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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Baetidae (Insecta, Ephemeroptera) em córregos do cerrado matogrossense sob diferentes níveis de preservação ambiental
    (2011-09) SOUZA, Hilton Marcelo de Lima; CABETTE, Helena Soares Ramos; JUEN, Leandro
    O efeito dos diferentes níveis de preservação ambiental de córregos de 1ª a 4ª ordens sobre a riqueza, abundância, similaridade na composição de Baetidae (Ephemeroptera) e o potencial das espécies como bioindicadoras foram investigados em uma região de cerrado matogrossense. Um total de vinte espécies/morfoespécies foi catalogado dentre as 1752 ninfas amostradas, sendo reportado dois novos registros de espécies para o país. Os valores do Índice de Integridade de Hábitat (HII) obtidos foram categorizados para ambientes degradados, alterados e conservados. A riqueza de espécies foi diferente entre os locais, sendo maior em ambientes alterados. A abundância foi maior entre ambientes conservados e alterados, sendo significantemente diferente dos locais degradados. A análise NMDS indicou que locais conservados e alterados apresentam similaridade de composição de espécies, diferindo dos locais degradados. Quatro espécies demonstraram relação positiva com o aumento dos valores do HII. Baetidae apresentou espécies indicadoras de ambientes com diferentes níveis de preservação, sendo Zelusia principalis Lugo-Ortiz & McCafferty, 1998 e Baetodes sp. indicadoras de ambientes conservados e Aturbina nigra Salles, Boldrini & Shimano, 2011, Callibaetis sp. 2, Camelobaetidius aff. janae Dominique & Thomas, 2000, Paracloeodes binodulus Lugo-Ortiz & McCafferty, 1996, Waltzoyphius roberti Thomas & Peru, 2002 como indicadoras de ambientes alterados. O conhecimento da ecologia das espécies avança no sentido de fornecer subsídios ao biomonitoramento da bacia e uso de espécies indicadoras.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Determinantes da estrutura de comunidades de insetos aquáticos em riachos na Amazônia: o papel do habitat e da escala especial
    (Universidade Federal do Pará, 2017-01-30) BATISTA, Gilberto Nicacio; HAMADA, Neusa; http://lattes.cnpq.br/1512994126787334; JUEN, Leandro; http://lattes.cnpq.br/1369357248133029
    Os ecossistemas aquáticos são ambientes altamente complexos, pois os seus componentes bióticos e abióticos são dependentes da variação na estrutura física e das características limnológicas, que em geral, são fatores que atuam de forma específica em diferentes escalas espaciais e temporais. Assim, considerando essa complexidade dos habitats encontrados em ecossistemas lóticos amazônicos esta tese tem como objetivo geral avaliar quais são os fatores determinantes dos padrões de distribuição das comunidades de insetos aquáticos em riachos e suas relações com a variação ambiental desses ecossistemas e os efeitos da escala geográfica (variação espacial). Para responder a este objetivo a tese foi dividida em quatro capítulos. No primeiro através de uma análise cienciométrica foi realizada uma avaliação em escala mundial do uso de insetos da família Chironomidae (Diptera) em ecossistemas aquáticos e suas respostas como bioindicadores nesses ambientes. Encontramos que as principais questões apresentadas nos estudos foram relacionadas aos impactos antrópicos causados pelas atividades humanas sobre os ecossistemas aquáticos e as dificuldades taxonômicas sobre a utilização das espécies em biomonitoramentos. No segundo foram analisados os padrões de distribuição e diversidade de comunidades de Chironomidae, sob as predições da Teoria de Metacomunidades, para avaliar as relações das assembleias com a variação da escala espacial e do ambiente. Como principais resultados, encontramos que as assembleias são afetadas principalmente por componentes da estrutura física do habitat e parcialmente limitadas pela dispersão entre os riachos quando consideradas em larga escala na região hidrográfica. No terceiro capítulo, foi avaliada a composição de traços morfológicos e funcionais das comunidades de insetos aquáticos (Coleoptera, Diptera, Ephemeroptera, Hemiptera, Lepidoptera, Megaloptera, Odonata, Plecoptera, Trichoptera) e as suas respostas à variação na estrutura do habitat consideradas sob as premissas da Teoria de Habitat Templet. Assim, encontramos como resultados deste capítulo, relações entre a distribuição dos traços morfológicos e funcionais com as variáveis da estrutura do habitat e a características limnológicas dos riachos. No quarto capítulo foram avaliados os efeitos da variação espacial e ambiental sobre a similaridade de composição das comunidades de insetos das ordens Ephemeroptera, Plecoptera e Trichoptera em riachos de duas regiões hidrográficas distintas. Neste último capítulo, encontramos diferenças na composição das comunidades como resultado da distância geográfica e das características ambientais locais de cada região. Demonstramos como a estrutura do habitat dos riachos pode afetar as comunidades de insetos aquáticos em diferentes contextos de escala geográfica. Também, as características dos hábitats foram importantes para a seleção de atributos ecológicos e funcionais das comunidades de insetos aquáticos. Com isso, a partir dos resultados encontrados, concluímos que as variáveis que compõem a estrutura física dos riachos são fatores determinantes na estruturação das comunidades de insetos aquáticos em escalas geográficas em contextos regionais e locais específicos. Além disso, foi destacada a importância dos fatores locais (proporção da vegetação ripária/composição dos substratos/características limnológicas) em relação a composição de características morfológicas e funcionais das assembleias, enquanto que os fatores regionais (distância geográfica/limitação de dispersão) foram os componentes determinantes da similaridade da estrutura das comunidades.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Diversidade de presas e predadores (Insecta) em mesohabitats de córregos de Cerrado
    (Museu de Ciências Naturais, 2018-12) GIEHL, Núbia França da Silva; RESENDE, Bethânia Oliveira de; SILVA, Karina Dias; NOGUEIRA, Denis Silva; CABETTE, Helena Soares Ramos; ROGES, Paulo F. S. S.
