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    Saúde mental materna e desenvolvimento neuropsicomotor de crianças nascidas prematuras no contexto da COVID-19
    (Universidade Federal do Pará, 2024-01-25) OLIVEIRA, Luísa Sousa Monteiro; SILVA, Simone Souza da Costa; http://lattes.cnpq.br/9044423720257634; MINETTO, Maria de Fátima Joaquim; GOMES, Miria Benincasa; ALVES, Claudia Regina Lindgren; CALDAS, Ivete Furtado Ribeiro; http://lattes.cnpq.br/1698599095506055; http://lattes.cnpq.br/1600352232046792; http://lattes.cnpq.br/4383491149585936; http://lattes.cnpq.br/7292576382211566; https://orcid.org/0000-0002-6796-1610; https://orcid.org/0000-0003-1034-6999; https://orcid.org/0000-0002-0885-1729; https://orcid.org/0000-0002-2095-101X
    Esta tese de doutorado teve como objetivo geral investigar a associação entre variáveis psicológicas parentais como estresse, ansiedade, depressão, desesperança e relacioná-las ao desenvolvimento neuropsicomotor de crianças nascidas prematuras nos primeiros 24 meses de idade corrigida. Para tal, foi estruturada em três estudos. O estudo I intitulado “Estresse parental e sintomas associados em genitores de prematuros: uma revisão sistemática”, teve o objetivo de identificar na produção científica as variáveis associadas ao estresse parental de genitores de bebês prematuros através da técnica de análise de grafos. Foram consultadas as bases de dados CINAHL, Cochrane library, Medline, PsycInfo e Web of Science. As buscas resultaram em 12 artigos, submetidos à técnica de análise e visualização de dados em grafos por meio do Programa NodeXL. Dentre as variáveis analisadas, destacam-se: sofrimento psicológico dos pais, fatores de risco, características maternas, características da criança, características ambientais, relação pais-bebê, e intervenção. Os principais sintomas associados ao estresse parental foram os de depressão, ansiedade e estresse pós-traumático. Concluiu-se que a implementação de intervenções voltadas ao bem-estar do bebê e da família podem minimizar as dificuldades enfrentadas. O estudo II “Saúde mental materna e desenvolvimento neuropsicomotor no primeiro ano de vida de crianças nascidas prematuras”, objetivou investigar a associação entre estresse parental, ansiedade, depressão, desesperança e o desenvolvimento neuropsicomotor de crianças nascidas prematuras aos 3 e 12 meses de idade corrigida. Trata-se de um estudo longitudinal, analítico, quantitativo, realizado em ambulatório. Participaram 91 díades, distribuídas em dois grupos: (G1) mães de crianças nascidas prematuras e (G2) mães de crianças nascidas a termo. Utilizou-se formulário sociodemográfico, SWYC, PSI-SF, escalas Beck: BAI, BDI e BHS. O Teste t de Student foi utilizado para a comparação de amostras independentes e pareadas. Os resultados indicaram que aos 3 meses de idade corrigida, mães de crianças nascidas prematuras apresentaram alto estresse na dimensão “Sofrimento parental”, depressão leve e desesperança moderada. Aos 12 meses de idade corrigida, o G1 apresentou diferenças estatisticamente significativas na dimensão “Criança difícil” do PSI-SF e desesperança moderada. A comparação entre as variáveis psicológicas ao longo do tempo, demonstrou que aos 12 meses de idade corrigida, mães de crianças nascidas prematuras apresentaram alto estresse na dimensão “Sofrimento parental”, depressão leve e desesperança moderada. O estudo III “Prematuridade e Covid-19: um estudo das percepções dos genitores”, objetivou explorar a percepção de genitores sobre a prematuridade no contexto da pandemia Covid-19. Trata-se de um estudo retrospectivo, exploratório e qualitativo, realizado em um ambulatório do prematuro. Participaram 20 genitores de crianças nascidas prematuras (14 mães e 6 pais), que estavam com 24 meses de idade corrigida. As percepções dos genitores foram analisadas com o auxílio do software Iramuteq e a luz do modelo Duplo ABC-X. Os resultados originaram três classes, Prematuridade no contexto da Pandemia Covid-19, Saúde mental de pais de crianças nascidas prematuras durante a Covid-19 e Desenvolvimento motor, da linguagem e social da criança nascida prematura. A saúde mental de pais de crianças nascidas prematuras deve ser avaliada de forma sistemática e seus resultados devem estar na base do planejamento de intervenções promotoras do bem-estar parental. Essa pesquisa confirmou a natureza complexa que envolve o fenômeno da prematuridade, constituindo-se em uma experiência multideterminada e multifacetada que sofre influência de vários fatores. A experiência de ter um filho prematuro durante a emergência da pandemia da Covid-19 potencializou angústias, tensões, medo e preocupação dos pais, sobretudo, das mães. Ademais, a rede de apoio ficou reduzida ou inexistente, o que aumentou a sobrecarga de cuidados. Esses dados reforçam a premissa de que a prematuridade não pode ser investigada fora do contexto, é preciso considerar o conjunto de estressores aos quais as famílias estão expostas, as características individuais de cada membro e a sua percepção dos eventos que podem gerar crise no sistema familiar.
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