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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Acumulação de carbono e emissão de gases de efeito estufa na planície costeira de Soure, leste da Amazônia
    (Universidade Federal do Pará, 2025-04-16) SANTOS, Railson Figueiredo dos; RODRIGUES, Fernanda Costa Gonçalves; http://lattes.cnpq.br/1166409664890965; https://orcid.org/0000-0003-1236-7937; SAWAKUCHI, André Oliveira; http://lattes.cnpq.br/3999005419444953; CUNHA, Janice Muriel; NEU, Vania; BERTASSOLI JUNIOR, Dailson José; MENEZES, Moirah Paula Machado de; BIANCALANA, Fernanda Simas Corrêa; http://lattes.cnpq.br/4027012189701116; http://lattes.cnpq.br/3604856885451502; http://lattes.cnpq.br/3985950745453599; http://lattes.cnpq.br/4242537967460940; http://lattes.cnpq.br/3806269055298009
    Os ambientes estuarinos são caracterizados por serem dinâmicos, resultante da interação fluvial e marinha, influenciados por processos hidrodinâmicos, biológicos e geomorfológicos, com atuação direta dos processos deposicionais atrelados às correntes fluviais e marés. Áreas estuarinas apresentam uma variedade de ecossistemas, incluindo manguezais. Os manguezais se destacam por seu papel ecológico, climático, além de atuarem como berçário para a biodiversidade. Os sedimentos ricos em matéria orgânica e condições para preservação da matéria orgânica nos manguezais contribuem para o acúmulo de carbono, caracterizando os manguezais como sumidouro natural de carbono azul. No entanto, impactos antrópicos ameaçam esse ecossistema, o que pode resultar na liberação de gases de efeito estufa (GEE) como o dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4) para a atmosfera. As florestas de manguezais assumem um papel importante para a regulação climática ao capturar e armazenar o CO2 no solo, auxiliando na redução e concentração GEE na atmosfera, desempenhando um papel de grande relevância como mitigador das mudanças climáticas. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi avaliar a relação entre as fácies sedimentares, a estocagem de carbono e as emissões de CO2 e CH4 na planície litorânea-estuarina localizada no município de Soure (PA). A planície costeira da área de estudo é formada por processos deposicionais de energia baixa a moderado, refletindo-se na alternância entre camadas lamosas e arenosas. Observou-se níveis de COT em até 9% acumulados nas camadas de sedimentos mais superficiais dos manguezais da área de estudo. A análise de isótopos estáveis de carbono aponta para predomínio de matéria orgânica derivada de plantas superiores (árvores e arbustos). A datação por radiocarbono das camadas lamosas ricas em matéria orgânica revela o estabelecimento desse ecossistema na porção leste do Marajó a partir do Holoceno médio há cerca de 3626 cal. A.P. Medições de fluxos de CO2 e CH4 realizados em canais de maré adjacentes aos manguezais demonstram variações significativas durante os ciclos de marés. O CO2 obteve maiores concentrações e fluxos em fases de maré baixa. Para o CH4, os fluxos foram predominantemente difusivos, especialmente na Barra Velha, enquanto para a localidade do Pesqueiro na maré alta, os fluxos totais difusivos foram superiores, além de registrarem fluxo ebulitivo, para ambos os fluxos (difusivos e ebulitivos) são indicativos de emissão de CH4 para a atmosfera. A planície costeira de Soure apresenta fácies características de ecossistemas de manguezais pelo menos desde aproximadamente 3600 anos AP, com substrato formado por intercalações de sedimentos lamosos e arenosos. A integração dos dados de isótopos estáveis de carbono, COT, datação 14C e medidas de fluxo de GEE foi de suma importância para entender o ciclo do carbono na região e sua relação com os acontecimentos passados e atuais perante as mudanças climáticas, enfatizando a necessidade de preservação e conservação desses ecossistemas.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Análise da dinâmica das áreas de manguezal no litoral Norte do Brasil a partir de dados multisensores e hidrossedimentológicos
    (Universidade Federal do Pará, 2016-12-16) NASCIMENTO JUNIOR, Wilson da Rocha; SOUZA FILHO, Pedro Walfir Martins e; http://lattes.cnpq.br/3282736820907252
    O objetivo desta pesquisa é analisar a dinâmica das áreas de manguezal no litoral norte do Brasil a partir de imagens de sensores remotos orbitais e dados hidrossedimentológicos (vazão e concentração de sedimentos em suspensão). Buscamos compreender a existência de causalidade entre a expansão ou retração dos manguezais com a descarga sólida em suspensão calculada a partir de dados de vazão e concentração de sedimentos em suspensão. Os manguezais foram mapeados, utilizando a técnica de classificação orientada ao objeto, nos anos de 1975, 1996 e 2008 tendo como base dados de sensores imageadores na faixa das microondas (RADAM/GEMS; JERS-1; ALOS/PALSAR). Foram utilizados os dados de estações fluviométricas e sedimentos da Agência Nacional de Águas para calcular a descarga sólida em suspensão nos rios Araguari, Gurupi, Pindaré, Grajaú e Mearim buscando relacionar a acresção e erosão nas áreas de manguezal com a carga sedimentar dos rios que deságuam no litoral. As variações de vazão refletem a precipitação nas sub-bacias dos rios analisados e apresentaram correlação forte e moderada com as anomalias de temperatura na superfície do oceano Pacífico evidenciando uma relação dos fenômenos El Niño e La Niña com os regimes de precipitação na Amazônia. As variações de concentração de sedimentos em suspensão não apresentaram relação com a variação fluviométrica sugerindo que as oscilações médias anuais são reflexos de outros fenômenos (cobertura e uso do solo). Os resultados mostram que as áreas drenadas das sub-bacias mais impactadas pela ação antrópica contribuem com uma carga sedimentar superior a rios que possuem maior concentração de floresta nativa. A vegetação nativa contribui para a contenção da erosão do solo e as áreas de solo exposto e pastagem são mais vulneráveis a erosão dos solos. Os rios Gurupi, Pindaré, Grajaú e Mearim apresentaram carga sólida em suspensão superior ou igual ao rio Araguari. Analisando os manguezais nos estuários percebemos a acresção dos manguezais nas margens nos estuários dos rios Gurupi e Mearim (Baia de São Marcos) e a diminuição das áreas de manguezal no estuário do rio Araguari. A zona costeira amazônica está sujeita a processos naturais de grande magnitude, porém as atividades atrópicas influenciam na dinâmica natural da região ao implementar práticas econômicas ambientalmente insustentáveis.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    A aplicação da cromatografia gasosa acoplada (GC-FID), isótopos estáveis, palinologia e razão C:N na reconstituição paleoambiental de manguezais do Estado da Bahia e Espírito Santo.