    Córregos tropicais apresentam alta variedade de hábitats e gradientes ambientais, que refletem na maior riqueza de insetos aquáticos. Dessa forma, avaliamos se a diversidade de insetos aquáticos das categorias presa e predador é influenciada pelo tipo de substratos ou por porções longitudinais em córregos de Cerrado. Nossa hipótese é que a diversidade de presa e predador será determinada pelo tipo de substrato, partindo do pressuposto de que o substrato serve como fonte para forrageamento e/ou refúgio. Ademais, o substrato folhiço apresentará maior abundância e riqueza devido à disponibilidade de abrigo e alimento provida por esse tipo de substrato. Haverá diferença na composição de presa e predador entre substratos, pois algumas espécies apresentam associações com o tipo de substrato. As porções do córrego não exercerão efeito sobre a diversidade de presa e predador, uma vez que, em córregos de até terceira ordem não apresenta mudanças consideráveis nas características físicas. O estudo foi realizado nas porções nascente (1ª ordem), intermediário (2ª) e foz (3ª), em dois córregos, nos períodos seco e chuvoso. Foram coletadas cinco subamostras de areia, cascalho, rochas ou matacões, folhiço de remanso, de corredeira e raízes (substrato). O substrato influenciou todas as variáveis respostas de presa e predador (abundância, riqueza e composição), porém, o ambiente (porções longitudinais) não influenciou a abundância e composição de predador. A influência de substratos para a diversidade de presas e predadores evidencia a importância da vegetação ripária como fonte de material alóctone em córregos de cabeceira.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Efeito de fatores abióticos sobre Brachymetra albinervis albinervis (Heteroptera: Gerridae)
    (Universidade Federal do Pará, 2015-12) GIEHL, Núbia França Da Silva; BRASIL, Leandro Schlemmer; FONSECA, Paula Viana Barros; SILVA, Karina Dias da; CABETTE, Helena Soares Ramos
    Analisou-se a influência de fatores abióticos, distribuição longitudinal e temporal sobre a abundância de Brachymetra albinervis albinervis Amyot & Serville, 1843. Foram avaliados três sítios de um riacho de Cerrado: nascente, intermediário e foz, mensalmente durante um ano (junho de 2011 a maio de 2012). As variáveis abióticas aferidas foram: oxigênio dissolvido, temperatura da água, pH, condutividade elétrica, largura e profundidade do riacho. Em cada sítio, mensalmente coletou-se em transecção de 100 m lineares. Foram coletados 111 espécimes. A foz apresentou menor abundância quando comparada aos outros locais (F(2, 9) 13,721, p = 0,001). A abundância não variou entre os períodos do ano (chuva, vazante, seca ou início da chuva). Assim, a alteração na abundância de B. a. albinervisanalisada ao longo de um ano foi influenciada pelos trechos do córrego, e essa variação foi atribuída a alterações ambientais no sítio foz que apresentou menor abundância e consequentemente é o que apresenta menor integridade ambiental. Esses resultados contribuem para o conhecimento ecológico dessa espécie e discute sobre a mudança da ocorrência da espécie em função da alteração dos ambientes aquáticos.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Efeitos de atividades de subsistência de ribeirinhos sobre a heterogeneidade ambiental e a diversidade de insetos aquáticos em diferentes níveis espaciais de riachos amazônicos
    (Universidade Federal do Pará, 2021-09) COSENZA, Jorge Felipe Abreu; FARIA, Ana Paula Justino de; http://lattes.cnpq.br/6041546003155327; https://orcid.org/0000-0003-2729-5358; SANTOS, Raphael Ligeiro Barroso; http://lattes.cnpq.br/7227882802366966; https://orcid.org/0000-0001-9717-5461
    Os efeitos deletérios de atividades de larga escala de impacto, como a agricultura, a pecuária intensiva, a construção de barragens e a mineração sobre a biodiversidade amazônica têm sido constantemente estudados. Por outro lado, os efeitos de atividades de menor escala de impacto são negligenciados. Um exemplo são as atividades praticadas por populações tradicionais, como as populações ribeirinhas, que vivem há gerações às margens de rios e riachos da bacia amazônica. Ainda são poucos os trabalhos que avaliam os efeitos de atividades antrópicas consideradas de menor impacto sobre os padrões de diversidade de insetos aquáticos em diferentes escalas espaciais utilizando abordagens taxonômicas e funcionais concomitantemente. Assim, avaliamos como atividades de subsistência praticadas por ribeirinhos afetam a diversidade alfa e beta taxonômica e funcional de insetos aquáticos das ordens Ephemeroptera, Plecoptera e Trichoptera - (EPT), em diferentes níveis espaciais (entre unidades amostrais de dentro dos riachos e entre riachos). Testamos as hipóteses de que (H1) os riachos alterados tem menor heterogeneidade ambiental entre si e composição das características ambientais distinta dos riachos controle; (H2) os riachos alterados tem menor diversidade alfa taxonômica e funcional do que os riachos controle; (H3) a diversidade beta taxonômica e funcional entre unidades amostrais e entre riachos alterados é menor do que entre unidades amostrais e riachos controle; (H4) a diversidade beta observada entre unidades amostrais e entre riachos alterados é gerada primariamente por diferença de riqueza, enquanto que entre unidades amostrais e riachos controle predomina a substituição de espécies/grupos funcionais. Concluímos que a perturbação causada pelas atividades de subsistência dos ribeirinhos, especialmente a navegação, alterou as características dos habitats e, em certos aspectos, as assembleias de EPT dos riachos da região de Caxiuanã. Os padrões de diversidade beta não se alteraram, mas houve perda e aumento de abundância de alguns gêneros em decorrência das alterações. Assim, a manutenção da diversidade beta não é necessariamente um sinal de alta diversidade e integridade ecológica, pois o aumento da variação da composição dessas assembleias pode ser resultado da perda de espécies sensíveis e aumento de espécies mais generalistas. A abordagem funcional respondeu de maneira semelhante à taxonômica em todos os ambientes e níveis espaciais, o que sugere que esse efeito é depende do grupo biológico analisado e do tipo e intensidade de alteração no ambiente. As atividades praticadas pelos ribeirinhos alteraram a comunidade local de insetos aquáticos de maneira menos impactante em comparação a outras atividades comumente praticadas na Amazônia, como a extração de madeira, agricultura, plantação de palma, pastagem e mineração. Para diminuir uma possível perda de espécies nos riachos da região, faz-se necessário manter as condições naturais dos habitats, como uma alta densidade de cobertura vegetal nas margens, uma grande quantidade de bancos de folhas no leito e uma alta frequência de fluxos lentos.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Effects of environmental factors on community structure of Leptophlebiidae (Insecta, Ephemeroptera) in Cerrado streams, Brazil
