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Navegando por Assunto "Narrativa (Retórica)"

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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    A arte de narrar: da constituição das estórias e dos saberes dos narradores da Amazônia paraense
    (Universidade Estadual de Campinas, 2000-12-13) BENTES, Anna Christina; ALKMIM, Tânia Maria; http://lattes.cnpq.br/8437404856512094; KOCH, Ingedore Grunfeld Villaça; http://lattes.cnpq.br/9851642920435372
    Esta tese postula que os narradores da Amazônia paraense constróem dois modos distintos de configurar a tradição oral narrativa: um primeiro modo. denominado conto popular, caracterizado pelo fato de o narrador, ao enunciar o que enuncia, privilegiar uma das dimensões do fazer-tradição, a saber, a dimensão da repetição, da estabilidade; um segundo modo, denominado estória oral, caracterizado pelo fato de o narrador, ao enunciar o que enuncia, privilegiar a outra dimensão da tradicionalidade, a saber, a dimensão da diferença, da instabilidade. Estas formas de configuração das narrativas são analisadas considerando a situação enunciativa em que foram produzidas, as funções que desempenham no grupo social em que circulam e as estratégias textuais e enunciativo-discursivas operadas pelos narradores na elaboração de suas estórias. No capítulo 1 deste trabalho, a natureza oral das narrativas é discutida a partir de alguns pressupostos que concebem uma relação não-mecanicista entre oral e escrito; apresenta-se, também, uma visão geral de como as narrativas evidenciam o espetáculo da tradição oral. No capítulo 2, alguns conceitos de narrativa são explorados. Em um primeiro momento, são abordadas perspectivas que enxergam o fenômeno da narrativa como um fenômeno estruturado e com características perenes. Em um segundo momento, são apresentadas as duas perspectivas sobre o fenômeno da narratividade que fundamentam o trabalho e que compartilham dos pressupostos de que (i) o ato de narrar apresenta uma necessária reflexividade sobre o dizer, sendo esta reflexividade fundamental para a constituição do enunciado narrativo e de que (i i) a narrativa apresenta um "esquematismo", no dizer de Ricoeur ou uma "trajetória", no dizer de Toolan, responsável pela manutenção da ordem dos paradigmas narrativos, como também pela possibilidade de rupturas desta ordem. No capítulo 3, descreve-se a situação enunciativa na qual as narrativas são produzidas, postulando-se que o acordo estabelecido entre os interlocutores é de natureza ficcional, o que regula tanto os lugares destes interlocutores como as configurações textuais resultantes. No capítulo 4, antes de apresentar o corpus da tese, descrevem-se brevemente as características gerais do programa de pesquisa wo Imaginário nas Formas Narrativas Orais Populares da Amazônia Paraense", de são retiradas as narrativas que são objeto deste estudo. Em seguida, apresentasse o corpus desta tese, constituído de 30 narrativas, retiradas das três publicações, Belém conta .... , Abaetetuba conta .... , Santarém conta .... . No capítulo cinco, descrevem-se as duas configurações narrativas postuladas. O conto popular caracteriza-se por apresentar um enredo fixo, publicamente partilhado, por apresentar estratégias de referenciação que procuram apagar as instâncias discursivas nas quais as narrativas são produzidas, por ser estruturado pela "dupla conflito/resolução", pela necessária inserção das seqüências no domínio do maravilhoso e por um distanciamento do narrador em relação ao seu dizer. A estória oral, por outro lado, constitui-se em uma reelaboração da tradição e, por isso mesmo, não apresenta um enredo fixo, o que possibilita a emergência de um "tecer da intriga" mais livre do caráter formulaico da tradição. As estratégias de referenciação presentes nesta configuração narrativa são variadas, sendo que não há necessidade de se construir um apagamento das instâncias discursivas nas quais as narrativas são produzidas. Além disso, não há, necessariamente, a presença da categoria "resolução", como ocorre nos contos populares. O distanciamento do narrador em relação ao que é narrado é minimizado pelo fato de (i) as estórias poderem serem enunciadas em 1• pessoa, (ii) o narrador ser capaz de conhecer os processos internos das personagens e (iii), nas narrativas em f pessoa, o narrador revelar uma atitude de dúvida em relação aos acontecimentos por ele protagonizados. Este último fator aponta para a não necessária inscrição das estórias no domínio do maravilhoso.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    As descrições nominais anafóricas em narrativas orais
