Navegando por Assunto "Medo"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Crime organizado, seletividade penal e modernidade líquida(Universidade Federal do Pará, 2016-08-04) LEDO, João Paulo Carneiro Gonçalves; GOMES, Marcus Alan de Melo; http://lattes.cnpq.br/0371519214729478O presente trabalho tem por escopo analisar o crime organizado no Brasil sobre o prisma da modernidade líquida. Aborda como a insegurança e o medo, provocados pelas condicionantes da modernidade líquida, influenciaram no surgimento da política de lei e ordem. Estuda o discurso que fez surgir a legislação do crime organizado na Itália e nos Estados Unidos e os reflexos na legislação brasileira. Trata da problemática do conceito de crime organizado, alguns instrumentos penais e processuais penais deste delito e o surgimento dos maxiprocessos no âmbito nacional. Reflete sobre o discurso do crime organizado baseado na ideia de um direito penal de exceção e os seus problemas. Relaciona, por fim, a seletividade do sistema penal e as vítimas do discurso do crime organizado na modernidade líquida.Tese Acesso aberto (Open Access) Desempenho do Guppy (Poecilia reticulata) em modelos de ansiedade: campo aberto, preferência claro-escuro e labirinto em cruz com rampa(Universidade Federal do Pará, 2016-09-23) MONTEIRO, André Luiz Viard Walsh; GOUVEIA JUNIOR, Amauri; http://lattes.cnpq.br/1417327467050274O uso de modelos animais em pesquisa experimental nas últimas décadas tem se mostrado mais diversificado do que o modelo clássico através do uso de roedores ou primatas. Isso se dá principalmente pelos avanços nos estudos moleculares, morfológicos e funcionais que revelaram uma grande homologia entre os vertebrados. Nesta perspectiva, o peixe Zebrafish (Danio rerio) tem se mostrado como o animal não-mamífero com maior ascensão como animal de estudo em ciências biológicas nas últimas décadas. Entretanto, outras espécies de peixes também se mostram promissoras como alternativas de uso como modelo animal. Este estudo utilizou o Guppy (Poecilia reticulata) como modelo para pesquisa em comportamento através de diferentes abordagens experimentais. No estudo I, guppies foram expostos e reexpostos em diferentes turnos (manhã, tarde, noite e madrugada) nos testes de campo aberto e preferência claro-escuro. Os resultados encontrados mostram que em ambos os testes, machos e fêmeas apresentam diferenças comportamentais, sendo sensíveis a reexposição, com capacidade de aprendizagem e controle do ciclo circadiano. No estudo II, foi desenvolvido um labirinto em cruz com rampa no qual se verificou a sensibilidade da espécie ao aparato, o perfil de resposta mediante reexposição e o efeito de drogas. Os resultados revelaram sensibilidade ao aparato para uma altura de coluna d’água de 8cm e 5 minutos de sessão e diferenças entre os sexos e aprendizagem por habituação ao longo das reexposições. O estudo farmacológico indica que neste aparato a espécie é sensível a drogas ansiolíticas e ansiogênicas. Ao final, pode-se concluir que o Guppy apresenta comportamento similar e respostas as drogas compatível com os dados descritos para Zebrafish. Tais similaridades reforçam o uso de peixes como uma alternativa ao uso de mamíferos na experimentação animal.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A Geografia da Criminalidade no Campus: a multiterritorialidade do crime na cidade universitária Professor José da Silveira Netto (UFPA)(Universidade Federal do Pará, 2020-07-24) BARROS, Alexandre Patrício Silva; CHAGAS, Clay Anderson Nunes; http://lattes.cnpq.br/3537327292901649O objetivo da pesquisa se dedica em analisar e compreender quais os múltiplos territórios e territorialidades da criminalidade, observando as seguintes atividades ilícitas: comércio de substâncias ilícitas (tráfico e consumo de drogas); furto; e roubo. Tais crimes serviram como base para responder como a criminalidade se espacializa e se relaciona com o cotidiano da cidade universitária Prof. José da Silveira Netto. Neste sentido, a pesquisa se baseia na coleta de informações do sistema de segurança aplicado na