Navegando por Assunto "Memória"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Abrem-se as cortinas: arte, política e o teatro experimental na trajetória do grupo Cena Aberta em Belém (1976-1990)(Universidade Federal do Pará, 2023-09-12) COSTA, Maria Rosa Cunha da; PACHECO, Agenor Sarraf; http://lattes.cnpq.br/5839293025434267Esta pesquisa se propõe a compreender o teatro experimental contemporâneo em Belém, a partir da experiência de formação do grupo Cena Aberta, durante a década de 1970 até o final dos anos 80, do século XX. Marcado pela forte expressão corporal em cena, o grupo Cena Aberta encontra-se dentro de um recorte temporal de discussões, movimentos e pressões pelo fim da ditadura. Sendo assim, buscou-se descortinar o “não dito” deste movimento cênico e perceber as relações entre o teatro e a sociedade, distanciando-se de abordagens dicotomizadas. O teatro, nesta investigação, emerge como uma arte subjetiva de representação e ressignificação da própria sociedade. A narrativa foi construída com as memórias orais, escritas e imagéticas do grupo Cena Aberta, transitando pela construção, amadurecimento e luta política desse grupo que marcou a história do teatro experimental em Belém. Para isto, buscou-se dialogar com conceitos da memória, da cultura e da arte como modos de vida em sua totalidade, além de perceber as redes e práticas coletivas dos “mundos da arte “presentes no grupo, para só assim, compreender como o Cena Aberta se configurou como um espaço de luta política da categoria do teatro experimental.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Uma análise etnográfica na memória e cotidiano na Avenida Governador Magalhães Barata- Belém/Pará(Universidade Federal do Pará, 2015-03-31) BAHIA, Carmosina Maria Calliari; MIRANDA, Cybelle Salvador; http://lattes.cnpq.br/3254198738703536Esta pesquisa tem como objetivo analisar a memória e o cotidiano na Avenida Magalhães Barata, tendo como ferramenta o método da Etnografia de Rua, usado como recurso para a preservação do patrimônio cultural da área. Tal proposta baseia-se na vivência da pesquisadora enquanto arquiteta do Museu Paraense Emílio Goeldi, ao longo de 30 anos,o que despertou o olhar para as alterações ocorridas na arquitetura da Antiga Avenida Independência neste intervalo de tempo. A escolha do método etnográfico proporcionou uma abordagem qualitativa e mais aproximada dos moradores da avenida, o que nos permite uma análise das interações, da memória dos moradores, do cotidiano dos transeuntes, atividades tradicionais do comércio formal e não formal, desde as primeiras décadas do século XX. Durante as imersões na avenida recorremos as entrevistas, para o registro da memória histórica e afetiva do transeunte, de quem trabalha e de quem mora na avenida, bem como recorremos ao registro fotográfico como meio de destacar as transformações ocorridas na arquitetura.Como resposta a questão norteadora da pesquisa ―Como preservar a diversidade arquitetônica da Avenida, considerando as transformações ocorridas e a dinâmica social do lugar?‖ concluímos que o conhecimento obtido a partir das incursões em campo permitirá a valorização do acervo cultural encontrado no trecho, onde é visível uma acentuada mudança nos costumes e ambiência local. Por meio de ações a serem orquestradas pelas instituições culturais sediadas na Avenida, será possível valorizar as atividades cotidianas das ruas, onde se guardam relações humanas, de trabalho e amizade, assim como as atividades rotineiras que mantêm o testemunho de acontecimentos pessoais e sociais, isto é o resgate da memória cultural, fator importante para preservação da identidade do local.