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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Esperança, expectativas de futuro, estresse e depressão: impacto sobre a saúde mental na adolescência
    (Universidade Federal do Pará, 2022-12-20) FLORÊNCIO, Cybelle Bezerra Sousa; SILVA, Simone Souza da Costa; http://lattes.cnpq.br/9044423720257634; REIS, Daniela Castro dos; FUKUDA, Cláudia Cristina; SILVA, Jonas Carvalho e; FREIRE, Sandra Elisa de Assis; http://lattes.cnpq.br/8805305887566391; http://lattes.cnpq.br/2118959463557236; http://lattes.cnpq.br/9382335692312792; http://lattes.cnpq.br/8475952514035497; https://orcid.org/0000-0002-9505-4516; https://orcid.org/0000-0002-3677-6017; https://orcid.org/0000-0002-0893-0283
    A saúde mental na adolescência, especialmente no último ano do ensino médio, é considerada complexa, multifatorial, e sofre influência das condições emocionais, das demandas pessoais, e contextuais, que podem se constituir como fatores de risco e proteção. Investigar variáveis que atuam nessas duas direções (proteção e risco) pode auxiliar no processo de desenvolvimento mais positivo do adolescente. O objetivo geral desta tese foi avaliar a esperança, expectativa de futuro, estresse e depressão na adolescência em contextos escolares diferentes (escola pública, particular laica e confessional) em alunos da 3ª série do Ensino Médio, comparando o impacto que essas variáveis têm sobre a saúde mental na adolescência. Foram realizados quatro estudos com metodologias distintas, porém complementares. O primeiro estudo teve como objetivo descrever os instrumentos utilizados em pesquisas sobre expectativas de futuro para medir ou qualificar essa variável em populações de adolescentes por meio de uma Revisão Sistemática da Literatura – RSL. A revisão não encontrou uma padronização dos instrumentos utilizados para medir as expectativas de futuro, apontou uma insuficiência de instrumentos para avaliar as expectativas de futuro em adolescentes, especialmente no Brasil. Apenas um instrumento validado para pesquisas com adolescentes brasileiros foi notado, a FESA (Future expectations scale of adolescents), de McWhirter e McWhirter (2008), que sofreu adaptação para amostras no Brasil. O segundo estudo descreveu as expectativas de futuro em uma amostra de 123 estudantes Pré-ENEM, da 3ª série do Ensino Médio, em contextos escolares diferentes. Estudantes das escolas particular laica e confessional apresentaram expectativas de futuro mais positivas em relação aos estudantes da escola pública, onde foram encontradas as expectativas de futuro mais baixas, indicando que seus alunos estavam mais expostos a fatores de risco comprometedores de suas expectativas de futuro. Com a mesma amostra, o terceiro estudo descreveu a relação entre estresse, depressão e esperança entre si, e com características sociodemográficas, em alunos concluintes do Ensino Médio. Foi apontada a forte associação das variáveis, numa relação do estresse alto, depressão alta e baixa esperança, como também o baixo estresse, baixa depressão e alta esperança. O estudo também apontou a importante associação das variáveis sexo, tipo de escola e religião com as variáveis emocionais. O sexo feminino apresentou indicativos mais altos de vulnerabilidade emocional, e a escola particular confessional foi associada ao estresse alto e depressão alta. O quarto estudo examinou a saúde mental dos 123 adolescente pré-ENEM da amostra e sua relação com características sociodemográficas dentro do contexto escolar, a partir de um índice de saúde mental, construído com as variáveis estresse, depressão, esperança e expectativas de futuro. O estudo apontou associação do ISMG alto (Índice de Saúde Mental Geral) com as escolas particular laica e a escola pública, assim como com a religião evangélica e o sexo masculino. O ISMG baixo esteve fortemente associado a escola particular confessional, aos adolescentes que declararam ser espíritas ou não terem religião, e ao sexo feminino. Expectativas de futuro e esperança se configuraram não somente como fatores protetivos, mas também como fatores promotores da saúde mental do adolescente. E as variáveis sociodemográficas associadas a esperança e expectativas de futuro podem agregar ainda mais valor protetivo ao adolescente pré-ENEM.
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