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Navegando por Assunto "Literatura brasileira - História e crítica"

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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Candunga: fissuras do presente ressignificando uma certa Amazônia e um certo nordeste no romance de Bruno de Menezes
    (Universidade Federal do Pará, 2009-08-28) WANZELER, Rodrigo de Souza; CASTILO, Luís Heleno Montoril del; http://lattes.cnpq.br/5839293025434267
    Os estudos sobre a cultura vêm, desde a década de 60 do último século, tornando-se cada vez mais explorados como ferramenta de observação em diversas áreas. A cultura, neste sentido, é, então, muito mais complexificada por ela ser resultante de um contato entre diversos grupos sociais e, portanto, necessitar de um estudo aprofundado no que diz respeito à sua formação. A literatura, inserida neste contexto, reflete essa complexificação cultural. Nesse aspecto, utilizada como forma da história e da cultura, a literatura é uma rica fonte de informações que pode desvendar muitos mistérios acerca da formação cultural em diferentes níveis, do local ao global. A conjuntura de um maior contato intercultural atinge a região amazônica, sendo refletida, principalmente, por meio do aspecto migratório após os ápices da comercialização da borracha, o chamado boom da borracha, na região durante a segunda metade do século XIX e primeira metade do século XX. A literatura de Bruno de Menezes, em Candunga, faz referências a esta realidade ligada aos deslocamentos humanos, mais precisamente dando enfoque à Estrada de Ferro Belém-Bragança. Nesse sentido, nosso foco de estudo será a relação cultural estabelecida entre os migrantes nordestinos recém-chegados e o caboclo amazônico, este último representado no romance pela voz do narrador de Candunga, detentor de um discurso cultural em prol do homem amazônico da zona bragantina. Perceberemos que há um conflito identitário e cultural em partes várias de Candunga por conta da emergência das diferenças entre caboclos e nordestinos. Notaremos um discurso de afirmação, por meio do narrador, da cultura amazônica em detrimento da nordestina, agregando, inclusive, juízo de valor, em que a cultura do caboclo seria superior à cultura do migrante. No entanto, não se deixará de ressaltar a relação de hibridação, observando como se dá o processo de hibridação cultural existente no romance.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A contribuição do romance-folhetim O Guarani na formação do público leitor brasileiro do século XIX
    (Universidade Federal do Pará, 2011-09-01) CRUZ, Patricia Cezar da; SALES, Germana Maria Araújo; http://lattes.cnpq.br/8723885160615840
    O Guarani, de José de Alencar, publicado em 1857 nas folhas do Diário do Rio de Janeiro, foi um grande sucesso sob a forma do folhetim. Nesse período, de grandes modificações e contrastes no Brasil do Segundo Reinado, o público leitor do brasileiro estava em formação, embora já apreciasse o gênero do romance e também do romance-folhetim. Nesse contexto, O Guarani foi amplamente aclamado pelo público, o qual pareceu encontrar na obra uma correspondência para suas expectativas de conhecer uma literatura nacional. Nessa pesquisa, se pretende mostrar O Guarani como um grande sucesso no século XIX e ainda demonstrar que a obra permanece atemporal, atraindo o interesse do público.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Do periódico ao livro: originalidade da criação literária de Guimarães Rosa em Tutaméia
    (Universidade Federal do Pará, 2011-09-05) CAMPELO, Wanúbya do Nascimento Moraes; HOLANDA, Sílvio Augusto de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/0928175455054278
