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Navegando por Assunto "Igualdade na educação"

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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    “Cruzando a linha”: afro-religiosidade, implementação da lei 10.639/03 e as fronteiras da educação escolar-um estudo com professores da educação básica
    (Universidade Federal do Pará, 2017-08-14) OLIVEIRA, Ilka Joseane Pinheiro; PAIXÃO, Carlos Jorge; http://lattes.cnpq.br/5926523492011056
    Esta dissertação se constitui uma reflexão acerca do papel da afro-religiosidade na educação como um tema capaz de repensar a noção de sujeito, educação e cultura nos espaços institucionais de ensino, promovendo o debate das diferenças étnico-raciais voltado a professores da educação básica, tendo como sujeitos desta pesquisa alunos da Turma de Especialização “Políticas de Igualdade Racial na Escola – III Turma do Curso Saberes Africanos e Afro-brasileiros na Amazônia: implementação da Lei 10.639/03”, promovida pela Universidade Federal do Pará – UFPA, a partir do Grupo de Estudos Afro-Amazônicos – GEAAM em parceria Grupo de Estudos Sociedade, Cultura e Educação – GESCED, nos anos de 2015 a 2016 . O lócus da pesquisa se deu no pólo de Castanhal. A pesquisa se desenvolveu a partir de uma perspectiva teórica dos estudos culturais com categorias que debatem cultura, identidade e poder, as quais ajudaram a pensar o campo religioso, e mais especificamente as tramas e significados produzidos pelos professores acerca das religiões afro-brasileiras a partir desta especialização. A pesquisa se insere em uma perspectiva pós-crítica em educação e é de cunho qualitativa. Ancorou-se como estratégia metodológica a observação participante, advindo da etnografia, baseada em análise de narrativas orais e escritas. Dentre as orais a análise partiu de entrevistas semi-estruturadas de professores e de narrativas gravadas em programações acadêmicas com participação do Movimento Negro, Afro-religioso e membros da coordenação do curso de pós-graduação. Das fontes escritas lançamos mão de relatórios da disciplina “Cultura e religiões afro-brasileiras” e das produções dos trabalhos finais apresentados pelos professores. As primeiras constatações dão conta de pensar educação e afro-religiosidade, perpassa como uma fronteira da diferença na escola, que tem construções histórico-sociais específicas, dos lugares aceitos de onde deveriam os negros e os afro-religiosos ocupar. A afro-religiosidade não está colocada como um ponto específico e separado no texto das Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-raciais ou da Lei 10.639/03 que se deva ensinar nas escolas. Mas num movimento dos processos culturais onde os símbolos são apropriados de várias formas, tomam corpo sobre as vivências pedagógicas dos professores que vão sendo marcadas e (re)marcadas pela Lei 10.639/03, surgindo em meio aos movimentos da política da diferença. Os processos formativos junto a professores da educação básica performatizam os sujeitos, (re)colocando as subjetivações, os corpos, as experiências culturais nas instituições escolares.
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