área de estudo, bem como seu histórico de ocorrências, considerando como “objeto empírico” o próprio espaço universitário, com base no método do materialismo histórico-dialético geográfico que considera toda uma conjuntura histórico-material de produção do espaço, que possibilita identificar características do contexto geográfico onde a criminalidade está inserida no campus, destacando a viabilidade da hipótese estruturadora do “objeto analítico”, dos múltiplos territórios do crime. Assim, os delitos que ocorrem dentro do campus são em sua grande maioria voltados aos crimes patrimoniais – de furto e roubo – sendo, entre eles, os de furto que representam 84%, e os de roubo e tráfico de drogas que se diluem nos outros 16% restantes, sendo 13% e 3%, respectivamente. Por fim, ainda que de forma tímida, vale levantar algumas medidas que poderiam ajudar no problema da criminalidade, não só na cidade universitária da UFPA, mas dentro do cenário dos campi espalhados pelo Brasil que sofrem com as mesmas dificuldades. Assim, políticas de segurança efetivas deveriam ser encabeçadas buscando: i) aproximar e atrair as comunidades vizinhas no intuito de estimular a convivência no âmbito universitário, possibilitando a ocupação dos espaços comuns das instituições de ensino superior com ações sociais que absorva de forma mais ampla todos aqueles que frequentemente estão nesses lugares, seja desenvolvendo suas atividades acadêmicas ou buscando desempenhar outras práticas espaciais; ii) criar alternativas de segurança comunitária para que as autoridades consigam dialogar com a sociedade civil; iii) e, por último, o desenvolvimento de projetos colaborativos de cidadania entre universidades e os órgãos de segurança e defesa social para atuarem nas comunidades vizinhas como mediadores de conflitos, pois melhorando os índices de violência e criminalidade no entorno, automaticamente esses resultados serão refletidos para dentro dos campi.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O imaginário sobre a cidade: entre experiências e socialidades nas narrativas de mídia e dos indivíduos em Belém do Pará(Universidade Federal do Pará, 2019-03-21) KABUENGE, Nathan Nguangu; AMARAL FILHO, Otacílio; http://lattes.cnpq.br/2605877670235703; COSTA, Alda Cristina Silva da; http://lattes.cnpq.br/2403055637349630A presente proposta objetiva analisar as experiências e socialidades entre a cidade de Belém, os indivíduos e a mídia, a partir do imaginário construído nas narrativas cotidianas de (des)construção e (res)significações da cidade, considerando que este imaginário, em certa medida, se constituiria como elemento estruturador das socialidades na contemporaneidade. A perspectiva de análise parte de uma abordagem da hermenêutica compreensiva, procurando entender como as narrativas cotidianas da cidade, ou aquelas que resultam do poder de construir o que é a realidade na experiência de um indivíduo ou de uma comunidade. Considera-se assim, a conversa na mesa do bar, na rua, no comércio, na praça, na mesa do jantar, no taxi, na mídia, entre outras conversas, como narrativas cotidianas. A partir de duas perspectivas: a) as narrativas dos jornais Diário do Pará e O Liberal, com o uso da técnica “semana construída”, em suas edições publicadas de 2000 até 2017. A seleção desses dois periódicos paraenses foi motivada pela representatividade sociopolítica e cultural de ambos na construção de experiência e da intersubjetividade entre indivíduos, principalmente dos belenenses; e, b) as narrativas dos taxistas de Belém, considerando que parte deles são leitores potenciais dos jornais, assim como ‘transitam’, devido sua atividade, pela cidade. No percurso metodológico fez-se uso de entrevista semiestruturada, na qual foram selecionados 15 (quinze) taxistas de três bairros: Cidade Velha, Jurunas, Marambaia, que exercem a profissão há mais de 18 (dezoito) anos no intuito de perceber as manifestações do imaginário da cidade. O corpus da pesquisa possibilita observar nas duas narrativas, certas regularidades de (des)construção de Belém o que é fundamental para a