Navegando por Assunto "História da África"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aprendendo História com os “guardiões da memória”: o uso do podcast no ensino de História da África e da diversidade étnico-racial(Universidade Federal do Pará, 2021-12-22) SILVA, Wilson Júnior Bastos da; SILVA, Wesley Garcia Ribeiro; http://lattes.cnpq.br/2125737316069934; https://orcid.org/0000-0002-2734-5442Esta dissertação teve por objetivo fazer uma discussão sobre como o ensino de História da África e a Diversidade Étnico-Racial, preconizadas pela lei 10639/03, tem uma importante contribuição para uma educação antirracista. Assim, mobilizamos através do processo dialético entre ensino e aprendizagem como ferramentas pedagógicas conhecimentos que envolveram a ancestralidade que caminha com memória e como meio a oralidade para trabalharmos a valorização de uma identidade ligada ao continente africano. Para isto, buscamos através da interface entre “Tecnologia Griot” advinda da ancestralidade e a tecnologia da oralidade do ciberespaço podcast colocarmos em prática nosso propósito. Tivemos como base de nossos estudos a Escola Irmã Maria Angélica Dantas, em Paragominas, que em seu Projeto Político Pedagógico é inserido o “Projeto Negro é a Raiz da Liberdade” para as discussões sobre as relações étnicos-raciais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O ensino de História da África e da cultura afro-brasileira: uma proposta de ação decolonial em conexão com a didática da História(Universidade Federal do Pará, 2020-08-24) PINON, Alerrandson Afonso Melo; LEAL, Luiz Augusto Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/7967678999713659; https://orcid.org/0000-0002-0145-5379A proposta deste trabalho foi produzir uma metodologia de ensino de História de orientação decolonial, com o objetivo de dar prioridade ao ensino de História da África e da cultura afro-brasileira. Demonstraremos como o pensamento decolonial, tendo como autores de referência Aníbal Quijano, Walter Mignolo e Catherine Walsh, pode nos revelar o quanto a História da África e da cultura afro-brasileira estiveram historicamente subalternizadas nos currículos escolares. Também enfatizaremos as principais críticas ao eurocentrismo na produção do conhecimento histórico, advindas do pensamento pós-colonial africano, tendo como autores de referência Mudimbe, Mbembe e Appiah. A partir dessas reflexões, foi possível traçar as diretrizes que nortearam a formulação do trabalho de intervenção pedagógica no espaço escolar. Para executar o trabalho de intervenção foram realizadas pesquisas sobre o acervo historiográfico disponível nas bibliotecas dos espaços escolares pesquisados, além de pesquisas sobre os sentidos históricos que os alunos atribuíram à História da África e às relações do continente africano com o Brasil, antes e depois dos trabalhos de intervenção. Para compreender os sentidos históricos atribuídos pelos alunos à África e suas relações com o Brasil foi realizado um diálogo com a Didática da História, tendo como autor de referência o historiador Jörn Rüsen e seus conceitos de consciência histórica e cultura histórica. A conexão com a Didática da História permitiu a realização de diagnósticos sobre como os alunos pensam historicamente a História da África e suas relações com o Brasil. A partir deste diagnóstico foi possível formular o trabalho de intervenção no espaço escolar, onde elaborei produtos educacionais (textos didáticos e apresentações de slides) sobre a História da África e da cultura afro-brasileira que foram utilizados na minha prática de ensino em duas escolas de educação básica da região metropolitana de Belém do Pará: Helder Fialho Dias (SEMEC Belém) e Américo Souza de Oliveira (SEDUC Pará). A intervenção ocorreu no segundo semestre do ano de 2019 e foi executada a partir de aulas expositivas e atividades avaliativas que culminaram em Mostras Culturais e seminários apresentados pelos alunos. Após a intervenção, foi realizada uma pesquisa de avaliação dos resultados de aprendizagem, na qual foi possível diagnosticar aprendizados significativos, que levaram os alunos: a superar o reducionismo da História da África à História da escravidão; a desfazer as imagens negativas e quebrar os estereótipos criados sobre a História da África e o continente africano; e a superar o racismo.
