Navegando por Assunto "Institutional Reception"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Crianças em acolhimento institucional e as estratégias para a reinserção familiar(Universidade Federal do Pará, 2018-03-29) MONTEIRO, Bruna Nazaré Silva; CORRÊA, Laiane da Silva; http://lattes.cnpq.br/8718970810312359; https://orcid.org/0000-0002-7402-7914; MAGALHÃES, Celina Maria Colino de; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051; CAVALCANTE, Lilia Iêda Chaves; http://lattes.cnpq.br/9459333264901017; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735; https://orcid.org/0000-0003-3154-0651Esta pesquisa objetivou investigar o processo de reinserção familiar de crianças de zero a sete anos que estiveram acolhidas em uma instituição no período de junho de 2015 a julho de 2016, no município de Belém/Pa. Para isso, descreveu-se o perfil biosociodemografico das crianças acolhidas e das famílias das crianças que foram reinseridas ao lar de origem. Identificaram-se as estratégias utilizadas no processo de reinserção. Para a coleta de dados utilizou-se o formulário de caracterização da criança e a ficha de reintegração familiar, por meio de pesquisa documental. Os dados foram analisados quantitativamente através de estatística descritiva. Sobre os principais resultados: Analisaram-se 52 prontuários, sendo 17 deles de crianças reinseridas à família de origem. Em relação ao perfil das crianças, a maioria era do sexo masculino (59,6%). As crianças na faixa etária de 0 – 2 anos eram a maior parte na instituição (36,1%). Quanto à escolaridade, identificou-se que essa prática não se aplica para a metade dos acolhidos (50%). Sobre a naturalidade, o público paraense predominou na instituição (92,3%). Entre as crianças que possuíam registro civil (88,5%), um percentual significativo (63,5%) não tinha o nome do pai no registro. Sobre as condições de moradia das crianças, identificou-se um elevado percentual de variáveis sem informações registradas. Os principais motivos para o acolhimento foram: negligência familiar (46,2%), abandono por parte dos pais e/ou responsáveis (38,5%), outros motivos (23,1%), situação de rua (19,2%), pais e/ou responsável dependente químico (17,3%) e pobreza e/ou vulnerabilidade (15,4%). Sobre o processo institucional, quase todos possuíam guia de acolhimento (98,1%) e PIA (82,7%). Metade das crianças possuía grupo de irmãos na mesma instituição (50%) e grande parte estavam no primeiro acolhimento (61,5%). No que se refere a visita familiar, a maioria recebia (80,8%), quem mais visitava era a mãe (48,1%) mais de duas vezes na semana (32,6%). Sobre o perfil dos familiares, os dados estavam praticamente ausentes nos prontuários. Quanto a idade, possuem entre 32 a 60 anos. Sobre a habitação, a maioria possui residência própria (53,8%). A renda mensal varia entre 1⁄2 a 1 salário mínimo (46,1%). Com relação à reinserção familiar, antes das crianças serem acolhidas, elas viviam com a família nuclear (35,3%) e com a família extensa (35,3%). Os principais cuidadores eram em conjunto a mãe e o pai (35,3%) e a mãe com outros familiares (29,5%). Após o acolhimento, as crianças passaram a viver com a família extensa (76,4%) e foram desligadas principalmente para as avós maternas (41,1%). As principais estratégias usadas pela equipe técnica foram: inclusão em programas de acompanhamento da família, programas de auxílio financeiro, visitas domiciliares, acompanhamento psicológico, encaminhamento para acompanhamento médico e outros serviços. Os resultados apontam que é urgente a necessidade da produção de mais estudos, sobretudo qualitativos, que abordem o processo de reinserção a fim de contribuir na reflexão da prática das instituições de acolhimento e para o aprimoramento das políticas públicas.