análise. Assim, falar da cidade geralmente remete à problemática da urbanização, mas nesta pesquisa, nosso olhar se volta a compreender a relação dos produtores do urbano (cidade) e os processos comunicativos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Medo na cidade: um estudo de caso no bairro da Terra Firme em Belém/PA(Universidade Federal do Pará, 2011-08-31) SILVA, Maria do Socorro Rocha; SÁ, Maria Elvira Rocha de; http://lattes.cnpq.br/9993934259448457O debate sobre o medo na cidade impõe a necessidade da ancoragem numa teoria capaz de explicar as contradições imbricadas no processo de urbanização sob a lógica capitalista. As análises desenvolvidas nesta dissertação foram instigadas pelas observações sobre manifestações deste fenômeno no bairro da Terra Firme na cidade de Belém-PA, buscando-se apreender mudanças na dinâmica social de seus habitantes, como também entender o fenômeno da violência urbana e o sentimento de medo na cidade, estabelecidos a partir da lógica perversa do capitalismo, que são reproduzidos com intensidades variadas nas cidades brasileiras e amazônicas.Tese Acesso aberto (Open Access) Os moradores de Belém e suas relações com a cidade: tessitura de uma cartografia comunicativa(Universidade Federal do Pará, 2023-04-12) KABUENGE, Nathan Nguangu; COSTA, Alda Cristina Silva da; http://lattes.cnpq.br/2403055637349630A presente tese analisou as construções narrativas que os moradores de Belém fazem de si, do outro e de Belém. Considerando as construções imaginárias que se estabelecem entre os moradores da capital paraense, o medo se constitui como um dos tensionamentos na tessitura das narrativas. Na análise, indagou-se: Como a cartografia de Belém permite observar os processos comunicativos de construção de si, do outro e da cidade? A pergunta instigou a buscar saber como os moradores de Belém se percebem numa relação entre o eu e o outro. No contemporâneo, a compreensão dessa relação Eu-Tu se justifica porque tal relação tem-se configurado como calculista, na medida em que faz do outro um Isso, e não o eu exteriorizado determinante no entendimento do agir humano. Como percurso metodológico, elaborou-se uma cartografia comunicativa, com a finalidade de tecer os sentidos atribuídos pelos indivíduos a si mesmos e ao outro, assim como aos espaços por eles vivenciados. A cartografia foi apreendida como relação de poder, tensões e força na negociação de sentidos e no controle do espaço enquanto produto das práticas e relações sociais. Nessa construção, 15 entrevistas narrativas foram realizadas com moradores de 14 bairros de Belém, de janeiro a outubro de 2022. As análises de tais entrevistas tiveram inspirações nas aberturas teórico metodológicas: da narrativa-hermenêutica de Ricoeur, e as explicações sobre o desdobramento das mímesis I, II e III; da cartografia de Deleuze e Guattari; da dimensão ontológica da relação Eu-Tu em Buber; e da dimensão ética da relação face-a-face de Lévinas. A partir das histórias dos interlocutores sobre e de Belém, identificou-se como foi formado um quadro geral, denominado de ―quadro afetivo‖, com ramificações em outros quadros: urbanístico, sociocultural e de segurança. No quadro afetivo, os moradores cartografam a cidade de Belém de forma afetiva e pessoal. Em todos os quadros, emergiram experiências comunicativas categorizadas em três dimensões: a) no centro da cidade – uma forte relação da comunicação enquanto possibilidade ou incomunicação; b) na periferia, a comunicação como diálogo; e c) em Belém como um todo – a comunicação enquanto relação de alteridade. Os resultados da pesquisa apontaram para uma cartografia das relações, dos afetos, das intensidades, dos conflitos, das disputas de sentidos, das resistências, da territorialidade, desterritorialidade e da reterritorialidade, que cotidianamente os moradores de Belém vivem e fazem para tornar a cidade um lugar do possível, pois este mesmo lugar comporta, ao mesmo tempo, o sentir-se seguro e em perigo, em que há riqueza e pobreza. Apesar desses problemas, os moradores de Belém se esforçam, através das manifestações