Navegando por Assunto "Jovens"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Uma análise do acontecimento "crianças e jovens em risco"(2014-04) LEMOS, Flávia Cristina Silveira; SCHEINVAR, Estela; NASCIMENTO, Maria Lívia doEste artigo problematiza o acontecimento risco, em uma vertente histórica e política. Apresenta um panorama do debate sobre esta categoria analítica, desnaturalizando-a. Em uma segunda parte do texto, busca-se tecer uma descrição de como o acontecimento risco entrou em cena na política de proteção às crianças e aos jovens como modo estratégico de defesa social e prevenção. Em seguida, analisa-se como a gestão de riscos é materializada em práticas de conselheiros tutelares no Brasil, após a aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente. O conselho tutelar se torna um órgão central de gerência dos desvios em nome da proteção integral. Conclui-se que gerir riscos implica governar condutas a partir da lógica da sociedade de segurança.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise espacial da epidemia de HIV entre homens jovens no Brasil: um estudo ecológico(Universidade Federal do Pará, 2023-08-21) MARTINS, Cleyton Abreu; BOTELHO, Eliã Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/6276864906384922; https://orcid.org/0000-0002-9682-6530Introdução: Globalmente, estima-se que a cada sete novas infecções pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), duas ocorrem entre jovens. Estudos de análise espaciais são ferramentas essenciais para o combate ao HIV. Objetivo: Analisar espacialmente o cenário histórico brasileiro da epidemia do HIV entre os homens jovens, 2007 a 2021. Métodos: Estudo ecológico que utilizou bancos de dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Foram considerados todos os casos de HIV e da síndrome da doença imunologicamente adquirida (AIDS) entre homens de 15 a 29 anos de idade e com residência fixa no Brasil. Considerou-se como unidade de análise os 5.570 municípios brasileiros e a taxa de incidência de HIV/AIDS padronizada por faixa etária como variável. Foram utilizadas as seguintes técnicas de análise espacial: 1) Distribuição Espacial, 2) Autocorrelação Espacial e 3) Varredura Espacial. Resultados: Foram notificados 108.392 casos de HIV no Brasil entre homens jovens durante o período do estudo. A Região Sudeste apresentou as maiores taxas de incidência, seguidas pelas regiões Nordeste, Sul, Norte e Centro-Oeste. A epidemia do HIV apresentou expansão territorial em todas as regiões brasileiras, com exceção da região Sul que apresentou contração. Embora tenha havido diminuição no número de hotspots (áreas quentes) em todas as regiões, nas regiões Norte e Nordeste houve expansão no tamanho de hotspots. Não houve expansão de coldspots (áreas frias) nas regiões. As zonas de risco espaço-temporais foram compreendidas entre 2015 e 2021 e todas eram formadas por capitais de estados e municípios circunvizinhos. Conclusão: Os diferentes comportamentos da epidemia do HIV nas regiões brasileiras podem estar associados aos diferentes cenários sociopolíticos regionais. A consolidação, expansão e aparecimento de novos hotspots apontam as localizações onde o combate ao HIV precisa ser reforçado. A análise do risco espaço-temporal mostra que as maiores taxas de detecção do HIV se dão em municípios com maiores densidades demográficas, e o longo período temporal sugere fragilidade nas políticas de combate ao vírus. Para eliminação do HIV é necessária uma maior integração de municípios, estados e governo federal na busca por maior equidade social.