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Navegando por Assunto "Luz - Regulação da sensibilidade"

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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Estudo eletrorretinográfico da adaptação à luz de vias de processamento específicas de cone e de oponência em cor e luminância
    (Universidade Federal do Pará, 2017-12-15) COSTA, Alódia Brasil; SILVA, Anderson Manoel Herculano Oliveira da; http://lattes.cnpq.br/8407177208423247
    O sistema visual apresenta uma função essencial denominada adaptação à luz ou adaptação fotópica que consiste na regulação da sensibilidade à luz permitindo adaptação visual a ampla faixa de níveis de iluminação. Esse fenômeno não está totalmente elucidado. Portanto, o objetivo do presente estudo foi avaliar a magnitude e padrão temporal da variação das respostas elétricas da retina para estímulos seletivos à cone L e à cone M e para estímulos específicos da via de luminância e da via de cor vermelho-verde, possibilitando a avaliação da atividade das vias visuais parvocelular vermelho-verde (via P) e magnocelular (via M), durante a adaptação à luz. Para tal, 6 sujeitos saudáveis foram submetidos a 30 minutos de adaptação ao escuro e em seguida a um campo constante de adaptação à luz por 16 min. Os estímulos foram dados a cada 2 min e registrada a resposta elétrica da retina por eletrorretinograma de campo total (ffERG) ao longo dos 16 min. Foi utilizada a técnica de tripla substituição silenciosa para isolamento das respostas das vias originadas nos cones L ou M. Também foram utilizados estímulos específicos de luminância (Lum) e de cor vermelho- verde (Crom). Para cada tipo de estimulação utilizou-se frequências temporais intermediária (12 Hz, que reflete a atividade da via P) e alta (36 Hz, que reflete a atividade da via M) resultando em 8 condições de estimulação. Amplitude e fase dos componentes primeiro (F), segundo (2F) e terceiro harmônico (3F) foram extraídas por Transformada Rápida de Fourier. Observou-se que amplitude e fase aumentaram ao longo do tempo de adaptação à luz com formas de onda senoidais simples na maioria dos componentes e condições de estimulação. Os aumentos relativos de amplitude de F nas respostas conduzidas por cone M durante a adaptação à luz foram maiores do que nas conduzidas por cone L em ambas as frequências temporais, 12 Hz (M= 1,21; L= 0,33) e 36 Hz (M= 1,94; L= 0,55), assim como foram maiores em 36 Hz que em 12 Hz para os dois cones. Em geral, houve leve aumento de fase de F durante o tempo de adaptação à luz (< 30 graus), levemente maiores em 36 Hz. Quanto à cinética de adaptação à luz, amplitude e fase de F que parecem refletir a atividade da via P apresentaram adaptação mais rápida (Cone L 12 Hz, Cone M 12 Hz, Crom 12 Hz, Lum 12, com média de 1,4 min) e aquelas que provavelmente refletem atividade da via M apresentaram adaptação mais lenta (Lum 36 Hz, Cone L 36 Hz, Cone M 36 Hz, com média de 4,9 min). Assim, via M e P apresentaram distintas magnitude e cinética de adaptação à luz, sendo a via M a via de maior aumento e mais lenta adaptação.
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