    (Universidade Federal do Pará, 2010-08-24) SANTOS, Janderson Martins dos; TOSCANO, Maria Eulália Sobral; http://lattes.cnpq.br/7725724776869425
    Investiga o uso de descrições nominais anafóricas em narrativas orais, mais precisamente, a relação existente entre o uso dessas formas e as partes que constituem a estrutura da narrativa. Observamos as funções que as descrições nominais anafóricas exercem em decorrência dessa relação, bem como a orientação argumentativa que tais expressões imprimem no discurso do narrador. Para esse empreendimento, seguimos um percurso teórico no qual discutimos conceitos de narrativa oral, definimos estrutura da narrativa e problematizamos referenciação, anáfora e as estratégias de referenciação com núcleos nominais, entre as quais destacamos as descrições nominais. Para os estudos da narrativa oral e sua estrutura, recorremos, de modo particular, aos estudos de Labov (1972). Quanto à referenciação, anáfora e estratégias de referenciação, seguimos os postulados de Marcuschi (2005; 2007), Koch (1996; 2001; 2004; 2005; 2006; 2008), Mondada e Dubois (2003) e Lima (2004). O corpus deste estudo é constituído por dez narrativas orais gravadas em vídeo e, posteriormente, transcritas. Os informantes são vigilantes noturnos que atuam no centro de Castanhal (PA). Fazemos, a partir de nossa análise, uma classificação das funções que as descrições nominais anafóricas exercem nas diferentes partes da narrativa. Propomos, outrossim, uma classificação dessas formas, levando em consideração seus diferentes graus de argumentatividade.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Estudo exploratório de alterações na linguagem em pacientes com Alzheimer em indivíduos com baixa escolaridade
    (Universidade Federal do Pará, 2014-03-21) LIEBENTRITT, Edilene Maia; DINIZ, Cristovam Wanderley Picanço; http://lattes.cnpq.br/2014918752636286
    O presente trabalho descreve características da linguagem, em especial de alguns dos aspectos discursivos, de idosos com envelhecimento saudável, com declínio cognitivo senil, ou com doença de Alzheimer leve e moderada. Foram avaliados um total de 44 idosos sendo 22 saudáveis, 4 com declínio cognitivo senil, 9 com doença de Alzheimer leve e 9 com doença de Alzheimer moderada, classificados pelos critérios do CDR. Foram aplicados os testes neuropsicológicos do mini exame do estado mental, nomeação de Boston resumido, fluência verbal e narrativa por confronto visual (figura do roubo dos bolinhos). Foram estimados os desempenhos nos testes selecionados e aplicada a avaliação dos relatos pelos critérios propostos por Groves-Wright (2004) assim como foi feita a tipificação da narrativa. Tratamento estatístico paramétrico determinou os valores de média, erro-padrão e o nível de significância das diferenças entre as médias foi fixado para valores de p<0.05. Em seguida foi realizado inventário e análise do léxico e das categorias gramaticas das narrativas, e realizada análise paramétrica a partir dos escores Z, através do programa STABLEX. Encontrou-se que a fluência verbal semântica é melhor nos idosos saudáveis quando comparados aos com declínio cognitivo leve. As narrativas mostraram diferenças estatisticamente significantes entre os idosos saudáveis e os com declínio cognitivo leve nas análises de frequência de uso do vocabulário e das categorias gramaticais como um todo, e também entre saudáveis e todos os demais grupos nas análises de cada uma das categorias gramaticais. A análise do vocabulário e das categorias gramaticais permitiu identificar comprometimentos da função narrativa medida pelo tipo de vocabulário e pelas categorias gramaticais preferidas ou rejeitadas. Os resultados contribuem para distinguir as características da narrativa de idosos saudáveis, daquelas de idosos com declínio cognitivo leve ou com Alzheimer leve ou moderado, apontando alterações que possivelmente são indicadores precoces que podem ser usados para avaliar o curso temporal da doença.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Estudo perceptual da prosódia como elemento delimitador da estrutura de narrativas orais espontâneas: a diferença de tom