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Autonomia em Jovens e sua relação com o Estilo de Apego Adulto(Universidade Federal do Pará, 2026-03-28) BARROS, Aline de Abreu França; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560; DUTRA, Natália Bezerra; MENEZES, Aline Beckmann de Castro; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/9477887434121232; http://lattes.cnpq.br/8107199720875369; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; https://orcid.org/0000-0002-0766-0795Autonomia é um conceito multifacetado que envolve a capacidade de autogoverno, tomada de decisões (autonomia comportamental, funcional e atitudinal), emoções e pensamentos próprios (autonomia emocional). Em paralelo, o estilo de apego, conforme proposto pela Teoria do Apego de John Bowlby, caracteriza como os indivíduos formam vínculos e gerenciam suas relações emocionais. Este estudo teve o objetivo de avaliar se os jovens com estilo de apego seguro têm maiores escores de autonomia quando comparados com escores de autonomia de jovens de estilo de apego inseguro, ou seja, que hiperativam ou desativam o sistema comportamental de apego causando ansiedade excessiva (estilo de apego inseguro ansioso) ou evitação excessiva (estilo de apego inseguro evitativo), além de considerar a renda dos jovens da amostra. Participaram do estudo 202 jovens brasileiros, com idade entre 18 e 21 anos, que responderam a instrumentos de autorrelato sobre autonomia (Questionário de Autonomia) e apego (Escala de Estilo de Relacionamento). Para essa amostra, os resultados indicaram correlação negativa entre autonomia e os indicadores de apego (ansiedade e evitação), sugerindo que o apego seguro dessa faixa etária está associado a níveis mais elevados de autonomia. A renda foi um fator coadjuvante. Esses achados contribuem para a compreensão do papel das relações de apego no desenvolvimento da autonomia durante a transição para a vida adulta.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Epidemia do HIV e os determinantes sociais em saúde entre jovens no contexto amazônico: análise geograficamente ponderada e projeções temporais(Universidade Federal do Pará, 2022-07-11) PEDROSO, Andrey Oeiras; NOGUEIRA, Laura Maria Vidal; http://lattes.cnpq.br/9020674768816530; https://orcid.org/0000-0003-0065-4509; BOTELHO, Eliã Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/6276864906384922; https://orcid.org/0000-0002-9682-6530Introdução: No Brasil, a taxa de detecção de HIV/Aids (/100 mil hab.) demonstrou decréscimo na população geral de 17,2%, de 2009 (21,5) a 2019 (17,8). Entretanto, tal taxa aumentou substancialmente entre a população jovem, que apresentaram a maior taxa de detecção no país, 52,0 (/100 mil hab.) (BRASIL, 2020a). Esse avanço sobre a população jovem se dá em decorrência de obstruções, discriminações, desigualdades, estigmas e iniquidades sociais e da saúde, vulnerabilidades intrínsecas desse estrato populacional que potencializam suas chances de se infectarem pelo HIV. Contudo, o risco da infecção pelo HIV não pode ser condicionado somente ao indivíduo, uma vez que os comportamentos são diretamente influenciados pelos fatores territoriais socioeconômicos que excedem ao indivíduo. Apesar de todo o avanço do HIV entre os jovens, existe uma escassez de estudos voltados para a análise do impacto dos Determinantes Sociais da Saúde (DSS) sobre a epidemia nesse grupo etário. Objetivo: Analisar temporal e espacialmente a epidemia do HIV entre jovens no Estado do Pará. Métodos: Estudo ecológico que analisou casos de HIV/Aids diagnosticados entre 2007 e 2018 no Pará, Brasil. Foi realizada uma análise exploratória por meio de estatística descritiva. As projeções temporais (2019-2022) utilizaram método misto, ARIMA + STL no software RStudio. Para a análise espacial, utilizamos técnicas estatísticas de varredura para obtenção do Risco Relativo (RR), com cálculo do intervalo de confiança de 95%; estatística de autocorrelação de Moran considerando estatisticamente significativo (p < 0,05) para construção do LISAMap no software ArcGIS. No software SPSS, elaboramos modelos a partir de Mínimos Quadrados Ordinários (OLS) e posteriormente por Regressão Geograficamente Ponderada (GWR), com análise espacial dos resíduos, com auxílio dos softwares MGWR e ArcGIS. Resultados: Dos 8.143 casos analisados, 47,97% eram jovens de 25 a 29 anos, homens (66,46%), pardos (76,95%), residentes em zona urbana (85,20%) e, heterossexuais (54,41%). Foi identificado expansão do HIV entre os jovens no Pará com projeção temporal de incremento para os jovens de 20-24 anos. A variabilidade espacial dos DSS: ‘Índice de Desenvolvimento da Educação Básica’; médicos por 10 mil habitantes e taxa de abandono do ensino médio foram associadas ao risco da infecção pelo HIV entre os jovens. O risco relativo mostrou variabilidade espacial. Conclusões: Os DSS associados ao risco para o HIV entre jovens no Pará, mostram particularidades socias do HIV na região do estudo e devem ser considerados na formulação de políticas para o alcance da meta global de eliminação da Aids até 2030 entre jovens.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Experiência geracional e identidade de fronteira: representações sociais sobre o rural amazônico(Universidade Federal Fluminense, 2017-08) CASTRO, Fábio Fonseca deO artigo reflete sobre a conformação da visão de mundo de um grupo de jovens de uma cidade do sudeste do Pará, Parauapebas, sobre a experiência de viver numa fronteira amazônica. As visões do senso comum – por um lado a promessa de riqueza e desenvolvimento; por outro, a imagem de crise e violência – são contrapostas pelas representações efetivamente construídas por esses jovens nas suas vidas cotidianas, conformando uma experiência geracional marcada pela sensação de transitoriedade. A discussão se produz com base em pesquisa a respeito das representações sociais de um grupo de 38 alunos de um curso de Comunicação, com habilitação em Jornalismo. Em sua maioria, esses alunos nasceram fora da região amazônica e experienciaram a situação social identificada por diversos autores como sendo marcada pelas dinâmicas conflitivas e transitórias que caracterizam os processos sociais de ocupação do território amazônico – situação essa muitas vezes identificada como um vazio ontológico. Testamos essa percepção, contrapondo-a com a experiência cotidiana efetiva dos jovens. Para fazê-lo, recolhemos suas representações sociais a respeito do lugar em que vivem, indagando em que medida suas percepções de mundo e a respeito do rural amazônico são mediadas pelos tecidos intersubjetivos e midiáticos que conformam a “fronteira” amazônica como um espaço condenando à transição e à eventualidade.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) O extermínio de jovens negros pobres no Brasil: práticas biopolíticas em questão(Universidade Federal de São João del-Rei, 2017-03) LEMOS, Flávia Cristina Silveira; AQUIME, Rafaele Habib Souza; FRANCO, Ana Carolina Farias; PIANI, Pedro Paulo FreireEste artigo versa sobre a prática de extermínio de jovens pobres e negros, com baixa escolaridade, moradores das periferias urbanas brasileiras, em uma análise da biopolítica em Foucault. O crescente e massivo genocídio desse grupo, somado ao aumento do contingente de aprisionamento dessa população, assinala que o Brasil optou por duas táticas de segurança em defesa social contra um suposto inimigo penal: cadeia e caixão. Interrogar essa realidade e colocá-la em questão é uma inquietação de quem atua com pesquisas em direitos a serem garantidos e protegidos. A crítica à militarização do cotidiano e às subjetividades baseadas no medo e na insegurança deve ser uma pauta da Psicologia, na formação, na extensão, na pesquisa e na publicação.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Fatores de risco e proteção na escola: reprovação e expectativas de futuro de jovens paraenses(2014-08) NUNES, Tatiene Germano Reis; PONTES, Fernando Augusto Ramos; SILVA, Lúcia Isabel da Conceição; DELL’AGLIO, Débora DalboscoEste estudo investigou as relações entre reprovação escolar, percepções quanto à escola e expectativas de futuro entre jovens, a partir de dados de uma amostra de 610 jovens com idades entre 14 a 24 anos (m=16,56; dp=2,37), de ambos os sexos, estudantes de escolas públicas da cidade de Belém do Pará. Foi utilizado um questionário