Navegando por Assunto "Masculinities"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) “Beatriz era mais fêmea que mulher”: feminilidade e masculinidade pela imprensa de Belém (1940)(Universidade Federal do Pará, 2022-09-27) MOREIRA, Jessica Maria Pastana; CANCELA, Cristina Donza; http://lattes.cnpq.br/8393402118322730Neste trabalho procuramos analisar os discursos sobre feminilidade e masculinidade, a partir das matérias dos jornais de Belém e outras capitais, que noticiavam e atualizavam diariamente seus leitores com informações sobre os crimes, prisão e morte da mulher chamada Beatriz da Conceição, no decorrer da década de 1940. A sociedade da época definiu espaços e comportamentos para mulheres e homens, a partir dos quais podiam estar na linha da ordem ou da desordem de acordo com valores e condutas. Assim, usando de mecanismos de controle, como diretrizes médicas e jurídicas, no intuito de manter a vigilância sobre os sujeitos e seus corpos, os discursos sobre os padrões de feminino e masculino era cotidianamente difundidos por meio dos jornais. De tamanha importância era que seguissem as normativas impostas, que os jornais de grande ou pequena tiragem: Folha Vespertina, Folha do Norte, O Estado do Pará, A Província do Pará, A Vanguarda e O Liberal, ao noticiarem as diligências sobre Beatriz, carregavam em suas narrativas, perspectivas parciais, juízos de valor em torno do que era permitido ou condenável à mulheres e homens. E nessa dinâmica discursiva sobre os padrões nos âmbitos público e privado - mulher de recato, mãe, prostituta, homem trabalhador, assassino, entre outros - a complexidade dos sujeitos nos possibilitou compreender as múltiplas feminilidades e masculinidades, considerando os marcadores sociais dos indivíduos, percorrendo ainda questões concernentes à sexualidade, crimes, honra, moral e violência.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “Gordura não é coisa de macho”: reverberações da gordofobia nas masculinidades de homens gordos(Universidade Federal do Pará, 2024-04-03) MODESTO, Lucas de Almeida; LIMA, Maria Lúcia Chaves; http://lattes.cnpq.br/2883065146680171; ALVARENGA, Eric Campos; http://lattes.cnpq.br/5734378044087055; https://orcid.org/0000-0002-1803-2356A gordofobia é uma forma de violência interseccional, estrutural, cultural e institucionalizada que atinge pessoas gordas, discriminando e hostilizando seus corpos. Está presente em diversos cenários e ancora-se em saberes patologizantes, historicamente determinados, utilizando-se de discursos de saúde e beleza na mídia, na indústria de cosméticos, fármacos e procedimentos que podem “curar” um corpo que foi “adoecido” pelo estigma social causado por este suposto saber. Elenca-se que a maioria das produções que questionam a gordofobia foram produzidas por e sobre mulheres gordas, havendo assim a necessidade de incluir o público masculino neste debate, uma vez que estes também são atravessados de distintas formas pela gordofobia. Uma dessas formas é no aspecto da masculinidade, considerando as formas plurais que homens são subjetivados no Brasil. Investiguei como esses processos podem ser gordofóbicos, tendo em vista, que a “masculinidade hegemônica” tem um padrão de corpo atlético e musculoso, sendo para esta a gordura um atributo de feminilidade. Dessa forma, homens gordos passam a ter sua masculinidade colocada à prova por possuírem em excesso o que o “homem de sucesso” busca eliminar”. Utilizo uma epistemologia de autores(as) que estudam as masculinidades de forma plural e sob viés feminista e lanço mão dos estudos transdisciplinares das corporalidades gordas. Neste sentido, este trabalho tem por objetivo analisar como a gordofobia afeta as masculinidades de homens gordos na região metropolitana de Belém. Trata-se de uma pesquisa de campo, com abordagem qualitativa que através de entrevistas semiestruturadas visa produzir informações que possam ser analisadas a partir da análise de conteúdo, a fim alcançar os objetivos propostos. Participaram da pesquisa 9 homens com idades entre 20 e 37 anos. A partir da análise de conteúdo surgiram três categorias, tais quais: “É mais fácil falar sobre ser gordo do que sobre ser homem” onde discuto acerca dos processos de subjetivação dos homens gordos a partir do corpo, dos esportes e da cisheterossexualidade compulsória; “É basicamente igual roupa, pode não ser a que você gosta, mas você tem que levar”, em que trato a respeito do preterimento amoroso e da fetichização que homens gordos vivenciam devido à gordofobia e “É o meu corpo, é o que eu tenho!” em que disserto sobre as formas de sofrimento e enfrentamento vivenciadas por homens gordos. Por fim, esta pesquisa se propõe a suscitar em homens gordos a necessidade de unir-se às discussões e ao movimento antigordofobia, ademais, também elucida a necessidade de pesquisas futuras com homens gordos cisheterossexuais, visto que somente um dos participantes se identifica dessa forma, assim algumas questões não puderam ser alcançadas sobre essa especificidade, mas salientaram possíveis idiossincrasias.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Implicações da vivência de prisão preventiva por violência conjugal: narrativas masculinas(Universidade Federal do Pará, 2019-05) SILVA, Andrey Ferreira da; GOMES, Nadirlene Pereira; ESTRELA, Fernanda Matheus; LÍRIO, Josinete Gonçalves dos Santos; LIMA, Vera Lúcia de Azevedo; PEREIRA, ÁlvaroObjetiva-se conhecer as implicações da vivência de prisão preventiva por meio da história oral de homens em processo criminal por violência conjugal. Utilizou-se a história oral temática, sendo realizadas entrevistas semiestruturadas com 11 homens em processo criminal por violência conjugal que vivenciaram a prisão preventiva, residentes em Belém, Pará, Brasil, nos meses de junho e julho de 2015. Os dados foram organizados e categorizados segundo análise de conteúdo temática categorial. As narrativas masculinas despontaram para: implicações físicas e psíquicas, comprometimento de interação social, expressos pela exclusão familiar, problemas financeiros e dificuldade de empregabilidade. A análise das implicações da experiência de prisão preventiva permite refletir acerca da importância da articulação intersetorial, implementação de espaços reflexivos e discussões no campo das desigualdades de gênero.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Um jornal na fronteira: breves considerações sobre a produção de masculinidades no semanário estudantil “o bonde”(Universidade Federal do Pará, 2017-12) BARDUNI FILHO, Jairo; FERRARI, Anderson; LOPES, Eduardo SimoniniA Escola Superior de Agricultura e Veterinária (ESAV) foi inaugurada em 1926 e, em 1969, federalizada como Universidade Federal de Viçosa (UFV). Entre 1920 a 1940, a instituição se tornou um local de estudo hegemonicamente masculino, nutrido em um ethos institucional de disciplina, responsabilidade e racionalidade científica, denominado de “espírito esaviano”. Este “espírito” visava um corpo discente responsável e capacitado nas ciências agrárias. Um dos veículos de divulgação do “espírito esaviano” foi o jornal estudantil “O Bonde”, que de 1945 e 1963, deu voz aos estudantes daquele campus estudantil. Dedicando-nos, pois, ao procedimento de analisar artigos publicados naqueles jornal, observamos que “O Bonde” funcionava como recurso de policiamento de atitudes que destoassem daquelas defendidas pelo “espírito esaviano”. E pela denúncia de movimentos estranhos entre estudantes, “O Bonde” se transformava em campo de fronteira de diferentes regimes de subjetivação, principalmente no que se refere à produção de masculinidades entre os discentes.
