Navegando por Assunto "Mulheres negras"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Brinquedos e brincar na vida de mulheres educadoras negras(Universidade Federal do Pará, 2015-12) CASTELAR, Marilda; LEMOS, Flávia Cristina Silveira; KHOURI, Jamille Georges Reis; ANDRADE, ThaísEste artigo aborda o brincar e o brinquedo na constituição da mulher negra pelas práticas educativas escolares, no ensino básico, público e privado. As práticas escolares devem interrogar a produção e reprodução dos padrões comportamentais e estéticos, os quais operam relações de discriminação negativa de gênero e raciais. Na pesquisa foram utilizados como recursos metodológicos: a história oral, por meio de histórias de vida e entrevistas gravadas e transcritas com oito mulheres, professoras negras, em Salvador (BA). Foi realizado levantamento bibliográfico e revisão da literatura. As análises foram feitas pela análise de conteúdo, a partir das seguintes categorias: memórias, relações com a atualidade e as práticas profissionais ligadas à gênero e racismo na escola. O brinquedo e a brincadeira apareceram como analisadores do racismo e estereótipo de gênero na educação escolar, implicando no sofrimento das crianças. Sugere-se a adaptação curricular no trabalho escolar, considerando a promoção da equidade escolar.Dissertação Acesso aberto (Open Access) De Dandara a Firmina: o ensino de História do Brasil a partir de Mulheres Negras no Ensino Médio Integrado(Universidade Federal do Pará, 2020-10-05) COSTA, Rayme Tiago Rodrigues; CHARLET, Eliane Cristina Soares; http://lattes.cnpq.br/6000275052016633Uma única história tem sido contada sobre a população negra e sobre as mulheres negras no ensino de história do Brasil, uma história de invisibilidade e lugares subalternos, onde a população negra é desumanizada e as mulheres negras reduzidas a condição de mulatas, domésticas e mães pretas. Esta narrativa é resultado de um processo histórico consciente de desumanização formatado pelo ocidente na modernidade/colonialidade para gerar domínio e consolidação de poder. Nesse sentido, esta dissertação busca ser uma resposta a esse contexto, objetivando construir uma narrativa no ensino de história do Brasil a luz da trajetória de cinco mulheres negras, Dandara, Chica da Silva, Mônica, Luiza Mahin e Maria Firmina dos Reis, mobilizando suas perspectivas para entender o contexto colonial (Séc. XVI-XIX) visibilizando personagens e contextos marginalizados e apresentar a metodologia e as ideias na qual se fundamentam essa experiência, tendo o sistema web “Mulheres Negras no Ensino de História” como produto das atividades realizadas. A pesquisa ocorreu no Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia do Pará (IFPA) da cidade de Paragominas, concomitantemente as aulas de história para a turma de Informática do segundo ano do ensino médio, no ano de 2018. Para isso, foi necessário descolonizar as formas de ver, a interseccionalidade, o gênero, e o jogo de escalas da micro-história foram utilizadas como ferramentas procedimentais, além dos conhecimentos discentes para perceber as mulheres negras do presente e do passado. A metodologia utilizada foi da aula-oficina (BARCA, 2004) onde os alunos após serem ambientados sobre os contextos, foram divididos em grupos e tiveram acesso a fontes sobre cada personagem, apresentando em forma de seminário seu contexto e biografia, as quais foram utilizadas para produzir o sistema web. Compreender o passado colonial pelas lentes de mulheres negras materializou e aproximou a história do cotidiano dos educandos, muitos realizaram uma apropriação das personagens como elementos simbólicos para a positivação da negritude, passando a observar as mulheres negras ao seu derredor e as suas problemáticas, além de uma complexificação do ser mulher e da crítica sobre a feminilidade branca.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Direito à moradia nas políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica contra as mulheres negras(Universidade Federal do Pará, 2023-09-19) LIMA, Larissa Costa Oliveira; SOUZA , Luanna Tomaz de; http://lattes.cnpq.br/5883415348673630; https://orcid.org/0000-0002-8385-8859; DIAS, Daniella Maria dos Santos; GUIMARÃES , Sandra Suely Moreira Lurine; http://lattes.cnpq.br/1345611606547188; http://lattes.cnpq.br/5446022928713407; https://orcid.org/0000-0003-1234-5279; https://orcid.org/0000-0002-8835-7420O presente trabalho buscou verificar as dinâmicas entre o direito à moradia e as normativas nacionais de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres, tendo como foco a mulher negra. Trata-se de uma pesquisa exploratória e bibliográfica, cujo método de abordagem aplicado foi o hipotético-dedutivo, com o uso da técnica de pesquisa bibliográfica e documental. Com a finalização do levantamento bibliográfico e documental, os dados foram selecionados e analisados ante à técnica de análise de conteúdo. Nesse sentido, o problema de pesquisa norteador foi: Como as normativas nacionais de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres tratam do direito à moradia? Assim, a hipótese foi a de que o direito à moradia não recebe a devida atenção em mecanismos de proteção às violências contra as mulheres, como a Lei Maria da Penha, o que impacta diretamente na qualidade de vida de quem é alvejada por alguma forma de violação, principalmente as mulheres negras. O objetivo geral foi analisar como as normativas nacionais de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres negras tratam do direito à moradia, enquanto que os objetivos específicos foram: a) identificar as normativas nacionais de enfrentamento às violências cometidas contra às mulheres; b) avaliar como o direito à moradia impacta diretamente na vida das mulheres negras brasileiras; e c) refletir os efeitos da violência doméstica em relação à efetividade do direito à moradia. Desta forma, a pesquisa buscou realizar um panorama histórico da situação da terra no Brasil, de maneira a compreender o acesso de mulheres negras à moradia. Ainda, foi realizada uma retomada histórica das políticas públicas de combate e enfrentamento à violência doméstica, com a finalidade de verificar se o direito à moradia e o marcador racial vêm sendo pontuados nos documentos que tratam da proteção da mulher.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O ensino de História e as mulheres negras: contribuições para a formação de identidades negras no Ensino Fundamental(Universidade Federal do Pará, 2024-11-25) OLIVEIRA, Brenda Cardoso de; LOPES, Siméia de Nazaré; http://lattes.cnpq.br/8791203591623509; orcid logo https://orcid.org/0009-0005-4933-1251Este trabalho tem, como objetivo, entender como o ensino de História pode contribuir para o debate sobre as identidades negras com alunos e alunas do Ensino Fundamental – anos finais, a partir da trajetória histórica das mulheres negras. Para isto, embasa-se teoricamente nas refle-xões do feminismo negro, na decolonialidade e na Educação para as Relações Étnico Raciais. A pesquisa foi desenvolvida a partir dos procedimentos metodológicos da pesquisa-ação e rea-lizada em escola da rede de ensino privado, localizada no município de Ananindeua, com alunos e alunas de oitavo e nono ano do Ensino Fundamental, durante a prática escolar do ensino de História. Foram utilizados, como fontes para a pesquisa, os materiais didáticos da instituição, os conteúdos de História do Ensino Fundamental – anos finais– segundo a BNCC, bem como as imagens e as representações contidas nos livros didáticos. Como resultado, foi verificado que há poucas análises em relação ao debate racial e à promoção de identidades negras positi-vas, principalmente em relação ao protagonismo histórico das mulheres negras. Para reverter esta problemática, foram propostas, como produto educacional, sequências didáticas no Ensino de História, desenvolvidas com os alunos e alunas do Ensino Fundamental – anos finais–, que protagonizaram o debate racial, de gênero e de classe a partir da trajetória histórica das mulheres negras. O objetivo do produto educacional é contribuir para os debates sobre as identidades negras positivas e, assim, possibilitar aos estudantes negros e negras, o (re)conhecimento de seu pertencimento histórico, racial, social e cultural, e, para os não-negros(as), estimular uma postura crítica em relação à prática racista e fomentar ações antirracistas.Tese Acesso aberto (Open Access) Entrelaces da resistência: comunicação e práticas emancipatórias de mulheres negras trançadeiras da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2023-06-13) SOUSA, Raissa Lennon Nascimento; AMORIM, Célia Regina Trindade Chagas; http://lattes.cnpq.br/9650931755253248A pesquisa tem enfoque nas práticas emancipatórias de mulheres negras trançadeiras que vivem na Amazônia paraense (Belém/Pará). Compreendemos a atividade trancista como experiência comunicativa de resistência, autonomia econômica e superação das opressões que atingem mulheres negras amazônidas. O trançado, para negras e negros, não é apenas uma questão de estética ou vaidade, representa um encontro com a ancestralidade africana e com a afirmação de uma identidade que é relegada historicamente em uma sociedade racista. Para Nilma Lino Gomes (2019), o cabelo e o corpo podem ser considerados expressões da identidade negra brasileira, uma vez que são símbolos de relações de violência e de desigualdades étnico-raciais. O objetivo deste trabalho é entender, à luz da comunicação e das ciências sociais, os atravessamentos que as mulheres trançadeiras vivem no referente a questões como racismo, identidade negra, colonialidade, ancestralidade, territorialidade e resistência. Entendemos que a cultura do trançado na Amazônia possibilita formas singulares de comunicação divergentes da lógica do sistema patriarcal branco capitalista e colonialista. Como caminhos metodológicos com inspiração em Kilomba (2019), utilizamos uma investigação centrada