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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    O lazer no cotidiano: práticas coletivas como resistência
    (Universidade Federal do Pará, 2020-12) MENDES, Francivaldo José da Conceição; AMARAL, Márcio Douglas Brito
    Este trabalho discute a noção de cidade, de cotidiano, com centralidade na ocorrência do lazer. Nesse contexto o lazer é entendido como um conjunto de práticas humanas vivenciadas num tempo livre e diferenciado que coexistem temporal e espacialmente nas diferentes sociedades. O objetivo é demonstrar que em diferentes contextos espaciais vigoram variadas práticas que, a despeito de serem consideradas pouco importante, constituem-se em conteúdos significativos da vida social urbana. Essas práticas de lazer existem porque são resistência a uma lógica irredutível de poder. Em outras palavras, são expressões do cotidiano social não capturadas pela racionalidade técnica das formas urbanas e que se encontram dissociadas de um padrão que se baseia no consumo e na efemeridade das relações sociais. A reflexão aqui proposta parte de uma revisão bibliográfica combinada com reiteradas observações em campo que se deram em cidades da Amazônia e de outras regiões do Brasil. Em que pese a predominância da abstração do espaço urbano verificou-se que os sujeitos, nos diferentes tempos e espaços, mantêm uma sofisticada rede de interação e sociabilidade cuja materialidade remete a práticas espontâneas, não racionalizadas, notabilizando caminhos reais para uma cidade, um cotidiano, diferentes para e pelo lazer.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Matando a fome de lazer "Lá no meu Setor": práticas e sociabilidades na periferia de Belém (PA)
    (Universidade Federal do Pará, 2021-10-21) LOBATO, Flavio Henrique Souza; BAHIA, Mirleide Chaar; http://lattes.cnpq.br/6052323981745384; https://orcid.org/0000-0001-7168-2019
    Historicamente, no bojo das perspectivas capitalista e eurocêntrica, foram concebidos conceitos, práticas e espaços próprios de uma concepção hegemônica de lazer, a qual legitimou formas convencionais do que seria, de como deveria ser e em que espaços e tempos deveria ocorrer o lazer. Em diversas políticas públicas, tais entendimentos foram incorporados como maneiras únicas e exclusivas de lazer, privilegiando algumas pessoas e negligenciando muitas outras. Nesse sentido, como convenção social, o lazer, seus espaços e suas práticas passaram a ser vistos de modo restrito pela sociedade. Diante disso, esta pesquisa objetivou analisar, considerando os contextos macro e micro de análise, as práticas de lazer da Comunidade Bom Jesus I, na periferia de Belém (PA), a partir dos processos de interação e de sociabilidade dos moradores. Com a intenção de viabilizar este estudo, a partir de uma abordagem qualitativa, foram empregadas pesquisas bibliográfica, documental e de campo. Em um exercício do fazer etnográfico, realizaram-se conversas informais, observação participante, entrevistas semiestruturadas e registros em caderno de campo. A investigação foi guiada tanto por um olhar “de fora e de longe”, considerando os processos estruturantes (perspectiva macro), quanto por um olhar “de perto e de dentro” (perspectiva micro), voltado às “inversões” praticadas, diariamente, para o lazer dessa população. Para “matar a fome de lazer”, os “achados” desvelaram que, ao longo dos anos, diferentes e alternativas práticas e sociabilidades foram criadas a partir dos processos de interação entre os moradores da comunidade. Constatou-se também que, muitas vezes alienada por compreensões hegemônicas, essa população não consegue enxergar ou considerar as suas experiências cotidianas como lazer. As conversações, o “rock doido”, o “jogo do bicho”, o futebol e o “piquenique” compreendem “formas de diversão”, caracterizadas por dinâmicas muito particulares, carregadas de sentidos e significados, que possibilitam esse “setor” se divertir, se fazer existir e resistir diariamente. A comunidade, portanto, “faz”, literalmente, o seu direito ao lazer.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Pela margem da cidade: lazer, sociabilidades e controle social no subúrbio belenense em meados do século XX
    (Universidade Federal do Pará, 2024-02-23) GOMES, Elielton Benedito Castro; COSTA, Antonio Maurício Dias da; http://lattes.cnpq.br/2563255308649361; https://orcid.org/0000-0002-0223-9264
    Esta é uma pesquisa situada no campo da história social da Amazônia. Seu foco são as experiências de lazer e sociabilidade dos moradores de bairros suburbanos de Belém do Pará, em meados do século XX, especificamente nos bairros do Guamá, da Condor e do Jurunas, os três contíguos e localizados à margem do rio Guamá. Além das práticas e percepções dos moradores no campo do lazer e da sociabilidade, destacam-se também as ações de agentes de segurança pública dedicados ao controle e à repressão aos modos pelos quais os habitantes fruíam e participavam dos eventos de lazer e entretenimento por eles promovidos. As fontes históricas consultadas foram recortes jornalísticos – disponíveis para pesquisa em bibliotecas e arquivos públicos de Belém –, crônicas e romances de caráter memorialístico que produzem versões sobre a cidade do passado, bem como relatos orais de homens e mulheres que viveram na capital paraense em meados do século XX e experimentaram nesse período, aos seus modos, no quadro urbanístico e no contexto sociocultural, a efervescência da vida urbana em festas de santo, cabarés, terreiros juninos, agremiações carnavalescas, casas de festas dançantes, dentre outros.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Os traçados da cidade: a Belém da primeira metade do século XX
    (Universidade Federal do Pará, 2019-12) TEIXEIRA, Tatiane do Socorro Correa
    O presente artigo visa compreender acerca dos traçados da cidade de Belém entre as décadas de 40 e 50. Objetiva apresentar os lugares de lazer existentes na cidade, o espaço urbano da capital, constituído por um território central, moderno, marcado pelos resquícios da Belle Époque, pelos grandes clubes carnavalescos e territórios com caracterizações depreciativas. Belém emerge como uma trama na qual os fios se intercruzam pelas relações sociais, pelas práticas culturais, sendo uma cidade conectada por fluxos e refluxos de pessoas cotidianamente, que tem nas suas manifestações culturais, a exemplo do carnaval, um marco nos bairros e, consequentemente, na cidade. Portanto, essa multiplicidade de espaços do carnaval belenense comporta as transformações pelas quais Belém passou no final do XIX para o século XX. Assim, estamos discutindo Cidade na perspectiva de Le Goff (1988), Ferrara (1999), Avelino (2009), Arantes (1999), Correa (2010).
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