Navegando por Assunto "História ambiental"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Belém, uma história da chuva (1890 – 1920)(Universidade Federal do Pará, 2023-08-29) GOMES, Kelvyn Werik Nascimento; RICCI, Magda Maria de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/4368326880097299Esta dissertação tem como objetivo explorar a história da chuva na cidade de Belém, no período de 1890 a 1922, com um foco específico na influência que o fenômeno da natureza exerceu sobre determinados grupos e a cidade. Para isso, analisa-se o interesse de diferentes atores sociais pela chuva em Belém ao longo do século XIX, mas principalmente nos anos finais deste século e início do século XX. Destacam-se as observações feitas por viajantes naturalistas que estiveram na região e observaram o fenômeno da chuva, memorialistas e geógrafos, bem como o trabalho do naturalista Emílio Goeldi na coleta de dados meteorológicos explorando como o estudo da chuva se relacionou com a política e a imagem pública de Goeldi, e como esse interesse se tornou uma parte significativa da pesquisa científica na região. Esta dissertação se concentra também nas implicações práticas da chuva na vida cotidiana dos habitantes de Belém. Examinando como a chuva afetou a relação entre a população, a Intendência Municipal e a natureza, com ênfase nas tentativas de lidar com as demandas da população em relação à chuva, especialmente em termos de transformações urbanas que afetaram e afetam ainda hoje a cidade e os citadinos. Explora-se também a influência dos jornais como mediadores entre a população e o poder público em relação às questões da chuva na cidade, revelando como a mídia desempenhou um papel importante na formação da opinião pública e nas ações do governo. Por fim, esta dissertação explora a importância da chuva como um tema complexo e multifacetado na história de Belém durante o período estudado, considerando seu impacto nas esferas científicas, políticas e sociais da cidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A cidade e os “bichos”: poder público, sociedade e animais em Belém (1892-1917)(Universidade Federal do Pará, 2015-01-09) VIEIRA, David Durval Jesus; MOURÃO, Leila; http://lattes.cnpq.br/5665064793338456Ao longo do século XIX, os governos municipais proibiram determinados usos, tais como a permanência e circulação de animais em Belém por meio de “Códigos de Posturas”. Mesmo após a Intendência de Antonio Lemos (1897-1911), período de apogeu da economia gomífera e consolidação do regime republicano, as proibições permaneceram, e a elas foram adicionadas medidas e ações práticas como a criação de uma Guarda Municipal. A presente dissertação investiga como o poder público queria disciplinar os moradores da capital paraense no uso de animais e resultados práticos disso, focando a análise em três tipos de proibições: maltratar os animais de carga, soltar animais de gado de qualquer espécie pelas ruas e praças, e ter cães sem licença municipal. Para tanto, eu investiguei fontes como os “Códigos de Posturas”, “Relatórios dos Intendentes Municipais”, jornais, literatura e imagens. Analisei esta documentação utilizando conceitos como o de natureza e de civilização, na perspectiva da História Ambiental.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Contos de rios: memórias sobre as águas e o ensino de História em Santa Izabel do Pará(Universidade Federal do Pará, 2020-12-15) RIBEIRO, Ligia Mara Barros; KETTLE, Wesley Oliveira; http://lattes.cnpq.br/9421187953739248; https://orcid.org/0000-0002-5824-5700O presente estudo aborda a perspectiva ambiental com destaque para os rios nas aulas de história. Tem por objetivo analisar a percepção dos alunos sobre a relação entre os rios Izabelense, Jordão e Caraparu e a história de Santa Izabel do Pará, seguindo os embasamentos teóricos propostos pelo campo da história ambiental. Para tanto, utilizamos da história oral como metodologia para produzir as memórias ambientais izabelenses a partir das falas dos moradores antigos e que, por meio destas, os alunos conheçam os usos, experiências e práticas sociais vivenciadas entre os sujeitos e os rios, ao mesmo tempo em que analisaram as obras existentes sobre a história da cidade, para que entendessem o que esses autores falavam sobre os rios e a natureza ou se não falavam sobre eles. Como produto desta dissertação foi feito, então, o e-book “Contos de Rios: histórias izabelenses” no qual os alunos em sua