    (2013-09) BRASIL, Leandro Schlemmer; SHIMANO, Yulie; BATISTA, Joana Darc; CABETTE, Helena Soares Ramos
    O efeito de fatores ambientais sobre a abundância, riqueza de espécies e grupos funcionais alimentares de Leptophlebiidae foi analisado em 16 locais pertencentes a quatro córregos de Cerrado, a partir de coletas de substrato em três períodos de 2005. Foram amostradas 5.492 larvas distribuídas em 14 espécies, classificadas em três grupos funcionais alimentares: raspadores, coletores-filtradores e fragmentadores. A abundância e riqueza de espécies não foram afetadas por nenhum dos fatores ambientais investigados, mas a integridade dos hábitats exerceu efeito positivo sobre a abundância dos fragmentadores, consequência da intrínseca interação desses organismos com a mata ciliar. Dessa forma, acreditamos que este trabalho agrega informações bioecológicas sobre as espécies e grupos funcionais de insetos aquáticos e poderá contribuir no monitoramento e conservação de riachos do Cerrado.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Ephemeroptera (Insecta) no Brasil: estado da arte, amostragem, influências e distribuição
    (Universidade Federal do Pará, 2015) FEITOZA, Yulie Shimano; JUEN, Leandro; http://lattes.cnpq.br/1369357248133029
    Essa tese teve como objetivo contribuir para o conhecimento ecológico da ordem Ephemeroptera no Brasil no intuito de minimizar os déficits Wallaceano, Prestoniano e Hutchinsoniano desses organismos. Para isso, trabalhamos com dados bibliográficos e coletas em campo, resultando na elaboração de seis capítulos. Para o primeiro capítulo, sintetizamos informações bibliográficas, e para os demais capítulos utilizamos dados coletados na Amazônia brasileira, com exceção do quinto capítulo, o qual foi usado dados da literatura de ocorrência das espécies já registradas para a Amazônia. No primeiro capítulo fizemos uma análise cienciométrica sobre o estudo da ordem no Brasil, onde apontamos como principais lacunas a ausência de estudos em alguns estados brasileiros e com famílias específicas, a necessidade de estudos com as relações filogenéticas, melhorar a resolução taxonômica em estudos ecológicos e ausência ou conhecimento ainda insuficiente a respeito das variáveis ambientais que podem afetar a distribuição desses organismos; No segundo capítulo nós propomos um amostrador (rapiché circular) e um delineamento de coleta (trecho de 150 m ao longo do córrego) para ser utilizado em estudos ecológicos; no terceiro capítulo testamos a metodologia que é utilizada para a coleta dos dados e verificamos que 15 sub-amostras são o suficiente para representar a fauna (ao invés de 20), onde a descontinuidade da coleta é preferencial e que a resolução taxonômica entre espécies e gênero são altamente concordantes; o capítulo 4 foi realizado em uma escala regional, onde nós verificamos diferenças na estrutura ambiental dos córregos e na composição de Ephemeroptera nos diferentes interflúvios amazônicos, encontrando diferentes efeitos das variáveis ambientais de acordo com o interflúvio e de acordo com a escala utilizada (local e regional). No quinto capítulo, nós testamos se a Hipótese de Rios é válida para as comunidades de Ephemeroptera da Amazônia brasileira, onde encontramos que os grandes rios atuam como barreiras geográficas estruturando a distribuição dos efemerópteros, e da mesma forma, as conexões das bacias de drenagem também parecem exercer efeito estruturador para esses organismos. E por fim, no quarto capítulo realizamos um estudo de caso através de uma nova abordagem de espécies indicadoras de limiares (Threshold Indicator Taxa Analysis). Nesse capítulo nós verificamos que Miroculis é um gênero associado à áreas florestadas e Ulmeritoides é associado à áreas de plantação de palma de dendê, e que a comunidade como um todo, não é tão prejudicada pelo plantio, uma vez que a composição de espécies é similar entre tratamentos de floresta e palma. Com essa tese, nós aumentamos o número de registros de ocorrência e distribuição de Ephemeroptera para a Amazônia brasileira, amenizando lacunas com relação à distribuição (déficit Wallaceano), abundância (déficit Prestoniano) e respostas ambientais desses organismos (déficit Hunthinsoniano), além de contribuir para a unificação ou padronização de amostragem da ordem em estudos ecológicos.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Espécies especialistas, generalistas e raras de Odonata (Insecta), em igarapés da Floresta Nacional de Carajás, Amazônia
    (Universidade Federal do Pará, 2025-02-28) BRITO, Bruna Uana de; SILVA, Karina Dias da; http://lattes.cnpq.br/2271768102150398; https://orcid.org/0000-0001-5548-4995; GOMES, Felipe Bittioli Rodrigues; OLIVEIRA JUNIOR, José Max Barbosa de; RESENDE, Bethânia Oliveira de; SILVA, Samantha Ribeiro da; http://lattes.cnpq.br/0924023357753741; http://lattes.cnpq.br/1353014365045558; http://lattes.cnpq.br/5199534668888437; http://lattes.cnpq.br/4963294332241424
    Os ecossistemas aquáticos são constantemente afetados pelas várias atividades antrópicas. O desmatamento da vegetação ripária dos igarapés para o cultivo de monoculturas de ciclo curto ou longo, pastagens, urbanização, mineração entre outros, alteram o ambiente. Essas alterações impactam diretamente as comunidades de insetos aquáticos, como os da ordem Odonata, que apresentam uma alta sensibilidade às mudanças causadas no meio, especialmente a subordem Zygoptera que apresenta maior número de espécies especialistas em áreas preservadas em relação a subordem Anisoptera. Nosso objetivo foi avaliar a ocorrência de espécies de Odonata generalistas, especialistas e raras em igarapés fora e dentro da (FLONA) Floresta Nacional de Carajás. A coleta foi realizada em 21 igarapés situados na região dentro e fora da FLONA de Carajás, em outubro de 2022 e setembro de 2023. Em cada igarapé foi definido um trecho de 100 m, subdividido em 20 segmentos de 5 metros. Para a captura dos espécimes, foram utilizadas redes