Navegando por Assunto "Intimate partner violence"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Implicações da vivência de prisão preventiva por violência conjugal: narrativas masculinas(Universidade Federal do Pará, 2019-05) SILVA, Andrey Ferreira da; GOMES, Nadirlene Pereira; ESTRELA, Fernanda Matheus; LÍRIO, Josinete Gonçalves dos Santos; LIMA, Vera Lúcia de Azevedo; PEREIRA, ÁlvaroObjetiva-se conhecer as implicações da vivência de prisão preventiva por meio da história oral de homens em processo criminal por violência conjugal. Utilizou-se a história oral temática, sendo realizadas entrevistas semiestruturadas com 11 homens em processo criminal por violência conjugal que vivenciaram a prisão preventiva, residentes em Belém, Pará, Brasil, nos meses de junho e julho de 2015. Os dados foram organizados e categorizados segundo análise de conteúdo temática categorial. As narrativas masculinas despontaram para: implicações físicas e psíquicas, comprometimento de interação social, expressos pela exclusão familiar, problemas financeiros e dificuldade de empregabilidade. A análise das implicações da experiência de prisão preventiva permite refletir acerca da importância da articulação intersetorial, implementação de espaços reflexivos e discussões no campo das desigualdades de gênero.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Violência por parceiro íntimo e apego em homens autores de agressão contra a mulher(Universidade Federal do Pará, 2024-05-13) SILVEIRA, Laura Gemaque; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560; REIS, Daniela Castro dos; http://lattes.cnpq.br/8805305887566391; https://orcid.org/0000-0002-9505-4516; CAVALCANTE, Lilia Iêda Chaves; BORDA SANTOS, Silvia Renata Magalhães Lordello; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735; http://lattes.cnpq.br/4220453020134352; https://orcid.org/0000-0003-3154-0651A literatura internacional aponta para a existência de correlação positiva entre ansiedade e evitação relacionada ao apego na vida adulta e a ocorrência de violência por parceiro íntimo. No Brasil, há poucos dados a respeito desse fenômeno, sobretudo no que tange aos autores de violência e suas características psicológicas. O objetivo desta pesquisa foi correlacionar as dimensões do apego e a ocorrência de violência física e psicológica por parceiro íntimo em homens de um grupo reflexivo para autores de violência doméstica (Grupo 1) e homens da população geral (Grupo 2), e comparar os grupos quanto às dimensões do apego e a ocorrência de violência. O estudo foi transversal, descritivo e quantitativo, com amostras independentes. Participaram 80 homens, 40 de cada grupo. Os contextos de realização da pesquisa foram o Núcleo de Prevenção e Enfrentamento à Violência de Gênero (NUGEN) da Defensoria Pública do Estado do Pará e uma unidade da Usina da Paz, projeto governamental de assistência, serviços de saúde e profissionalização voltados à comunidade. Foram utilizados o Formulário de Caracterização Biopsicossocial de Autores de Violência, a Revised Conflict Tactic Scales - CTS 2 em português e a Experience in Close Relationships Scale – Reduzida (ECR-R-Brasil). A análise dos dados se deu por meio dos testes rho de Spearman e U de Mann-Whitney. Foram encontradas correlações positivas e significativas, em ambos os grupos, entre as violências física e psicológica, e entre violência perpetrada e sofrida, indicando o entrelaçamento de distintas formas de violência e a bidirecionalidade das agressões. Ao contrário do esperado conforme a literatura, não foram obtidas correlações significativas entre as dimensões do apego e a violência no Grupo 1, mas sim no Grupo 2. Neste último, a dimensão ansiedade esteve correlacionada positivamente à violência física perpetrada e sofrida, e à violência psicológica sofrida. Após comparar os dois grupos por meio do teste U de Mann-Whitney, os participantes do Grupo 1 apresentaram pontuações significativamente maiores para ambas as dimensões do apego e para a violência física perpetrada e sofrida, mas não para a violência psicológica. Estes resultados corroboram parcialmente os achados de pesquisas anteriores, quanto à relação entre apego inseguro e violência verificada em um dos grupos, e à maior ocorrência de apego inseguro e violência física entre autores de violência convictos quando comparados a grupos controle. A ausência de correlações significativas entre apego e violência no Grupo 1 pode ser explicada por questões metodológicas e/ou outras variáveis influentes não contempladas por esse estudo. Ademais, a ausência de diferenças entre os grupos quanto à ocorrência de violência psicológica pode ser um alerta para a invisibilidade dessa forma de agressão, a qual não recebe a mesma atenção e volume de denúncias que a violência física. Tais achados requerem maior suporte de investigações futuras, envolvendo ambos os parceiros e as suas características psicológicas, de forma a compreender mais profundamente as dinâmicas que estabelecem e mantêm a ocorrência da violência por parceiro íntimo.