    (Universidade Federal do Pará, 2024-07-30) SILVA, Fernando Augusto Borges da; ALBERGARIA-BARBOSA, Ana Cecília Rizzatti de; http://lattes.cnpq.br/2666263256585897; FRANÇA, Marlon Carlos; http://lattes.cnpq.br/8225311897488790; https://orcid.org/0000-0002-3784-7702
    Os manguezais dependem de fatores geomorfológicos, geoquímicos e climáticos ideais para que possam se desenvolver. O Brasil, por apresentar um litoral bastante recortado sob regime climático tropical e sub-tropical apresenta condições adequadas ao estabelecimento desses ecossistemas e distribuição. A dinâmica desses manguezais pode ser influenciada por fatores ligados às variações climáticas e alterações no fluxo hidrodinâmico, que resultam em modificações no aporte de sedimentos e origem da matéria orgânica, alterações que podem ser observados ao longo do Holoceno de modo distinto nas diferentes regiões do país. No litoral nordeste e sudeste, a evolução desses ecossistemas está associada a flutuações do nível relativo do mar (NRM) e à dinâmica sedimentar, enquanto na região sul, a mudança na distribuição dos manguezais é reflexo das flutuações do NRM e mudanças climáticas ocasionados pelo aquecimento global. Estudos recentes buscam descrever a evolução desses ambientes a partir da caracterização elementar e isotópica da matéria orgânica. Essas constituem importantes ferramentas na reconstituição paleoambiental. Entretanto, é necessário lembrar que a análise comparativa do maior número de parâmetros independentes possíveis é relevante ao passo que agrega valor à pesquisa e aumenta a confiabilidade nos dados a serem analisados, gerando informações mais precisas. Portanto, visando desvendar a dinâmica da matéria orgânica em ambientes de manguezais, bem como compreender movimentos de expansão e/ou contração desses ecossistemas, foram realizadas análises de n-alcanos por cromatografia gasosa acoplada (GC-FID), associadas ao estudo sedimentar, análises polínicas, análises isotópicas e elementares, sincronizadas com datações por 14C e 210Pb, as quais permitiram a obtenção de informações sobre processos biogeoquímicos pretéritos e alterações ambientais durante o Holoceno e o Antropoceno na planície costeira da foz do rio Itapicuru (BA) e na foz dos rios Barra Seca e Jucu (ES). Assim, os resultados desta pesquisa estão apresentados em cinco artigos científicos. O primeiro, ver capítulo III, trata sobre a expansão dos manguezais na foz do rio Itapecuru (BA) durante o Antropoceno. O segundo artigo científico (capítulo IV) trata da dinâmica dos manguezais na foz rio Barra Seca, litoral norte do Estado do Espírito Santo. O terceiro artigo (capítulo V) aborda sobre a ferramenta da palinologia utilizada na compreensão sobre a dinâmica da vegetação costeira. O quarto artigo (capítulo VI) apresenta as alterações ambientais ocorridas na foz do rio Jucu, litoral central do Estado do Espírito Santo. Por fim, o quinto artigo apresenta os resultados das análises de n-alcanos, comparadas com dados isotópicos, elementares, palinológicos e datações na planície costeira do rio Barra Seca.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Atributos químicos do solo e composição química de folhas de mangue vermelho (Rhizophora mangle L.) em um manguezal e área transicional em São João de Pirabas, Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2015) NASCIMENTO, Bruno Delano Chaves do; RUIVO, Maria de Lourdes Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/9419564604488031
    Os manguezais são ecossistemas costeiros característicos de regiões tropicais e subtropicais de grande importância social e ecológica. Na Amazônia esses ecossistemas representam mais da metade das áreas de mangue do Brasil (cerca de 70%) e são reconhecidos pela sua grande exuberância e magnitude relacionadas à distribuição regular das chuvas, as altas temperaturas, a grande amplitude de marés (>4m) e ao suprimento de sedimentos dos rios dessa região. Mudanças nas características hídricas e nas propriedades físico químicas do solo podem provocar alterações na dinâmica dos nutrientes nesses ecossistemas. Em ambientes transicionais essas características são alteradas e podem ter efeitos sobre a concentração de nutrientes nos compartimentos do ecossistema. Visando diferenciar esses ambientes de transição e os ambientes de manguezais propriamente ditos quanto à concentração de nutrientes é que este trabalho busca avaliar os teores de nutrientes no solo, em folhas de Rhizophora mangle L. e em folhas de serapilheira nesses dois tipos de ambientes em dois períodos sazonais em um manguezal do litoral amazônico. Foram coletadas amostras no mês de menos chuva (setembro de 2011) e o de mais chuvas (abril de 2012) nas duas áreas e submetidas a análises químicas para obter a concentração de macro (Ca, Mg, Na, K, Al, S, P, N, C) e micro nutrientes (Cu, Zn, Mn, Fe). Também foram analisadas as propriedades físico-químicas do solo (Eh, pH e Salinidade) e a granulometria do solo. Os resultados apontam maiores concentrações de nutrientes no solo do manguezal de franja quando comparado a zona de transição (manguezal x floresta secundária), indicando que o Eh que é mais baixo no primeiro influenciado pela proximidade com o mar e a maior frequência de inundação pelas marés, é o principal fator de diferenciação na concentração de nutrientes do solo. Os nutrientes nas folhas de Rhizophora mangle L. não apresentam grandes diferenças de um ambiente para o outro e não seguem o mesmo padrão de concentração do solo quanto às duas áreas estudadas, porém, nas folhas são mais influenciados pela diferença de um período climático para o outro. Assim, as árvores de mangue vermelho do bosque da zona de transição conseguem manter uma concentração de nutrientes semelhante ao bosque de franja, sendo a diferença estrutural do bosque mais relacionada a granulometria do solo do que a relação nutricional, já que essas árvores possuem mecanismos fisiológicos para conservação e seleção de nutrientes, como é o caso do N que poderia ser um nutriente limitante nesses ambientes.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Avaliação de dados de sensores remotos no reconhecimento e monitoramento de ambientes costeiros tropicais: cabos Cassiporé e Orange, Amapá
    (Universidade Federal do Pará, 2006-09-18) BATISTA, Edmilson das Mercês; SOUZA FILHO, Pedro Walfir Martins e; http://lattes.cnpq.br/3282736820907252
    Diferentes produtos provenientes de sensores remotos orbitais ópticos (Landsat MSS, TM, ETM) e nas microondas (Radarsat-1, JERS-1 e Missão SRTM), assim como ferramentas e técnicas de Sistemas de Informações Geográficas-SIG's foram avaliados no estudo de ambientes costeiros tropicais desenvolvidos na região dos çabos lamosos Orange e Cassiporé, norte do Brasil. A área estudada está inserida no contexto do sistema de dispersão Amazônico, apresentando morfologia costeira controlada pelo enorme fluxo de água doce e sedimentos depositados pelo rio Amazonas a partir de sua foz no extremo sul do Estado do Amapá. Na abordagem metodológica voltada para o mapeamento geomorfológico, os resultados obtidos permitiram a compartimentação da área de estudo em três domínios geomorfológicos: planalto, planície costeira (planície lamosa de intermaré e supramaré) e planície aluvial (pântanos de água doce, lagos, depósito de barras e planície de inundação fluvial). Considerando a necessidade de se quantificar as mudanças ocorridas na linha de costa em médio período, uma análise multi-temporal foi realizada. Para tanto, valeu-se do uso de cinco ir:nagens digitais de sensores remotos: Landsat MSS-2 (1980), Landsat TM-4 (1992), JERS1 (1996), Landsat ETM-7 (2000), e RADARSAT-1 (2003). A comparaçã'J foi feita pixe/ a pixel, sendo que o geoindicador dos limites da linha de costa foi fixado tomando-se como referência a vegetação costeira. O mapeamento, quantificação e análise espacial das mudanças costeiras foram realizados com o emprego de Sistemas de Informações Geográficas-SIG. Os resultados desta análise permitiram a setorização da área de estudo, de acordo com o processo dominante (erosão ou acumulação). Neste sentido, o emprego de dados orbitais, devidamente processados, tornou possível ,mensurar, de modo geral, qualitativa e quantitativa mente, diferentes posições de formas progradacionais ( acumulação) e retrogradacionais (erosão), possibilitando o conhecimento e disposição da morfologia costeira, ao expor informações ligadas à direção, intensidade e abrangência dos fenômenos. Do mesmo modo, o mapeamento geomorfológico obtido em escala de detalhe (1: 100.000) a partir de informações produzidas por diferentes sensores remotos e em diferentes faixas do espectro eletromagnético, mostra o potencial desta tecnologia para o conhecimento e monitoramento de ambientes tropicais costeiros amazônicos.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    O Caranguejo-Uçá, Ucides cordatus, (Linnaeus 1763): da captura à comercialização nas comunidades quilombolas cacau e terra amarela, Ilha de Colares, Pará-Brasil
