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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A Literatura na arqueologia do saber de Michel Foucault: Friedrich Hölderlin e a experiência trágica da loucura(Universidade Federal do Pará, 2026-03-02) LIMA, Joao Pedro Azevedo; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825; https://orcid.org/0000-0002-8988-1910; BRITTO, Fabiano de Lemos; BURNETT JUNIOR, Henry Martin; BARROS, Roberto de Almeida Pereira de; http://lattes.cnpq.br/6441173133501487; http://lattes.cnpq.br/7370655734935231; http://lattes.cnpq.br/4521253027948817; https://orcid.org; https://orcid.org/0000-0001-6806-8333; https://orcid.org/0000-0001-6142-450XÀ época de suas investigações arqueológicas, a relação entre loucura e literatura assume um papel central no pensamento de Michel Foucault (1926–1984). Na Época Clássica, a loucura deixa de ser compreendida enquanto experiência trágica, portadora de um saber inacessível à razão, como o era na Renascença, e passa a ser compreendida, em um primeiro momento, a partir da concepção de desrazão, e, em seguida, a partir da noção de doença mental. Entretanto, o internamento asilar não foi capaz de destituí-la dessa dimensão originária, que ressurge, no início do século XIX, na obra de Sade e Hölderlin, e, posteriormente, em Nietzsche e Artaud. Com efeito, o presente projeto de pesquisa visa analisar a experiência da loucura em sua dimensão trágica especificamente na linguagem literária de Hölderlin, e o fará por intermédio da interpretação dos artigos de Foucault sobre a literatura e do Empédocles de Hölderlin. Propomo-nos fazê-lo dado o recente interesse acerca dessa fase arqueológica, o que se evidencia nas recentes publicações dedicadas a esse “primeiro” Foucault. Ademais, considerando que a recepção de seu pensamento tem privilegiado seus cursos ministrados no Collège de France, nossa pesquisa busca ressaltar a importância dessa primeira fase da filosofia elaborada por Foucault, sobretudo no que diz respeito à relação entre loucura e literatura, pois tomamos por base que tal vinculação possui fundamental importância para o estabelecimento de suas análises arqueológicas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) De louco, todo mundo tem um pouco: os discursos sobre inclusão escolar e a produção dos sujeitos anormais(Universidade Federal do Pará, 2021-05-14) LINHARES, Marcos Allan da Silva; CHAVES, Silvia Nogueira; http://lattes.cnpq.br/9353964127402937 Endereço; https://orcid.org/ 0000-0002-9771-4610Este trabalho propõe analisar enunciados que produzem uma loucura contemporânea na escola, mais precisamente em cartilhas de formação de professores, artefatos midiáticos, documentos que regem a educação básica brasileira, entre outros. Chama atenção o modo como a escola participa da criação de uma loucura contemporânea que agora precisa ser incluída no meio institucional, criando maneiras de ver os indivíduos ditos diferentes que chegam nesse ambiente. É importante lembrar que o que chamamos de loucura escolar, no contexto dessa dissertação, refere-se à produção de sujeitos ditos com déficit mental (aqueles classificados como autistas, com transtornos de atenção, hiperatividade, bipolar, esquizofrênico, entre outros). Essa dissertação também está desenhada em uma análise discursiva, principalmente sobre a ótica de pensadores da filosofia da diferença, que fogem da ideia da “descoberta de um discurso”, de uma origem ou de um ponto de partida para a produção daquilo que falam. Seguindo por esse caminho, entendemos que os discursos materializam os objetos de que falam, dizem sobre suas vidas e criam modos de ser e agir em nosso dia a dia. Para a escolha do material de análise, investimos numa metodologia que caminha junto com o processo de pesquisa, ela se torna o processo, tanto da escrita quanto do pensamento, semelhante aos passos de uma metodologia cartográfica, pois esse tipo de pesquisa também reverte o sentido tradicional de método, propondo não mais um caminhar para alcançar metas prefixadas, mas o primado do caminhar que traça, no percurso, suas metas. Na análise, o enunciado que logo despontou foi sobre o “reconhecimento” dos sujeitos loucos na escola. Havia (e há ainda) a produção de roteiros e protocolos que ensinam aos profissionais de educação como reconhecer os alunos diferentes na escola. Outro enunciado que saltou aos olhos foi sobre o suposto cuidado e o sentimento de condescendência que surgia nas relações tecidas para com os alunos loucos. Levantamos também questões sobre o enunciado “educação para todos” e em como a adoção desse lema nas escolas e na educação têm criado metas e habilidades que precisam ser acompanhadas e desenvolvidas pelos alunos em período escolar. Ao investirmos nesses enunciados, desconsideramos as múltiplas formas de vida que ocupam a escola e, consequentemente, as imensas potencialidades e possibilidades de aprendizagem, existência e vida.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Violência, censura e loucura: a semente de Gianfracesco Guarnieri(Universidade Federal do Pará, 2015-12) SARMENTO-PANTOJA, Carlos Augusto NascimentoO presente estudo analisa a peça de teatro A Semente (1961), do dramaturgo Gianfrancesco Guarnieri. A peça foi censurada em 26/04/1961 e liberada dois dias depois após uma comissão de intelectuais considerarem que a peça não poderia ser acusada de subversiva, pois ela era “reveladora de um problema tremendamente humano na sua grandiosidade” (ÚLTIMA HORA, 27/04/1961). Vemos neste texto que o ambiente de violência, embargo e loucura circundam os anos 60, por conta dos antagonismos promovidos pela guerra fria e a luta contra a “subversão”. No espetáculo, Guarnieri consegue colocar o operariado no palco e discutir questões fundamentais sobre a resistência e a necessidade de lutar pelos direitos humanos.