com 77 questões de múltipla escolha. Os resultados revelaram que quase 50% dos alunos já sofreram reprovação escolar, embora apresentem boa percepção quanto à escola. Foram observadas correlações entre reprovação escolar e baixas expectativas de futuro acadêmico e entre boas percepções quanto à escola e melhores perspectivas acadêmicas. A expectativa de entrar na universidade apareceu mais associada ao sexo feminino. Os resultados poderão contribuir para o entendimento da importância da instituição escolar na promoção de fatores de proteção no desenvolvimento.Artigo de Evento Acesso aberto (Open Access) Identidade e lutas de classes: os embates entre capital e trabalho e suas implicações na construção identitária dos jovens pescadores de Cametá(Executiva Paraense dxs Estudantes de Pedagogia, 2018-07) OLIVEIRA, Nilton Benedito Braga de; RODRIGUES, Adenil Alves; RODRIGUES, Doriedson do SocorroO referido estudo apresenta elementos teóricos e metodológicos que analisa a construção identitária da juventude pescadora sob uma ótica de lutas de classes, pautan- do-se no materialismo histórico e dialético (MARX,2008). Desta forma, destaca-se que a identidade dos jovens pescadores é um produto construído por lutas e contradições classistas, um fenômeno que não resulta simplesmente do modo tradicional e cultural dos pescadores, mas, como sendo um processo social. É por isso que esses sujeitos constroem e reconstroem sua identidade, tornando-se, assim, pessoas com múltiplas identidades, forjadas no interior de suas relações societárias.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Jovens e idosos na política local: uma avaliação comparativa do perfil sociopolítico das candidaturas nas eleições municipais(Universidade Federal do Pará, 2024-09-18) MOREIRA, Jade Neves; SOUZA, Carlos Augusto da Silva; http://lattes.cnpq.br/7158504535308341A presente pesquisa tem como objeto de investigação a comparação do perfil sociopolítico de candidatos jovens e idosos, tendo como estudo de caso as eleições municipais de 2016 e 2020 para os cargos de vereador em todos os municípios brasileiros. O objetivo consiste em verificar a existência de mudanças no perfil da classe político ao longo da transição geracional observada no país, investigando os dois extremos da representação parlamentar no poder local: jovens e idosos. O estudo explora diversos marcadores de diferenciação sociopolítica entre jovens e idosos como: gênero, raça, escolaridade, estado civil e ideologia partidária. A metodologia de investigação utilizou a base de dados existente no repositório de dados do Tribunal Superior Eleitoral, avaliando tanto os candidatos quanto os eleitos. A pesquisa concluiu a existência de diferenças significativas entre os jovens e idosos referente as variáveis selecionadas, o que indica que o perfil sociopolítico dos representantes no poder local tem sofrido alterações significativas ao longo do tempo.Artigo de Evento Acesso aberto (Open Access) Jovens e interação comunicativa na Amazônia paraense: entre o rural e o urbano(Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, 2015-06) CASTRO, Fábio Fonseca de; COSTA, Alda Cristina Silva da; IGREJA, Monique FeioEste artigo propõe uma reflexão sobre a forma que se estabelecem as interações comunicativas dos jovens que vivem na ilha de Murutucu, Belém-PA, pertencentes a um território com práticas marcadas pela articulação entre o urbano e o rural. Com a pequena distância da ilha para Belém - apenas 9 km -, os jovens locais vivem em um contínuo deslocamento entre o meio rural e o urbano, fator que os coloca em contato com realidades diversas. Este estudo possibilitou o mapeamento de dados relacionados à experiência de morar na ilha e relativos ao deslocamento a Belém. Permitiu, também, a caracterização do uso do smartphone e da internet pelos jovens de Murutucu. Na pesquisa de campo, foram utilizados questionários, direcionados a 10 jovens, com o objetivo de identificar o perfil dos jovens ilhéus.