    (Universidade Federal do Pará, 2014-07-10) CARVALHO, Rogério Lopes; QUEIROZ, Helder Lima de; http://lattes.cnpq.br/3131281054700225
    Este estudo foi realizado nas comunidades quilombolas Cacau e Terra Amarela, município de Colares, Pará. Objetivou diagnosticar a atividade de explotação do caranguejo-uçá (Ucides cordatus), levando em conta aspectos da socioeconomia da atividade, além das técnicas, estratégias e áreas de produção utilizadas pelos seus moradores, bem como as suas formas de comercialização, e comparar tais aspectos com os de outras populações tradicionais relacionadas com a mesma atividade na zona costeira. Foram aplicados questionários semiabertos, técnica da observação direta no campo e fluxograma de comercialização, ambos realizados ao longo de 2013. Esta diagnose definiu que, nas duas comunidades estudadas, as famílias possuem de 4,3 a 4,9 indivíduos por domicílio, respectivamente. Habitam, em sua maioria, moradia própria, construída em alvenaria, vivendo, entretanto, em más condições de vida e sem quase nenhum acesso aos serviços públicos. No geral, abandonaram o estudo cedo, apresentando a maioria apenas o ensino fundamental incompleto. Além disso, foi registrada uma renda familiar mensal baixa, majoritariamente variando de menos de meio até um salário mínimo. A captura do caranguejo-uçá é exercida ao longo de todo o ano, e o laço e o braceamento são as principais técnicas de obtenção do recurso nestas localidades. Enquanto a realização da técnica do braceamento é desempenhada durante, em média, quatro dias de trabalho por semana, durante os meses mais chuvosos, a aplicação do laço ocorre com uma duração média de doze dias por mês, durante os meses menos chuvosos. Na comunidade Cacau são produzidos 52 (D.P. ± 15) caranguejos/dia de trabalho/pessoa no período mais chuvoso, e 110 (D.P. ± 56) caranguejos/dia de trabalho/pessoa no período menos chuvoso. Já na comunidade Terra Amarela estas médias são de 56 (D.P. ± 24) caranguejos/dia/pessoa e 150 (D.P. ± 72) caranguejos/dia/pessoa, respectivamente. Comercializam o produto com intermediários da região, na forma in natura, inteiro e vivo, transportando-os em cofos, no Cacau, e em sacos, na Terra Amarela. São negociados por preços que oscilam ao longo do ano, de R$ 40,00 a R$ 80,00 o cento (100 unidades). A baixa remuneração, associada ao baixo nível de escolaridade, à infraestrutura deficiente e à ausência do poder público local no provimento de serviços, são algumas das principais características associadas à baixa qualidade de vida dessas famílias estudadas. Tais condições mostraram-se bastante semelhantes às de outras comunidades tradicionais não quilombolas que vivem e trabalham em condições semelhantes na região costeira do Pará, observadas também nos aspectos da extração e comercialização que ocorrem de forma muito semelhantes à da maioria das comunidades tradicionais que exploram este recurso junto aos manguezais da costa paraense. Não se percebendo, portanto, peculiaridades na produção quilombola que possam ser consideradas diferenças destacadas em relação a outras populações tradicionais que desempenham a mesma atividade extrativa. Porém, foram identificadas diferenças entre as duas comunidades estudadas, que representam pequenas variações deste padrão geral descrito. Provavelmente estas diferenças estão relacionadas às variações tecnológicas detectadas entre as comunidades estudadas, e também na quantidade capturada do recurso nestes locais. Seus impactos são observados nos custos da atividade, na sua lucratividade, e na qualidade de vida entre os tiradores das comunidades de Cacau e Terra Amarela.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Detecção de mudanças na costa de manguezais da Amazônia a partir da classificação de imagens multisensores orientada a objetos
    (Universidade Federal do Pará, 2011-03-03) NASCIMENTO JÚNIOR, Wilson da Rocha; SOUZA FILHO, Pedro Walfir Martins e; http://lattes.cnpq.br/3282736820907252
    Os manguezais são de grande importância no equilíbrio ecológico, sendo um berçário favorável ao desenvolvimento de diversos animais e plantas. Nos últimos anos, a degradação do mangue vem ocorrendo com mais freqüência devido à exploração exaustiva de seus recursos naturais, ao ordenamento territorial mal planejado e às atividades turísticas. Através de sensores remotos podemos mapear grandes extensões de área com mais rapidez e eficiência. O objetivo deste trabalho é mapear a distribuição das áreas de mangue a leste do Rio Amazonas até a baía de São Marcos nos anos de 1996 e 2008 a partir de dados de sensores remotos. O mapeamento, quantificação e detecção de mudanças foi realizado através de imagens ALOS/PALSAR, JERS-1, SRTM e LANDSAT 5 TM. Para realizar a classificação das imagens, foi utilizado o software Definiens Ecognition 8, que utiliza a lógica de classificação orientada a objetos. Na classificação do manguezal foi elaborada uma árvore de processos que armazena todos os elementos ou regras (segmentação, algoritmos, classes e atributos) necessários para a obtenção da classificação final. O resultado da quantificação dos manguezais foi de 6705,05 km² (1996) e 7423,60 km² (2008) que demonstra um aumento líquido na área de manguezal de 718,55 km². A detecção de mudanças permitiu mapear um acréscimo total de 1931,04 km², uma erosão total de 1212,49 km², permanecendo uma área de 5492,56 km² de manguezal inalterada. Para validar estatisticamente os resultados, foram elaboradas duas matrizes de confusão contendo os erros e acertos da classificação. A matriz de erro para validação da classificação das classes Manguezal, Terra firme, Massa d’água, Vegetações Secundárias, Campos e Lagos apresentaram índices de exatidão global = 96,279%, índice Kappa = 90,572%, e índice Tau = 92,558%, que mostraram a eficiência da classificação do manguezal em relação a outras classes utilizadas no processamento. A matriz de erro para validação da classificação Mudança e Não-Mudança de Área de Manguezal apresentaram índices de exatidão Global = 83,33%, índice Kappa = 66,10%, e índice Tau = 66,66%. Portanto, concluímos que o método de classificação lógica orientada a objetos é excelente para o mapeamento de áreas de manguezal e muito bom para a detecções de mudanças em áreas costeiras tropicais. Em relação à expansão das áreas de manguezal, isto é observado apenas na região Amazônica, em oposição ao que é observado em outros grandes sistemas de manguezais, como do Golfo de Papua em Nova Guiné e os Sundarbans em Bangladesh e Índia. Os resultados serviram para compor um mosaico regional e global sobre mapeamento de manguezal e ratificar a grande extensão dos manguezais amazônicos no Brasil como um dos mais preservadas do planeta.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A dinâmica da vegetação nas planícies de maré do delta do rio Doce durante o holoceno tardio.