    Este trabalho objetiva analisar o lugar de Tutaméia: terceiras estórias na obra de João Guimarães Rosa. Para tanto, far-se-á uma abordagem dos conceitos da Estética da recepção apresentados por Hans Robert Jauss em suas teses de 1967, que serão o embasamento teórico para a exposição de algumas recepções críticas da obra ao longo de sua trajetória histórica. Os autores utilizados para efetuarem esse diálogo com o texto rosiano foram: Benedito Nunes, Vera Novis, Paulo Rónai. O estudo mais centrado dessa narrativa levará em consideração a análise das principais inovações introduzidas por Guimarães Rosa em Tutaméia, a saber, a extensão e a origem dos contos, o título e o subtítulo da obra, a ordem alfabética do índice e o índice de releitura, a presença das epígrafes e a presença de quatro prefácios. Busca-se também fazer uma inédita comparação hermenêutica e estilística entre a publicação no periódico Pulso e a edição em livro de 1967. Assim, fez-se um recorte dentre os variados temas da obra, elegendo-se para a análise, alguns dos contos que abordam a temática amorosa, sendo eles: “A vela ao Diabo”; “João Porém, o criador de perus” e “Palhaço da boca verde”.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A dor que ressoa nos contos pós-64: aspectos de uma ficcionalização do testemunho
    (Universidade Federal do Pará, 2014-02-27) BATISTA, Suellen Monteiro; SARMENTO-PANTOJA, Tânia Maria Pereira; http://lattes.cnpq.br/3707451019100958
    A presente dissertação enfoca as relações entre a literatura e a história, tendo por objetivo identificar e analisar os aspectos recorrentes em contos que ficcionalizam o relato da tortura ligada ao Regime Militar brasileiro de 1964. Para tanto, elegemos como corpus desta pesquisa os textos “Acudiram três cavaleiros”, de Marques Rabelo (1967); “O mar mais longe que vejo”, de Caio Fernando Abreu (1970); “Pedro Ramiro”, de Rodolfo Konder (1977); “O jardim das oliveiras”, de Nélida Piñon (1980); “Saindo de dentro do corpo”, de Flávio Moreira da Costa (1982); “O leite em pó da bondade humana”, de Haroldo Maranhão (1983); “Não passarás o Jordão”, de Luiz Fernando Emediato (1984); e “A mancha”, de Luis Fernando Veríssimo (2003). Tais narrativas apresentam como núcleo narrativo cenas de tortura relacionadas à ditadura civil-militar instalada no Brasil em 1964. Partimos da hipótese de que esses contos se apropriam de aspectos composicionais do testemunho verídico e os reelaboram esteticamente nos textos, muitas vezes, rompendo o que se teoriza sobre o testemunho verídico, na tentativa de se traduzir em palavras as aporias da rememoração do trauma provocado pela tortura. Para dar conta de tais proposições, elegeu-se como percurso a contextualização histórica realizada no primeiro capítulo, com o intuito de pontuar as relações existentes entre as produções e o contexto histórico. Em seguida, no capítulo dois, realizou-se a revisão do referencial teórico que baseia a pesquisa, centrando nas formulações propostas acerca da teoria do testemunho. Por fim, no terceiro capítulo, realizou-se a análise do corpus, com base em três aspectos recorrentes nas narrativas: a composição dos personagens, a organização da narrativa e a seleção vocabular. Para tal análise iremos nos pautar, principalmente, nas formulações de Seligmann-Silva (2003; 2008), Valeria de Marco (2004) e Elcio Loureiro Cornelsen (2011), acerca do testemunho de catástrofes históricas e da dimensão ficcional dessas produções; nas proposições de Maria Rita Kehl (2004) sobre o corpo torturado; e nas considerações de Sigmund Freud (1920), sobre trauma.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Em busca de Luciana: um estudo das instâncias narrativas em três romances de Dalcídio Jurandir
    (Universidade Federal do Pará, 2016-02-29) SOUZA, Flávia Roberta Menezes de; PRESSLER, Gunter Karl; http://lattes.cnpq.br/0100053541433805
