Navegando por Assunto "Insensitivity and restricted affectivity"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Traços Callous-Unemotional e Teoria do Apego: Insensibilidade e Afetividade Restrita em jovens adultos no norte do Brasil(Universidade Federal do Pará, 2026-03-25) GOLÇALVES, Camila Borges; OLIVEIRA , Caio Maximino de; http://lattes.cnpq.br/7758963790962240; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560; DUTRA, Natália Bezerra; CORRÊA, Hellen Vivianni Veloso; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/9477887434121232; http://lattes.cnpq.br/1492707116121325; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; https://orcid.org/0000-0002-0766-0795Os Traços Callous-Unemotional, ou Traços de Insensibilidade e Afetividade Restrita em tradução para o português brasileiro, são definidos como um conjunto de características afetivas, comportamentais e interpessoais de insensibilidade emocional e distanciamento afetivo que surgem ainda na infância e podem ser agravados ou atenuados a depender de influências da ontogênese (história de vida). A Teoria do Apego, pensada por John Bowlby em 1969 e estruturada por Mary Ainsworth em 1970 com as classificações dos estilos de apego em seguro, inseguro-ansioso e inseguro-evitativo, descrevem um conjunto de sistemas biopsicossociais de busca por proximidade entre a criança e suas figuras centrais de cuidado e da sensibilidade destas figuras às demandas psicológicas, biológicas e sociais da criança. Dentre os padrões de funcionamento destes sistemas moldados pelas relações centrais de cuidado, o estilo de apego inseguro-evitativo tem com características centrais o distanciamento emocional, o funcionamento autocentrado e a inexpressão afetiva, semelhante às características dos traços callous-unemotional. Objetivo: investigar se há associação entre os escores do traços callous-unemotional e os estilos de apego em jovens adultos no Brasil. Método: trata-se de uma pesquisa transversal e correlacional com uma amostra de 217 jovens adultos de 18 a 21 anos residentes em 12 estados brasileiros. A capitação dos participantes ocorreu por meio de divulgação presencial na Universidade Federal do Pará (UFPA), na Universidade da Amazônia (UNAMA) e na internet. A coleta de dados foi feita através de três instrumentos: Questionário Sociodemográfico e de História de Vida, Escala de Estilo de Relacionamento e Inventário de Traços de Insensibilidade e Afetividade Restrita. A análise dos dados foi realizada através do software JAMOVI e a pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa (parecer Nº 7.548.862). Os resultados sugerem uma associação significativa entre os traços callous-unemotional e o estilo de apego evitativo, com a maior associação entre o subfator de indiferença. Como análise secundária, os traços callou-unemotional demonstraram associação significativa entre pessoas que relataram ter praticado ao menos três tipos de agressões (verbal, física e psicológica). Em síntese, os resultados sugerem haver uma associação positiva entre maiores escores dos traços callous-unemotional com o estilo de apego inseguro-evitativo e com comportamentos antissociais. Além disso, a literatura sugere que as variáveis de estilo de apego, história de vida, desenvolvimento neuropsicológico e habilidades socioemocionais podem ser fatores agravantes mas também fatores protetivos dos traços de insensibilidade e afetividade restrita em crianças, adolescentes e adultos.