    (Universidade Federal do Pará, 2019-08-31) CARVALHO, Victor Rocha; FRANÇA, Marlon Carlos; http://lattes.cnpq.br/8225311897488790
    Este trabalho tem como objetivo avaliar a dinâmica da vegetação nas planícies de maré do delta do rio Doce – sudeste do Brasil – sob a influência das mudanças climáticas e das flutuações do nível relativo do mar durante o Holoceno Tardio (2350 anos cal AP). Para isso, foram utilizadas datações 14C, descrição de características sedimentares e dados polínicos, obtidos a partir de dois testemunhos denominados URU1 e URU2, com profundidades de 0,5 m e 4 m, respectivamente, coletados com um Trado Russo. Os testemunhos apresentaram quatro fácies sedimentares, típicas de planícies de maré: i) acamamento heterolítico flaser (Hf), ii) acamamento heterolítico wavy, iii) acamamento heterolítico lenticular (Hl) e iv) lama com laminação paralela (Mp). A análise polínica do testemunho URU1 revelou o predomínio de ervas, árvores e arbustos em todas as profundidades, com aumento na frequência da vegetação aquática em direção à superfície. No testemunho URU2 foram registrados palinomorfos de manguezais e de foraminíferos na parte basal e mediana, sugerindo um domínio marinho/estuarino mais atuante até aproximadamente 2250 anos cal AP. Por outro lado, nas profundidades mais próximas ao topo do testemunho URU2 ocorreu a redução dos grãos de manguezal e de foraminíferos, seguido de um aumento da vegetação aquática de água doce, indicando diminuição da influência marinha. Essa tendência pode ser resultado de um clima relativamente mais úmido a partir de ~2250 anos cal AP, que proporcionou aumento dos índices pluviométricos e maior vazão dos rios na região, com aumento da influência fluvial. Foi possível perceber ainda, possíveis alterações antrópicas e /ou natural, corroborado pelo aumento na porcentagem de grãos de Cecropia e Typha angustifolia, e pela diminuição na cobertura de palmeiras nas planícies de maré, a partir de ~2250 anos cal AP. Assim, é razoável propor que o aumento da influência de água doce nos últimos 2000 anos, foi decisivo no aumento do transporte de sedimentos pelos rios para a planície deltaica, o qual pode ser o responsável pelo processo de substituição da planície de maré colonizada por manguezais por vegetação herbácea.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Dinâmica dos manguezais no litoral norte do Espírito Santo durante o Holoceno tardio
    (Universidade Federal do Pará, 2018-07-01) SILVA, Fernando Augusto Borges da; FRANÇA, Marlon Carlos; http://lattes.cnpq.br/8225311897488790
    O presente trabalho tem por finalidade identificar a dinâmica dos manguezais no litoral norte do Espírito Santo, próximo ao município de São Mateus (ES), durante o Holoceno tardio, a partir da identificação de paleoambientes deposicionais e paleoflora; caracterização das fontes de matéria orgânica sedimentar e determinação cronológica dos eventos na área estudada. Para isso foram coletados dois testemunhos de sedimento (MBN e LI-34), para realizar uma análise integrada dos dados palinológicos, sedimentológicos e geoquímicos (δ13C, δ15N, razão C:N e C:S), sincronizados com sete datações 14C. Os perfis sedimentares, foram extraídos de manguezais localizados às margens dos rios São Mateus e Barra Seca com a utilização de um trado russo. Os depósitos possuem a idade de ~2662 anos cal AP, e são marcados pela presença de laminações cruzadas (facies Sc), depósitos heterolíticos lenticulares (facies Hl), areia com laminação paralela (facies Sp), depósitos heterolíticos wavy (facies Hw), depósitos heterolíticos flaser (facies Hf e Sf), areia maciça (facies Sm), areia com laminações paralelas (facies Smh) e lama com laminações paralelas (facies Ml), além da presença de conchas e fragmentos vegetais. Os dados obtidos permitiram a identificação de três associações de fácies ao longo dos testemunhos: a primeira (A) consiste em uma barra em pontal estuarina (~2662 até ~2215 anos cal AP), a segunda (B) consiste em uma planície de maré lamosa colonizada por érvas e manguezais, desde pelo menos ~2215 anos cal AP até o período moderno, e por fim a terceira (C) é caracterizada como um canal estuarino distal – inlet, com idade de aproximadamente 1337 anos cal AP. Os resultados isotópicos e elementares de C e N indicaram mistura de plantas vasculares de ciclo fotossintético C3 e C4, próximo às porções mais basais, com subsequente predomínio de plantas C3 em direção ao topo dos testemunhos, além da presença de matéria orgânica de origem aquática marinha/estuarina. A razão C:N indicou oscilações entre a influência aquática e terrestre, corroborando os valores da razão C:S (0,02-5,18), os quais revelam também mistura de matéria orgânica com influência marinha (aquática) e terrestre. Os resultados polínicos revelaram que o manguezal nesta região está presente desde pelo menos ~2662 anos cal AP, no entanto, observou-se mudanças na sua biodiversidade, pois atualmente esse ecossistema é colonizado principalmente pelo gênero Laguncularia na região da foz do rio Barra Seca, diferente de períodos anteriores, onde houve o pleno desenvolvimento dos gêneros Rhizophora e Avicennia. Por outro lado, na foz do rio São Mateus, o manguezal iniciou sua colonização com o gêneno Rhizophora e, após com a presença de Avicennia. Assim, com o presente estudo, é possível inferir que não houve variações climáticas significativas na região, entretanto, a estabilização do nível relativo do mar durante o Holoceno tardio, bem como a dinâmica sedimentar pode estar controlando o processo de expansão/contração desses manguezais.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Dinâmica espaço-temporal e pressões antrópicas em manguezais de RESEXs na costa atlântica paraense.
