Navegando por Assunto "Lenha"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) “[...] dividir o corte da lenha [...] afim de não vermos brevemente as nossas matas calvas e estragadas”: a lenha nas Províncias do Pará e Amazonas (1850-1888)(Universidade Federal do Pará, 2024-09-23) CORDOVIL, Wendell Presley Machado; NUNES, Francivaldo Alves; http://lattes.cnpq.br/4125313573133140No século XIX amazônico, as embarcações a vapor que navegavam pelos rios da região ainda não utilizavam o diesel como combustível. As cozinhas das residências não conheciam ainda o “gás de cozinha”. Outro item se destacava como gerador de energia para fornalhas e fogões na dinâmica cotidiana: a lenha. A árvore derrubada era cortada em pedaços, entre menores e maiores, e se transformava então em “achas de lenha”. A partir da década de 1850 a lenha se tornava um produto de grande valor para a movimentação a vapor nos rios da Amazônia, assim como era comercializada para cozinhas domésticas ou de instituições e negócios. A lenha mobilizou diversas interações dos humanos entre si e com outros seres não humanos, entre animais e plantas. Indígenas, negros, brancos, cavalos, e maçarandubas aparecem como personagens na presente Dissertação. Analisando documentos (como jornais, relatórios de presidentes de províncias, relatos de viajantes, desenhos e plantas baixas) foi possível compreender um pouco do complexo cenário que se desenvolvia no Pará e Amazonas em torno desse importante combustível, entre 1850 e 1888. Com foco na produção, comércio e consumo da lenha para vapores e cozinhas, neste trabalho emerge a temática do uso da lenha, o trabalho compulsório na sua produção, a interação com plantas, animais e também o início de uma preocupação com o desflorestamento gerado pela produção de lenha, entre seus usos e representações.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Uso da capoeira na extração de lenha: em três comunidades locais no pólo Rio Capim do PROAMBIENTE-PA(Universidade Federal do Pará, 2006-09-14) LOPES, Barto Monteiro; MENEZES, Maria de Nazaré Angelo; http://lattes.cnpq.br/2943083062747137; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872A lenha é um dos produtos de fundamental importância para os pequenos agricultores, por ser a principal fonte de energia calorífica usada em suas atividades cotidianas. É obtida a partir do roçado e da vegetação secundária, e utilizadas por esses agricultores. Os objetivos deste trabalho foram de identificar quais as principais espécies florestais usadas pelos produtores para obtenção de lenha a partir das práticas dos agricultores; estimar o consumo de lenha por pessoa; analisar as características químicas, físicas e energéticas da lenha e averiguar suas potencialidades para produção de carvão e gases condensáveis. A pesquisa foi realizada em três comunidades locais: São José do Itabocal e Fé em Deus, ambos em São Domingos do Capim e, Santa Rita, em Mãe do Rio, todas pertencentes ao Pólo Rio Capim do Programa PROAMBIENTE, nordeste do Pará. O método utilizado foi o de estudo de caso múltiplo, utilizando-se de várias ferramentas, como pesquisa de campo, com entrevistas, questionários, observação direta, agenda de campo, além de análise de laboratório das características físicas, químicas e energéticas da lenha. Entre os resultados destaca-se que 61,3% dos agricultores necessitam da lenha para dois fins: casa de farinha, onde é o principal combustível utilizado para o preparo da farinha de mandioca, e na cocção de alimentos, sendo Itabocal a comunidade mais dependente desta fonte calorífica. Foram encontradas 14 árvores utilizadas como combustível, destacando-se o lacre, a mitaceira e o ingá. Obteve-se o consumo de lenha, por pessoa, na ordem de 3,80, 3,68 e 2,51 kg/pessoa/dia para as comunidades de Fé em Deus, Itabocal e Santa Rita, respectivamente. Para a produção de lenha e de carvão vegetal, sobressaíram a mitaceira e o ingá com base, principalmente, nas massas específicas aparentes do material analisado das referidas espécies (0,52 g/cm3 e 0,53 g/cm<3, respectivamente) para a escolha como lenha; e, no rendimento em carbono fixo, para a escolha de uso como carvão, estatisticamente superiores ao da terceira espécie florestal analisada (lacre), 24,15% e 23,70%, respectivamente. Para a produção de gases condensáveis, destaca-se o lacre (com Rendimento em Gases Condensáveis = 44,93%), com grande potencial de uso por parte dos agricultores familiares