entomológicas (puçás), no horário entre as 10 horas e às 14 horas. Os espécimes foram armazenados ainda em campo em envelopes de papel manteiga até a chegada ao laboratório, depois de identificados foram depositados na coleção do Laboratório de Ecologia (LABECO) da Universidade Federal do Pará – UFPA, Campus Altamira. Em todos os igarapés foi aplicado o Índice de Integridade do Habitat (IIH), para avaliar o nível de integridade física desses ambientes. Para avaliar a ocorrência das espécies nós executamos duas análises de dados, o teste Classificação Multinominal de Espécies (CLAM) e a regressão linear simples. Sendo utilizado o ambiente R. Coletamos 605 exemplares, oito famílias, 30 gêneros e 71 espécies. Com esse trabalho obtivemos, que apenas espécies da subordem Zygoptera foram classificadas como especialista de ambientes dentro e fora e generalista de habitat. E a variável índice de integridade influenciou negativamente a riqueza das espécies raras. As espécies da subordem Zygoptera normalmente estão mais presentes em ambientes com maior integridade devido a sua ecofisiologia. Espécies raras podem estar em maior risco de extinção devido sua baixa abundância. Com isso, a retirada da vegetação tende a prejudicar espécies de comportamento especialista de áreas mais integras, além de causar um efeito negativo nas espécies classificadas como raras.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Estrutura e composição da comunidade de Trichoptera (Insecta) de rios e áreas alagadas da bacia do rio Suiá-Miçú, Mato Grosso, Brasil
    (2011-09) NOGUEIRA, Denis Silva; CABETTE, Helena Soares Ramos; JUEN, Leandro
    A composição, abundância e riqueza de Trichoptera imaturos foram estudadas em 12 tributários da bacia do rio Suiá-Miçú, afluente do rio Xingu, um mosaico de áreas alagadas, córregos e rios na área de transição Cerrado - Floresta Amazônica na região leste de Mato Grosso, Brasil. Larvas de insetos aquáticos foram amostradas em transectos nas margens de tributários lênticos e lóticos com tamanho e níveis de conservação variáveis, em três períodos entre 2007 e 2008. Foram coligidas 867 larvas (sete famílias, 17 gêneros, 45 morfoespécies), sendo Hydropsychidae e Leptoceridae as famílias mais abundantes e ricas, e Leptonema sparsum a espécie mais abundante (n=370). Houve perda de riqueza de espécies em ambientes impactados e naqueles de maior porte ou de fluxo lêntico. Foi possível detectar variações na composição relacionadas ao fluxo, tipo de vegetação e na interação entre o nível de conservação e fluxo. O nível de conservação, a largura e o índice quantitativo de integridade de hábitat (IIH) não influenciaram a composição de Trichoptera isoladamente. Estes resultados podem fomentar novas investigações dos efeitos dos impactos sobre a composição da entomofauna aquática na transição entre o Cerrado e a Floresta Amazônica.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Histórico do uso da terra e composição de gerromorpha (insecta: subordem heteroptera) em igarapés da Transxingu
    (Universidade Federal do Pará, 2024-02-28) COSTA, Iluany da Silva; SILVA, Karina Dias da; http://lattes.cnpq.br/2271768102150398; https://orcid.org/0000-0001-5548-4995
    A Floresta Amazônica enfrenta ameaças devido à crescente exploração de recursos naturais impulsionada pelo crescimento econômico da região, intensificada desde a exploração da borracha entre 1879 e 1912. Desde os anos 1960, o governo implementou programas de desenvolvimento econômico, ocupação territorial e construção de rodovias, como a BR-230, também conhecida como Transamazônica. Essa rodovia teve um impacto significativo na região sudoeste do Pará, especialmente nas bacias hidrográficas do Xingu, contribuindo para o desmatamento desordenado e prejudicando a biodiversidade, especialmente às margens dos corpos d'água. Para lidar com os problemas ambientais, foram desenvolvidos vários métodos de análise e monitoramento, incluindo o sensoriamento remoto, que permite estudar grandes áreas em pouco tempo. O monitoramento biológico também é utilizado, pois alguns organismos, como os insetos aquáticos da infraordem Gerromorpha, são sensíveis às mudanças ambientais e podem indicar a qualidade do habitat. Por isso, um estudo recente analisou o histórico do uso da terra na região nos últimos 30 anos e avaliou a composição da infraordem Gerromorpha em igarapés da Transxingu. Observou-se uma grande perda de cobertura vegetal nas últimas décadas, especialmente próxima às estradas, muitas vezes relacionada à pecuária. No entanto, houve uma redução no desmatamento ao longo do tempo, possivelmente devido a medidas de conservação, como o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), criação de reservas extrativistas, reconhecimento de terras indígenas e o Cadastro Ambiental Rural (CAR). No estudo da composição da infraordem Gerromorpha nos igarapés da Transxingu, verificou-se que muitas amostragens foram influenciadas pelo desmatamento ao longo dos anos. Além disso, foi constatado que o índice de integridade do habitat físico do igarapé pode ser mais eficaz do que métricas geoespaciais na avaliação do impacto ambiental. Embora não tenha havido diferenças significativas na comunidade de Gerromorpha entre ambientes preservados e alterados, percebeu-se uma variação na abundância desses organismos ao longo dos gradientes ambientais. Isso indica que a comunidade responde às mudanças no ambiente, independentemente da presença de espécies bioindicadoras específicas. Portanto, há necessidade de mais estudos em ambientes altamente preservados para entender melhor essas dinâmicas.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Histórico do uso da terra e composição de gerromorpha (insecta: subordem heteroptera) em igarapés da Transxingu
    (Universidade Federal do Pará, 2024-02-28) COSTA, Iluany da Silva; SILVA, Karina Dias da; http://lattes.cnpq.br/2271768102150398; https://orcid.org/0000-0001-5548-4995