    (Universidade Federal do Pará, 2022-04-26) PEIXOTO, Herbert Junior Campos; EL-ROBRINI, Maâmar; http://lattes.cnpq.br/5707365981163429; https://orcid.org/0000-0001-7850-1217
    A Costa Atlântica Paraense (CAP) abriga o mais bem preservado cinturão de manguezais do planeta, onde algumas destas áreas estão inseridas em reservas extrativistas (RESEX), que preveem o uso sustentável de seus recursos naturais pela população local. Este compromisso com a sustentabilidade vem tomando mais força após a criação da Agenda 2030, de onde surgiu a Década dos Oceanos, que busca o desenvolvimento sustentável e científico dos recursos marinhos e costeiros. Deste modo, o objetivo deste estudo é analisar a variabilidade espaço-temporal de manguezais e as pressões antrópicas nas RESEX da CAP. A metodologia adotada consiste na: (1) aquisição e tratamento de imagens dos satélites Landsat (2) quantificação e comparação das áreas de manguezais de quatro RESEX (Mãe Grande de Curuçá, Mestre Lucindo, Mocapajuba e São João da Ponta). Estas análises foram feitas com uso de polígonos, criados a partir das imagens de satélites Landsat, que delimitaram as áreas de mangue para um período de trinta e quatro anos (1986 a 2020). A partir do plugin mapbiomas collection, disponível no software QGIS, foi possível observar a expansão urbana nas áreas estudadas e sua interação com os ambientes de manguezais. Para corroborar com os resultados obtidos foram utilizados dados ambientais de material particulado em suspensão (MPS). A cobertura vegetal teve maior valor de redução de 8,054 km² e valor máximo de aumento de 14,825 km². Foi possível observar padrões de variação nas RESEXs, que apresentaram tendências semelhantes, tanto de perda quanto de ganho em área. Pouca alteração ocorreu nas áreas de manguezais nas porções mais internas das RESEXs. O MPS transportado na região tem direção SW-NE. Foi possível observar também o crescimento da infraestrutura urbana de todos os municípios onde as RESEXs estão inseridas, com Marapanim e Curuçá apresentando os maiores crescimentos (4.642 km² e 4.797 km², respectivamente). Entretanto, a maioria das alterações na cobertura de manguezais ocorreu na faixa litorânea, distante das áreas urbanizadas. Os manguezais analisados se mantiveram em equilíbrio, porém, a urbanização desordenada pode trazer prejuízos caso não haja medidas efetivas.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Duas décadas de mudanças dos manguezais de meso e micromarés do litoral brasileiro a partir de imagens multisensores
    (Universidade Federal do Pará, 2020-05-25) LOPES, João Paulo Nobre; SOUZA FILHO, Pedro Walfir Martins e; http://lattes.cnpq.br/3282736820907252; 3282736820907252
    Os manguezais são ambientes costeiros que se estendem ao longo da faixa tropical e subtropical do globo. Seu monitoramento é dificultado por sua ampla distribuição ao longo do litoral brasileiro. Com o advento de novas tecnologias computacionais apoiadas no sensoriamento remoto (Google Earth Engine – GEE), esta problemática foi parcialmente resolvida. Porém, algumas limitações ainda perduram, por exemplo, a utilização de biblioteca de imagens somente de sensores ópticos, dificultando o mapeamento de florestas de mangue em áreas frequentemente cobertas por nuvens. Este trabalho tem o objetivo de avaliar a classificação e as mudanças nas áreas de mangues das regiões de meso e micromaré da zona costeira do Brasil nas últimas duas décadas através de dados multisensores (dados ópticos e de micro-ondas) a partir da utilização da análise de imagens baseada em objetos geográficos (GEOBIA). Foram utilizadas cenas multitemporais da série Landsat, Alos PalSar, JERS SAR e Modelo Digital de Elevação da missão SRTM. O conjunto de imagens foi processada segundo a abordagem de GEOBIA, que determina a redução de uma imagem em regiões homogêneas (objetos) através do agrupamento de conjuntos de pixels com características similares. Como resultados observou-se que em 1996 e 2016 a área em estudo continha 2625,38 km² e 2898,26 km² de áreas de manguezais, respectivamente. Isso demonstra um aumento líquido de 273 km² de áreas de mangues. A partir da análise da detecção de mudanças constatou-se que houve um acréscimo total de 684,55 km², uma perda total de 411,7 km² e permaneceu inalterada uma área de 2213,70 km² de manguezal. A validação da classificação ocorreu através de análises estatísticas de duas matrizes de confusão (1996 e 2016). A matriz de confusão para o ano de 1996 apresentou índices de exatidão global = 0,92; índice Kappa = 0,84; e índice Tau = 0,84. Para o ano de 2016 apresentaram índices de exatidão Global = 0,93; índice Kappa = 0,85; e índice Tau = 0,85. Já a matriz de confusão para a detecção de mudanças mostrou exatidão global de 78,43%, com desacordo por quantidade de 11,86% e desacordo de alocação de 9,71%. As quantificações de perda de manguezal são de 414 ± 43 km², os ganhos são de 590 ± 48 km² e 2305 ± 60,3 km² permaneceram inalteradas. Esses resultados demonstram a eficácia da utilização da classificação orientada a objetos para o mapeamento e análise da dinâmica dos manguezais em escala regional. Os produtos obtidos nesta pesquisa podem servir de base para trabalhos futuros acerca da dinâmica dos manguezais, contribuindo assim para o melhoramento da gestão e preservação desse importante ecossistema.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Efeitos das variações sazonais do clima tropical úmido sobre as águas e sedimentos de manguezais do estuário do rio Marapanim, costa nordeste do Estado do Pará
    (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, 2008) SILVA, José Francisco Berrêdo Reis da; COSTA, Marcondes Lima da; VILHENA, Maria do Perpétuo Socorro Progene
    Para avaliar o impacto das variações climáticas, de curta duração, sobre os ecossistemas de manguezais amazônicos, foi estudada a costa nordeste do Pará entre as coordenadas: 00º 32' 30" S / 00º 52' 30" S e 47º 28' 45" W / 47º 45' 00" W. Foram amostrados os sedimentos, águas superficiais e intersticiais com medidas de salinidade, potencial hidrogeniônico (pH), potencial de oxi-redução (Eh) e determinações mineralógicas por difração de raios X e microscopia eletrônica de varredura. Na água foram determinados o conteúdo de sulfetos dissolvidos, sulfato e cloreto, além da alcalinidade, sílica, ortofosfato, sódio, potássio, cálcio e magnésio, em meses chuvosos e de estiagem, sob marés de sizígia e quadratura. As variações sazonais do cloreto nas águas intersticiais mostram concentrações mais elevadas na estiagem que no período chuvoso, enquanto em superfície são mais elevadas nas marés de quadratura (período chuvoso) e de sizígia (período de estiagem). Os sulfetos dissolvidos foram encontrados em quantidades detectáveis somente a partir da profundidade de 10 cm o que indica exposição dos sedimentos aos fluxos advectivos de oxigênio atmosférico. Os teores de ferro dissolvido aumentam entre 0-10 cm e o potencial hidrogeniônico (pH) tende à neutralidade. A saturação das águas intersticiais na estiagem é indicada pelos minerais evaporíticos: gipso e halita. As variações pluviométricas são responsáveis por graduais mudanças nos teores de nutrientes e nas propriedades físico-químicas (pH, Eh e salinidade) das águas superficiais e intersticiais, no controle do equilíbrio salino das águas costeiras, na salinização e dessalinização dos sedimentos e na distribuição da vegetação de mangue no estuário. A exposição prolongada dos sedimentos na estiagem e as características morfológicas contribuem decisivamente para a oxidação total ou parcial dos sedimentos em superfície, o que modifica a mineralogia e as características químicas e físico-químicas das águas intersticiais.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Estudo geoquímico e biogeoquímico de água intersticial, sedimento e árvores de Avicennia Germinans do manguezal de Bragança – Ajuruteua, NE do Pará.