    (Universidade Federal do Pará, 2014-08-13) PEREIRA, Júlia Izabel Lopes; CRUZ, Regina Célia Fernandes; http://lattes.cnpq.br/3307472469778577
    A presente pesquisa tem como tema o estudo perceptual da prosódia como elemento de segmentação de narrativas orais espontâneas e visa confirmar, ou não, se a prosódia facilita ao ouvinte leigo e inexperiente perceber a estrutura do texto narrativo. Este estudo investiga se a diferença de tom é um elemento prosódico relevante. A dissertação tem como corpus quatro narrativas espontâneas, as quais fazem parte do corpus analisado por Oliveira Jr.(2000), autor do projeto que inspirou esta pesquisa. Para saber se os participantes são capazes de delimitar a estrutura narrativa, baseando-se apenas no aspecto perceptual, conduziu-se um teste de percepção com 112 voluntários, recrutados na Universidade Federal do Pará e na Universidade Federal de Alagoas. Coube aos participantes a tarefa de indicar os pontos em que o falante teve a intenção de finalizar uma unidade comunicativa nas narrativas. A interpretação sobre unidade comunicativa foi subjetiva. Apresentou-se cada narrativa em quatro condições diferentes, a saber: (i) transcrição sem marca de pontuação e sem paragrafação; (ii) transcrição da narrativa acompanhada de áudio ; (iii) narrativa somente em áudio e (iv) áudio filtrado da narrativa, resultando numa versão deslexicalizada (fala ininteligível), mas com preservação da estrutura prosódica do discurso. Nas duas primeiras condições, a segmentação foi no texto transcrito, com barras transversais (/); nas demais, utilizou-se um programa de computador chamado ELAN. A análise dos dados obtidos baseou-se em tabelas, gráficos, análise estatística (teste do Qui-Quadrado), análise acústica (utilização do Programa PRAAT). Os resultados sinalizam que a prosódia ajuda o ouvinte leigo a perceber a estrutura básica do discurso narrativo. Com relação ao peso do Pitch Reset para auxiliar os ouvintes na demarcação de fronteiras, pode-se dizer que o teste estatístico do Qui-Quadrado encontrou evidências que lhe atribui essa função. Assim, neste contexto, ratifica-se o relevante papel da prosódia para o reconhecimento da estrutura de narrativas orais espontâneas e identifica-se o reflexo do peso da diferença de tom na percepção dos participantes.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Fluxo Norte: sobre diários de bordo e cartografia poética de determinada Produção de artes visuais na Amazônia
    (Universidade Federal do Pará, 2015-06-15) SOBRAL, Keyla Cristina Tikka; MANESCHY, Orlando Franco; http://lattes.cnpq.br/6198572031091761
    Esta pesquisa pretende instaurar uma cartografia poética e analítica de determinados artistas visuais que atuam ou são de origem da Amazônia Legal, a partir de viagens realizadas nesse território entre 2013 e 2014. Aplico o conceito de Contemporâneo desenvolvido em O que é o contemporâneo? de Giorgio Agamben observando de que maneira os artistas se articulam para realizar suas produções e o que eles pensam sobre uma região cheia de especificidades, diferenças e complexidade como é a Amazônia; bem como, apoio-me no conceito de Cartografia utilizado por Virginia Kastrup, no Livro Pistas do Método da Cartografia, para desenhar uma cartografia subjetiva da região. Reflito sobre a poética dos Diários de Bordo e Diário Íntimo encontrados em Mário de Andrade, Maria Gabriela Llansol e Maurice Blanchot, com a intenção de (re) descobrir a região através da escrita, compreendendo esta como parte do percurso de entendimento sobre a Amazônia.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A forja da alma: narrativas de docentes–mestres de jogos de RPG