    A Floresta Amazônica enfrenta ameaças devido à crescente exploração de recursos naturais impulsionada pelo crescimento econômico da região, intensificada desde a exploração da borracha entre 1879 e 1912. Desde os anos 1960, o governo implementou programas de desenvolvimento econômico, ocupação territorial e construção de rodovias, como a BR-230, também conhecida como Transamazônica. Essa rodovia teve um impacto significativo na região sudoeste do Pará, especialmente nas bacias hidrográficas do Xingu, contribuindo para o desmatamento desordenado e prejudicando a biodiversidade, especialmente às margens dos corpos d'água. Para lidar com os problemas ambientais, foram desenvolvidos vários métodos de análise e monitoramento, incluindo o sensoriamento remoto, que permite estudar grandes áreas em pouco tempo. O monitoramento biológico também é utilizado, pois alguns organismos, como os insetos aquáticos da infraordem Gerromorpha, são sensíveis às mudanças ambientais e podem indicar a qualidade do habitat. Por isso, um estudo recente analisou o histórico do uso da terra na região nos últimos 30 anos e avaliou a composição da infraordem Gerromorpha em igarapés da Transxingu. Observou-se uma grande perda de cobertura vegetal nas últimas décadas, especialmente próxima às estradas, muitas vezes relacionada à pecuária. No entanto, houve uma redução no desmatamento ao longo do tempo, possivelmente devido a medidas de conservação, como o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), criação de reservas extrativistas, reconhecimento de terras indígenas e o Cadastro Ambiental Rural (CAR). No estudo da composição da infraordem Gerromorpha nos igarapés da Transxingu, verificou-se que muitas amostragens foram influenciadas pelo desmatamento ao longo dos anos. Além disso, foi constatado que o índice de integridade do habitat físico do igarapé pode ser mais eficaz do que métricas geoespaciais na avaliação do impacto ambiental. Embora não tenha havido diferenças significativas na comunidade de Gerromorpha entre ambientes preservados e alterados, percebeu-se uma variação na abundância desses organismos ao longo dos gradientes ambientais. Isso indica que a comunidade responde às mudanças no ambiente, independentemente da presença de espécies bioindicadoras específicas. Portanto, há necessidade de mais estudos em ambientes altamente preservados para entender melhor essas dinâmicas.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Influência das características morfológicas e do habitat físico sobre a capacidade de dispersão de Odonata em igarapés amazônicos
    (Universidade Federal do Pará, 2025-01) PEREIRA, Silvia Rafaela Alves; JUEN, Leandro; http://lattes.cnpq.br/1369357248133029; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0002-6188-4386; KOROIVA, Ricardo; http://lattes.cnpq.br/3262687790057613; http://orcid.org/0000-0002-6658-0824
    A capacidade de dispersão das espécies está diretamente ligada às características morfológicas, fisiológicas e comportamentais individuais, além do contexto ambiental em que vivem. Espécies com menor capacidade de dispersão tendem a ser mais vulneráveis às mudanças climáticas e ao uso intensificado da terra, em razão da perda de cobertura vegetal e fragmentação que acarretam mudanças na conectividade dos habitats e nas condições térmicas do ambiente. Investigamos neste estudo os fatores que afetam a capacidade de dispersão de Odonata adultos em igarapés na Amazônia, focando nas características morfológicas e no efeito do uso da terra e da integridade ambiental. Testamos as hipóteses: i) que o tamanho corporal, volume do tórax e largura da base das asas estarão relacionadas positivamente à capacidade de dispersão e a proporção das asas estará relacionada negativamente à capacidade de dispersão; ii) que a maior formação florestal e a integridade do habitat estarão negativamente relacionadas à capacidade de dispersão, pois a maior cobertura de dossel filtra indivíduos com menor capacidade de voo. O estudo foi realizado em 12 igarapés no município de Barcarena, Pará, Brasil. Utilizamos o método de marcação-recaptura e análise de dados por Modelos de Equações Estruturais. Consideramos variáveis de paisagem (formação florestal e pastagem), de habitat físico (cobertura do dossel do canal, vegetação rasteira lenhosa, largura do canal, índice de integridade de hábitat e temperatura), morfológicas (comprimento total do corpo, volume do tórax e proporção das asas) e como variável resposta utilizamos a capacidade de dispersão (distância em metros). Foram marcados 541 indivíduos (n=466 Zygoptera e n=75 Anisoptera). A taxa de recaptura foi de 29% para Zygoptera e 1,4% para Anisoptera. A maioria dos indivíduos recapturados foram machos pertencentes aos gêneros Mnesarete, Argia e Hetaerina. Aproximadamente, 91% dos indivíduos deslocaram-se menos de 60 metros. Os resultados utilizando apenas Zygoptera corroboraram parcialmente a primeira hipótese: a proporção das asas esteve negativamente relacionada à capacidade de dispersão, indicando que asas mais curtas e largas estão relacionadas a maior capacidade de voo. No entanto, não foi encontrada relação direta entre a integridade do habitat ou formação florestal sobre a dispersão, mas a formação florestal e a largura do canal influenciaram na morfologia da proporção das asas dos indivíduos. Esses padrões sugerem que gêneros encontrados em ambientes florestais, como Heteragrion, que apresentaram maior proporção das asas teriam menor capacidade de dispersão, que suportam maior temperatura e luminosidade, como Mnesarete e Hetaerina, exibiram menor proporção das asas e maior dispersão. Destacamos a vulnerabilidade dos indivíduos com menor capacidade de dispersão às modificações dentro de seus habitats aquáticos e na paisagem terrestre circundante por perda de cobertura vegetal.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Padrão de distribuição de larvas de EPT (Ephemeroptera, Plecoptera, Trichoptera) em riachos na Amazônia Oriental
    (Universidade Federal do Pará, 2025-03) RAMOS, Thaiz Maria; JUEN, Leandro; http://lattes.cnpq.br/1369357248133029; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0002-6188-4386; KOROIVA, Ricardo; http://lattes.cnpq.br/3262687790057613; http://orcid.org/0000-0002-6658-0824