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aprendendo História com os “guardiões da memória”: o uso do podcast no ensino de História da África e da diversidade étnico-racial(Universidade Federal do Pará, 2021-12-22) SILVA, Wilson Júnior Bastos da; SILVA, Wesley Garcia Ribeiro; http://lattes.cnpq.br/2125737316069934; https://orcid.org/0000-0002-2734-5442Esta dissertação teve por objetivo fazer uma discussão sobre como o ensino de História da África e a Diversidade Étnico-Racial, preconizadas pela lei 10639/03, tem uma importante contribuição para uma educação antirracista. Assim, mobilizamos através do processo dialético entre ensino e aprendizagem como ferramentas pedagógicas conhecimentos que envolveram a ancestralidade que caminha com memória e como meio a oralidade para trabalharmos a valorização de uma identidade ligada ao continente africano. Para isto, buscamos através da interface entre “Tecnologia Griot” advinda da ancestralidade e a tecnologia da oralidade do ciberespaço podcast colocarmos em prática nosso propósito. Tivemos como base de nossos estudos a Escola Irmã Maria Angélica Dantas, em Paragominas, que em seu Projeto Político Pedagógico é inserido o “Projeto Negro é a Raiz da Liberdade” para as discussões sobre as relações étnicos-raciais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Arte da voz e do corpo: poéticas de narradores urbanos (Melgaço-PA)(Universidade Federal do Pará, 2015-05-28) VIEGAS, Jurema do Socorro Pacheco; SILVA, Joel Cardoso da; http://lattes.cnpq.br/6918547599708778Nesta pesquisa objetivamos analisar poéticas orais em vozes de moradores que habitam a cidade de Melgaço, no Marajó das Florestas-PA. Tomando por base o entrelaçamento rural-urbano na Amazônia e considerando que uma série de pesquisas sobre narrativas orais centraram-se em territórios rurais, interpretamos estas narrativas como modos de vida, criação, vivência artística e cultural produzidas em poéticas da voz, performances e estéticas por moradores urbanos de Melgaço; mapeamos movimentos criativos para apreender formas como os narradores socializam estas histórias que são inventadas, recriadas, sofrem adaptações ou entram em desusos nos viveres urbanos. Seguindo orientações teóricas dos Estudos Semióticos, Literários, Linguísticos, Psicológicos, Antropológicos e Culturais, em conexões com o campo da Arte, por meio da metodologia da História Oral, esforçamo-nos para adentrar a poeticidade oral de uma cidade da Amazônia Marajoara, captando a estética do imaginário que se elabora no cotidiano do sabercriar, gestado na arte do contar e do ouvir por moradores de Melgaço. Em nossa percepção, as narrativas orais urbanas recuperam, em seu conteúdo, memórias afroindígenas, heranças históricas, saberes práticos, artísticos, simbólicos, psicológicos, filosóficos e religiosos transmitidos de geração a geração em forma de aconselhamento e conduta humana. Mergulhados neste universo, descobrimos, pela morfologia da arte oral, que Melgaço, na voz de cada depoente, é o lugar de acolhimento, trabalho, encontros entre amigos e luta pela vida. Pelas vozes performatizadas, os poetas-narradores exteriorizam sentimentos de dedicação, carinho e amor pela cidade. A poética da voz visibiliza estéticas do imaginário local em que a arte de narrar tem um valor singular na vida de cada poeta por compartilhar felicidade, deleite para a alma, terapia para o corpo, momento de encontro e diálogo com o outro, entrelaçando diferentes tempos, espaços e gerações.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Aspectos do novo romance histórico na obra os pardais estão voltando de Gilvan Lemos(Universidade Federal do Pará, 2020-09) SILVA, Luciano Ferreira daO presente artigo analisa a obra ficcional Os pardais estão voltando do escritor pernambucano Gilvan Lemos, depreendendo da obra citada aspectos do novo romance histórico. Evidenciam-se inicialmente informações sobre a vida e a obra do referido escritor bem como alguns comentários críticos feitos à sua produção literária. Em seguida ocorre a análise do romance apontando as suas estratégias narrativas evidenciadoras de um discurso romanesco aliado a conceitos provenientes de estudos acerca do novo romance histórico latino-americano nas considerações de Menton (1993), Le Goff (1996), Barros e Fiorin (1994), Bakhtin (1997), entre outras estratégias que estão presentes no romance. Expedientes narrativos como personagens, tempo, espaço e memórias são articulados na leitura da obra que simboliza o estado brasileiro em tempo de crise.