Navegando por Assunto "Lesão tendínea"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeito do tratamento com Euterpe Oleracea (Açaí) no processo de reparo do tendão de aquiles em ratos(Universidade Federal do Pará, 2016-09-09) SILVA, Dlânio Gabriel Figuêredo; MORAES, Suellen Alessandra Soares de; http://lattes.cnpq.br/6278397231382779O tendão de Aquiles é o maior e mais forte tendão do corpo humano, seu uso em excesso induz o surgimento de microtraumas e ativação de vias de sinalização que levam a uma resposta inflamatória. O extrato etanólico de Euterpe Oleracea(açaí)é um produto natural extraído do fruto dessa palmeira. Apesar de evidências apontarem um efeito anti-inflamatório e antioxidante desse produto, não há dados na literatura sobre tais efeitos na lesão tendínea. Assim, o objetivo do trabalho foi investigar o efeito anti-inflamatório e pró-regenerativo do extrato etanólico de Euterpe oleracea em modelo de ruptura total do tendão de Aquiles em ratos. Esse trabalho foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa animal da instituição (CEPAE-UFPA/206-14). Os animais foram distribuídos em quatro grupos (n=24): controle; veículo (salina 0,9%); extrato de E. oleracea (extrato etanólico de Euterpe oleracea,125μg/ml) e metilprednisolona (30 mg/ml). Após os respectivos tratamentos, o tecido foi analisado em 7, 14 ou 21 dias pós-injúria (dpi) por histoquímica com hematoxilina eosina e autofluorescência do colágeno. Imunofluorescência para COX2 e mensuração dos níveis de nitrito pelo método de Griess foi realizado em 7dpi. O tratamento com o extrato de E. Oleracea acelerou a organização tecidual e melhorou a orientação das células, um efeito semelhante ao anti-inflamatório esteroidal metilprednisolona. O tratamento com o produto natural levou a um alinhamento precoce das fibras de colágeno, bem como na matriz, de modo geral, se comparado aos demais grupos, o que foi observado no 7dpi e mantido em 14 e 21 dpi. O tratamento com o extrato de E. oleracea ou metilprednisolona reduziram a marcação para COX2 se comparado ao veículo em 7 dpi. Redução nos níveis teciduais de nitrito foi observado em 7dpi nos grupos tratados com extrato de E. oleracea(20.80 ± 2.54 μm/ml) e metilprednisolona (19.40 ± 2.31 μm/ml) se comparado ao grupo veículo (29.33 ± 3.98μm/ml). O tratamento com extrato de E. oleracea melhorou o padrão de organização tecidual, reduziu a marcação para COX2 e os níveis de nitrito, sugerindo efeito anti-inflamatório e antioxidante. Nossos achados destacam que o extrato de E. oleracea representa um produto natural com potencial aplicação no reparo do tendão de Aquiles.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Inibição nitrérgica local favorece o processo de regeneração do tendão de aquiles em ratos submetidos à tenotomia(Universidade Federal do Pará, 2011-05-27) MORAES, Suellen Alessandra Soares de; SILVA, Anderson Manoel Herculano Oliveira da; http://lattes.cnpq.br/8407177208423247A prevalência de lesões tendíneas tem aumentando pela constante exigência de movimentos repetitivos em atividades ocupacionais e recreacionais da sociedade. As principais características dessa injúria envolvem disfunção cicatricial e perda de matriz extracelular (ME). Nesse tecido, a ME é constituída basicamente por colágeno tipo I, e a perda dessa proteína aliada a problemas na remodelagem é considerado um dos principais responsáveis pelo quadro sintomatológico e funcional da injúria. Somando-se a isso, a literatura reporta que a expressão das óxido nítrico sintase estão reguladas positivamente ao longo do processo de reparo. Nesse contexto, a proposta do trabalho é averiguar a influência do sistema nitrérgico local na recuperação histológica e funcional do tendão. Para isso, o trabalho conta com o modelo experimental de ruptura do tendão de Aquiles, possibilitando instaurar um quadro de tendinopatia crônica nos animais. O acompanhamento dos grupos controle, ruptura+veículo (Salina 0,9%), ruptura+L-nitro-arginina-metil-éster (LNAME, 5mM) e ruptura+nitroprussiato de sódio (SNP, 