultados - Observou-se uma prevalência de 91% da infecção pelo H. pylori, sendo mais frequente nos portadores de úlcera gástrica e câncer gástrico, nos quais houve predomínio do sexo masculino e a idade foi maior que a dos outros dois grupos estudados. O genótipo bacteriano predominante foi o s1m1cagA positivo, sendo mais frequentes entre os pacientes com úlcera gástrica, úlcera duodenal e câncer gástrico. Houve associação significante das cepas com o genótipo s1m1cagA positivo com maior grau de inflamação, atividade neutrofílica e desenvolvimento de metaplasia intestinal. Conclusão - Nosso estudo demonstra a alta incidência da infecção pelo H. pylori nos pacientes analisados em nosso meio, especialmente em portadores de úlcera e câncer gástricos. As cepas virulentas s1m1cagA+ foram predominantes e estavam associadas a lesões mais graves.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Infecção por Helicobacter pylori: transmissão intradomiciliar e os fenótipos de grupos sanguíneos ABO e Lewis como marcadores de predisposição entre as famílias residentes as margens do Rio Tocantins, no município de Imperatriz – MA(Universidade Federal do Pará, 2012-09-13) BARBOSA, Marluce Sampaio Nobre; CORVELO, Tereza Cristina de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/7253864056606024O presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre a infecção pela Helicobacter pylori em crianças e seus respectivos pais, mediante informações diagnósticas laboratoriais e epidemiológicas, contribuindo para esclarecer os possíveis fatores etiológicos desta infecção. Foi realizado um estudo descritivo e analítico do tipo transversal, nos períodos de março a junho de 2012. A população de estudo incluiu 48 famílias residentes às margens do rio Tocantins no município de Imperatriz-Maranhão, cadastradas e assistidas pela equipe de saúde da família Beira Rio. Foi aplicado formulário epidemiológico e coletado material biológico das crianças menores de 12 anos que corresponderam a amostras de fezes e saliva, enquanto que dos pais ou responsáveis e filhos a partir de 12 anos corresponderam a amostras de sangue e saliva. Nas amostras de soro foi pesquisada a presença de anticorpos IgG anti-H. pylori através de ensaios imunoenzimáticos (ELISA), na saliva foi utilizada a técnica de DOT-ELISA em membranas de nitrocelulose para identificação de fenótipos ABH e Lewis, as fezes foram usadas para a pesquisa de antígenos da H.pylori através de ensaio imunocromatográfico qualitativo. A prevalência global da infecção nas crianças menores de 12 anos foi de 69,23%, tendo início antes do primeiro ano de vida. A prevalência da infecção nas mães e nos pais foi de 76,60% e 59,09% respectivamente, entre as mães infectadas 77,27% dos filhos estavam também infectados. A prevalência da infecção pela H. pylori, entre os membros das famílias estudadas não mostrou associações com os fenótipos de grupos sanguíneos ABO, Lewis e estado secretor. Os aspectos socioeconômicos são sugestivos de que a transmissão intrafamiliar pode ser facilitada pelas precárias condições socioambientais, com ausência de saneamento, higiene e pobreza.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Inflammatory disorders associated with Helicobacter pylori in the Roux-en-Y bypass gastric pouch(Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva, 2016) CHAVES, Luiz Claudio Lopes; BORGES, Isabela Klautau Leite Chaves; SILVA, Ian Passos; SILVA, Lyz Bezerra; MAGALHÃES, Marcelo Alexandre Prado; FONSECA, Allan Herbert Feliz; CAMPOS, Josemberg MarinsRacional: Helicobacter pylori é responsável por várias doenças gastrointestinais. Com o aumento de cirurgia bariátrica no país, há poucos estudos sobre a prevalência desta bactéria em obesos com indicação cirúrgica e o seu papel no surgimento de lesões inflamatórias no pós-operatório. Objetivo - Identificar a incidência de lesões inflamatórias no estômago pós-cirurgia bariátrica e correlacionar com a