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação neurocomportamental da exposição crônica ao Mercúrio inorgânico na memória social e memória emocional de ratos wistar machos adultos(Universidade Federal do Pará, 2015-02-20) FERNANDES, Rafael Monteiro; SILVA, Márcia Cristina Freitas da; LIMA, Rafael Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/3512648574555468O mercúrio inorgânico é facilmente absorvido por ingestão ou via cutânea. Entretanto, uma quantidade relativamente pequena de Hg2+ atravessa a barreira hematoencefálica ou as membranas biológicas, sendo em ratos adultos, o transporte axonal retrógrado a única via para a absorção de Hg2+ por neurônios, apresentando um forte potencial neurotóxico. Desta forma, o presente estudo objetivou investigar os efeitos da exposição crônica ao cloreto de mercúrio em memória social e emocional de ratos adultos. Para isso utilizou-se ratos Wistar, machos (n=40), com 5 meses de idade, distribuídos em dois grupos, um dos quais foi exposto ao Cloreto de Mercúrio (HgCl2) via oral, por gavagem intra-gástrica (0,375mg/Kg), durante 45 dias. O outro grupo, denominado grupo controle (n=20) recebeu água destilada por gavagem. Foram utilizados os seguintes testes comportamentais: teste do campo aberto, teste de reconhecimento social para avaliação de memória social; o Teste do Labirinto em T Elevado (LTE) foi usado para avaliar o aprendizado do estado de esquiva e as memórias de curta e longa-duração. Após a finalização dos testes, os animais foram sacrificados para a dosagem do mercúrio total no hipocampo e através de um Espectrofotômetro de Absorção Atômica. Os resultados revelaram que os animais submetidos à exposição ao cloreto de mercúrio não manifestaram déficits em atividade exploratória. Nos dados do Teste de Reconhecimento Social, observamos que não houve alteração em memória social. No teste do LTE, o grupo exposto ao HgCl2 necessitou de um número maior de exposições para aquisição do critério de esquiva (p<0,05) e apresentaram latência maior no braço aberto do aparato (p<0,05). Após 24 horas, verificou-se que os animais expostos passaram menos tempo no braço fechado em relação ao grupo controle, sugerindo déficits de memória de longa duração. Ao observar apenas o grupo HgCl2, percebeu-se uma melhora no reteste, indicando preservação na memória de curta duração. Os dados de espectrometria de absorção atômica mostraram uma maior deposição de mercúrio no hipocampo de animais intoxicados, em relação aos animais do grupo controle.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A Batalha do Livramento: ensino de História e Conflitos Agrários na Terra Indígena Alto Rio Guamá – TIARG (1990-2024)(Universidade Federal do Pará, 2024-08-29) SOUSA, Álvaro Gomes de; LIMA, Maria Roseane Corrêa Pinto; http://lattes.cnpq.br/0040917069487308; orcid logo https://orcid.org/0000-0002-8396-0618; SILVA, Wesley Garcia Ribeiro; http://lattes.cnpq.br/2125737316069934; orcid logo https://orcid.org/0000-0002-2734-5442Este estudo discute conflitos agrários que envolvem a Terra Indígena Alto Rio Guamá – TIARG e os sujeitos que a compõe, em especial, os indígenas Tembé da aldeia Jacaré. Percebe-se que os conflitos agrários marcaram e marcam atualmente um campo de existência e de resignificações para o povo Tembé em relação à conquista da terra. De forma mais específica, é analisada a Batalha do Livramento e, a partir de experiências no Ensino de História, discutem-se as lutas agrárias na conquista da terra e as abordagens deste tema dentro da sala de aula na Educação Básica. A Batalha do Livramento foi um conflito armado entre indígenas Tembé e posseiros que ocupavam a Terra Indígena Alto Rio Guamá, ocorrido na década de 90, tendo seu ápice em 1996, quando um grupo de mais de 70 indivíduos, indígenas da etnia Tembé, Timbira, Ka´apor, Guajajara e não indígenas, foram aprisionados por fazendeiros e posseiros durante três dias, submetidos à tortura e à falta de condições mínimas de sobrevivência, sendo somente resgatados pela Polícia Federal na Vila do Livramento, município de Garrafão do Norte. Deste modo, levantamos a bibliografia sobre o tema e desenvolvemos a pesquisa a partir das experiências docentes em sala de aula em