Navegando por Assunto "Mulheres na literatura"
Agora exibindo 1 - 3 de 3
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) Feitiços velados às gentis leitoras: “Cinco Mulheres” no Jornal das Famílias(Universidade Federal do Pará, 2014-06-26) CASTRO, Valdiney Valente Lobato de; SALES, Germana Maria Araújo; http://lattes.cnpq.br/8723885160615840Esta dissertação analisa a presença da moralidade no conto "Cinco Mulheres", de Machado de Assis, publicado no Jornal das Famílias em agosto e setembro de 1865, para tanto considera a perspicácia do narrador na composição da personagem feminina e na construção do enredo. Objetivou-se ressaltar como Marcelina, Antônia, Carolina, Carlota e Hortência, mesmo delineadas para figurar em um jornal moralizante, revelam muito sutilmente a ruptura com a submissão que se esperava da mulher da época. Para isso, foram observados, no periódico, as seções, os expedientes, os editorias, as ilustrações, a fim de perceber cintilações da representação de subordinação alegórica da mulher do século XIX. A escassez de textos críticos sobre os primeiros escritos do autor revela o desinteresse com que essas obras têm sido tratadas e a leitura do conto em tela é uma maneira de resistir à compreensão de que somente os textos depois da década de 80 merecem complexidade, o que também é objetivo deste estudo. Com isso, o levantamento da fortuna crítica dos textos iniciais de Machado, em especial os direcionados aos seus contos, oportuniza discutir sobre a composição da figura feminina e como ela era apresentada à leitora do jornal casamenteiro. Ao invés de apresentar o casamento como sustentáculo da sociedade, o "Bruxo do Cosme Velho" apresenta as incongruências possíveis de ocorrer nos matrimônios: enlaces sem amor, infelicidade do casal, traição do marido e da esposa, o que possibilita à leitora da época refletir sobre sua condição subalterna diante da sociedade patriarcal e do cerceamento vivido.Tese Acesso aberto (Open Access) A figuração da mulher em Dalcídio Jurandir: entre o desamparo, a opressão e a transgressão(Universidade Federal do Pará, 2018-05-24) SANTOS, Alinnie Oliveira Andrade; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592Dalcídio Jurandir (1909-1979), escritor brasileiro, publicou onze romances, dez dos quais compõem o chamado Ciclo do Extremo Norte: Chove nos Campos de Cachoeira (1941), Marajó (1947), Três Casas e um Rio (1958), Belém do Grão Pará (1960), Passagem dos Inocentes (1963), Primeira Manhã (1967), Ponte do Galo (1971), Os Habitantes (1976), Chão dos Lobos (1976) e Ribanceira (1978), que tematizam sobre o homem e os costumes da região amazônica. Apesar de nessas obras homens ocuparem a posição de protagonistas, impressiona o grande número de personagens femininas que colaboram para o desenvolvimento das narrativas, contribuindo de forma marcante para a construção dos enredos e dos dramas presentes na obra. Esta tese, portanto, objetiva analisar as personagens femininas do referido Ciclo, agrupando-as conforme a situação social em que se encontram. Sendo assim, criamos as seguintes categorias de análise: desamparo, opressão e transgressão, as quais não são excludentes entre si, mas defendemos neste trabalho que as personagens transitam entre essas três categorias. Para tanto, fizemos uso dos trabalhos de BRAIT (2006), ROSENFELD (2011), CANDIDO (2011), WOOD (2011), REIS (2015) para refletir sobre a personagem de ficção; CASTELO BRANCO e BRANDÃO (1989), BRANDÃO (2006), ZOLIN (2009) e ZINANI (2013), para pensar a relação entre mulher e literatura e os estudos de RAGO (2011), SAFFIOTI (2013), ALAMBERT (2004), LENIN (1979), BEAUVOIR (2009), os quais nos possibilitaram compreender as questões relativas à mulher, bem como sobre as relações de gênero. Das dezesseis personagens analisadas, seis, predominantemente, estão na categoria do desamparo, das quais se destacam: Orminda, D. Inácia e Lucíola; três na opressão, tendo como destaque Felícia e sete na transgressão, das quais se destacam: Alaíde, D. Amélia e Isaura. Investigar, pois, a personagem feminina dos romances produzidos por Dalcídio Jurandir, os quais possuem como forte aspecto a denúncia social, nos ajuda a desvelar a sociedade brasileira do início do século passado, assim também como essa sociedade foi retratada pela literatura brasileira.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Tereza Batista cansada de guerra: a resistência à violência e à opressão feminina(Universidade Federal do Pará, 2009-12-17) REGO, Francisca Magnólia de Oliveira; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592Sabe-se que, funcionando como um espelho refletor das relações em sociedade, a literatura tem perpetuado, ao longo dos anos, perfis de mulheres estereotipadas segundo os preceitos da sociedade patriarcal que as emolduram no modelo de submissão, emparedamento e silêncio. Considerando que no século XX, sobretudo nas décadas de 60 e 70, movimentos feministas propiciaram a emancipação feminina, esta dissertação teve como objetivo principal investigar como as questões de gênero são retratadas na ficção de Jorge Amado, cujo elemento central é a mulher, nesse caso específico, na obra Tereza Batista Cansada de Guerra. Para tanto, foi fundamental o apoio nas teorias que abordam o estudo do gênero feminino e suas representações, bem como nos textos que se dedicam à crítica da obra amadiana. Nesse percurso, iniciado com uma pesquisa bibliográfica sobre o autor e suas criações literárias, bem como das representações da mulher na literatura brasileira, os dados obtidos foram alinhavados de forma a buscar as nuances de que se reveste a construção do perfil de Tereza Batista, na intenção de revelar em que medida o texto literário flagra e descortina situações sociais como uma forma de denunciar a violência e a opressão contra a mulher.