culturais, para vibrarem junto em torno da cidade.Tese Acesso aberto (Open Access) Papel da serotonina no comportamento defensivo do paulistinha (Danio rerio Hamilton 1822) adulto: Diferenças entre modelos comportamentais, linhagens, e efeitos do estresse predatório agudo(Universidade Federal do Pará, 2014-11-14) OLIVEIRA, Caio Maximino de; HERCULANO, Anderson ManoelOs transtornos de ansiedade apresentam a maior incidência na população mundial dentre os transtornos psiquiátricos, e a eficácia clínica das drogas ansiolíticas é baixa, em parte devido ao desconhecimento acerca das bases neuroquímicas desses transtornos. Para uma compreensão mais ampla e evolutivamente substanciada desses fenômenos, a utilização de espécies filogeneticamente mais antigas pode ser uma aproximação interessante no campo da modelagem comportamental; assim, sugerimos o uso do paulistinha (Danio rerio Hamilton 1822) na tentativa de compreender a modulação de comportamentos tipo-ansiedade pelo sistema serotonérgico. Demonstramos que os níveis extracelulares de serotonina no encéfalo de paulistinhas adultos expostos ao teste de preferência claro/escuro [PCE] (mas não ao teste de distribuição vertical eliciada pela novidade [DVN]) apresentam-se elevados em relação a animais manipulados mas não expostos aos aparatos. Além disso, os níveis teciduais de serotonina no rombencéfalo e no prosencéfalo são elevados pela exposição ao PCE, enquanto no mesencéfalo são elevados pela exposição ao DVN. Os níveis extracelulares de serotonina estão correlacionados negativamente com a geotaxia no DVN, e positivamente com a escototaxia, tigmotaxia e a avaliação de risco no PCE. O tratamento agudo com uma dose baixa de fluoxetina (2,5 mg/kg) aumenta a escototaxia, a tigmotaxia e a avaliação de risco no PCE, diminui a geotaxia e o congelamento e facilita a habituação no DVN. O tratamento com buspirona diminui a escototaxia, a tigmotaxia e o congelamento nas doses de 25 e 50 mg/kg no PCE, e diminui a avaliação de risco na dose de 50 mg/kg; no DVN, ambas as doses diminuem a geotaxia, enquanto somente a maior dose diminui o congelamento e facilita a habituação. O tratamento com WAY 100635 diminui a escototaxia nas doses de 0,003 e 0,03 mg/kg, enquanto somente a dose de 0,03 mg/kg diminui a tigmotaxia e a avaliação de risco no PCE. No DVN, ambas as doses diminuem a geotaxia, enquanto somente a menor dose facilita a habituação e aumenta o tempo em uma “base” (“homebase”). O tratamento com SB 224289 não produziu efeitos sobre a escototaxia, mas aumentou a avaliação de risco na dose de 2,5 mg/kg; no DVN, essa droga diminuiu a geotaxia e o nado errático nas doses de 2,5 e 5 mg/kg, enquanto a dose de 2,5 mg/kg aumentou a formação de “bases”. O tratamento com DL-para-clorofenilalanina (2 injeções de 300 mg/kg, separadas por 24 horas) diminuiu a escototaxia, a tigmotaxia e a avaliação de risco no PCE, aumentou a geotaxia e a formação de bases e diminuiu a habituação no DVN. Quando os animais são pré-expostos a uma “substância de alarme” co-específica, observa-se um aumento nos níveis extracelulares de serotonina associados a um aumento na escototaxia, congelamento e nado errático no PCE; os efeitos comportamentais e neuroquímicos foram bloqueados pelo pré tratamento com fluoxetina (2,5 mg/kg), mas não pelo pré-tratamento com WAY 100,635 (0,003 mg/kg). Animais da linhagem leopard apresentam maior escototaxia e avaliação de risco no PCE, assim como níveis teciduais elevados de serotonina no encéfalo; o fenótipo comportamental é resgatado pelo tratamento com fluoxetina (5 mg/kg). Esses dados sugerem que o sistema serotonérgico dessa espécie modula o comportamento no DVN e no PCE de forma oposta; que a resposta de medo produzida pela substância de alarme também parece aumentar a atividade do sistema serotonérgico, um efeito possivelmente mediado pelos transportadores de serotonina, e ao menos um fenótipo mutante de alta ansiedade também está associado a esses transportadores. Sugere-se que, de um ponto de vista funcional, a serotonina aumenta a ansiedade e diminui o medo em paulistinhas.