infecção por H. pylori. Métodos - Estudo prospectivo com dois grupos de pacientes. Em ambos os grupos verificou-se a prevalência do H. pylori no pré-operatório através de histopatologia, mas em apenas um dos grupos, nos casos de H. pylori positivo realizou-se o tratamento com antibioticoterapia e inibidor de bomba de próton com realização de nova endoscopia no 6° e 12° mês pós-operatório. Resultados: Avaliou-se 216 pacientes, com as seguintes características: sexo feminino (68,1%), faixa etária entre 30-40 anos, com 31,9% e 31%, respectivamente. De acordo com o IMC, 17,6% apresentavam obesidade moderada, 82,4% obesidade severa/mórbida e 9,7% superobesidade. Nos pacientes submetidos à endoscopia, a positividade do H. pylori se manifestou em 40,7%, sendo responsável pela atividade inflamatória na mucosa gástrica (p<0,001). No pós-operatório, investigou-se a mucosa gástrica através de endoscopia e histopatologia no 6° e 12° mês, que demonstrou normalidade no neorreservatorio gástrico em 84% dos pacientes, e a incidência de H. pylori foi 11% aos seis meses e 16% aos 12 meses, sendo a presença de processo inflamatório relacionado com a infecção pela bactéria (p<0,001). Conclusão - H. pylori apresenta prevalência similar tanto em obesos que irão submeter-se à cirurgia bariátrica quanto à população em geral; há baixa incidência dele no 6° e 12° mês após a operação e isto deve-se provavelmente à sua erradicação quando detectado no pré-operatório; quando presente a doença inflamatória no neorreservatório gástrico possui relação direta com a infecção por H. pylori.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) IVTH Brazilian Consensus Conference on helicobacter pylori infection(Instituto Brasileiro de Estudos e Pesquisas de Gastroenterologia e Outras Especialidades, 2018-06) COELHO, Luiz Gonzaga Vaz; MARINHO, James Ramalho; RIBEIRO, Laercio Tenório; PASSOS, Maria do Carmo Friche; ZATERKA, Schlioma; ASSUMPÇÃO, Paulo Pimentel; BARBOSA, Alfredo José Afonso; BRAGA, Lucia Libanês; CURY, Marcelo de Souza; PEDRAZZOLI JÚNIOR, José; RAMOS, Ana Flávia Passos; SEIDLER, Heinrich Bender Kohnert; GENTA, Robert; BARBUTI, Ricardo; BREYER, Helenice; CARVALHAES, Aloisio; CHINZON, Décio; DOMINGUES, Gerson; JORGE, Jorge Luiz; MAGUILNIK, Ismael; PASSOS, Frederico; MORAES FILHO, Joaquim Prado de; PARENTE, José Miguel Luz; SILVA, Celso Mirra de Paula e; SPINELLI, José Nonato; ZIR, José VitorOs avanços significativos ocorridos desde o III Consenso Brasileiro sobre H. pylori realizado em 2012, em Bento Gonçalves, justificam este quarto consenso. O evento foi organizado pelo Núcleo Brasileiro para Estudo do Helicobacter e Microbiota, associação vinculada à Federação Brasileira de Gastroenterologia, tendo sido realizado novamente em Bento Gonçalves, RS, nos dias 25 a 27 de agosto de 2017. Participaram 26 delegados provenientes das cinco regiões brasileiras incluindo gastroenterologistas, endoscopistas e patologistas, além de um convidado internacional (EUA). Os participantes foram convidados pelo conhecimento e contribuição ao estudo da infecção por H. pylori. O encontro buscou rever diferentes aspectos relacionados ao tratamento da infecção, suas inter-relações com a dispepsia, microbiota e outras afecções, com ênfase especial ao câncer gástrico, além de promover uma reavaliação dos aspectos epidemiológicos e diagnósticos desta infecção. Os participantes foram alocados em quatro grupos, a saber: 1) Epidemiologia e diagnóstico, 2) Dispepsia, microbiota e outras afecções, 3) Neoplasias gástricas, e 4) Tratamento. Previamente à reunião do Consenso, os participantes receberam um tema a ser discutido e elaboraram texto com uma revisão recente da literatura, contendo uma assertiva de sua revisão. Todas as assertivas foram avaliadas em dois turnos de votação. Inicialmente, cada participante apresentava sua compilação e assertiva ao seu grupo, para eventuais modificações e votação. Posteriormente, em uma segunda votação, agora em sessão plenária, as assertivas eram novamente votadas e eventualmente modificadas. As votações obedeceram a cinco alternativas: 1) concorda fortemente; 2) concorda com reservas; 3) indeciso; 4) discorda e; 5) discorda fortemente. O índice de consenso adotado para cada afirmativa foi de 80% dos votantes respondendo que concorda fortemente ou concorda com reservas. As recomendações aqui apresentadas foram baseadas nas evidências científicas mais relevantes para o manuseio da infecção por H. pylori na população adulta no Brasil.