    O presente trabalho propõe um estudo sobre uma personagem singular em toda obra de Dalcídio Jurandir (1909-1979): Luciana. A história dessa personagem é encontrada de modo fragmentado no sexto, sétimo e oitavo romances da série Extremo Norte, na ordem: Primeira manhã (1967), Ponte do Galo (1971), Os habitantes (1976). Essa fragmentação é motivada pelas mudanças das “instâncias produtivas do discurso narrativo” (GENETTE, 1995) e pela constante participação do discurso das personagens – “characters’ discourse” (SCHMID, 2010) - na constituição da história de Luciana. Por essa razão, entende-se que Luciana é uma personagem cuja configuração precisa ser melhor estudada, a fim de compreender de que maneira o discurso do narrador, dos personagens e da própria Luciana contribuem para a sua composição enquanto personagem. As teorias no campo da narratologia de Gérard Genette (1995) e Wolfgang Schmid (2010) e a teoria do romance polifônico de Mikhail Bakhtin (2010) desempenham, neste trabalho, a importância de descrever os fenômenos responsáveis pelos diferentes discursos sobre Luciana e de ajudar a pensar o status dessa personagem no discurso narrativo dos três romances.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Um estudo sobre os ensaios jornalísticos de Franklin de Oliveira: a face das críticas rosianas
    (Universidade Federal do Pará, 2012-02-28) SILVA, Elizandra Fernandes Reis da; HOLANDA, Sílvio Augusto de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/0928175455054278
    Este trabalho visa a discutir alguns aspectos da crítica literária produzida em larga escala nos jornais de meados do século XX, conhecida como crítica jornalística ou de rodapé, mais precisamente a contribuição crítica de Franklin de Oliveira (1916-2001) para as três primeiras publicações literárias do autor Guimarães Rosa (1908-1967), Sagarana (1946), Corpo de baile (1956) e Grande sertão: veredas (1956), verificando quais teorias e métodos eram usados por esse crítico para analisar um conjunto de obras que se mostrava, à primeira vista, como desafio aos atentos críticos da época. Franklin de Oliveira, mencionado por Benedito Nunes, em Rumos da crítica (2000), como injustamente esquecido nas referências das publicações acadêmicas, deixou um vastíssimo conjunto de ensaios humanísticos sobre música, literatura, política, entre outros, do Ocidente, esclarecendo a importância da arte e da literatura para a formação de um homem total, não alienado e consciente de sua humanidade. Os seus ensaios, de alta erudição, refletem a complexidade da obra rosiana sob o prisma filosófico, político e, principalmente, estético, pois tem o entendimento de que as situações externas à obra literária devem emergir no gênero literário considerando artisticamente o fato exposto. Por isso, para Franklin de Oliveira, Guimarães Rosa foi um escritor revolucionário, por ter realizado uma mímesis que não ficou presa ao seu tempo presente, e, por meio do elemento linguístico, literário e metafísico, conseguiu promover a “transcendentalização” da prosa literária brasileira. Assim, esta dissertação está estruturada em um panorama geral dos assuntos aqui apresentados e em três capítulos, quais sejam: “Por uma definição de crítica literária”, “Do intelectual ao crítico jornalista: Franklin de Oliveira, um humanista por excelência” e “Legado de Franklin de Oliveira à crítica rosiana: sob o foco da revolução rosiana”, a fim de alcançar o entendimento sobre a importância de se estudar as análises escritas em outra época a respeito das obras de um autor de literatura, como Guimarães Rosa, que ainda hoje são muito lidas e discutidas. Para tanto, um dos pressupostos teóricos para este estudo tem em vista o “experienciar dinâmico da obra literária por parte do leitor”, algo salientado pela Estética da recepção no livro A história da literatura como provocação a teoria literária (1994), de Hans Robert Jauss, este trabalho possibilita questionar ou legitimar a tradição de uma crítica por meio da tríade hermenêutica do compreender, interpretar e aplicar.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A ética e a estética em Marajó, de Dalcídio Jurandir
    (Universidade Federal do Pará, 2012-04-26) MENDONÇA, Gerson de Sousa; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592