3mM) prosseguiram até o 21° dia, estipulado para a coleta de amostras. A fim de avaliar a produção de óxido nítrico, o método de dosagem de Griess foi usado. Os parâmetros funcionais foram caracterizados pelo índice funcional de Aquiles (IFA), obtidos em 0, 7, 14 e 21 dias. Amostras também foram reservadas para processamento histomorfológico e autofluorescência. O ganho de massa corporal também foi avaliado. Conseguimos caracterizar o efeito das drogas no tecido sem fortes influências sistêmicas pela manutenção do peso corporal e níveis de nitrito plasmático. O L-NAME gerou uma significativa redução na densidade celular, inibiu a formação de vasos entre a malha colágena, melhorou a organização tecidual e restabeleceu precocemente o padrão funcional em 21 dias após a injúria. Por outro lado, os tratamentos com SNP e veículo mantiveram a desorganização do tecido e desempenho funcional insatisfatório. Juntos, nossos resultados sugerem um efeito benéfico da inibição local da NOS após a ruptura para a remodelagem tecidual, contribuindo para a regeneração do tendão.Tese Acesso aberto (Open Access) Regeneração tendínea em modelo murino: estudo da plasticidade central e investigação do efeito da modulação nitrérgica na plasticidade periférica(Universidade Federal do Pará, 2015-08-10) MORAES, Suellen Alessandra Soares de; SILVA, Anderson Manoel Herculano Oliveira da; http://lattes.cnpq.br/8407177208423247As lesões tendíneas causam forte impacto sobre as pessoas em decorrência da dor e limitação funcional dela resultante. Após a lesão, o tecido passa a apresentar uma rede de nervos. Adicionalmente, há indícios da ocorrência de plasticidade central na medula após a lesão. Dentre os fatores moleculares envolvidos no reparo da lesão, o óxido nítrico (NO) é implicado na remodelagem tecidual, contudo seus efeitos ainda não são bem compreendidos. A proposta deste estudo é averiguar a existência de plasticidade central e a influência do NO na plasticidade periférica, limitação funcional e regeneração tendínea em modelo murino. Para estudar os efeitos do NO na plasticidade periférica, utilizamos animais controle (CTRL, sem lesão) ou tratados com salina (SAL, NaCl 0,9%), L-nitro-arginina-metil-éster (L-NAME, inibidor da síntese de NO) ou nitroprussiato de sódio (SNP, doador de NO) em dias alternados até o 21º dia pós-lesão (DPL). Para avaliar a ocorrência de plasticidade central (segmento L5), apenas a lesão foi realizada e a medula coletada em 2 ou 21 DPL. Analisamos a integridade e a organização tecidual nas amostras de tendão por H&E, microscopia eletrônica de transmissão e imunofluorescência, que também foi usada para avaliar a plasticidade periférica. Para verificar a recuperação funcional do tendão, determinamos o índice funcional de Aquiles, o ângulo articular e o campo aberto. No estudo da medula espinhal, investigamos a reatividade glial e o envolvimento neuronal após a injúria através de colocalizações com o indicador de ativação celular c-Fos. Os achados desta pesquisa mostram que a inibição do NO promove a organização tecidual em associação ao aumento da síntese, secreção e deposição de colágeno. Além disso, a administração local de L-NAME parece favorecer a diferenciação celular para tipos morfológicos análogos a tenócitos e melhorar a organização de ramos nervosos por dentre a malha de colágeno em correlação com a recuperação funcional em 21 DPL. Por outro lado, o aumento nos níveis de NO através de SNP promoveu uma piora em quase todos os parâmetros analisados. Nossos dados mostram ainda que a injúria tendínea desencadeia um processo de plasticidade central com aumento da reatividade glial em 2 DPL e da ativação celular ipsilateral à lesão em 2 e 21 DPL. Em suma, nossos achados indicam a ocorrência de plasticidade central após a lesão tendínea e o favorecimento do reparo tecidual e da plasticidade periférica através do bloqueio nitrérgico, revelando aspectos fundamentais da recuperação tecidual que podem representar novos alvos para uma nova abordagem terapêutica em lesões tendíneas.
