Navegando por Assunto "Masculinity"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A construção da(s) subjetividade(s) masculina(s): um percurso teórico entre Freud e Stoller(Universidade Federal do Pará, 2024-09-26) GONÇALVES, Ricardo César dos Santos; SOUZA, Mauricio Rodrigues de; http://lattes.cnpq.br/4730551301673902; https://orcid.org/0000-0002-6290-000XO presente trabalho aborda a construção da(s) subjetividades(s) masculina(s) em um percurso psicanalítico inicialmente delineado por Freud e, posteriormente, ampliado por Robert Stoller. O trajeto metodológico estabelecido para esta dissertação se fundamenta a partir da pesquisa teórica em psicanálise. Entretanto, é pertinente ressaltar que, embora a pesquisa privilegie a psicanálise como seu principal aporte teórico, este trabalho não negligencia as contribuições provenientes de outras áreas do conhecimento, especialmente das abordagens sociológicas e dos estudos de gênero. O intuito desse trabalho pode ser dividido em quatro aspectos centrais: (1) demonstrar como o conceito de gênero se integrou a teoria psicanalítica; (2) conceitualizar a noção de masculinidade(s) por intermédio de um percurso histórico subdividido em três tempos – Antigo, Medieval e Moderno –, dessa forma, ratificando como o conceito pode ser mutável e interdependente de cenários sócio-históricos; (3) investigar as peculiaridades da subjetivação masculina na obra freudiana e; (4) analisar as contribuições teóricas do psicanalista norte-americano Robert Stoller, centralizando nossos esforços em examinar o conceito de “identidade de gênero”, introduzido pelo mesmo no âmbito psicanalítico. Por fim, nas considerações finais, faremos observações sobre os possíveis desdobramentos dessa pesquisa. Além disso, teceremos apontamentos críticos em relação à escassez de estudos que versam sobre os homens e a masculinidade tanto no meio psicanalítico quanto em outras produções acadêmicas brasileiras. Em última instância, espera-se que esse trabalho possa contribuir para o aprimoramento da temática proposta e, concomitantemente, servir de amparo às investigações futuras.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Crise do masculino e ascenção de discursos autoritários: possíveis afinidades entre o ideal viril e a personalidade autoritária(Universidade Federal do Pará, 2024-09-13) SATO, Yukimi Mori Mesquita; CORRÊA, Hevellyn Ciely da Silva; http://lattes.cnpq.br/7758199768776827; SOUZA, Mauricio Rodrigues de; http://lattes.cnpq.br/4730551301673902; https://orcid.org/0000-0002-6290-000XNa tentativa de definir a masculinidade, geralmente nos deparamos com um conjunto inflexível de atributos necessários à identificação do sujeito como homem e que, ao menos aparentemente, confirmariam certa universalidade, sendo amparados especialmente na oposição e distanciamento de identificadores considerados femininos. Levando em conta que tais características das quais se busca distanciamento não sejam exclusivas à subjetividade feminina, mas compreendem parte da experiência humana, a tentativa de supressão de certas emoções pelo homem pode estar na origem de um mal-estar resultante desse conflito interno que, ao ser projetado para o exterior, tem a violência como uma de suas possíveis expressões. Nesse ponto, evidenciamos a existência de um vínculo entre características conferidas ao masculino e o ideal constantemente reencenado por sujeitos autoritários. Assim, buscamos colocar em questão a masculinidade sustentada pelo exercício da virilidade e estabelecida enquanto um padrão invariável e, com isso, almejamos compreender: de que forma a construção da subjetividade masculina alicerçada em ideais específicos como virilidade, força e racionalidade se relaciona com a crescente naturalização de manifestações autoritárias direcionadas a grupos externos – ou out-groups? O exercício de uma masculinidade amparada em ideais viris necessariamente culmina no caráter autoritário? Como as mudanças sociais relativas ao gênero ocorridas nas últimas décadas podem ter impactado a posição masculina na sociedade e sua tentativa de garantir a segurança do identitário, a partir do retorno a uma virilidade que permanece? Diante dos questionamentos mencionados, empreendemos uma pesquisa teórico-bibliográfica, aproximando-nos das teorias de Sigmund Freud, Jacques Lacan e Theodor Adorno, das quais foi possível