    Dalcídio Jurandir, natural de Ponta de Pedras (Pará), empreendeu uma jornada literária em que apresenta muitos aspectos da vida sócio-cultual do arquipélago marajoara, de Belém, capital paraense, e do Baixo-Amazonas, ao longo do aprofundado Ciclo do Extremo Norte. Deste Ciclo, tem-se como objeto de estudo, a obra Marajó (vista, aparentemente, fora da trajetória de vida de Alfredo, personagem presente nos outros nove romances, exceto nesta obra), cujas ações se passam nas primeiras décadas do século XX e onde estão presentes variados aspectos da cultura amazônica. O objetivo deste trabalho é mostrar primeiramente Dalcídio Jurandir, enquanto jornalista crítico e ético, comprometido com a realidade espaço-temporal da Ilha do Marajó, seu arquipélago natal, em reportagens para jornais e revistas, a correlação de alguns artigos com trechos do romance; o espaço ocupado por ele no panorama atual da literatura brasileira, e, em seguida, fazer a análise da obra Marajó, sob o prisma da ética e, principalmente, da estética, envolvendo a linguagem, o social e a inclusão de várias histórias paralelas como elementos de composição do romance, utilizando-se, para tanto, como referencial teórico os estudos de autores como Alfredo Bosi, Afrânio Coutinho, Marli Furtado, Junito Brandão, Massaud Moisés, entre outros.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Focalização em "O Tetraneto Del-Rei de Haroldo Maranhão"
    (Universidade Federal do Pará, 2015-09-29) SILVA, Jônatas Alves da; SIMÕES, Maria do Perpétuo Socorro Galvão; http://lattes.cnpq.br/0672011058049782
    O objetivo deste trabalho é realizar um estudo do foco narrativo no romance O Tetraneto Del-Rei (1982), de Haroldo Maranhão (1927-2004). Dividido em três capítulos, o trabalho passa, primeiramente, por uma apresentação acerca de Haroldo Maranhão, sua obra e sua contribuição para a literatura do Pará e do Brasil. Em seguida, foca a linguagem do romance, com destaque para a paródia (HUTCHEON, 1989; GENETTE, 2006), por meio da qual é contestado o atributo de verdade dos textos oficiais do “descobrimento do Brasil”. Por fim, aborda o conceito de focalização, com base em Reis e Lopes (1987), com destaque para o conflito entre dois narradores, um narrador omnisciente e um narrador interno fixo. As mudanças de foco narrativo permitem ao leitor experimentar tanto a contestação da historiografia colonial brasileira, quanto o prazer do texto, como um exemplo do que Roland Barthes (2002) chamou de “texto de gozo”.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    O grande movimento é a volta: viagem e espaço em “O Recado do Morro”
    (Universidade Federal do Pará, 2016-02-29) ROCHA, Wellington Diogo Leite; HOLANDA, Sílvio Augusto de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/0928175455054278
    Na dissertação em tela desenvolve-se uma proposta interpretativa para a narrativa “O recado do morro”, novela de João Guimarães Rosa (1908-1967), publicada no segundo volume de Corpo de baile (1956), com o intento de abordar a face mítica e empírica do recado proveniente do Morro da Garça por meio de uma leitura do espaço e do tema da viagem na narrativa. Na novela “O recado do morro”, temos a contraposição de duas ordens da realidade (plano real e plano mítico) que, dialeticamente, se desdobram na composição de um espaço mítico, ou seja, este se caracteriza como um ambiente que faz parte do espaço físico (real), mas também apresenta “referências míticas”. Para compor esse espaço, o escritor mineiro se utiliza de relatos de viajantes do século XIX, em especial daqueles que percorreram o sertão de Minas Gerais, como Spix (1781-1826) e Martius (1794-1868), além de referência aos trabalhos paleontológicos e espeleológicos de Peter Lund (1801-1880), pioneiro nos referidos estudos no espaço sertanejo. Essas “influências” ou correlações transparecem na narrativa mediante o uso de nomenclaturas