escrita e ilustração dos contos utilizaram as memórias ambientais amealhadas e com o auxílio das informações presentes nas obras analisadas apontaram os espaços que consideravam significativos para a história do lugar e assim escreveram seus textos que apresentam novas narrativas sobre Santa Izabel do Pará, agora incluindo os rios. Com isso, os alunos refletiram sobre as questões e crises ambientais existente no local, protagonizando a produção do conhecimento e, com o domínio deste, desenvolveram sua consciência ambiental, sendo críticos dos problemas do presente em relação à água e aos rios, podendo exercitar a sua cidadania a partir das questões refletidas nas suas aulas de História.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “[...] dividir o corte da lenha [...] afim de não vermos brevemente as nossas matas calvas e estragadas”: a lenha nas Províncias do Pará e Amazonas (1850-1888)(Universidade Federal do Pará, 2024-09-23) CORDOVIL, Wendell Presley Machado; NUNES, Francivaldo Alves; http://lattes.cnpq.br/4125313573133140No século XIX amazônico, as embarcações a vapor que navegavam pelos rios da região ainda não utilizavam o diesel como combustível. As cozinhas das residências não conheciam ainda o “gás de cozinha”. Outro item se destacava como gerador de energia para fornalhas e fogões na dinâmica cotidiana: a lenha. A árvore derrubada era cortada em pedaços, entre menores e maiores, e se transformava então em “achas de lenha”. A partir da década de 1850 a lenha se tornava um produto de grande valor para a movimentação a vapor nos rios da Amazônia, assim como era comercializada para cozinhas domésticas ou de instituições e negócios. A lenha mobilizou diversas interações dos humanos entre si e com outros seres não humanos, entre animais e plantas. Indígenas, negros, brancos, cavalos, e maçarandubas aparecem como personagens na presente Dissertação. Analisando documentos (como jornais, relatórios de presidentes de províncias, relatos de viajantes, desenhos e plantas baixas) foi possível compreender um pouco do complexo cenário que se desenvolvia no Pará e Amazonas em torno desse importante combustível, entre 1850 e 1888. Com foco na produção, comércio e consumo da lenha para vapores e cozinhas, neste trabalho emerge a temática do uso da lenha, o trabalho compulsório na sua produção, a interação com plantas, animais e também o início de uma preocupação com o desflorestamento gerado pela produção de lenha, entre seus usos e representações.Tese Acesso aberto (Open Access) A natureza nos planos de desenvolvimento da Amazônia (1955 -1985)(Universidade Federal do Pará, 2016-03-11) BATISTA , Iane Maria da Silva; MOURÃO, Leila; http://lattes.cnpq.br/5665064793338456O objetivo dessa tese foi analisar como a natureza amazônica foi concebida e apropriada nos planos de desenvolvimento da Amazônia elaborados para execução entre 1955 e 1985. Delineou-se os processos históricos de suas implementações, enfatizando-se suas dimensões ambientais e sociais. A base documental da pesquisa foi constituída pelos planos, relatórios, atos e pronunciamentos governamentais, revistas e jornais, legislações, imagens cartográficas, além da literatura relacionada ao tema. A análise fundamentou-se nos princípios teóricos e metodológicos da História Ambiental. As evidências produzidas revelaram que águas, solos, florestas e subsolos foram ressignificados nos discursos e nas ações preconizadas no planejamento estatal. Esse processo refletiu uma concepção de natureza amazônica como fonte de recursos naturais para a manutenção e expansão do modelo de desenvolvimento adotado, que desconsiderou a dimensão histórica da região. Constatou-se durante a interpretação uma matriz teórico-metodológica nos textos dos planos, que indica uma continuidade e contiguidade entre eles. As medidas de teor ambientalista, incorporadas na elaboração dos planos, a partir de meados dos anos 1970, resultaram das pressões das instituições financeiras multilaterais, para assegurar recursos financeiros aos projetos em curso. Paralelamente, constituíram-se algumas iniciativas em defesa da Amazônia: intelectuais, movimentos sociais, instituições religiosas, camponeses, seringueiros e indígenas, com distintos interesses, recolocaram a discussão sobre a natureza. A compreensão da dimensão histórica que orientou as concepções de natureza nos diversos processos analisados possibilita a emergência de uma história social da Amazônia mais rica e plural