depreender que tanto as tentativas de homogeneização da masculinidade quanto os objetivos massificadores do autoritário seguem as mesmas trajetórias inconscientes: partem da presunção da possibilidade de alcançar um gozo total, uma completude imaginária, mesmo que tenha que ser conquistada e mantida à força. É nessa direção que os ideais regentes de ambas as esferas se amparam na ênfase ao semblante, no caráter ritualístico, já que o simbólico constituiria o único âmbito capaz de sustentar uma aparência de completude. Desse modo, a busca por uma hegemonia, uma totalidade inquestionável, resulta da predominância do significante fálico enquanto ordenador dos laços sociais, resultando na categorização e hierarquização de sujeitos tomados enquanto objetos da satisfação de alguns outros que se alocam nas posições de dominância.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Masculinidades e Comportamentos Prejudiciais: Intervenções Comportamentais Baseadas nas Terapias de Terceira Onda(Universidade Federal do Pará, 2026-01-29) ROCHA JÚNIOR, José Edberto Gadelha; VASCONCELOS NETO, Aécio de Borba; http://lattes.cnpq.br/1327787867439433; TOURINHO, Emmanuel Zagury; http://lattes.cnpq.br/5960137946576592; MELO, Camila Muchon de; MENEZES, Aline Beckmann de Castro; http://lattes.cnpq.br/1015798975492836; http://lattes.cnpq.br/8107199720875369; https://orcid.org/0000-0001-6484-5297Uma prática cultural deve ser compreendida dentro de um processo de construção histórico e cultural. Isso inclui as práticas associadas a gênero. A transmissão das práticas culturais se origina a partir da seleção de quais comportamentos serão reforçados e punidos pelos membros do grupo. Os padrões de gênero são exemplos disso. As categorias de gênero são construções sociais que descrevem os comportamentos impostos aos homens e às mulheres, estabelecidos socialmente e arbitrariamente e controlados por contingências de reforço e punição. Alguns comportamentos relativos a padrões de masculinidade podem ser considerados prejudiciais e associados a menores níveis de saúde mental. Esse cenário torna necessário o desenvolvimento de estratégias interventivas que possam reverter e mitigar os impactos dessas práticas. Nesse contexto, em função de o comportamento ser a relação organismo-ambiente, as terapias comportamentais estão aptas a intervir eficazmente nos comportamentos prejudiciais. A discussão aqui proposta se baseia nas lacunas a respeito de como clínicos comportamentais podem lidar com as especificidades relativas à masculinidade e na importância da implicação da psicoterapia comportamental em problemáticas sociais. O presente trabalho investigou na literatura comportamental quais intervenções são utilizadas às classes de comportamento prejudiciais relativos aos padrões de masculinidade. Para tanto, após a análise da literatura foram criadas cinco categorias que descrevem os comportamentos apontados como relacionados a padrões de masculinidade. Foi indicado que padrões prejudiciais associados à masculinidade são mantidos por contingências sociais e pelo seguimento de regras. As intervenções descritas dão ênfase na modificação do controle verbal.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Masculinidades em Belém do Grão-Pará de Dalcídio Jurandir, um olhar caleidoscópico: História e Literatura (1920-1950)(Universidade Federal do Pará, 2025-03-06) SOUZA, Felipe Gustavo Pedrosa; GUZMÁN, Décio Marco Antônio de Alencar; http://lattes.cnpq.br/0656841754619406; https://orcid.org/0000-0003-3219-4404Esta pesquisa tem por finalidade investigar as masculinidades apresentadas pelo escritor paraense Dalcídio Jurandir em sua obra romanesca: Belém do Grão-Pará e os elementos que a compõem, identificando uma pluralidade que oferece subsídios para estabelecer um conceito de masculinidade a partir dos problemas levantados pela filósofa estadunidense Judith Butler. Transitando entre os anos 1920, em que a obra está ambientada, e os anos 1950, nos quais o referido escritor constrói sua obra, propõe-se identificar aspectos presentes no tempo em que o literato viveu sobre o contexto que selecionou para estabelecer a sua escrita. Nesse ínterim, a investigação estabelece a comparação entre a obra literária de Belém do Grão-Pará e demais fontes históricas, com predominância das fontes impressas, os jornais que circulavam na imprensa paraense em 1950.