e descrições científicas registradas pelos naturalistas. Conquanto Guimarães Rosa se valha dessa precisão documental para criar uma “impressão de realidade”, o factual é transfigurado pela imaginação poética para singularizar o sertão aos moldes da sensibilidade do personagem sertanejo, o enxadeiro Pedro Orósio. Nesse contexto, “O recado do morro” se situa em uma dimensão “simbólica”, onde se multiplicam as inquietações presentes no universo do sertão rosiano. Diante desse jogo, o papel do leitor não é o de um simples receptor, mas o de um receptor produtivo, que, ao entrar em contato com a obra literária, atribui a ela os seus próprios significados e executa mecanismos de interpretações particulares. Dessa forma, a investigação proposta por este trabalho obedece a uma divisão em três capítulos, sendo que, no primeiro capítulo, temos uma abordagem de caráter teórico-metodológico, com a exposição da teoria estético-recepcional de Hans Robert Jauß (1921-1997), das teorizações a respeito do mito de Mircea Eliade (1907-1986), e para averiguar o modo como Guimarães Rosa mescla os planos real e mítico na composição de um espaço particular, o sertão-mundo, e re(cria) a linguagem sertaneja, os escritos de Antonio Candido (1918). No segundo capítulo desta trabalho, será feito um exame da recepção crítica de “O recado do morro”, com o intuito de identificar as principais orientações teórico-metodológicas da crítica, verificando os diferentes horizontes de interpretação em relação à narrativa, que, sob diferentes enfoques, a leitura mitopoética, as interpretações geográfica e alegórica do espaço e discussões de aspectos culturais, acabam por renovar os estudos sobre a obra de Guimarães Rosa, ao provocarem novas perguntas e proporcionarem diferentes horizontes de leitura. No terceiro capítulo, desenvolvemos uma interpretação da narrativa “O recado do morro”, focalizando o espaço e o tema da viagem, tendo como suporte as teorias apresentadas no capítulo inicial para possibilitar novos caminhos interpretativos e responder alguns questionamentos ou impasses hermenêuticos sobre a novela em foco como acerca do seu final mitopoético que oferece ao leitor diversas possibilidades de interpretação.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    No subsolo do Nilismo: literatura e filosofia em Memórias Póstumas de Brás Cubas
    (Universidade Federal do Pará, 2016-03-28) LEAL, Mauro Lopes; BARROS, Roberto de Almeida Pereira de; http://lattes.cnpq.br/4521253027948817; FERRAZ, Antônio Máximo von Sohsten Gomes; http://lattes.cnpq.br/5982898787473373
    Machado de Assis é, com justeza, um grande escritor brasileiro não somente pela sua criatividade e escrita, mas principalmente pelas suas ideias, sua postura diante dos valores, que não raro são questionados em suas obras, o que poderia representar uma postura que, longe de ser simplesmente pessimista, está voltada mais para um padrão niilista de pensamento e visão de mundo. Questionar nem sempre significa destruir. Mas se a destruição se faz inevitável, há de se repor outros valores. A morte nem sempre se configura como um fim, mas pode claramente representar o inicio de uma nova existência. Neste trabalho, será observada a questão do niilismo em Memórias Póstumas de Brás Cubas, acionando filósofos como Nietzsche, para pô-los em diálogo com outros escritores, como Dostoiévski, demonstrando que o niilismo não pode ser considerado um fenômeno regional, mas mundial, demonstrando que em Brás Cubas, tal niilismo converge para outros padrões e para uma possibilidade de resistência através do humor, do riso, da alegria.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    "Um passeio nos campos seria uma viagem pelo mundo”: linguagem e experiência em Dalcídio Durandir
    (Universidade Federal do Pará, 2013-06-22) AQUINO, André Luis Valadares de; PRESSLER, Gunter Karl; http://lattes.cnpq.br/0100053541433805
