Navegando por Assunto "Maternal-Infant Unit"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Maternidade em Contexto de Cárcere: Trajetória de Vida, Experiências Adversas na Infância, Forças de Caráter e Crescimento Pós-Traumático(Universidade Federal do Pará, 2026-03-26) SOUSA, Alice Fernandes dos Santos; MAGALHÃES, Celina Maria Colino de; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051; REIS, Daniela Castro dos; http://lattes.cnpq.br/8805305887566391; https://orcid.org/0000-0002-9505-4516; TORRES, Marck de Souza; SOARES, Natália Fernandes; http://lattes.cnpq.br/5839048686058921; http://lattes.cnpq.br/0347128986960373; https://orcid.org/0000-0002-0717-982XAs pesquisas relacionadas a temática do cárcere, sejam a nível nacional ou internacional, são pouco voltadas para as características da população feminina encarcerada, especialmente se tratando das mulheres grávidas ou acompanhadas de seus filhos presentes nesse contexto e de suas características psicológicas. O sistema carcerário foi criado inicialmente para atender as necessidades de uma população predominantemente masculina, porém, a população feminina encarcerada está aumentando exponencialmente na última década, com o Brasil ocupando o terceiro lugar no ranking de países que mais encarceram mulheres. Com esse aumento do encarceramento feminino, fica cada vez mais evidente que as necessidades particulares dessa população estão sendo negligenciadas e que as mulheres que vivenciam a maternidade em contexto de cárcere sofrem com as violações de direitos e com condições precárias. Dessa forma, para melhor compreensão e melhor gestão desse público dentro do sistema, se faz necessário identificar suas características com foco em suas trajetórias de vida. Essa pesquisa faz parte do projeto Mães e Crianças em Contexto de Cárcere: Trajetórias de Vida, Práticas de Cuidados e Rede de Apoio, que acontece no Brasil e em Portugal. O objetivo desta pesquisa é analisar a Trajetória de Vida, por meio das Experiências Adversas na Infância e das características psicológicas (Forças de Caráter e Crescimento Pós-Traumático), em mulheres grávidas ou que se encontram no cárcere acompanhadas de seus filhos. O estudo é transversal, descritivo, exploratório, com abordagem quantitativa e qualitativa. Os dados expostos nesse estudo incluem 347 registros de dados biopsicossociais coletados ao longo de uma década, entre 2014 e 2024, o que foi possível através da realização de diversos projetos na Unidade Materno Infantil da Unidade de Custódia e Reinserção Feminina do município de Ananindeua, região Metropolitana de Belém, com parceria com a Universidade Federal do Pará; além de uma amostra de conveniência composta por um grupo de 17 participantes gestantes ou acompanhadas de seus filhos presentes na unidade no ano de 2025. Os instrumentos utilizados foram: Censo dos atendimentos realizados pelo projeto “manutenção da brinquedoteca ‘bebê contente’”; Questionário de Caracterização Biopsicossocial e Trajetória de Vida – Maternidade no Cárcere, desenvolvido pela autora; o Questionário Internacional de Experiências Adversas na Infância, adaptado para uso no Brasil; Escala de Forças de Caráter, adaptada para uso no Brasil, e o Inventário de Crescimento Pós-Traumático, adaptado para uso no Brasil. Foram realizadas análises exploratórias e correlacionais (Spearman). Estudar essa população é indispensável para compreender a intensificação de seu encarceramento e seus desafios, a fim de que ocorram mudanças no sistema carcerário que propiciem um tratamento mais digno para essas mulheres e seus filhos inseridos nesse contexto.
