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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Escola indígena Karaí Guaxu: a luta e os desafios do povo Guarani-Mbyá, da Terra Indígena Nova Jacundá, por uma Educação Escolar Indígena
    (Universidade Federal do Pará, 2022-12-20) SANTOS, Genilson de Sousa; MOURA, Gustavo Goulart Moreira; http://lattes.cnpq.br/4226146956798142; https://orcid.org/0000-0001-7157-857X; LIMA, Luiza de Nazare Mastop de; GOMES, Carlos Valério Aguiar; SILVA, Katiane; http://lattes.cnpq.br/1067737666679586; http://lattes.cnpq.br/8029121431602869; http://lattes.cnpq.br/2513553021717721; https://orcid.org/0000-0002-1938-9373
    Esta pesquisa está referida ao tema da educação escolar indígena e aborda o caso do povo Guarani-mbyá, da terra indígena Nova Jacundá, município de Jacundá, estado do Pará. Descreve o processo de ocupação do território, organização, luta pelo reconhecimento e reivindicação de educação escolar, além de apresentar os desafios, no contexto de um território etnoeducional, para a implantação de uma educação condizente com as demandas do povo Guarani, qual seja, diferenciada e pautada nos princípios da Educação Escola Indígena. A pesquisa buscou analisar a implementação da política nacional dos Territórios Etnoeducacionais (TEE) por meio da incorporação do sistema agrícola Guarani-Mbyá na matriz curricular da Escola Indígena Karaí Guaxu. Para tanto, foi realizada pesquisa de campo com observação direta, realização de entrevistas, além de pesquisa bibliográfica e coleta de material de fontes secundárias. No estudo foram analisados os documentos: Projeto Político Pedagógico (PPP) e projeto e relatórios do processo de construção da Matriz Curricular da Escola Indígena Karaí Guaxu, localizada na Terra Indígena. Por meio da análise e de reflexões acerca do PPP e da matriz curricular Guarani, pude perceber que o povo Guarani tem avançado muito com relação à afirmação de uma Educação Escolar Indígena, apesar disso, também se pode concluir que os desafios são muito grandes nesse processo ainda em construção. Os resultados evidenciam que um dos grandes problemas refere-se à dificuldade de se colocar em prática tudo que vem sendo construído e o que já consta nos dois documentos, o PPP, já finalizado, e o documento curricular ainda por ser finalizado. As falas dos entrevistados, principalmente dos professores, apontam a necessidade de se levar em consideração no processo de escolarização tudo que foi inserido nos dois documentos, assim os alunos terão uma educação condizente com a vivência e história Guarani. O estudo mostrou também vários elementos dos sistemas agrícolas Guarani-Mbyá inseridos tanto no PPP da Escola Karaí Guaxu quanto nos relatórios de construção da matriz curricular Guarani e ainda que o Sistema Modular de Ensino (SOME), ofertado para os alunos do ensino fundamental maior, não contempla as necessidades e especificidades dos moradores de Nova Jacundá, uma vez que gostariam que os professores fossem todos da comunidade, no momento em que houver profissionais formados na própria terra indígena. Demandam também que o ensino funcione de forma regular.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Livro didático e práticas em sala de aula para alfabetização em Parkatêjê
    (Universidade Federal do Pará, 2021-08-17) QUARESMA, Francinete de Jesus Pantoja; FERREIRA, Marília de Nazaré de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/4291543797221091; https://orcid.org/0000-0001-9995-1938
    As populações indígenas do Brasil estão fortemente ameaçadas de extinção. Consequentemente, suas línguas e culturas também correm perigo de desaparecer. Ao longo dos mais de 500 anos do contato, ocasionado pela chegada dos portugueses, o número de povos e de línguas indígenas reduziu (SEKI, 2000). O contato com a cultura não indígena tem levado essas comunidades à extinção ou ao monolinguísmo em Língua Portuguesa. Assim, são necessárias ações urgentes em prol da preservação dos indígenas e da revitalização de suas línguas. No cenário atual, a educação escolar indígena, por meio do ensino formal das línguas tradicionais dessas comunidades, tem sido compreendida pelos próprios nativos como estratégia para preservação e fortalecimento dessas línguas. Mas para que a escola cumpra tal propósito, as metodologias praticadas em sala de aula para ensino-aprendizagem das línguas indígenas e os livros didáticos que apoiam o processo educacional devem ser coerentes com a realidade e a especificidade do povo atendido por eles. Partindo desse pressuposto, este estudo visou contribuir para o processo de ensino-aprendizagem formal da Língua Parkatêjê, uma língua do Complexo Dialetal Timbira, falada pela Comunidade Indígena Parkatêjê, localizada no sudeste paraense. No contexto atual, devido ao intenso contato com a sociedade circundante, o Parkatêjê tornou-se a língua de herança da geração indígena infantil, monolíngue em Português, mas com grande potencial de aprendizagem daquela língua, capaz de reverter o quadro de obsolescência linguística. Nesse sentido, esta pesquisa realizada junto aos Parkatêjê, é fruto da necessidade de investimentos em estudo que favoreçam o fortalecimento de línguas ameaçadas. Por meio dessa, buscou-se investigar um aporte teórico-metodológico de ensino-aprendizagem eficiente para o ensino da Língua Parkatêjê em nível de alfabetização que subsidie a produção de livro didático indígena, práticas de sala de aula e currículo escolar nessa língua. O hibridismo teórico-metodológico inspirado nos conceitos de Gêneros Textuais, da Abordagem Comunicativa e da Psicogênese da Língua Escrita foi apontado como uma alternativa para embasar atividades escolares que promovam, paralelamente, o desenvolvimento de competências e habilidades orais e escritas em crianças matriculadas no 1º ano/9 do Ensino Fundamental da Escola Indígena Estadual de Educação Infantil, Fundamental e Médio Pẽptykre Parkatêjê. Como característica da pesquisa-ação, os resultados desta investigação culminaram em uma proposta de matriz de referência curricular para o ensino da Língua Parkatêjê em nível de alfabetização de crianças Parkatêjê; uma proposta de concepção de livro didático indígena para o ensino dessa língua no nível mencionado, com atividades a serem elaboradas em sequências didáticas voltadas para o 1º dos três anos/séries escolares que compreendem o Ciclo de Alfabetização; e uma proposta de livro didático indígena de leitura do alfabeto Parkatêjê ilustrado. De caráter bibliográfico, documental e de campo, esta pesquisa configurou-se como qualitativa e aplicou técnicas de coleta de dados coerentes à sua natureza, pautando-se nos pressupostos teóricos da Linguística Aplicada, da Linguística Descritiva e da Educação.
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