    Trabalho pela pluralidade do texto de Dalcídio Jurandir, Chove nos campos de Cachoeira (1941). O trabalho é uma prática semiológica, principalmente com R. B. par lui-même (1975) de Roland Barthes, a sua teoria do texto plural. Assim, persigo a teoria do texto de Dalcídio Jurandir, a que é a sua própria, a que nasce da sua própria prática significante, Dalcídio Jurandir por Dalcídio Jurandir. Nesse passo, Dalcídio Jurandir com Augusto e Haroldo de Campos, com Roman Jakobson, Dalcídio Jurandir um poeta na prosa; com Maurice Blanchot, com a tradição de invenção, Dalcídio Jurandir produtor de metalinguagem; com a antropologia e a geopoética, Dalcídio Jurandir das paisagens do arquipélago do Marajó. Tudo em função da abertura dos sentidos do seu texto. O texto de Dalcídio Jurandir contradiz todo empreendimento ledor que o submete à determinação referencial e ao fechamento dos seus sentidos. O texto de Dalcídio Jurandir está sempre para ganhar novos campos de experiência. O texto de Dalcídio Jurandir solicita que se continue a escrevê-lo.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Poeticamente o homem habita esta terra: a construção do espaço em Chove nos Campos de Cachoeira
    (Universidade Federal do Pará, 2016-02-29) SOUSA, Samantha Costa de; PRESSLER, Gunter Karl; http://lattes.cnpq.br/0100053541433805
    O romance Chove nos campos de Cachoeira, publicado em 1941 pelo escritor Dalcídio Jurandir tem como espaço principal uma terra repleta de mistérios imbricados na existência dos personagens, seus habitantes, uma existência que pode ser resumida em medos, angústias e misérias. A proposta deste trabalho é verificar como o espaço na narrativa é construído, para isto, analisaremos minuciosamente cada espaço que aparece no romance, além dos vocábulos que demarcam a existência de um espaço e da perspectiva sob a qual este elemento é construído, além de categorizar os tipos de espaços possíveis no romance. Também verificaremos as relações afetivas traçadas entre personagens e espaço, é o que chamamos de topofilia e topofobia, o primeiro termo refere-se ao amor pela terra, o segundo é a aversão. Para a elaboração desta pesquisa, baseamo-nos num aporte teórico que define algumas concepções de espaço, que aqui estabelecemos como algo que vai além do conceito geométrico, compreendemos espaço como todas as informações que situam os personagens geografica, social e psicologicamente. Os principais teóricos escolhidos para esta abordagem foram Alicia Llarena (2007), Otto Friedrich Bolnow (1969), Milton Santos (1988), Yi-Fu Tuan (1983), além de teóricos que trabalham o espaço enquanto elemento narrativo como Osman Lins (1976), Antonio Dimas (1987) e Oziris Borges Filho (2007), que nos dão aparato para analisar nosso objeto de estudo sob o enfoque da topoanálise. Recorremos ainda aos teóricos Tomachevski (1976) e Genette (2011) que nos dão embasamento para analisar as articulações do texto, tais como descrição e foco narrativo. Destarte, esta pesquisa visa a análise do espaço da narrativa como elemento textual, como o espaço pode ser determinado e criado dentro do texto, quais as configurações estabelecidas para dar ao leitor a noção de espaço.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Por uma história da recepção da obra de Max Martins
    (Universidade Federal do Pará, 2013-01-16) QUEIROZ, José Francisco da Silva; PRESSLER, Gunter Karl; http://lattes.cnpq.br/0100053541433805