    (Universidade Federal do Pará, 2001-06-06) LEAL, Helenice Ferreira; RAMOS, José Francisco da Fonseca; http://lattes.cnpq.br/8189651755374537
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Evolução dos pântanos da região central da península de Bragança-PA de acordo com as mudanças do nível relativo do mar durante o holoceno
    (Universidade Federal do Pará, 2016-12-07) CAMARGO, Paloma Maria Pinto; CORRÊA, José Augusto Martins; http://lattes.cnpq.br/6527800269860568
    Esta pesquisa integra dados de geomorfologia, feições sedimentares, pólen, diatomáceas, isótopos, mineralogia, análises químicas e datações C-14 obtidos de testemunhos da Península de Bragança, litoral do Pará. Os dados polínicos indicam que a zona central e topograficamente mais elevada da Península de Bragança foi uma área dominada por manguezais, com ampla expansão de árvores de Avicennia, presença de diatomáceas marinhas, uma tendência de aumento de matéria orgânica sedimentar de origem estuarina e uma assembleia mineralógica formada principalmente por pirita e hematita típica de sedimentos redutores de manguezais entre >6300 e ~4900 cal anos AP. Entre 4900 e 4300 cal anos AP houve uma zona estéril, sem pólen que pode ser interpretada como um brusco desaparecimento da vegetação costeira (manguezal e pântanos salgados). Nesse intervalo ocorrem ainda espécies de diatomáceas marinhas e estuarinas, assim como um aumento na contribuição de matéria orgânica sedimentar de origem marinha e um desaparecimento de minerias tipicamente formados em ambientes redutoes. No Holoceno tardio (<4300 cal anos AP), o local de estudo foi recolonizado por ervas com árvores de Avicennia restritas às bordas da planície herbácea e uma significativa tendência de aumento da contribuição de matéria orgânica de origem terrestre (plantas C4), além da presença de resíduos de diatomáceas de água doce. A composição mineralógica é formada principalmente por minerais típicos de ambientes expostos a intensa evaporação. Nas últimas décadas existe uma tendência de migração dos manguezais por sobre superfícies mais elevadas ocupadas por ervas de metabolismos C3 e C4, assim como um aumento na contribuição de matéria orgânica de origem estuarina e uma tendência de incremento nas concentrações de Sr na superfície (últimos 10 cm). Tais dados sugerem fortemente uma dinâmica dos manguezais e pântanos salgados controlados principalmente pela variação do nível relativo do mar. Provavelmente, o aumento do nível relativo do mar pós-glacial contribuiu significativamente para a implantação e expansão dos manguezais na Península de Bragança com grande impacto na expansão de árvores de Avicennia, diatomáceas marinhas/estuarinas, aumento na contribuição de matéria orgânica de origem estuarina e favorecimento de ambientes adequados para a precipitação por exemplo de pirita. Entre 4900 e 4300 cal anos AP, provavelmente o nível relativo do mar continuou aumentando. Isso causou um aumento na contribuição de espécies de diatomáceas marinhas/estuarinas e matéria orgânica de origem marinha, porém o contínuo aumento do nível relativo do mar na área de estudo afogou os manguezais e vegetações associadas, causando o desaparecimento desses pântanos do local de estudo, e, consequentemente, desfavorecimento das condições de anoxia do substrato que inviabilizou a precipitação de minerais formados por S e Fe. Após 4300 anos, houve um aumento na contribuição de matéria orgânica de origem de plantas C4 terrestre, assim como a presença de fragmentos de diatomáceas de água doce. A composição mineralógica sugere um ambiente árido tipo sabkha. Tais dados sugerem uma diminuição no nível relativo do mar que causou a recolonização por ervas de metabolismos principalmente C4 com presença de árvores de Avicennia apenas nos setores topograficamente mais baixos da planície herbácea. Considerando as últimas décadas, a migração das árvores de Avicennia em direção aos campos herbáceos, assim como a tendência de aumento de matéria orgânica de origem estuarina e nas concentrações de Sr para o topo do testemunho analisado sugerem um aumento no nível relativo do mar.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Fragilidade ambiental na bacia do rio Mocajuba - PA
    (Universidade Federal do Pará, 2020-02-17) CAVALCANTE, Juliane da Costa; LIMA, Aline Maria Meiguins de; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187
    A bacia hidrográfica do Rio Mocajuba vem sendo densamente ocupada pela expansão de atividades antrópicas. Dessa forma, a antropização põem em risco a permanência dos ecossistemas naturas e dos manguezais desta região. Nesse contexto, este trabalho apresenta a dinâmica da paisagem na bacia do Rio Mocajuba entre 1999 e 2018 e suas implicações na fragilidade natural da bacia e continuidade dos manguezais desta região. Para tal fim, a pesquisa divide-se nos seguintes itens: (1) Análise do uso e cobertura da terra na bacia hidrográfica do Rio Mocajuba – PA, utilizando como métodos a Classificação Orientada a Objeto (GEOBIA) e a plataforma do Google Earth Engine (GEE), em conjunto com o classificador Random Forest. (2) Aplicação da metodologia de Fragilidade Ambiental Potencial e Emergente, utilizando dados naturais da bacia (pedologia, unidades geológicas, altimetria e intensidade pluviométrica) em conjunto com dados antrópicos (uso e cobertura da terra). (3) Análise temporal dos manguezais da bacia entre 1984 e 2018, observando a expansão e regressão desse ecossistema, assim como os tensores antrópicos e ambientais a que estão suscetíveis. As metodologias de classificação de uso e cobertura da terra apresentaram diferentes quantificações e acurácias. Para o ano de 1999 a classificação GEOBIA e Random Forest apresentaram um Coeficiente Kappa de 0,79 e 0,92, respectivamente. Para o ano de 2018 o coeficiente foi de 0,73 e 0,8, respectivamente. Para ambas as metodologias a classe de Formação Florestal sofreu diminuição e Não Florestal aumento. Já para a classe de Manguezal a classificação GEOBIA quantificou aumento e a Random Forest diminuição. Na metodologia de fragilidade ambiental, os níveis de fragilidade potencial e emergente obtidos foram baixo, médio e alto. Onde 19,92%, 76,67% e 3,41% da bacia apresentaram fragilidade potencial baixa, média e alta, respectivamente. Para fragilidade emergente as áreas de manguezal e não floresta incrementaram a fragilidade natural da bacia e a classe de formação florestal proporcionou uma atenuação desta. Nesse caso as áreas de fragilidade emergente baixa, média e alta foram quantificadas em 18,39%, 67,57% e 14,04%, respectivamente. As áreas de manguezal obtiveram uma diminuição entre os anos de 1984-1999 e 1999-2018. Os dados apresentados ratificam a expansão da antropização da bacia e a interferência das atividades humanas na dinâmica e resposta dos manguezais frente aos tensores naturais. Assim como confirma o incremento da fragilidade natural da bacia proporcionada pela expansão dessas atividades. Desta forma a pesquisa se torna relevante por proporcionar uma análise sistêmica entre diversas áreas, buscando compreender o funcionamento do ecossistema da bacia, auxiliando em pesquisas e iniciativas futuras.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Geoquímica dos sedimentos de manguezais do nordeste do estado do Pará: um exemplo do estuário do rio Marapanim
    (Universidade Federal do Pará, 2006-01-20) SILVA, José Francisco Berrêdo Reis da; COSTA, Marcondes Lima da; http://lattes.cnpq.br/1639498384851302