comunidade indígena, bem como dos relatos dos sujeitos que vivenciaram e/ou rememoram aqueles acontecimentos que conformam um momento histórico importante na região e relevante para o trabalho no Ensino de História. A pesquisa se desenvolve a partir de entrevistas gravadas pelos alunos do 1º, 2º e 3º ano do Ensino Médio sobre a importância de se discutir os conflitos agrários para o Povo Tembé, além de entrevistas com os indivíduos que participaram do conflito, cruzando com referências bibliográficas pertinentes ao tema. Como resultado da pesquisa, propõe-se um material paradidático sobre O Povo Tembé e os Conflitos Agrários, que poderá ser utilizado tanto por professores indígenas, como não indígenas, sobretudo nas aulas de história, discutindo-se o ensino escolar indígena na região nordeste do Estado do Pará na Amazônia Contemporânea, valorizando a história do Povo Tembé.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Baú de memórias: o leprosário de Marituba/PA em meio a recordações de uma ex-interna (1940-1970)(Universidade Federal do Pará, 2019-12) CRISTO, Moisés Levy Pinto; SILVA, Gercina Ferreira da; FRANÇA, Maria do Perpétuo Socorro Gomes Avelino deO presente estudo visa refletir sobre as contribuições das narrativas de memória de ex-internos do Hospital Colônia de Marituba/PA, nos anos de 1940 a 1970; memórias de um tempo vivido que permitem adentrar no universo cultural dessa instituição. Em formato de instituição total, o Hospital Cidade abrigou centenas de vidas para o tratamento da hanseníase. Utilizamos como materiais para a construção desta análise entrevistas de ex-internos da instituição, imagens sobre a instituição e jornais. As narrativas aparecem como uma forma de ensinamento, que aliada às iconografias, textos e testemunhos, tornam-se importantes fontes de evidência. Utilizamos como aporte teórico os autores: Bresciani e Naxara (2004), Bosi (1998), Burke (2017), Goffman (1994), Halbwachs (2003), Meihy e Holanda (1997). As narrativas e as imagens apontam experiências de vida do hanseniano, grupo que foi silenciado pela história brasileira. Marituba revela-se por memórias ágeis e pés cansados que ainda deixam marcas sobre as pedras da cidade.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Caminhos e ausências no patrimônio da saúde em Belém, Pará(Universidade Federal do Pará, 2013) MIRANDA, Cybelle Salvador; BELTRÃO, Jane Felipe; HENRIQUE, Márcio CoutoEsse artigo apresenta os resultados de inventário realizado sobre a trajetória histórica das instituições de saúde na cidade de Belém, levando em conta sua arquitetura e as mudanças de função que sofreram ao longo do tempo. Essas mudanças estão impressas nas próprias edificações e na memória da população belemense, bem como nos apagamentos decorrentes das demolições de edifícios da saúde. A documentação resultante inclui documentos institucionais, fotografias antigas e atuais, desenhos arquitetônicos e entrevistas, os quais configuram um acervo inexplorado para a compreensão do cuidado com a saúde no Norte do Brasil. A recomposição das trajetórias de implantação e deslocamento das instituições estudadas contribui para a compreensão do processo de expansão urbana, com ocupação de áreas alagadas (decorrente da implantação dos hospícios) e áreas de terra firme, vetor de expansão priorizado pelas políticas higienistas.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Campesinato, identidade e memória: os tiradores de açaí ou como colocar-se no mundo(2014-06) SALES, Sammy Silva; PORRO, Noemi Sakiara MiyasakaEste texto tem como objetivo refletir a intersecção entre os conceitos de campesinato e identidade a partir do estudo de caso dos tiradores de açaí, chamados de família Monteiro, moradores da vila Monteiro, no município de Afuá (PA). Os dados empíricos coletados através de observação participante e realização de entrevistas foram registrados em 2011 e 2012. Argumentamos que os tiradores de açaí, em situações de reflexão no presente, e por meio de suas práticas, pelas representações sociais e memória coletiva constroem suas identidades sociais coadunadas aos processos sociais em que estão inseridos.