    O presente trabalho busca compreender a recepção crítica da poética de Max Martins no decorrer de 50 anos de atividade artística. A partir de uma abordagem estético recepcional, averiguaremos como as sucessivas leituras por parte de jornalistas e críticos determinaram a aceitação de sua produção e sua respectiva inserção dentro do cenário literário local e nacional. Baseando-se na perspectiva teórica da Estética da Recepção pretenderemos assim compreender diacronicamente o efeito causado pela obra de Max Martins junto aos seus leitores imediatos, e consequentemente perfazer uma história de sua recepção. A abordagem realizada por meio dos pressupostos apresentados por H. R. Jauss (em A História da Literatura como Provocação à Teoria Literária) - como o termo "horizonte de expectativa" - nos orientará quanto à historicidade da produção poética de Max Martins, esclarecendo o motivo que levou algumas leituras equivocadas de sua obra a se perpetuarem até o presente. Desse modo, por meio da reconstrução do “horizonte de expectativa” poderemos compreender a que demanda ou pergunta à obra de Max Martins atendeu no momento de sua publicação, além de averiguarmos como o trabalho de editoração da sua obra (G.Genette, 2009) influenciou sua leitura no decorrer do tempo, atualizando assim sua compreensão crítica e revelando algumas incongruências persistentes em estudos acadêmicos contemporâneos.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    A reconstrução histórica da cabanagem em “Lealdade” e da guerra civil moçambicana em “As Duas sombras do rio”
    (Universidade Federal do Pará, 2015) BARROS, Liliane Batista; PADILHA, Laura Cavalcante; http://lattes.cnpq.br/0119590982312606; SARMENTO-PANTOJA, Tânia Maria Pereira; http://lattes.cnpq.br/3707451019100958
    Nesta tese, pretendemos analisar comparativamente a reconstrução histórica da Cabanagem e da Guerra Civil Moçambicana nos romances Lealdade (1997), de Márcio Souza e As duas sombras do rio (2003), de João Paulo Borges Coelho. Para tanto, apresentaremos um breve percurso histórico da colonização brasileira e moçambicana, bem como o período da independência e pós-independência, além do percurso teórico sobre o romance histórico, resistência, memória, bem como a teoria sobre o espaço, nesse caso o rio, que utilizamos como ferramenta de análise. Utilizando o rio como fio condutor de nossa análise. Na obra de Borges Coelho, a análise foi feita a partir das travessias das personagens pelos rios que foram desencadeadas pela chegada da guerra civil. Fixamos nossa leitura em Leónidas Ntsato personagem que metaforiza Moçambique dividido em dois pela guerra civil e destacamos o papel do narrador neste romance. Na narrativa de Márcio Souza acompanhamos as viagens de Fernando, narrador do romance, que tem sua biografia entrelaçada aos acontecimentos que desencadearão a Cabanagem anos mais tarde. Cada um com seu estilo, os dois romancistas revisitam as agruras das duas guerras que tem como palco o Norte do Brasil e de Moçambique que são espaços periféricos desde os tempos coloniais.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Relações intersemióticas entre literatura, cinema, artes plásticas e desenho em dois romances de Márcio Souza
    (2013-06) CASTILO, Luís Heleno Montoril del; SANTOS, Francisco Ewerton Almeida dos
    Este trabalho tem por objetivo explorar as relações entre diferentes linguagens artísticas – literatura, cinema, artes plásticas e desenho –, investigando o funcionamento das técnicas de colagem (termo originário das artes plásticas) e montagem (técnica cinematográfica) e de que forma foram transpostas para a literatura. Para tal, tomaremos como objeto de análise os romances Galvez imperador do Acre ([1977] 1983) e A resistível ascensão do Boto Tucuxi (1982), do escritor amazonense Márcio Souza.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A roda-viva da corporalidade: vivências e ressignificações dos desejos em "A estória de Lélio e Lina"
    (Universidade Federal do Pará, 2021-08-30) RAMOS, Pablo Rossini Pinho; LEAL, Izabela Guimarães Guerra; http://lattes.cnpq.br/2507019514021007