    A costa nordeste do estado do Pará é formada por vales que foram parcialmente submersos durante o Holoceno onde, por exemplo, se desenvolveram os manguezais do estuário do rio Marapanim. Em posição limítrofe aos manguezais, situam-se os latossolos derivados da Formação Barreiras (Terciário), principal área-fonte dos sedimentos costeiros, incluindo os manguezais. A despeito da importância ecológica, social e econômica dos manguezais, pouco se conhece sobre as características geológicas ou sobre os processos e a extensão das transformações geoquímicas e mineralógicas que ocorrem nesses ecossistemas na costa norte do Brasil, principal objetivo desta pesquisa. Para alcançar os objetivos propostos foram realizados levantamentos topográficos e a breve descrição da vegetação dos manguezais. Foram coletadas amostras de sedimentos no final do período das chuvas e da estiagem e submetidas a medidas in situ de salinidade intersticial, Eh e pH. Nessas mesmas amostras foram feitas análises granulométricas, determinação das concentrações de SiO2, Al2O3, Fe2O3, TiO2, P2O5, Na2O, K2O, CaO, MgO, Perda ao Fogo e elementos-traço por ICPM-MS e a identificação de minerais pelas técnicas de difratometria de raios-X e microscopia eletrônica de varredura. Foram coletadas amostras de água superficial e intersticial em marés de sizígia e quadratura, em períodos de maior (março, junho e julho) e menor (setembro, novembro e dezembro) precipitação pluvial. As amostras de água foram submetidas a análises químicas para determinação de alcalinidade total, H4SiO4, SO4 2-, ΣH2S, NH4 +, Cl-, PO4 3-, Na+, Mg2+, Ca2+, K+ e ferro total dissolvido, incluindo medições de salinidade, Eh e pH. Os manguezais são tipicamente de intermarés representados principalmente por bosques mistos de Rhyzophora mangle e a Avicennia germinans. Eles se desenvolvem sob condições de macro marés semidiurnas, totalmente encobertos nas marés de sizígia e expostos por vários dias nas marés de quadratura, sob clima tropical chuvoso, quente e úmido com marcante sazonalidade climática. Os sedimentos dos manguezais são predominantemente síltico-argilosos, ricos em matéria orgânica (C entre 1 a 4 %). Foram depositados originalmente sobre barras arenosas, cuja suave morfologia e aspectos sedimentológicos (principalmente a granulometria), aparentemente condicionam a colonização da vegetação, a evolução da rede de drenagem e o desenvolvimento dos sedimentos, tornando-os mais consistentes. O intemperismo químico tropical atua sobre as rochas da área-fonte, produzindo principalmente quartzo, caulinita de baixa cristalinidade e óxidos de ferro além de substâncias químicas dissolvidas como sílica, alumínio e metais pesados, incorporados aos sedimentos dos manguezais com as diatomáceas e íons Na+, K+, Ca2+ e Mg2+, de contribuição marinha. Nos manguezais, o material original é retrabalhado por intensa atividade biológica e processos geoquímicos, que se desenvolvem na presença de diferentes teores de matéria orgânica e da superfície reativa da sílica biogênica (diatomáceas), originando minerais em equilíbrio total ou parcial com as novas condições. Os minerais autigênicos são: pirita, esmectita, feldspatos potássicos, halita, gipso, jarosita, além de quartzo e oxi-hidróxidos de ferro remobilizados. Nos sedimentos dos manguezais são encontrados elevados teores de íons sulfetos dissolvidos (6 a 40 mmol/L) e ocorre o consumo do íon sulfato em profundidade. A formação dos sulfetos dissolvidos resulta da mineralização da matéria orgânica através da ação bacteriológica, por processos de redução do íon sulfato, cujo produto final é a formação da pirita. O ferro total dissolvido tem seus teores reduzidos próximo de zero em profundidade, devido à reação com parte dos íons sulfetos dissolvidos para formar sulfetos sólidos (pirita). As reações acontecem em meio extremamente redutor (–200
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Hidrodinâmica e transporte de sedimentos em uma área de manguezal na planície costeira de Bragança, Amazônia Oriental – Brasil
    (Universidade Federal do Pará, 2012-10-04) MIRANDA, Artur Gustavo Oliveira de; ROLLNIC, Marcelo; http://lattes.cnpq.br/6585442266149471; SOUZA FILHO, Pedro Walfir Martins e; http://lattes.cnpq.br/3282736820907252
    Os processos físicos que ocorrem nas áreas de intermarés são de fundamental importância para o ecossistema manguezal, devido o processo de interação existente entre oceanos e estuários, com os manguezais. Os canais de maré apresentam uma das mais importantes e peculiares características dos ambientes costeiros, devido à hidrodinâmica que controla tanto o fluxo das marés quanto a morfologia do canal. Este trabalho tem como objetivo analisar e compreender o processo hidrodinâmico e a dinâmica sedimentar na Planície Costeira de Bragança, especificamente na região conhecida como Canal de Maré do Furo do Meio. Foram realizados levantamentos hidrodinâmicos, medições das propriedades físico-químicas das águas, coleta de sedimentos superficiais, topográficos e quantificação da taxa de sedimentação. Como demonstrou o presente estudo o canal de maré apresentou um fluxo bidirecional bem definido, entretanto na área vegetada pelo mangue apresentou fluxo sem padrão de direção definido, logo a variação dos valores de velocidade de corrente em ambas as unidades morfológicas variaram de acordo com a sazonalidade. A média da concentração de sólidos em suspensão (CSS), entre os meses de março a setembro, mantevese em torno de 400 ppm no canal. Quanto à planície de maré dominada por floresta de mangue, obtivemos média de aproximadamente 21.000 ppm, enquanto que no mês de dezembro esses valores foram inferiores aos registrados nos meses anteriores, onde a máxima CSS no canal foi em torno de 270 ppm e no mangue foi de 1000 ppm. Não houve uma relação direta da CSS entre canal e o manguezal. A elevada CSS no manguezal está associada à remobilização do próprio sedimento na entrada da maré nesta área, não ocorrendo o significativo aporte sedimentar do manguezal para o canal. Alterações da cota topográfica corroboraram com valores adquiridos nas medições dos trapeadores e a variação das classes texturais dos sedimentos entre silte fino e areia fina estão associadas à variação sazonal da hidrodinâmica.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Imaginário, trabalho e sexualidade entre os coletores de caranguejo do salgado paraense
    (Universidade Federal do Pará, 2014-12) SILVEIRA, Flávio Leonel Abreu da; SOUZA, Camilla da Silva
    Neste artigo, propomos discutir as relações entre imaginário, trabalho e sexualidade, a partir das atividades dos coletores de caranguejo que vivem na região bragantina, no chamado Salgado Paraense. A proposta é discutir acerca de tais temas vinculando os à figura do encantado que habita os manguezais onde ocorrem as coletas do crustáceo, cuja denominação local é Ataíde, bem como às práticas sexuais entre pessoas do mesmo sexo, neste caso, envolvendo o universo masculino.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Morfologia e mudanças costeiras da margem leste da Ilha de Marajó - (PA)
    (Universidade Federal do Pará, 2003-02-27) FRANÇA, Carmena Ferreira de; SOUZA FILHO, Pedro Walfir Martins e; http://lattes.cnpq.br/3282736820907252; EL-ROBRINI, Maâmar; http://lattes.cnpq.br/5707365981163429
