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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Apresentação do dossiê: margens, poder e insurgências na América latina
    (Universidade Federal do Pará, 2021-06) SILVA, Tiago Lemões da; LOBO, Janaina Campos; CLAUDINO, Livio Sergio Dias; SOUSA, Rosângela do Socorro Nogueira de
    Ao tomarmos como lócus de reflexão a América Latina, em sua multiplicidade de culturas, cosmologias, modos de existir e resistir, é inevitável incidir sobre a relação entre modernidade, Estado, violência e racismo, articulados a formas locais de poder em sociedades marcadas pela experiência colonizadora e pelo que Achille Mbembe considera como processos de efabulação, expressos pela falaciosa invenção de enunciados sobre a inferioridade desumana e selvagem de determinadas populações. O fluxo dos processos históricos de dominação e opressão que ainda correm pelas veias abertas da América Latina, no entanto, jamais deixou de enfrentar coletividades insurgentes que, em contextos rurais e urbanos, (re)inventam identidades e narrativas outras, afrontando  mecanismos de subjugação e silenciamentos, desestabilizando a produção estatal das “zonas de não-direito”, positivando identidades subalternizadas e lutando por mudanças nas relações de poder desde as margens do Estado, no sentido atribuído por Veena Das e Deborah Poole.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A natureza do feminino decolonial no romance latino-americano: representações ecofeministas em Eva Luna e tropical sol da liberdade
    (Universidade Federal do Pará, 2021-01-28) LARANJEIRA, Jéssika Vales; ALMEIDA, Carlos Henrique Lopes de; //lattes.cnpq.br/9511564560016368
    Na literatura latino-americana, em especial as criadas por mulheres, há uma curiosa sucessão de narrativas que relacionam, em alguma medida, as explorações das mulheres e da Natureza. Essa percepção evidencia a necessidade de articulação entre diversas perspectivas críticas para ampliar o alcance de uma crítica ecofeminista delecolonial. Desse modo, este trabalho tem como objetivo identificar representações ecofeminstas como mecanismos de resistência à colonialidade nos romances Eva Luna (1987), da chilena Isabel Allende, e Tropical Sol da Liberdade (1988), da brasileira Ana Maria Machado. Para isso, a pesquisa foi desenvolvida sob abordagem qualitativa dedutiva de natureza teórica a partir de duas categorias de análise: as relações de cuidado e as percepções sensíveis sobre a Natureza. No corpus teórico, destacam-se: Zinani (2013) e Navarro (1995) quanto à mulher na literatura; Perrot (2017) quanto à historicidade da mulher como categoria social; Quijano (2005 e 2008) e Lugones (2008 e 2010) quanto à decolonialidade latino-americana; Kheel (1993) e Shiva (2001, 2003 e 2018) quanto à filosofia ecofeminista e Candau (2016), Bosi (1994) e Sarlo (2007) quanto à memória, a identidade e a resistência, temáticas que envolvem as narrativas analisadas com frequência. Como resultados comparativos entre os romances, foram identificadas duas similaridade de resistência ecofeminista e subversão à colonialidade: a valorização/ressignificação do trabalho de cuidado feminilizado e a escrita como meio de visibilizar a perspectiva feminina marginalizada.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Os vegetais político-selvagens de Clarice Lispector e as artes visuais de mulheres latinoamericanas
    (Universidade Federal do Pará, 2025-06-10) COSTA, Fabrício Lemos da; GUIMARÃES, Mayara Ribeiro; http://lattes.cnpq.br/6834076554286321; GARRAMUÑO, Florencia; NODARI, Alexandre André; SEQUEIRA, Alexandre Romariz; CASTILO, Luís Heleno Montoril Del; http://lattes.cnpq.br/0000000000000000; http://lattes.cnpq.br/3298943752969192; http://lattes.cnpq.br/0763555042066498; http://lattes.cnpq.br/3519128535996125; https://orcid.org/0000-0000-0000-0000; https://orcid.org/0000-0001-9519-145X; https://orcid.org/0000-0000-0000-0000; https://orcid.org/0000-0002-2507-5346
    A presente tese visa apontar nos vegetais as políticas selvagens em contexto cultural latinoamericano. Para isto, analisamos as obras literárias A maçã no escuro (1961) e Água viva (1973), de Clarice Lispector (1920-1977), em diálogo com as artes visuais produzidas por mulheres. Com as plantas, frisamos as radicalizações insurgentes diante das realidades fundamentadas na mentalidade metafísico-colonial, advinda da complexa história da América Latina. Em nosso estudo, defendemos as criações vinculadas às sublevações – contra-ataque estético feminino –, cuja força instaura a chave para articular críticas aos sistemas castradores da vida, principalmente em períodos marcados por maiores totalitarismos – fascismos históricos. Nesse diapasão, vemos no indomesticado o modo pelo qual as obras tramadas na tensão política operam segundo um intento libertário de si mesmo e dos outros. Sendo assunto comum em objetos culturais de artistas latino-americanas, as representações botânicas são catalisadoras da desmobilização e descentralização de ideias construídas patriarcalmente, a exemplo da conformação social-cultural que coloca as mulheres no campo da fragilidade e obediência. Na pesquisa, em “ato de guerrilha”, lançamos “flechas” epistemológicas do sul que (re)avaliam criticamente as produções das décadas de sessenta e setenta do século XX, à luz da diferença e da alteridade. Para este trabalho, recorremos aos estudos de Benjamin (2019), BuckMorss (2012), Cixous (2022), Didi-Huberman (2017; 2020; 2021), Deleuze e Guattari (2011), Foucault (1994), Garramuño (2012), Guimarães (2009;2020), Nascimento (2011; 2012; 2021), Santiago (2006; 2008; 2019), Sousa (2012; 2013; 2021), Viveiros de Castro (2002; 2015; 2018), entre outros.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Quando a arte engajada se insurge contra a violência de Estado: a hora dos ruminantes e a luta política, da literatura ao cinema
    (Universidade Federal do Pará, 2021-06) MELLO, Marcelo Cordeiro de
    Partimos aqui de uma discussão teórica sobre arte engajada a partir de estéticas de resistência política com as quais o cineasta Luiz Sergio Person e o crítico e roteirista Jean-Claude Bernardet dialogam, em especial, o realismo mágico o Cinema de Terceiro Mundo, particularmente como representam o ambiente interiorano semiurbano. Analisaremos sua produção, desde o longa-metragem O caso dos irmãos Naves – filme que ousou denunciar a tortura e a violência de Estado em plena Ditadura Militar – até o roteiro não-filmado A hora dos ruminantes, verdadeiro manifesto de insurgência e resistência não-violenta à Ditadura Militar. Por fim, trataremos do filme que Person realizou no auge da Ditadura, Procissão dos mortos, uma fantasia que punha em cena elementos políticos reais da América Latina da época, como guerrilhas rurais e a morte de Che Guevara.
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