    A dispersão é o deslocamento de organismos entre habitats na paisagem, sendo essencial para a colonização de espécies em novos locais e para manter a diversidade genética na região, e a sua eficiência está relacionada com a capacidade de dispersão de cada espécie, com as variáveis ambientais e com a distância entre os habitats. Os mecanismos de estruturação da comunidade e os impactos antrópicos sobre os invertebrados aquáticos têm sido avaliados através de abordagens baseadas em traços funcionais das espécies, mas a utilização deste método para determinar o potencial dispersivo das espécies ainda é pouco estudado. Com base nisso, o potencial dispersivo da maioria das espécies é observado de forma indireta ao utilizar traços funcionais e principalmente utilizando o conhecimento de especialistas. A partir deste cenário, o objetivo da dissertação foi avaliar o padrão de distribuição de larvas de EPT (Ephemeroptera, Plecoptera e Trichoptera), buscando classificar o potencial dispersivo dos gêneros com base em traços funcionais de dispersão e relacionar esses traços às variáveis ambientais. A dissertação está dividida em dois capítulos. No capítulo 1 avaliamos como os traços funcionais de dispersão de larvas de EPT estão relacionados com as condições ambientais de riachos da Amazônia Oriental. A maioria dos traços e suas categorias tiveram alguma associação, negativa ou positiva com algumas das nove variáveis físico-químicas selecionadas no estudo. Assim, corroboramos o fato de que as condições do ambiente influenciam a composição de traços funcionais de dispersão. No capítulo 2 classificamos o potencial dispersivo dos gêneros de larvas de EPT com base nos traços funcionais de dispersão e em consultas aos especialistas das ordens. Ephemeroptera foi a ordem com mais gêneros com alta capacidade de dispersão, enquanto os gêneros de Plecoptera tiveram valores médios e baixos para a dispersão. Já os gêneros de Trichoptera tiveram valores para o potencial dispersivo bem variados. Também avaliamos se a capacidade de dispersão dos gêneros de larvas de EPT estaria sendo refletido pela abundância e pela ocorrência nos riachos da Amazônia Oriental, o que não foi corroborado. Em nosso estudo, vimos o papel dos traços funcionais, sejam relacionados a dispersão ou não, sendo excelentes ferramentas utilizadas como proxies
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Padrão de distribuição de Odonata (Insecta) em sistemas aquáticos com exploração de madeira na Amazônia Oriental: seleção de microhabitat e características morfológicas das libélulas
    (Universidade Federal do Pará, 2017-01-06) CALVÃO , Lenize Batista; JUEN, Leandro; http://lattes.cnpq.br/1369357248133029; LOPES, Maria Aparecida; http://lattes.cnpq.br/3377799793942627
    As comunidades biológicas estão distribuídas de forma espacialmente estruturada nos sistemas aquáticos, de modo que a perda de integridade do hábitat pelas ações antrópicas e as restrições impostas pelas características morfológicas das espécies, contribuem para o padrão existente da metacomunidade no ambiente. Os sistemas hídricos constituem bons modelos para identificar os processos que participam da distribuição local dos organismos. Os tributários desses sistemas, estão dispostos em uma rede dendrítica sob a restrição de múltiplas condições ambientais e são muito sensíveis as modificações que ocorrem na bacia de drenagem. Essas modificações são, principalmente, aquelas resultantes das atividades humanas, que em geral, culminam na perda da biodiversidade residente. Na região amazônica a exploração de madeira tem sido considerada uma das principais atividades que provoca altas taxas de desmatamento. Para reduzir os efeitos drásticos no ambiente, algumas técnicas de manejo florestal, como manejo de Impacto Reduzido (MIR), têm sido implementadas com o intuito de extrair a matéria prima do ambiente natural e promover a conservação das espécies e dos processos necessários ao funcionamento do ecossistema. Por outro lado, a exploração sem controle, conhecida como exploração convencional, altera a morfologia do canal dos ecossistemas aquáticos, reduz a cobertura vegetal e aumenta a entrada de sedimento fino, ocorrendo geralmente a alteração dos parâmetros aceitáveis físicos-químicos-microbiológicos água. Buscando avaliar os efeitos da extração madeireira na biodiversidade aquática, utilizaremos a ordem Odonata como organismo modelo, em virtude da sua sensibilidade às modificações no ambiente aquático, alta diversidade de espécies e serem associadas a diversos tipos de ambientes aquáticos, bem como viver na interface com o ambiente terrestre. O objetivo da tese é avaliar o padrão da distribuição das espécies de Odonata nos sistemas hídricos que se encontram distribuídos em áreas submetidas à exploração de madeira convencional ou de impacto reduzido na região Amazônia Oriental. Para responder a esse objetivo a tese foi dividida em três capítulos, cujos objetivos são: (i) Avaliar se a diversidade de Odonata diminui nas áreas com exploração convencional de madeira, e, identificar quais são as variáveis abióticas que estruturam a composição de Odonata. (ii) Avaliar a intensidade dos fatores ambientais e espaciais na distribuição das espécies de Odonata nos igarapés amostrados e verificar se ocorre um turnover taxonômico de espécies em áreas naturais (íntegras). (iii) Avaliar quais são as estruturas morfológicas da ordem Odonata que estão associadas com o gradiente ambiental nos três tratamentos (referência (REF), manejo de impacto reduzido (MIR) e corte convencional (CC)).
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Padrões de estruturação de adultos de libélulas em uma área de proteção e seu entorno na Amazônia oriental
    (Universidade Federal do Pará, 2016-09-30) MONTEIRO JÚNIOR, Cláudio da Silva; JUEN, Leandro; http://lattes.cnpq.br/1369357248133029; ESPOSITO, Maria Cristina; http://lattes.cnpq.br/2112497575917273
    No Brasil encontra-se a maior parte das áreas protegidas (AP) do mundo, correspondendo a 12% do total mundial. Destas, 73% ou 111 milhões de hectares estão localizada na Amazônia, sendo 37% de uso integral e 63% de uso sustentável. Apesar do número parecer bastante expressivo, as demandas por produtos e serviços em virtude do crescimento da população resultam em modificações dos ecossistemas que muitas vezes ocorrem nos arredores ou até mesmo dentro das APs. Assim, o objetivo geral da tese foi estudar os padrões de estruturação de adultos de Odonata em uma área protegida e seu entorno. Para isso, a tese foi dividida em três capítulos: No primeiro capítulo, nossa hipótese foi testar se encontraríamos uma maior diversidade de espécies de libélulas na AP devido a uma maior complexidade de habitats. No segundo, testamos a hipótese de que haveria alta diversidade beta devido à substituição de espécies que é esperado de ser encontrado em ambiente pristinos. No terceiro capítulo, testamos a hipótese de que Odonata seria um moderado a fraco substituto para Ephemeroptera, Trichoptera, Chironomidae e peixe, devido as características inerentes do grupo, como a grande mobilidade, possibilitando maior poder de dispersão do que os demais grupos utilizados. O estudo foi realizado em 30 igarapés, sendo 17 