    A margem leste da Ilha de Marajó (Estado do Pará) apresenta uma diversidade de feições morfológicas, resultantes das oscilações relativas do nível do mar, da neotectônica e da dinâmica costeira, durante o Cenozóico Superior. As variações do nível do mar, do Mioceno ao Holoceno, controlaram a deposição da Formação Barreiras e dos sedimentos Pós-Barreiras, que formam o planalto costeiro, e dos ambientes sedimentares que constituem a atual planície costeira. As estruturas neotectônicas regionais, representadas pelos sistemas de falhas transcorrentes NE-SW e de falhas normais NW-SE, influenciam, em nível local, a distribuição das unidades de relevo e o traçado retilíneo ou anguloso dos principais cursos fluviais e da linha de costa. A compartimentação do relevo costeiro mostra duas principais unidades: o planalto e a planície costeira. O planalto costeiro representa um relevo aplainado com suaves ondulações e cotas topográficas entre 5 e 15 m. O contato com a planície costeira é abrupto, formando falésias “mortas” e ativas. A planície costeira constitui um relevo plano e de baixo gradiente, com cotas abaixo de 5 m, o que favorece as inundações pela maré e a mobilidade sedimentar. As mudanças costeiras de longo período, relativas aos últimos 5.000 anos, resultaram na progradação da linha de costa, sob condições regressivas ou de mar estável, durante o Holoceno, com o desenvolvimento de planícies de maré e manguezais, e posterior retrogradação com migração de cordões de praias e dunas sobre depóstitos de maguezal. As sucessões estratigráficas Progradacional e Retrogradacional da planície costeira de Soure, são condizentes com a Sucessão Regressiva ou de Mar Estável (S2) e com a Sucessão Transgressiva Atual (S3), do modelo evolutivo proposto para as planícies costeiras de Bragança, Salinópolis, Marapanim e São João de Pirabas. A dinâmica costeira de médio período (1986/2001) é representada por mudanças morfológicas, resultantes da ação interativa de processos gerados por ondas, correntes, marés e ventos, que acarretaram a variação na posição da linha de costa. A costa de Soure e Salvaterra esteve submetida, nos últimos 15 anos, ao predomínio de processos erosionais, caracterizados pela retrogradação da linha de costa. O total de áreas erodidas variou de 0,89 km2 (1986/1995), para 0,38 km2 (1995/1999) e 0,75 km2 (1999/2001). Enquanto que as áreas em progradação somaram 0,21 km2 (1986/1995), 0,32 km2 (1995/1999) e 0,08 km2 (1999/2001). As mudanças costeiras de curto período envolvem a variabilidade morfológica e granulométrica dos perfis topográficos praiais de Soure e Salvaterra, entre os períodos chuvoso e o seco, monitorados em 2001. As mudanças sazonais representam uma resposta dos perfis praiais às variações de amplitude das marés, de energia das ondas, correntes de maré e ventos, à disponibilidade de sedimentos, à compartimentação e ao gradiente costeiro. Em Soure, a fase erosiva (fevereiro e abril, período chuvoso e de maiores sizígias da região), mostrou: retração da linha de maré alta (21 m), diminuição da pós-praia (13 m), deslocamento paralelo das zonas de estirâncio, perda sedimentar, aumento granulométrico (2,81 a 2,94 ϕ, areia fina), e melhoria da seleção (0,24 a 0,33, muito bem selecionado). A fase acrecional (julho a novembro, período seco e de ventos mais fortes), apresentou: extensão da linha de maré alta (82 m), alargamento da pós-praia (48 m), ganho sedimentar (+339,25 m3), diminuição granulométrica (2,86 a 3,10 ϕ, areia fina a muito fina) e piora da seleção (0,28 a 0,40, muito bem a bem selecionado). Em Salvaterra, a fase acrecional (fevereiro e abril) mostrou: extensão da linha de maré alta (29 m), alargamento da pós-praia (13 m) e aumento do volume praial. No perfil 1, houve aumento granulométrico (0,84 ϕ, areia grossa) e piora da seleção (0,51, moderadamente selecionado). No perfil 2, ocorreu afinamento do grão (1,49 ϕ, areia média) e melhora da seleção (0,44, bem selecionado). A fase erosiva (julho e novembro) mostrou: retração da linha de maré alta (25 m), diminuição da pós-praia (8 m), perda sedimentar (-22,67 m3), troca de material entre a parte superior e inferior dos perfis, afinamento do grão (1,39 ϕ, areia média) e piora da seleção (0,52, moderadamente selecionado). A vulnerabilidade da zona costeira aos riscos naturais decorre do predomínio dos processos erosivos, nos últimos 15 anos. O zoneamento geoambiental resultou da integração dos dados morfológicos com a análise dos geoindicadores de mudanças costeiras e dos níveis de interferência antrópica. Apresenta a seguinte classificação: áreas de preservação permanente (manguezais, praias e dunas), áreas adequadas à ocupação (planalto costeiro), áreas de risco à ocupação (margens de falésias) e áreas de degradação ambiental (manguezais desmatados, restingas e pós-praias ocupadas). As recomendações de preservação, uso e ocupação futura da costa devem subsidiar o planejamento e o gerenciamento costeiro. O uso do sensoriamento remoto e do Sistema de Informação Geográfica, nas várias etapas de desenvolvimento da tese, representaram importantes ferramentas de levantamento de dados, de análise espacial e de síntese, de compreensão da distribuição e das características do relevo costeiro, de monitoramento e quantificação das mudanças e do mapeamento temático, sendo de larga aplicabilidade nos estudos costeiros.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Percepção dos gestores de reservas extrativistas marinhas sobre os efeitos das mudanças climáticas no salgado paraense - Pará-Brasil
    (Universidade Federal do Pará, 2021-08-24) BECERRA RUIZ, Melgris José; SOUZA, Everaldo Barreiros de; http://lattes.cnpq.br/6257794694839685; https://orcid.org/0000-0001-6045-0984; PIMENTEL, Márcia Aparecida da Silva; http://lattes.cnpq.br/3994635795557609; https://orcid.org/0000-0001-9893-9777
    A mudança climática é um tema que, desde o século passado vem ganhando interesse entre cientistas de todo o mundo, muitas são as informações que têm se voltado para abordar o tema em diferentes frentes, porém, a percepção das comunidades locais está longe de ser uma das os tópicos de trabalho de maior sucesso. O Brasil possui uma rede de Reservas Extrativistas (RESEX), que faz parte de áreas naturais protegidas e onde participam gestores ambientais que exercem o controle, monitoramento, implantação dos projetos que servem de base para a conservação das RESEX, bem como o contato direto com comunidades locais. Grande parte dos ecossistemas de manguezais concentra-se protegidos pelas RESEX do litoral paraense. No entorno desses ecossistemas, comunidades tradicionais se instalaram e, historicamente deles fazem uso, gozo e fruição, que se incorporam às atividades cotidianas oferecidas pelos manguezais, que vão desde o lazer, o prazer e a fruição até a geração de renda para a manutenção da vida. Nesse sentido, neste trabalho foi abordada a zona costeira do norte do Pará, em uma região chamada Salgado Paraense, com o objetivo de conhecer a percepção dos gestores ambientais locais e os efeitos das mudanças climáticas neste território. Para atingir esse objetivo, o trabalho foi realizado em duas fases. Realizou-se um primeiro estudo para conhecer a quantidade de bibliografia publicada sobre a percepção das mudanças climáticas no mundo, em três línguas principais, como espanhol, inglês e português. Para esta análise bibliográfica, aplicamos linguagem natural e Machine Learning para analisar mais de 30.000 artigos científicos. Foram feitos alguns mapas de tendências de estudos, países com grandes pesquisadores interessados no tema, as metodologias utilizadas e as abordagens adotadas para entender os efeitos das mudanças climáticas. Posteriormente, na segunda fase, foram aplicadas pesquisas aos gestores ambientais das RESEX Chocoaré – Mato Grosso; Mãe Grande de Curuçá; Maracanã; São João da Ponta, Cuinarana; Mestre Lucindo e Mocapajuba, a fim de conhecer sua percepção sobre as mudanças climáticas, o interesse na adoção de estratégias de adaptação frente às mudanças climáticas e sua percepção sobre o papel das mulheres na dinâmica social das RESEX diante das ameaças das mudanças climáticas. Os resultados sugerem que são necessários estudos sobre a percepção da mudança climática nas comunidades costeiras do norte do Pará e têm muito potencial para mais pesquisas, uma vez que os atores interessados realmente têm afinidade em adotar medidas contra os impactos da mudança climática, eles mostram sua preocupação com os efeitos sobre as comunidades e os manguezais, gerando um alerta e um chamado para incorporar as populações locais com mais interesse na concepção e implementação de políticas públicas adequadas e pertinentes. É necessário que os atores da sociedade civil organizada, comunidade, gestores e governos em diferentes escalas compreendam que são crescentes os desafios para o enfrentamento das mudanças climáticas, situação está preocupante em várias partes do mundo, portanto é necessário incorporar a visão de comunidades locais.
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