    (Universidade Federal do Pará, 2012-05-31) OLIVEIRA, Gilson Rocha de; SILVA, Josenilda Maria Maués da; http://lattes.cnpq.br/9246008698629513
    O trabalho investiga as práticas discursivas de docentes da escola básica e do ensino superior que exercem a prática docente e a prática de mestre de RPG, jogo/atividade de narração de histórias de forma oral e coletiva onde os sujeitos são, ao mesmo tempo, autores e personagens das tramas. A investigação é mobilizada pelas seguintes questões propulsoras: A) Quais práticas discursivas são produzidas por esses sujeitos sobre a docência e ao mestrar RPG? B) Quais as aproximações e refratações entre essas práticas discursivas? De que modos essas práticas participam de processos de subjetivação desses sujeitos, isto é de sua constituição enquanto docentes e mestres de RPG? O estudo desenvolve-se a partir da abordagem pós-estruturalista optando metodologicamente pela análise foucaultiana do discurso das narrativas docentes. O texto apresenta a investigação de produção de narrativas como metodologia, as discussões teóricas sobre subjetivação de Foucault e sobre pós-estruturalismo, as características do jogo e os discursos dos sujeitos acompanhados de análise. Os resultados da investigação apontam para a constituição dos sujeitos e diversas aproximações nas práticas e profundas refratações.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Maravilhoso e alteridade em narrativas da Matintaperera
    (Universidade Federal do Pará, 2019-07-12) RAMOS, Andressa de Jesus Araújo; TRUSEN, Sylvia Maria; http://lattes.cnpq.br/1704721088122823
    Este trabalho, vinculado ao Projeto de Pesquisa Alteridade, Literaturas do Insólito e Psicanálise (ALLIP), objetiva, de modo geral, compreender o maravilhoso a partir da alteridade em narrativas orais da Matintaperera, recolhidas pelo Projeto O Imaginário nas Formas Narrativas Orais Populares da Amazônia Paraense (IFNOPAP). De forma específica, objetivamos verificar aspectos comuns entre a Matintaperera, o Saci-Pererê, o Acauã e a Mula sem cabeça, bem como examinar a ocorrência de Das Unheimliche (O estranho) em narrativas orais da Matintaperera. O referencial teórico deste estudo ampara-se em Bravo (1985), Freud (1919/2017) e Paz (2018). Esta pesquisa caracteriza-se como bibliográfica, com abordagem qualitativa, cuja metodologia consistiu em, primeiramente, fizemos uma revisão da literatura, em seguida, realizamos o exame das narrativas orais da Matintaperera presentes nos livros Santarém conta..., Belém conta..., Abaetetuba conta... e Bragança conta..., feito isso selecionamos dois contos da Matintaperera e, por fim, realizamos a análise literária das narrativas orais escolhidas. Os resultados revelaram que é possível compreender o conto maravilhoso da Matintaperera a partir da noção de alteridade em narrativas orais do IFNOPAP, uma vez que a Matinta, em sua constituição humana, pode ser compreendida pela alteridade (mulher- homem), (jovem-velha). No que se refere à metamorfose, a Matintaperera pode se metamorfosear em animais, de classes biologicamente distintas tais como (ave, anfíbio, réptil, mamífero e peixe), o que a possibilita transitar em meios (aéreos-terrestres), (rural-urbano), podendo ser (quadrúpede ou bípede). O assobio, por sua vez, se estabelece pela alteridade (boca-ânus). Além disso, constatamos que a Matinta possui aspectos comuns com o Saci-Pererê, o Acauã e a Mula sem cabeça, o que nos faz pensá-la não através de uma unidade, isto é (mulher-velha que se transforma em coruja), mas sim em uma pluralidade cultural. Desse modo, como veremos, os opostos em Matintaperera, assim como o termo alemão Das Unheimliche (O estranho), de Freud, não são excludentes, mas se relacionam mutuamente. Sendo assim, acreditamos que esta dissertação trará valiosas contribuições aos estudos das literaturas do insólito, uma vez que, amparados em Victor Bravo, podemos pensar o conto maravilhoso da Matintaperera a partir da noção de alteridade e isso promove uma experiência resultante da transformação de si pela relação com a alteridade do outro (o texto, a cultura, os sujeitos).
