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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Tectônica da região nordeste do Estado de Roraima
    (Universidade Federal do Pará, 1999-03-12) COSTA, José Augusto Vieira; COSTA, João Batista Sena; http://lattes.cnpq.br/0141806217745286
    Esta tese foi desenvolvida na região nordeste do Estado de Roraima, compreendendo parte dos municípios de Normandia e Uiramutã e integra o Escudo das Guianas. O cenário geológico inclui ampla diversidade de unidades litológicas de idades proterozóicas, mesozóicas e cenozóicas, tectonicamente relacionadas à evolução do setor norte da Plataforma Amazônica, estabilizada no final do Ciclo Transamazônico (2.100 Ma). Importantes eventos de reativação de plataforma caracterizam a evolução da região. O limite Proterozóico Inferior / Médio é marcado pela reativação das estruturas dos Cinturões Guiana Central e Parima a partir de soerguimento regional seguido por movimentos extensionais, aos quais se vincula magmatismo caracterizado por rochas vulcânicas ácida-intermediárias (Grupo Surumu - 2.006 ± 4 Ma) e por intrusões de rochas graníticas (Suite Intrusiva Saracura - 1917 ± 38 Ma). Em seguida, incidiu compressão regional em torno de 1.860 Ma, acompanhado de metamorfismo dinâmico que resultou na instalação de zonas de cisalhamento a partir da reativação de falhas normais, orientadas nas direções WNW-ESE e E-W, caracterizadas por foliação milonítica com mergulhos em torno de 65º e subvertical nos setores sul e centro-norte da área, respectivamente, fortemente desenvolvida nas rochas vulcânicas e plutônicas, sob condições térmicas de transição de fácies xisto verde alto e anfibolito baixo em profundidade de pelo menos 5 Km e atingindo temperaturas em torno de 550º C. Esse evento responde pela inversão fraca da bacia que acolheu as rochas do Grupo Surumu, resultando em soerguimento com formação de relevo e conseqüente erosão. Em torno de 1.800 Ma a 1.600 Ma, há registro de outro episódio distensivo, que reativou as estruturas de direção E-W que limitavam a borda norte da ocorrência de rochas do Grupo Surumu, o qual foi responsável pela disposição dos arenitos conglomeráticos polimíticos da Formação Arai, abrigada na base do Supergrupo Roraima e depositada em ambiente continental tipo leque aluvial, que evoluiu para um sistema fluvial entrelaçado “braided” com sistema eólico associado. A idade máxima da Formação Arai é atribuída ao final da inversão seguida de erosão da bacia que alojou as rochas do Grupo Surumu, a qual seria em torno de 1.860 Ma. A idade mínima foi estabelecida pelos corpos básicos (Diabásio Avananero) alojados em meio as rochas sedimentares com idade de 1.805 Ma. Ao final da sedimentação do Supergrupo Roraima (~ 1.600 Ma) a região passou a experimentar um período de estabilidade. Em torno de 1.200 Ma incidiu na região um evento tectônico de caráter transpressivo dúctil-rúptil (K’Mudku) que reativou as estruturas preexistentes, principalmente aquelas situadas nas áreas de passagem do Grupo Surumu e Supergrupo Roraima. Este evento foi responsável pela geração de zonas de cisalhamento transpressivas, duplicação de camadas e dobras relacionadas a um sistema imbicado de baixo ângulo com transporte de massa de NNW para SSE, projetando as rochas sedimentares da borda sul da bacia Roraima sobre as rochas vulcânicas do Grupo Surumu. Possivelmente, por todo o Proterozóico Superior e Paleozóico a região esteve estável, voltando a experimentar atividade tectônica de caráter extensional somente no Mesozóico, ligada à tectônica extensional que resultou na formação do Oceano Atlântico. Esse evento se expressa na área através de diques orientados na direção NE-SW (subparalelos ao Gráben do Tacutu) e atribuídos à Suíte Básica Apoteri. O Cenozóico é caracterizado pela reativição das estruturas antigas, bem como pelo desenvolvimento de novas descontinuidades a partir do Mioceno, em que as direções E-W, NW-SE e NE-SW correspondem a falhas transcorrentes, falhas normais e falhas inversas, respectivamente, relacionadas ao binário dextral imposto à Placa Sul-Americana, bem como a interação desta com a Placa Caribeana. A reativação neotectônica produziu relevo montanhoso, com formação de escarpas de falhas, cuestas, inselbergs, controle da rede de drenagem, além da deposição e retrabalhamento da sedimentação sub-recente. O cenário geológico atual é caracterizado por controle estrutural da rede de drenagem, processos erosionais conduzindo ao recuo das vertentes, formação de depósitos aluvionares modernos, bem como incidência de sismos periódicos.
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