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Prevalência de Helicobacter pylori e vírus Epstein-barr em crianças e adolescentes(Universidade Federal do Pará, 2013-03-13) OLIVEIRA, Kátia Soares de; BURBANO, Rommel Mario Rodriguéz; http://lattes.cnpq.br/4362051219348099Introdução: Infecções por Helicobacterpylori(HP) e vírusEpstein-Barr (VEB) são comuns no mundo todo, embora o HP seja o maior fator em doenças gastroduodenais, seu percentual de associação com VEB é incerto. Tanto o VEB quanto o HP são classificados como carcinógenos classe 1 pela Organização Mundial de Saúde, e uma substancial fração de indivíduos se tornam co-infectados na adultice. Esses dois patógenos podem potencializar sinergicamente para causar gastrite crônica perpetua. O objetivo deste trabalho foi verificar a prevalência de HP e do vírus Epstein-Barr em crianças e adolescentes. Material e Método: Estudo descritivo, do tipo transversal. Foram analisadas amostras de mucosa gástrica de 64 crianças e adolescentes através do Teste da Urease para diagnóstico do HP, da técnica de PCR para detecção da cepa cagA de H. pylori, da técnica de hibridização in situ para detecção do EBV e da análise patológica para determinação de características histopatológicas. Resultados: A prevalência de HP nas crianças e adolescentes em estudo foi de 53,1% enquanto a prevalência de VEB foi 3,1%. Entre os pacientes infectados por HP, a maioria (94,3%) apresentava gastrite a endoscopia digestiva alta, sendo gastrite enantemática a mais comumente encontrada. Na análise histopatológica, também a maioria (97,1%) dos pacientes apresentava algum grau de gastrite, com 80% classificados com gastrite crônica moderada. Cepas cagA positivas foram encontradas em 64,7% dos infectados com HP e entre estes todos tinham gastrite, com predomínio de gastrite crônica moderada (54%), no entanto não se observou correlação com significância estatística entre esses achados. Em adição, também não houve significância estatística para a associação entre infecção por HP e por VEB na população estudada, a baixa prevalência de VEB nesta análise sugere que esse vírus não é um agente etiológico das lesões da mucosa gástrica. No nosso conhecimento, este é o primeiro estudo que relaciona estes dois agentes infecciosos na mucosa gástrica de crianças e adolescentes do norte do Brasil. Conclusão: A maioria dos achados deste estudo se assemelha aos relatos da literatura, contudo evidenciou-se a necessidade de estudos com maior casuística, envolvendo a população pediátrica imunocompetente afim de melhor esclarecer se há ou não correlação entre a infecção por HP e VEB em nossa região.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Prevalência e associação da infecção gástrica por Helicobacter pylori e do vírus Epstein-Barr em casos de gastrite na população do Amapá(Universidade Federal do Pará, 2017-11-03) ALVES, Nélisson Clei Ferreira; BURBANO, Rommel Mario Rodriguéz; http://lattes.cnpq.br/4362051219348099A epidemiologia da HP e do vírus Epstein-Barr (EBV) é mundial. A prevalência de ambos os agentes carcinogênicos na população humana mundial é de cerca de 45%. Um estudo recente sugere que coinfecção de EBV com HP cagA positiva, aumenta o potencial oncogênico desta bactéria. O objetivo deste trabalho foi identificar a prevalência da bactéria HP e do EBV e a associação desses patógenos e do gene cagA em pacientes com gastrite na