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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Fermentação de cacau: processo conduzido com leveduras selecionadas, diversidade microbiológica e perfil aromático
    (Universidade Federal do Pará, 2021-01-21) CHAGAS JÚNIOR, Gilson Celso Albuquerque; FERREIRA, Nelson Rosa; http://lattes.cnpq.br/3482762086356570; https://orcid.org/0000-0001-6821-6199; LOPES, Alessandra Santos; http://lattes.cnpq.br/8156697119235191; https://orcid.org/0000-0002-8584-5859
    As sementes fermentadas e secas de cacau são a matéria-prima para a produção de um dos alimentos mais consumidos a nível mundial: o chocolate. Para que ocorra a formação dos compostos químicos essenciais para os sabores e aromas característicos do chocolate de boa qualidade, a fermentação das sementes é a etapa crucial, onde serão formados tais compostos, resultado da atividade microbiana desenvolvida ao longo do processo. Uma sucessão microbiana, muito bem definida, envolvendo leveduras, bactérias láticas e acéticas torna o meio fermentativo propício para as inúmeras transformações físicas e químicas no interior da semente, que serão finalizadas nas etapas posteriores de secagem e torração. O Estado do Pará é o maior produtor brasileiro de cacau e desponta como referência na produção de amêndoas fermentadas e secas de excelente qualidade no mercado nacional e internacional. Visando em conhecer o papel que duas espécies de leveduras previamente isoladas e identificadas em fermentação de cacau no município de Tomé-Açu exercem durante o processo, este trabalho teve como objetivo principal avaliar a adição de culturas starter de Saccharomyces cerevisiae e Pichia kudriavzevii nas propriedades microbiológicas, físicas e químicas ao longo do tempo do processo. Reativou-se as culturas de ambas as espécies e após a produção dos inóculos, adicionou-se às fermentações in loco, onde foram avaliadas por períodos de 7 dias, exceto para a fermentação que recebeu um inóculo misto (proporções iguais das duas espécies), que teve duração de 6 dias. Ao longo do tempo das fermentações, notou-se um rápido consumo de açúcares redutores totais, incremento na temperatura, redução dos teores de compostos fenólicos, acidez e aumento do pH nos tratamentos que receberam inóculos com P. kudriavzevii, além de proporcionarem a obtenção de amêndoas fermentadas e secas com maiores quantidades de catequina e epicatequina (atividade antioxidante), metilxantinas (atividade metabólica), baixos teores de acidez e de aminas bioativas putrefativas como cadaverina e putrescina. A formação de feniletilamina foi observada também nesses tratamentos com P. kudriavzevii, evidenciando uma sinergia microbiana com a microbiota naturalmente encontrada nas fermentações. Com relação aos compostos voláteis identificados, a quantidade de cetonas, aldeídos e ésteres foram maiores nas amêndoas fermentadas com a adição de inóculos de P. kudriavzevii o que evidencia a importância dessa espécie de levedura em produção de compostos voláteis com atribuições de aromas frutados, florais e doces. Todos os achados nesta pesquisa estão fortemente ligados com a microbiota existente durante etapa de fermentação de cacau. Foi possível identificar espécies de bactérias láticas que nunca antes isoladas em fermentações de cacau na região amazônica, o que pode ser um dos diferenciais para a produção de amêndoas de cacau de boa qualidade. Pôde-se concluir que a adição de inóculos microbianos proporcionou a obtenção de amêndoas fermentadas e secas de boa qualidade, reforçando a necessidade de mais investimentos a pesquisas para auxiliar os produtores rurais da região amazônica a despontarem na concorrência do mercado de chocolate.
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