nos sujeitos, por meio de entrevistas não diretivas (em profundidade) com mulheres negras trancistas, que trabalham em Belém do Pará. A partir dos relatos extraídos desse diálogo, entrelaçamos uma epistemologia descolonial e afrodiaspórica, no qual as narrativas das mulheres é que nos mostram os caminhos da pesquisa. Somos amparados pela noção da organização do vínculo e do “comum” de Muniz Sodré (2014), na teoria crítica de Paulo Freire (2018), nas reflexões de raça e gênero de Grada Kilomba (2019), bell hooks (2017) e Nilma Lino Gomes (2019), e na perspectiva da negritude na Amazônia de Zélia Amador de Deus (2019) e Vicente Salles (1971), entre outros. As práticas emancipatórias das mulheres trançadeiras acontecem por meio da superação das dificuldades econômicas, na solidariedade, na valorização de uma identidade racial negra, feminista e amazônida e, sobretudo, na relação comunicativa de ancestralidade negra promovida pelo trançado.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Mulheres negras no palco do debate sobre crimes raciais: uma análise das ofensas racistas no Tribunal de Justiça do Pará(Universidade Federal do Pará, 2022-09-28) SIQUEIRA, Samara Tirza Dias; SOUZA, Luanna Tomaz de; http://lattes.cnpq.br/5883415348673630; https://orcid.org/0000-0002-8385-8859Nesta pesquisa, investigarei quais são as violências impostas às mulheres nos insultos racistas presentes nos acórdãos do Tribunal de Justiça do Pará, publicados entre os anos de 2009 e 2020, disponíveis no sítio do Tribunal. Para tanto, analisarei a composição racial do Tribunal, as ofensas racistas julgadas nos acórdãos selecionados, os estudos sobre a criminalização do racismo e as normas de enfrentamento à violência de gênero e violência racial. Como metodologia, empregarei o método indutivo e colorido. Além disso, usarei pesquisa jurisprudencial, documental, bibliográfica e análise de conteúdo das decisões selecionadas. Primeiramente, abordarei o perfil racial do Tribunal, com base nas informações do censo realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ, 2018), à luz dos estudos sobre branquidade refletindo sobre a ausência de mulheres negras na magistratura. Em um segundo momento, classificarei as ofensas examinadas em categorias, com o escopo de verificar as violências que influenciam os insultos racistas contra as mulheres negras. Por fim, explanarei sobre a invisibilização das mulheres negras nos estudos acerca da criminalização do racismo, bem como na elaboração de políticas de enfrentamento à violência de gênero e à violência racial. Ao final, percebi que as mulheres negras sofrem um processo de vitimização específico no contexto dos crimes raciais. Demais disso, há a necessidade de reconhecer o seu sofrimento e considerá-las como sujeitas autônomas nas discussões e na criação de políticas de combate à violência racial e à violência de gênero, sob o risco de perpetuar violações, excluindo-as do âmbito de proteção das medidas criadas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Violência política e sub-representação de mulheres negras à luz da categoria analítica das imagens de controle: a realidade de Igarapé-Miri nas eleições de 2020 e 2024(Universidade Federal do Pará, 2025-03-25) SANTOS, Alana dos Santos; GUIMARÃES, Sandra Suely Moreira Martins Lurine; http://lattes.cnpq.br/5446022928713407; https://orcid.org/0000-0002-8835-7420; DEUS, Zélia Amador de; SOUZA, Luanna Tomaz de; / http://lattes.cnpq.br/2137015557793418; http://lattes.cnpq.br/5883415348673630; https://orcid.org; https://orcid.org/0000-0002-8385-8859Este estudo tem como objetivo investigar a violência política a partir da sub-representação e os desafios enfrentados por candidatas negras em relação à participação política nas eleições de Igarapé-Miri/PA, realizadas em 2020 e 2024. A pesquisa parte da observação de que, apesar da presença de candidatas negras nesses pleitos, os resultados nas urnas para os cargos do Executivo e Legislativo levantam preocupações que justificam uma investigação acadêmica aprofundada. A hipótese central sugere que a interseção de gênero (sexismo), raça (racismo) e condição social (classismo) são fatores cruciais que contribuem para esse cenário. Estes fatores são examinados através do conceito de “imagens de controle” discutido por Collins (2019) e Gonzalez (1984), que explora como o comportamento dessas mulheres é moldado pela sociedade. A metodologia inclui a análise de dados fornecidos pela Justiça Eleitoral sobre a situação das mulheres negras no Brasil e em Igarapé-Miri/PA, além das respostas a questionários do Instituto Marielle Franco referentes à violência política nas eleições de 2020. Com esses dados, a pesquisa visa discutir o problema identificado e a hipótese proposta, concluindo com reflexões sobre o ambiente partidário e campanhas eleitorais, e sugerindo direções para mitigar os efeitos adversos sobre as candidaturas de mulheres negras a partir da perspectiva das imagens de controle.