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Memória do município de Cametá: o contar e recontar dos “notáveis” Alberto Moia Mocbel e Victor Tamer
    (Universidade Federal do Pará, 2014-06-26) VULCÃO, Vivianne da Cruz; SIMÕES, Maria do Perpétuo Socorro Galvão; http://lattes.cnpq.br/0672011058049782
    Este trabalho é fruto da pesquisa de Mestrado intitulada Memória do município de Cametá: o contar e recontar dos “notáveis” Alberto Moia Mocbel e Victor Tamer, que tem como objetivo analisar narrativas que tematizam a memória histórica e temporal do município de Cametá, mediante a fatos contados e recontados pelos autores cametaenses Victor Tamer e Alberto Moia Mocbel. A análise das narrativas Visagens e Assombrações da infância I e O homem estrela foram escolhidas por se considerar que estas se encaixam no perfil do tema escolhido. A seleção também se justifica pelo fato das narrativas se relacionarem ao universo cotidiano que matiza os acontecimentos históricos da Cametá de outrora. Nesse sentido, o texto contempla referenciais teóricos voltados para as produções literárias de escritores locais, pesquisadores e estudiosos do cânone literário em geral. Desse modo, apresentaremos no texto alguns levantamentos históricos sob a secular cidade, objetivando contemplar também a memória testemunhal. Para tal fundamentação, se destaca alguns autores locais como Ignácio Moura (1910), Salomão Lâredo (2013), Danúzio Pompeu (2013), Doriedson Rodrigues (2003); relatos da entrevista concedida pelo escritor Alberto Mocbel no mês de setembro do ano de 2013 em Cametá e outras pesquisas documentais realizadas no Museu Histórico de Cametá e na Academia Paraense de Letras, onde também coletamos informações referentes ao antigo Sistema de Iluminação Pública. Disponibiliza-se fotografias com o intuito de elucidar e comprovar a veracidade de fatos apresentados e descritos nas obras de Mocbel (2009) e Tamer (2012). Frente aos estudos relacionados à categoria memória, recorremos às teorias de autores como Pierre Nora (1993), Jacques Le Goff (2003), Ecléa Bosi (1994), Jerusa Pires (2003), Aleida Assmann (2011), Walter Benjamin (1994) e Maurice Halbwachs (2006). Autores como Homi Bhabha (1998) e outros que trabalham com as categorias da identidade cultural, conceito este que também subsidiou o aporte teórico deste trabalho e, portanto, não menos importantes para as discussões que serão suscitadas.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Memória e migração presentes em narrativas orais de migrantes nordestinos na Amazônia paraense
    (Universidade Federal do Pará, 2012-04-19) PIMENTEL, Flávio Reginaldo; FERNANDES, José Guilherme dos Santos; http://lattes.cnpq.br/7023812449790431
    O presente estudo analisa narrativas orais e histórias de vida de migrantes nordestinos que estabeleceram residência na chamada Amazônia Paraense, mais precisamente, na região denominada Bragantina, no município de Igarapé Açu. Para tanto, usamos categorias como Memória e Migração, bem como sua relação com Cultura e Cultura Popular e como estas se inserem na Literatura Popular ou Literatura Oral dessa região. Acreditamos que a oralidade muito tem contribuído para a solidificação da Cultura Popular e sua diversidade, porém isto não é considerado. Vale ressaltar que este trabalho apresenta-se como uma contribuição para o entendimento dessa enorme diversidade cultural existente na região a partir dos fluxos migratórios ocorridos. Coletamos narrativas de migrantes que moram no município de Igarapé Açu, na tentativa de compreender toda essa gama cultural e efervescente, que é própria de regiões onde a migração é forte. A memória também tem contribuído de forma significativa para os estudos relativos à oralidade, e seus traços culturais resultantes dela.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Memórias de saberes construídos no processo de se constituir professor em Vila Que Era (Bragança-Pará)
    (Universidade Federal do Pará, 2013-09-25) OLIVEIRA, Sílvia do Nascimento; CORDEIRO, Georgina Negrão Kalife; http://lattes.cnpq.br/1399644816577073