localizados dentro de uma área protegida e 13 no entorno. Ao contrário do que esperávamos, no primeiro capítulo encontramos maior diversidade de Odonata em igarapés do entorno, em comparação com os da AP. Também houve diferenças na composição de espécies dos dois ambientes, além de diferenças das variáveis ambientais entre as áreas. Assim, a combinação da área protegida e do entorno, com baixo nível de perturbação, conserva uma gama maior de espécies especialistas de Odonata do que apenas uma única área, portanto, esse resultado aponta para a importância das áreas de entorno para uma maior efetividade de conservação das APs. No segundo capítulo, houve alta diversidade beta de Odonata tanto na AP quanto no entorno, possivelmente explicada pela amplitude de nicho combinados com a estrutura espacial do meio ambiente. Mesmo havendo certa modificação ambiental, ainda não foi grande nem intensa o suficiente para excluir todas as espécies e, portanto, elas conseguem sobreviver nesse ambiente e até mesmo selecionando as espécies que conseguem sobreviver em ambientes um pouco mais aberto, devido suas exigências ambientais. No terceiro capítulo, testamos a concordância entre adultos de Odonata com outros grupos aquáticos, como peixes, Ephemeroptera e Trichoptera combinados (ET) e Chironomidae em igarapés da Amazônia Oriental. Houve correlação entre as riquezas de espécies e congruência de adultos de Odonata com peixes e ET, entretanto a força dessas correlações foi moderada a baixa. Assim, mesmo havendo uma relação entre as exigências ambientais das espécies de Odonata com outros grupos, ainda está havendo perda de informações biológicas importantes. Dessa forma, sugerimos cautela na utilização de um único táxon como substituto de outros e, para o planejamento de conservação, o melhor seria a utilização de vários táxons, refletindo, de uma forma holística a biodiversidade aquática. Finalmente, a proteção de ambas as áreas se torna importante para manter o pool de espécies próprias de cada ambiente, sendo que o nosso grande desafio no futuro, é encontrar uma maneira de identificar os níveis de perturbação que seriam aceitáveis para evitar a sobre-exploração dos recursos nessas áreas e que ao mesmo tempo permitisse a conservação da biodiversidade presente na área.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Resposta da comunidade de Odonata ao gradiente ambiental em igarapés da Volta Grande do Xingu
    (Universidade Federal do Pará, 2024-12-18) CHAVES, Esiene da Costa; SILVA, Karina Dias da; http://lattes.cnpq.br/2271768102150398; https://orcid.org/0000-0001-5548-4995; SILVA, Tatiana Pereira da; BRASIL, Leandro Schlemmer; SANTOS, Lenize Batista Calvão; GIEHL, Núbia França da Silva; BRITO, Joás da Silva; http://lattes.cnpq.br/4005250095700054; http://lattes.cnpq.br/1908629101039803; http://lattes.cnpq.br/2859350745554286; http://lattes.cnpq.br/1561280535072922; http://lattes.cnpq.br/6013054034235293
    O aumento das atividades antrópicas na Amazônia tem causado impactos significativos nos ecossistemas terrestres e aquáticos. O desmatamento, as queimadas e a construção de hidrelétricas, entre outras atividades, contribuem para a perda da biodiversidade e a degradação dos ecossistemas aquáticos, resultando na destruição de habitats e na redução de espécies aquáticas, como os Odonata, que são fundamentais para manter o equilíbrio desses ecossistemas. Os Odonata respondem rapidamente às mudanças no ambiente e são amplamente utilizados como bioindicadores de alterações ambientais devido à sua alta sensibilidade à qualidade do habitat e da água. Diante disso, o objetivo deste estudo foi avaliar as mudanças nas comunidades de Odonata em resposta às variáveis ambientais em igarapés da Volta Grande do Xingu. As coletas foram realizadas em 19 igarapés da região, abrangendo os municípios de Anapu, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu, em setembro de 2019, durante a estação seca amazônica. Para a captura dos insetos, utilizou-se o método de varredura em zonas fixas e rede entomológica (puçá), em100 metros em cada igarapé. Foram mensuradas as variáveis: pH, condutividade elétrica, temperatura da água, turbidez e oxigênio dissolvido. Em todos os igarapés, foi aplicado o Índice de Integridade de Habitat (IIH), que avalia o estado de conservação do habitat, variando de 0 a 1 – quanto mais próximo de 1, melhor o estado de conservação do igarapé; quanto mais próximo de 0, mais degradado o ambiente. Utilizamos o TITAN (Threshold Indicator Taxa Analysis) para avaliar o limiar do gradiente em que a comunidade apresenta ganho ou perda de espécies. No total, coletamos 526 indivíduos, distribuídos em duas subordens (Zygoptera e Anisoptera), 6 famílias, 26 gêneros e 43 espécies. A comunidade de Odonata apresentou mudança na sua composição nos valores a partir de 0,64 para o gradiente ambiental de IIH, tendo ganho de espécies em ambientes mais preservados. Em relação às outras variáveis ambientais, não tivemos mudanças para composição da comunidade de Odonata. A espécie A. fumigata Hagen, 1865, da subordem Zygoptera, destacou-se como espécie bioindicadora da qualidade de igarapés amazônicos, evidenciando assim que indivíduos desta subordem estão comumente associados a ambientes mais íntegros e preservados com vegetação densa, em razão das suas exigências ecofisiológicas. Nossos resultados demonstram que as alterações ambientais causadas pela ação antrópica alteram a qualidade do habitat nos igarapés e consequentemente afetam espécies que dependem desses ambientes. A presença de espécies bioindicadoras como Argia fumigata em ambientes preservados reforça a importância de conservar a integridade desses habitats para manter a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos associados.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Similaridade morfológica e seus efeitos na distribuição da assembleias de percevejos semiaquáticos (Gerromorpha: Heteroptera) em igarapés da Amazônia Oriental
    (Universidade Federal do Pará, 2017-02-07) GUTERRES, Alana Patricia Meguy; JUEN, Leandro; http://lattes.cnpq.br/1369357248133029; SILVA, Rogério Rosa da; http://lattes.cnpq.br/5989181105383977