população do Amapá. Foi realizado um estudo descritivo, do tipo transversal, onde foram analisadas 292 amostras de mucosa gástrica de pacientes com gastrite submetidos a endoscopia, com faixa etária entre 14 e 83 anos de idade. Para detecção da HP foi utilizado o teste da Urease e a Reação em Cadeia da Polimerase, esta metodologia também serviu para revelar as cepas cagA positivas da bactéria. Adicionalmente, foi utilizada a técnica de hibridação in situ para detecção do EBV e a análise microscópica que determinou as características histopatológicas da mucosa gástrica. Resultados: Nosso estudo mostrou alta prevalência de casos de HP em pacientes com gastrite com uma frequência relativa de 87,67% dos 292 casos analisados, sendo maior incidência, dos casos positivos para HP, no sexo feminino, 88,27%. A incidência do gene cagA em amostras de pacientes positivos para HP foi de 72,66%, com maior prevalência no sexo feminino, 75,32%. No presente estudo foram encontrados 8,59% dos pacientes com infecção viral causada por EBV em amostras positivas para HP com maior prevalência no sexo masculino, 9,18%. De acordo com a faixa etária nosso estudo mostrou maior prevalência do gene cagA e do EBV em pacientes positivos para HP no segmento entre 44 e 54 anos, com 23,12% e 36,37%, respectivamente. A maioria dos achados deste estudo assemelha-se aos relatos da literatura, contudo, evidenciou-se a necessidade de estudos com maior casuística a fim de melhor esclarecer se há ou não há correlação entre a infecção por HP e EBV no norte do Brasil.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Soroprevalência da infecção por Helicobacter pylori em crianças de diferentes níveis sócio-econômicos em Porto Velho, Estado de Rondônia(Universidade Federal do Pará, 2007-10) RODRIGUES, Rosely Valéria; CORVELO, Tereza Cristina de Oliveira; FERRER, Mabel TorresO estudo investigou a soroprevalência de infecção pelo Helicobacter pylori em 200 (subdivididas em 2 grupos) crianças da Cidade de Porto Velho, Rondônia. A prevalência da soropositividade variou consideravelmente de acordo com o nível sócio-econômico, onde 51% das crianças de baixo nível e 24% de classe média eram positivas. As características da população infantil relacionadas ao sexo, raça e dieta alimentar não representaram fatores de risco para a aquisição da infecção; porém, a maioria das infectadas pertencia à faixa etária de cinco ou mais anos, independente do nível sócio-econômico. A distribuição fenotípica dos grupos sanguíneos ABO, entre os indivíduos infectados e não infectados, mostrou4 que a sororeatividade ao Helicobacter pylori foi maior entre as crianças do grupo sanguíneo O, sugerindo que há uma maior susceptibilidade genética destas crianças para a infecção pelo Helicobacter pylori.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Soroprevalência de anticorpos contra o antígeno CagA do helicobacter pylori em pacientes com úlcera gástrica na região Norte do Brasil(Universidade Federal do Pará, 2002-08) MARTINS, Luisa Caricio; CORVELO, Tereza Cristina de Oliveira; OTI, Henrique Takeshi; BARILE, Katarine Antônia dos SantosO Helicobacter pylori é um agente patogênico largamente distribuído no mundo, estando envolvido no desenvolvimento de várias doenças gastrointestinais. Atualmente a infecção pela cepa virulenta (CagA+ ) do H. pylori é considerado um dos principais fatores etiológicos para o desenvolvimento de ulcerações gástricas. Baseado nessa informação, investigamos a soroprevalência das cepas virulentas entre os pacientes com úlcera gástrica da nossa região, utilizando testes sorológicos para detecção de anticorpos contra o H. pylori e a proteína CagA. Sendo observado que 82% (45/55) dos pacientes estavam infectados pela cepa virulenta, entre esses 89% (40/45) apresentaram grau de inflamação aumentado na mucosa gástrica, com denso infiltrado de leucócitos no tecido, o que provavelmente favoreceu a formação das ulcerações gástricas.
