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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Contribuições de B. F. Skinner e Z. Y. Kuo para o debate “inato” versus “aprendido”
    (Universidade Federal do Pará, 2022-10-28) SOUSA, Júlia Milhomens de; NETO, Marcus Bentes de Carvalho; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463; MENEZES, Aline Beckmann de Castro; GEHM, Tauane Paula; http://lattes.cnpq.br/8107199720875369; http://lattes.cnpq.br/2068814563422425
    O debate sobre as possíveis origens inatas e/ou aprendidas do comportamento está presente em diversas áreas do conhecimento, como a filosofia, a biologia, a antropologia, a sociologia, a linguística, entre outras. Na história da psicologia, um marco para esse debate foi o surgimento do behaviorismo com J. B. Watson (1878-1958), comumente apontado como um defensor do polo ambientalista da dicotomia. Durante o século XX, B. F. Skinner (1904-1990) passou a ser o principal representante do pensamento behaviorista, tendo tratado do tema inato/aprendido por diversas ocasiões. Um behaviorista quase desconhecido do grande público, mas que dedicou boa parte da sua obra empírica e teórica ao tema, foi Zing-Yang Kuo (1898-1970), sendo inclusive um dos pais da epigenética comportamental moderna. O presente trabalho teve como objetivo apresentar e discutir as propostas de Skinner e Kuo para lidar com o debate inato versus aprendido. Foram selecionadas obras dos dois autores que abordaram o tema, buscando caracterizar cada proposta. Po15steriormente, as duas propostas foram comparadas, buscando-se identificar tanto os pontos de contato quanto as divergências. Entre as principais convergências, ressalta-se que ambos os autores defenderam a ciência do comportamento como uma ciência natural. Por outro lado, foram encontradas diferenças em relação à aceitação do conceito de “comportamentos inatos”, e verificado que Skinner levou em consideração esse tema e tratou-o em suas discussões teóricas; Kuo tratou o debate inato versus aprendido à luz de estudos teóricos e experimentais.
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