Navegando por Assunto "Maltreatment"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Regulação emocional entre cuidadores de crianças em Belém e suas implicações com os maus-tratos infantil(Universidade Federal do Pará, 2023-05-23) GONÇALVES, Tatiana de Lima Almeida; CAVALCANTE, Lilia Iêda Chaves; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735; https://orcid.org/0000-0003-3154-0651; PONCIANO, Edna Lúcia Tinoco; BRANDÃO, washington luiz de oliveira; http://lattes.cnpq.br/7121115711586970; https://sigaa.unifap.br/sigaa/public/docente/portal.jsf?siape=2033120; https://orcid.org/0000-0002-8606-1095Esta dissertação de mestrado teve como objetivo relacionar as dificuldades em regulação emocional de cuidadores familiares de crianças na faixa etária de seis meses a cinco anos com variáveis pessoais (características sociodemográficas e níveis de depressão, ansiedade e estresse) e contextuais e suas implicações para os maus-tratos infantil. Para tanto, foram avaliadas e correlacionadas as dificuldades em regulação emocional com variáveis pessoais e contextuais. Participaram da pesquisa 219 cuidadores de crianças matriculadas em três Unidades Educativas do município de Belém, localizadas no Distritos Administrativos DAGUA e DASAC. A coleta de dados aconteceu no período de junho a setembro de 2022. Os instrumentos utilizados foram: formulário de caracterização dos participantes, Escala de Dificuldades em Regulação Emocional (DERS-16) e escala de Depressão, Ansiedade e Estresse (DASS-21). Confirmou-se a associação entre dificuldades em regulação emocional e gênero, situação conjugal, vínculo com a criança, práticas parentais de abuso e história pregressa de maus-tratos infantil dos cuidadores (Teste do Qui-quadrado – p valor 0,05). Houve a confirmação de correlação entre as dificuldades em regulação emocional e as características sociodemográficas, a saber: faixa etária (-,151*) apresentou correlação negativa entre as dificuldades em regulação emocional e os mais jovens; vínculo com a criança (-,186**), o resultado demonstrou que as dificuldades em regulação emocional estão correlacionadas negativamente com as mães; práticas parentais de abuso – dar um tapa (,160*) denotou a existência de uma influência positiva da prática de bater sobre as dificuldades de regulação emocional; chantagear, a correlação foi positiva (,188**), indicando a influência deste tipo de comportamento sobre as dificuldades em regulação emocional; história pregressa de maus-tratos – punições físicas (-,156*) o resultado remete a uma correlação inversa entre ter recebido punições físicas na infância e as dificuldades em regulação emocional; gritos e xingamentos (-,227**), apresentou a correlação negativa, demonstrando uma força inversa entre os participantes que foram tratados com gritos e xingamentos e as dificuldades em regulação emocional; falta de cuidados (-,182**) indica uma correlação inversa entre a falta de cuidados e as dificuldades em regulação emocional. Também foram correlacionadas de forma positiva e com força moderada, as dificuldades em regulação emocional e os sintomas de depressão (433**) e ansiedade (,487**). Contudo, ressalta-se que não foi confirmada a correlação destas com os sintomas de estresse (-,023). Conclui-se que as dificuldades em regulação emocional foram associadas a fatores de risco para a prática dos maus-tratos infantil, como sugere a literatura da área. O estudo pode orientar a promoção de intervenções capazes de elevar a qualidade das práticas parentais na medida em que previne e/ou contorna as dificuldades em regulação emocional. Esta estratégia visa a prevenção dos maus-tratos na infância em curto e longo prazo.
