Navegando por Assunto "Hidrocortisona"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação dos níveis séricos de cortisol e de hidroepiandrosterona em pacientes com malária por Plasmodium falciparum não-complicada(Universidade Federal do Pará, 1997) LIBONATI, Rosana Maria Feio; MEDONÇA, Berenice Bilharinho de; http://lattes.cnpq.br/8356126875514076; SOUZA, José Maria de; http://lattes.cnpq.br/6459204248879587O objetivo desta pesquisa foi avaliar o comportamento dos níveis séricos de cortisol e dehidroepiandrosterona (DHEA) em pacientes com malária por Plasmodium falciparum. Como o cortisol apresenta um efeito imunossupressor e o DHEA um efeito imunoestimulador, estudou- se a correlação entre os níveis destes esteróides e a condição clínica do paciente de malária. A amostra constou de 24 pacientes com malária por P. falciparum não-complicada, sendo 18 do sexo masculino e 6 do sexo feminino, com idade variando de 15 a 47 anos, 12 primoinfectados e 12 multi-infectados, provenientes de área endêmica de malária da Amazônia. Coletaram-se amostras diárias de sangue de 20 em 20 minutos no pré-tratamento (D0), 24 horas após o início da medicação (D1) e no 8º dia de acompanhamento (D7), quando o paciente já se encontrava assintomático. Todos os pacientes apresentavam parasitemia negativa em D7. Dosaram-se: os níveis séricos de cortisol em D0, D1 e D7; DHEA em D0 e D7; os níveis de anticorpos totais IgG anti-P. falciparum, anti-P. vivax, e anticorpos IgM anti-P. falciparum em D0. Comparam-se os níveis séricos de cortisol dos três dias, concluindo-se que os níveis de cortisol eram significativamente mais elevados em D0 do que nos outros dias. Foram correlacionados os níveis de cortisol com a parasitemia, obtendo-se como significativas as correlações entre cortisol D0 e parasitemia D1, assim como cortisol D1 com parasitemia D1, levando-se a deduzir que o cortisol pode interferir na resposta inicial à terapêutica de pacientes com malária por P. falciparum. O cortisol foi correlacionado com a temperatura, tempo de evolução da doença, níveis de anticorpos IgG anti-P. falciparum, não se obtendo resultados estatisticamente significativos, levando a inferir que a temperatura não interfere nos níveis de cortisol e o mesmo não interfere nos níveis de anticorpos, e não apresenta variações importantes com o tempo de evolução da doença. Os níveis de DHEA em D0, foram significativamente mais elevados do que em D7, apesar dos pacientes estarem sintomáticos há mais de um dia, já que um estímulo mantido do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA) leva a uma diminuição deste esteróide. O DHEA foi correlacionado com a parasitemia obtendo-se um resultado significativo na correlação DHEA D0 com parasitemia D1. A correlação entre cortisol e DHEA em D0 não foi significativa (p = 0,057), porém este resultado leva a crer que o DHEA acompanha o aumento dos níveis de cortisol. Obteve-se uma correlação negativa entre DHEA e tempo de evolução de doença, apesar destes níveis estarem aumentados no pré-tratamento. Calculou-se a correlação parcial entre cortisol, DHEA e temperatura, concluindo-se que a temperatura interfere positivamente na correlação cortisol e DHEA. Uma vez que a febre reflete o momento em que ocorre a lise das hemácias secundária a esquizogonia, provavelmente esta lise com conseqüente liberação de citocinas serve como um fator agudizador da estimulação do eixo HPA, sugerindo que a liberação dos dois hormônios apresenta mecanismo comum. A correlação entre DHEA e anticorpos não foi significativa, portanto o DHEA não deve interferir na produção de anticorpos de pacientes com malária por