    Estudos sobre padrões de distribuição e coexistência das espécies em comunidades naturais estão ganhando destaque na área de ecologia de comunidades, pois servem como base para outros estudos, como os de conservação, de ecologia teórica e outros. Neste estudo, utilizamos os insetos aquáticos da Subordem Heteroptera (Infraordem Gerromorpha), para avaliar a relação entre similaridade morfológica e padrões de coexistência de Gerromorpha. Duas hipóteses foram testadas: (i) a existência de divergência morfológica entre as espécies coexistentes; (ii) o ambiente exerce baixa influência sobre o padrão de coocorrência das espécies. O estudo foi realizado em 32 riachos (igarapés) dentro e no entorno de uma unidade de conservação na Amazônia Oriental. A hipótese sobre divergência morfológica entre as espécies de insetos semiaquáticos e de ausência de um efeito ambiental nas assembleias foram corroboradas. As espécies da comunidade de Gerromorpha apresentaram um padrão de coocorrência não aleatório. A divergência morfológica entre espécies pode ser o resultado de intensa competição interespecífica. Nas assembleias de Gerromorpha estudadas, as relações de competição foram mais importantes que o ambiente, resultando no deslocamento de caracteres morfológicos, com espécies coexistentes mais distantes entre si morfologicamente do que o esperado para os modelos avaliados.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Study of the mayfly order Ephemeroptera (Insecta) in Brazil: a scienciometric review
    (Universidade Federal do Pará, 2013-12) SHIMANO, Yulie; SALLES, Frederico Falcão; JUEN, Leandro
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Taxonomia de Dasythemis (Karsch, 1889) (Odonata: Libellulidae)
    (Universidade Federal do Pará, 2024-11) MIRANDA FILHO, Jair da Costa; VILELA, Diogo Silva; http://lattes.cnpq.br/3091410701509383; NASCIMENTO, Jeane Marcelle Cavalcante do; http://lattes.cnpq.br/3880118795645876; https://orcid.org/0000-0002-5428-7495
    Dentre os insetos da ordem Odonata, a subordem Anisoptera se destaca por sua distribuição cosmopolita e por apresentar alta capacidade de dispersão. Isso é facilitado por possuírem asas largas e não pecioladas, com área anal mais desenvolvida nas asas posteriores. Ao repousar, os indivíduos desta subordem são reconhecidos por manterem as asas abertas. Além disso, anisópteros possuem corpo robusto e elevada capacidade de voo. Atualmente, essa subordem encontra-se dividida em cinco superfamílias: Aeshnoidea, Petaluroidea, Gomphoidea, Cordulegastroidea e Libelluloidea. Em Libelluloidea está inserida a família mais diversa e onipresente da subordem, Libellulidae, onde encontra-se o grupo alvo da presente pesquisa. Dasythemis é endêmico da América do Sul e apresenta um histórico taxonômico complexo. A carência de estudos recentes evidencia falhas significativas na compreensão da diversidade, taxonomia e distribuição geográfica das espécies deste grupo. Diante disso, a presente pesquisa teve por objetivo preencher essas lacunas, por meio de uma revisão detalhada da literatura, análise de material coletado em diferentes regiões e um estudo detalhado da morfologia. Para isso, foram analisados 168 espécimes de 11 instituições distribuídas em 3 países da América do Sul: Argentina, Brasil e Peru. Para as redescrições, as terminologias das asas seguiram a proposta de Riek e Kukalová-Peck (1984), com modificações de Bechly (1996). Os indivíduos foram identificados com base em chaves gerais de identificação e trabalhos de descrição original. A nomenclatura das demais estruturas morfológicas foram baseadas em Asahina (1945) e Garrison et al. (2006). Fotografias foram obtidas com auxílio de microscópio estereoscópio acoplado a uma câmera e iluminadas por uma cúpula de LED para luz uniforme. Como resultado, todas as quatro espécies e uma subespécie foram redescritas de forma padronizada, utilizando-se características empregadas em trabalhos mais recentes para o grupo. Todas as espécies foram ilustradas com fotografias; além disso, a vesica spermalis foi analisada sob Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), ilustrando, pela primeira vez, essa estrutura em detalhes.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Taxonomia de Stenochironomus Kieffer, 1919 (Diptera: Chironomidae) da Amazônia
    (Universidade Federal do Pará, 2025-02) SOUSA, Arthur Felipe Diniz; DANTAS, Galileu Petronilo da Silva; http://lattes.cnpq.br/1581395125825780; NASCIMENTO, Jeane Marcelle Cavalcante do; http://lattes.cnpq.br/3880118795645876; https://orcid.org/0000-0002-5428-7495
    Stenochironomus Kieffer, (Diptera: Chironomidae) é um grupo diverso e cosmopolita, cuja taxonomia é baseada principalmente na morfologia da genitália dos machos adultos. O gênero foi revisado por Borkent que elaborou chaves de identificação para larvas, pupas e adultos para as regiões Neártica, Neotropical e Paleártica. Além disso, o autor propôs a subdivisão do gênero em dois subgêneros com base na morfologia e no habitat dos estágios imaturos: Stenochironomus (Petalopholeus) Borkent, para espécies minadoras de folhas, e Stenochironomus s. str. Kieffer, para larvas minadoras de troncos. Existem cerca de 112 espécies de Stenochironomus distribuídas pelo mundo (exceto na Antártida), das quais 39 ocorrem na região Neotropical e 30 no Brasil, sendo 27 registradas na região Amazônica. Contudo, alguns estágios imaturos de Stenochironomus neotropicais ainda são desconhecidos: das 39 espécies descritas para a região, apenas 24 possuem pupas descritas e 18 possuem larvas descritas. Baseando-se nessa lacuna, o presente trabalho teve como objetivo geral realizar um estudo taxonômico sobre Stenochironomus na Amazônia. Para tanto, foi analisado material oriundo de coletas realizadas anteriormente pelo Laboratório de Citotaxonomia e Insetos Aquáticos (INPA) na Amazônia brasileira. A associação com os estágios imaturos foi possível a partir da coleta de folhas submersas colonizadas por larvas de Stenochironomus, que foram transportadas para criação em laboratório até a emergência dos adultos. Também foi analisado material proveniente de armadilhas Malaise e Pennsylvania. Como resultado foram descritas oito espécies novas para o gênero, das quais cinco foram descritas com base no macho, pupa e larva, uma descrita com base no macho e pupa, e duas com base apenas no macho. Além disso, a distribuição de Stenochironomus figueiredoensis Dantas, Hamada & Mendes, Stenochironomus liviae Dantas, Hamada & Mendes e Stenochironomus roquei Dantas, Hamada & Mendes foi ampliada para o estado do Acre. Assim, este trabalho contribui para o conhecimento taxonômico de Stenochironomus no Brasil, principalmente na Amazônia, aumentando o número de espécies conhecidas na região.
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