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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise espacial da epidemia de HIV entre homens jovens no Brasil: um estudo ecológico(Universidade Federal do Pará, 2023-08-21) MARTINS, Cleyton Abreu; BOTELHO, Eliã Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/6276864906384922; https://orcid.org/0000-0002-9682-6530Introdução: Globalmente, estima-se que a cada sete novas infecções pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), duas ocorrem entre jovens. Estudos de análise espaciais são ferramentas essenciais para o combate ao HIV. Objetivo: Analisar espacialmente o cenário histórico brasileiro da epidemia do HIV entre os homens jovens, 2007 a 2021. Métodos: Estudo ecológico que utilizou bancos de dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Foram considerados todos os casos de HIV e da síndrome da doença imunologicamente adquirida (AIDS) entre homens de 15 a 29 anos de idade e com residência fixa no Brasil. Considerou-se como unidade de análise os 5.570 municípios brasileiros e a taxa de incidência de HIV/AIDS padronizada por faixa etária como variável. Foram utilizadas as seguintes técnicas de análise espacial: 1) Distribuição Espacial, 2) Autocorrelação Espacial e 3) Varredura Espacial. Resultados: Foram notificados 108.392 casos de HIV no Brasil entre homens jovens durante o período do estudo. A Região Sudeste apresentou as maiores taxas de incidência, seguidas pelas regiões Nordeste, Sul, Norte e Centro-Oeste. A epidemia do HIV apresentou expansão territorial em todas as regiões brasileiras, com exceção da região Sul que apresentou contração. Embora tenha havido diminuição no número de hotspots (áreas quentes) em todas as regiões, nas regiões Norte e Nordeste houve expansão no tamanho de hotspots. Não houve expansão de coldspots (áreas frias) nas regiões. As zonas de risco espaço-temporais foram compreendidas entre 2015 e 2021 e todas eram formadas por capitais de estados e municípios circunvizinhos. Conclusão: Os diferentes comportamentos da epidemia do HIV nas regiões brasileiras podem estar associados aos diferentes cenários sociopolíticos regionais. A consolidação, expansão e aparecimento de novos hotspots apontam as localizações onde o combate ao HIV precisa ser reforçado. A análise do risco espaço-temporal mostra que as maiores taxas de detecção do HIV se dão em municípios com maiores densidades demográficas, e o longo período temporal sugere fragilidade nas políticas de combate ao vírus. Para eliminação do HIV é necessária uma maior integração de municípios, estados e governo federal na busca por maior equidade social.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Homens autores de violência contra a mulher: a versão da mídia impressa paraense e as contribuições para a enfermagem(Universidade Federal do Pará, 2013-11-14) CHAVES, Alessandra Carla Santos de Vasconcelos; LIMA, Vera Lúcia de Azevedo; http://lattes.cnpq.br/5247917929280755; https://orcid.org/0000-0003-0094-4530Neste estudo realizou-se a análise do perfil dos homens autores de violência cometida contra a mulher a partir de notícias sobre violência identificadas no jornal O Liberal, do Estado do Pará, sugerindo possíveis estratégias de enfermagem para o enfretamento do problema. Trata-se de um estudo do tipo exploratório de natureza quantitativa e qualitativa utilizando-se o método estatístico e análise de conteúdo de Bardin (2011). Foi desenvolvido na Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves (CENTUR), onde se observou 2.190 exemplares do jornal O Liberal, destes analisou-se 211 notícias sobre violência conjugal no Estado do Pará, das quais, 85 foram publicadas no período de 01 de Janeiro de 2004 a 31 de Julho de 2006 (antes da Lei Maria da Penha), e 126 foram publicadas de 01 de Agosto de 2006 a 31 de Dezembro de 2008 (Após a criação da Lei Maria da Penha). Na abordagem quantitativa, verificou-se que os homens que cometem violência contra a mulher são seus companheiros com 25,88% (antes da Lei Maria da Penha) e 48,41% (depois da Lei Maria da Penha); têm idade entre 23 e 33 anos com 27,06% (antes da Lei Maria da Penha) e 23,81% (depois da Lei Maria da Penha); exercem atividades informais ou de nível pouco especializado, como agricultor 2,35% (antes da Lei Maria da Penha) e pedreiro com 6,35% (após a Lei Maria da Penha). Apresentam antecedentes criminais por agressão física (3,53%) correspondente aos anos anteriores à criação da Lei Maria da Penha e tráfico de drogas com um percentual de 3,97%, referente aos anos que sucedem a Lei Maria da Penha. As discussões com taxas de 24,71% (antes da Lei Maria da Penha) e 27,78% (após a Lei Maria da Penha) representam o principal fator para agressão e/ou morte da mulher. A violência física é a mais significativa com percentuais de 89,4% (antes da criação da lei Maria da Penha) e 77,78% (após a criação da Lei). Na abordagem qualitativa foram identificadas cinco categorias temáticas: A violência contra a mulher como um fenômeno complexo; A construção da identidade do homem autor da violência cometida contra a mulher; Principais fatores que levam os homens a cometerem violência contra as parceiras; Aplicabilidade da Lei nº 11.340/2006 segundo o jornal O Liberal; Formas de referenciar os autores da violência. Por conseguinte, a prevenção da violência contra a mulher não depende exclusivamente do seu empoderamento, mas deve incluir transformações por parte do autor da violência. Dessa forma, o enfermeiro tem papel fundamental no cuidado a este homem, pois ao conjugar esforços com outros profissionais encontra suporte para atuar no processo de educação em saúde junto aos autores de violência e suas famílias.