P. falciparum.Tese Acesso aberto (Open Access) Efeito do cortisol na produção in vitro de embriões bovinos(Universidade Federal do Pará, 2014-12-19) ALMEIDA, Nathalia Nogueira da Costa de; MIRANDA, Moysés dos Santos; http://lattes.cnpq.br/3354029928888919; OHASHI, Otávio Mitio; http://lattes.cnpq.br/5547874183666459O objetivo dessa tese foi avaliar o efeito do cortisol, na maturação oocitária e cultivo de embriões bovinos. No ARTIGO 1 foi analisada a distribuição e localização de receptor de glicocorticóide (GR) por imunocitoquímica em oócitos, células do cumulus, embrião de 2-4 células, 8-16 células, mórula e blastocisto, e foi verificado também a presença de RNAm (rtPCR qualitativa) para GR nos referidos estádios. Os resultados apontam que o GR está presente em todas as células analisadas. A fim de verificar a funcionalidade de GR no desenvolvimento embrionário préimplantacional, a tradução do RNAm para GR foi silenciada em zigotos pela técnica de RNAi, e o desenvolvimento embrionário subsequente foi analisado. A diminuição de transcrito e proteínas de GR pela técnica de RNAi prejudicou o desenvolvimento embrionário (p<0,05. A presença de GR em oócito e células do cumulus nos indica que essas células são sensíveis ao uso de GC. Visto isso, no ARTIGO 2 foi avaliado o efeito de diferentes concentrações do cortisol durante a maturação in vitro (MIV) de oócitos bovinos sobre o desenvolvimento embrionário, índice de apoptose e expressão de gênica (NRF1, COX, TFAM, GLUT1, FASN e HSP70). As concentrações de cortisol utilizadas foram 0,01; 0,1 e 1 μg/mL.. Não houve diferença estatística em relação ao número de células e taxa de clivagem, porém a concentração de 0,1 μg/ml de cortisol aumentou a taxa de blastocisto quando comparada ao grupo controle (sem cortisol na MIV) (41 ± 10 versus 21 ± 1,2; p<0,05; respectivamente). A taxa de apoptose e a expressão gênica em oócitos, células do cumulus, e blastocistos foi avaliada apenas na concentração de 0,1 μg/ml de cortisol. Não houve diferença estatística com relação ao índice apoptótico, e nem com relação à expressão gênica em oócitos e células do cumulus para os genes COX, NRF1, HSP70 e FASN (p>0,05). Em relação à expressão gênica embrionária, apenas as quantificações relativas de RNAm para FASN, GLUT1 e HSP70 estavam aumentadas nos blastocistos tratados com 0,1μg/mL durante a MIV quando comparados aos embriões do grupo Controle (p<0,05), os demais genes não mostraram alteração (p>0,05). No ARTIGO 3 foi analisado o uso do cortisol durante o cultivo in vitro (CIV) de embriões bovinos. Visto que no Capítulo 1 foi identificado GR em todos os estádios de desenvolvimento embrionário e quando a expressão de GR foi silenciada o desenvolvimento embrionário foi prejudicado. Sendo assim, no experimento 3 foram adicionadas diferentes concentrações (0,01; 0,1 e 1 μg/mL) de cortisol na CIV e o desenvolvimento embrionário foi avaliado, mesmos parâmetros do Capítulo 2. Não houve diferença estatística nos embriões tratados com Cortisol em diferentes concentrações quando comparados com o Controle para nenhum dos parâmetros analisados (p>0.05). A concentração de 0,1 μg/mL foi escolhida para avaliar outros parâmetros de qualidade embrionária. Sendo assim, embriões CIV Com ou Sem 0,1 μg/mL de Cortisol, foram analisados quanto à taxa de apoptose e expressão gênica, não sendo observada diferença estatística em nenhuma das análises (p>0,05). Após estes estudos concluímos que oócitos e embriões são responsivos a GC, que a adição de cortisol na MIV melhora a competência oocitária, porém a suplementação com cortisol na CIV não influenciou o desenvolvimento embrionário.
