Navegando por Assunto "Identidade coletiva"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Das resistências cotidianas à identidade coletiva: conflitualidades territoriais e acordos de pesca no Baixo Tocantins, Limoeiro do Ajuru, Pará(Universidade Federal do Pará, 2024-08-24) LEAO, Ariete Pastana; RODRIGUES, Eliana Teles; http://lattes.cnpq.br/8360730445815109; https://orcid.org/0000-0001-6717-3174; BAÍA JÚNIOR, Pedro Chaves; MARIN, Rosa Elizabeth Acevedo; SOUTO, Francisco José Bezerra; http://lattes.cnpq.br/4858899032066378; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684; http://lattes.cnpq.br/2755938351735494; https://orcid.org/0000-0002-3937-0776; https://orcid.org/0000-0002-7509-3884Os Acordos de Pesca em Limoeiro do Ajuru, especificamente o da comunidade de Rio Cardoso emergem do conflito e da conflitualidade, mas, desde sua criação nos anos 1990, passou a ganhar novas expressões que transcendem a pesca artesanal. No processo de elaboração desses acordos e dos conflitos que eles geram, fortalece-se o sentido de pertencimento e a identidade coletiva, que é mobilizada como forma de resistência, unindo divergentes em prol de um objetivo comum. Trata-se de uma etnografia do conflito e da conflitualidade que traz a seguinte questão: como a identidade coletiva é mobilizada em torno desses processos? Os objetivos concentram-se nos aspectos mais relevantes da relação entre conflito, conflitualidade e identidade, bem como no confronto das comunidades ribeirinhas com empreendimentos de infraestrutura que impactam os territórios de pesca nessa parte do Baixo Tocantins. Especificamente objetiva examinar as estratégias de organização e enfrentamento que o coletivo de pescadores tem construído ao longo do processo de organização. A metodologia adota uma abordagem qualitativa, utilizando diversas ferramentas metodológicas para capturar a complexidade da investigação interdisciplinar. O arcabouço teórico fornece uma compreensão histórica do Rio Tocantins, contextualizando os múltiplos processos de interesses que o cercam. A pesquisa oferece contribuições teóricas para o estudo da Amazônia estuarina, das comunidades ribeirinhas e dos Acordos de Pesca. Esses acordos vão além da pesca, conectando-se aos movimentos socioambientais dos anos 1990 e promovendo melhorias, como a eletrificação, que fortalecem a autonomia das comunidades. Por fim, a pesquisa destaca a necessidade urgente de repensar o modelo de desenvolvimento que degrada o Rio Tocantins, resultando em uma crise sistêmica que compromete a biodiversidade, a cultura, a economia e a própria existência das comunidades ribeirinhas.Tese Acesso aberto (Open Access) MLPA - História e memória do Movimento pela Libertação dos Presos do Araguaia: pluralidade, resistência e fé(Universidade Federal do Pará, 2024-02-08) RIBEIRO, Marcos Alexandre Araújo; PETIT, Pere; http://lattes.cnpq.br/8376409779394321; https://orcid.org/0000-0002-8970-3073Este trabalho apresenta um debate sobre a História e a Memória do Movimento pela Libertação dos presos do Araguaia-MLPA, quando no ano de 1981, dois padres franceses e treze posseiros foram presos na localidade de São Geraldo do Araguaia, que integrava o município de Xinguara no Estado do Pará. Com essa prisão e a posterior transferência para a capital Belém; religiosos, leigos, movimento estudantil, militantes de partidos políticos de esquerda como PT e PC do B, além de grupos de pastoral da Juventude, membros de diversos grupos de movimentos sociais. Nessa conjuntura, uma vigorosa rede de solidariedade é constituída com conexões nacionais e internacionais, que desenvolvem diversas atividades em Belém e na região do Araguaia Paraense, com a finalidade de exigir de o governo militar brasileiro libertasse os chamados Presos do Araguaia. Afirmo também que durante o desenvolvimento do movimento, se constitui entre alguns de seus militantes, o que chamo de uma Identidade Coletiva do MLPA, condição claramente perceptível nos relatos coletados através do método de História Oral, e disponibilizados tantos em fragmentos da redação da tese, como no Vídeo-Memória: MLPA - 40 anos de História, que aqui apresento como uma importante fonte de pesquisa, assim como também de ensino sobre a História do Tempo Presente na Amazônia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Quebradeiras de coco babaçu no Médio Mearim, Estado do Maranhão: (re)construindo identidades e protagonizando suas histórias em defesa de patrimônios coletivos(Universidade Federal do Pará, 2016-03-29) LINHARES, Anny da Silva; PORRO, Noemi Sakiara Miyasaka; http://lattes.cnpq.br/3982338546545478Na Amazônia, o advento de “novos” movimentos sociais objetivados em identidades coletivas têm demostrado transformações na organização política dos chamados povos e comunidades tradicionais. Após a experiência de luta pela não derrubada das palmeiras de babaçu e pelo direito a terra no final dos anos de 1980, mulheres agroextrativistas mobilizadas, passam a se posicionar na esfera política constituindo suas próprias organizações representativas, reivindicando direitos baseados no reconhecimento dos modos intrínsecos de “criar”, de “fazer” e de “viver” deste grupo e acionando processualmente a identidade coletiva quebradeira de coco babaçu. Portanto, esta dissertação tem como objetivo analisar o processo de (re)construção da identidade coletiva quebradeira de coco babaçu, verificando sua associação com a constituição do patrimônio cultural, com ênfase em seu atual estágio. A pesquisa foi desenvolvida no Povoado de Ludovico, localizado na zona rural do Município de Lago do Junco, Estado do Maranhão, onde verificou-se que a identidade social e política das quebradeiras de coco está fundada na luta pela preservação dos babaçuais e nos saberes e fazeres herdados, que constituem seu patrimônio cultural construído na experiência vivida no passado e atualizado no tempo presente, contexto em que a experiência das crianças e jovens, filhos e filhas de quebradeiras de coco, também estão trazendo novos questionamentos sobre a ressignificação da identidade coletiva e dos patrimônios sob os quais a mesma se edifica
