Navegando por Assunto "Metabolismo do mercúrio"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Polimorfismos genéticos relacionados ao risco de contaminação por mercúrio em populações nativas da Amazônia: uma revisão sistemática, metanálise e abordagem funcional(Universidade Federal do Pará, 2026-03-20) LOPES, Enzo Kaique da Silva; SILVA, Felipe Rodolfo Pereira da; http://lattes.cnpq.br/0605934383049921; https://orcid.org/0000-0001-9224-5571; PEREIRA, Adenilson Leão; http://lattes.cnpq.br/3184636120604556; LUCIANELLI, Fernanda Nogueira Valentin; MONTEIRO, José Rogério Souza; HERNÁNDES RUZ, Emil José; http://lattes.cnpq.br/5323991664296959; http://lattes.cnpq.br/7633287094016051; http://lattes.cnpq.br/9304799439158425; https://orcid.org/0000-0002-8279-3758; https://orcid.org/0000-0002-4511-7312; https://orcid.org/0000-0002-3593-3260A contaminação por mercúrio constitui um importante problema de saúde pública na Amazônia, especialmente em populações tradicionais expostas cronicamente ao metal por meio do consumo de peixes contaminados. Evidências recentes indicam que a variabilidade genética pode modular a toxicocinética e a toxicodinâmica do mercúrio, influenciando a retenção corporal do metal e a ocorrência de manifestações clínicas. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo investigar a relação entre polimorfismos genéticos associados ao metabolismo do mercúrio e os níveis corporais desse metal em populações amazônicas. Trata-se de uma revisão sistemática combinada com metanálise e análise funcional de genes. A busca foi realizada nas bases Google Scholar, PubMed, ScienceDirect e Web of Science, incluindo estudos publicados até dezembro de 2025. Foram incluídos estudos observacionais conduzidos em populações humanas da Amazônia com dados genotípicos e biomarcadores de exposição ao mercúrio. A qualidade metodológica foi avaliada pela escala Newcastle-Ottawa, e as análises estatísticas foram conduzidas no software Review Manager 5.4. Ao todo, 15 estudos preencheram os critérios de elegibilidade, totalizando 3.507 participantes de populações urbanas, ribeirinhas e indígenas. Quinze genes apresentaram associação significativa com os níveis corporais de mercúrio. Na metanálise, os polimorfismos GSTP1 (rs1965), GSTT1 (-/-) e GSTM1 (-/-) mostraram tendência de associação com maiores níveis de mercúrio, porém sem significância estatística. A análise funcional revelou que os genes identificados estão principalmente envolvidos em vias relacionadas ao metabolismo de metais, detoxificação celular, estresse oxidativo, transporte de xenobióticos e modulação da excreção urinária. Os achados indicam que variantes genéticas podem influenciar a suscetibilidade à contaminação por mercúrio em populações amazônicas, embora limitações como heterogeneidade entre estudos e tamanho amostral reduzido ainda restrinjam conclusões definitivas. Conclui-se que os polimorfismos avaliados apresentam potencial como biomarcadores de vulnerabilidade ao mercúrio, podendo subsidiar estratégias de vigilância em saúde e políticas públicas voltadas a populações tradicionais expostas na Amazônia.