    Levando em conta que é possível ler “A estória de Lélio e Lina”, texto originalmente integrante do primeiro volume de Corpo de baile (1956), de Guimarães Rosa (1908-1967), como uma narrativa intercalada por planos imagéticos e sugestivos das experiências sexuais das personagens, faz-se mister examinar algumas das diversas nuances correlacionadas à corporalidade, que, na novela em tela, se desdobra no erotismo, na representação da mulher negra (em que observamos um conjunto de elementos socioculturais da opressão masculina sobre o corpo feminino) e no exercício da sexualidade propriamente dita. Sendo assim, concernente ao primeiro tópico supracitado, com base nos argumentos de Bataille (2016; 2017), intenciona-se elucidar como se dá o rompimento sistemático dos interditos e a violação de leis/tabus (transgressão) na relação ambígua e tumultuada de Lélio, vaqueiro protagonista, e da jovenzinha Sinhá-Linda, cuja presença-ausência permeia o passado e presente do sertanejo errante. Pela via do patriarcado (FREYRE, 2006), discute-se como determinados estereótipos associados à mulher negra, como o sexo imoral e a prostituição, são entretecidos num sertão de natureza plurissignificativa por meio da sensual Conceição (uma das ‘tias’). Se o intuito é denunciar e contrapor concepções forjadas pela herança colonial e patriarcal a respeito da negritude, estudos feministas contemporâneos que, de alguma forma, incitam outros debates, em torno dessas vozes silenciadas historicamente, também serão oportunos, a exemplo de bell hooks (2019). Por fim, discutiremos a temática da sexualidade (FREUD, 2016) predisposta e reencenada nos comportamentos, atos e desejos masculinos e femininos tensionados em Lélio e sua principal interlocutora, Rosalina (Lina). Referente ao método seguido nesta dissertação, adotar-se-ão os postulados de Hans Robert Jauß (1994; 2002), na Estética da recepção, sobretudo aqueles que tratam de categorias-base, como recepção, leitura e experiência estética, auxiliando-nos, assim, no engendramento de novas investigações para a hipótese central do trabalho: a de que estamos diante de formas particulares de narração das experiências sensoriais e das atividades sexuais. Além da natureza da primeira seção, já explanada, acrescentam-se mais duas seções textuais, cujas naturezas conjugam, respectivamente, interpretação da narrativa rosiana e estudos de recepção crítica que trataram de temáticas caras à “A estória de Lélio e Lina”, como o erotismo (REBELLO, 2006; VALENTE, 2011) e a tradição frente a modernidade no sertão (ROCHA e SILVA, 2010).
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Travessia poética: o pacto entre crítica e escuta em "Grande Sertão Veredas"
    (Universidade Federal do Pará, 2017-02-17) CARVALHO, Taís Salbé; FERRAZ, Antônio Máximo von Sohsten Gomes; http://lattes.cnpq.br/5982898787473373
    A pesquisa propõe um exercício de crítica literária que tem como foco o pacto dialogal entre crítica e escuta, em Grande Sertão: Veredas, romance de Guimarães Rosa, publicado em 1956, a partir de umadesconstrução da tradição metafísica, que vê a arte como mera representação da realidade, e não mais comoencenadora de questões do real.Portanto, dialogamos comum tipo de hermenêutica que questiona os conceitos de críticarepresentativa que, ao nosso ver,aprisionam a obra literária, pois aanalisama partir de teorias predeterminadas,e nos doamos ao exercício de crítica como escutaoriginária das questões postas em obra pela obra literária. Neste exercício, somos convocados a pensar o não-pensado do pensamento, deixando com que a própria obra nos solicite sua teoria, convocando-nos à escuta crítica. Para tanto, fez-se necessário o questionamento dasquestões originárias manifestadas noromance de Rosa, como: Linguagem, Arte, Verdade (desvelamento), Ser, Ser-no-Mundo, Travessia, Diálogo e Pacto com o Diabo. Neste sentido, reaviva-se a relação essencial entre arte e verdade, em que esta é a própria dinâmica de velamento-desvelamento-velamento do ser das coisas, da phýsis.A obra de arte nadamaisé do que essa dinâmica, e nela e por elaprocura-se percorrer nossa travessia poética, questionando-nos a partir das questões que vão se manifestando, e das quais também somos doação, em busca de nossa aprendizagem poética.
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