    Este estudo apresenta registro e reflexões sobre a trajetória de formação docente de um professor do campo aposentado que atuou na década de 80 e 90 na Localidade de Vila Que Era, próximo ao Município de Bragança, nordeste do Estado do Pará, Brasil. Como fonte para recontar e relembrar parte de sua trajetória docente foi necessário rememorar as histórias de vida do sujeito em questão, sendo a memória um elemento revitalizador de lembranças. Para esse estudo foi preciso percorrer pela trajetória da Educação do Campo no Brasil, na perspectiva de visualizar se as políticas públicas que foram desenvolvidas atendem as necessidades desse segmento e de que maneira essas políticas contemplaram a formação continuada de professores no Brasil. Como objetivo geral, analisei como se deu a trajetória de formação docente de um professor do campo aposentado para conhecer saberes presentes nas suas práticas. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e para obtenção dos dados foi realizado trabalho de campo com entrevistas parcialmente estruturadas, com observação participante, para analisar através de narrativas do entrevistado que, ao relembrar as histórias de vida sua e da localidade, indicam o processo de constituir professor e traçar um perfil identitário do mesmo, levando em consideração a importância que esta localidade representa para seus moradores, haja vista que a mesma possui 400 anos de existência, e carrega consigo, uma enorme história de tradição religiosa e cultural. Para suporte teórico dialogamos com alguns teóricos que discutem sobre identidade, formação de professores, memórias, educação do campo como Almeida (2007), Brandão (1988), Boaventura (2004), Bosi (2004), Caldart, Josso (2004), Soares (2002), Freire (2005), Hall (2006) Chauí (2007) entre outros. Por fim, conclui que ao longo de sua trajetória docente o professor utilizou o ambiente, a cultura local, a tradição, os saberes prévios dos alunos como eixos norteadores na construção da sua prática educativa. Outra realidade constatada neste trabalho, foi a respeito da ausência de políticas públicas para atender as necessidades das escolas do campo e também a falta de formação de professores como prioridade para suprir as demandas do campo e oportunizar melhorias na educação de crianças, jovens e adultos.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Mito e epopéia na modernidade: uma leitura de “O Nativo de Câncer”, de Ruy Barata
    (Universidade Federal do Pará, 2011-04-13) CARNEIRO, Tiago da Fonseca; FERNANDES, José Guilherme dos Santos; http://lattes.cnpq.br/7023812449790431
    Este trabalho analisa a obra O Nativo de Câncer, do escritor paraense Ruy Barata, publicado como fragmento em 1960. Buscamos estudar os elementos mitológicos e épicos presentes na composição do poema O Nativo de Câncer. No primeiro capítulo faremos um estudo do mito, apresentando as ideias de Mircea Eliade sobre a ocorrência do mito nas sociedades tradicionais por meio do texto Mito e Realidade. Também exporemos o pensamento de Roland Barthes, no texto Mitologias, que aborda as maneiras em que o mito ocorre na contemporaneidade. Adicionalmente, esboçaremos conceitos acerca da epopeia, contextualizando sua ocorrência na Grécia e indicando suas configurações, as quais serão contextualizadas posteriormente. No segundo capítulo, trataremos das narrativas dos naturalistas e estudiosos que viajaram pela Amazônia nos séculos passados, a fim de compreendermos como ocorrem os mitos fundadores na região e como Ruy Barata tenta desfazê-los por meio de sua poesia moderna. No terceiro capítulo, analisaremos auxiliados pela "Estilística Genética" de Leo Spitzer os dois cantos do poema O Nativo de Câncer, justificando a utilização de determinadas figuras retóricas, a fim de apresentarmos em que momentos e de que maneira o poema pode se assemelhar ao mito e à epopeia e como estas configurações exprimem a luta do poeta nativo pela poesia na Literatura da Amazônia.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Narrativas orais: cultura e identidade em Santa Cruz do Arari
    (Universidade Federal do Pará, 2012-09-12) BENTES, Rosa Maria Ramos; SIMÕES, Maria do Perpétuo Socorro Galvão; http://lattes.cnpq.br/0672011058049782
    Este estudo, inserido no Projeto IFNOPAP (UFPA), apresenta os resultados de uma pesquisa em análise de narrativas orais do caboclo de Santa Cruz do Arari, que servem, simultaneamente, como fonte e transmissão do conhecimento empírico produzido pelo homem rústico e sua relação com o meio ambiente. Sob o título “Narrativas orais: cultura e identidade em Santa Cruz do Arari” buscam-se desvelar a teia simbólica que entrelaça aspectos ligados à sexualidade, à moralidade e à religiosidade ― preceitos ideológicos que consubstanciam a cultura e a memória constituintes da base identitária da sociedade, por conseguinte, presentes nas narrativas orais “Cobra Custódio”, “Boto-mirim” e “Bode Cheiroso”. O locus da pesquisa é o município de Santa Cruz do Arari, situado na ilha do Marajó. Essas narrativas foram analisadas sob as perspectivas dos seguintes teóricos: Gilbert Durand (1997), Mircea Eliade (1991), Walter Benjamin (1994), Paul Zumthor (1993), Ecléa Bosi (1994), Michael Pollak (1992), Paes Loureiro (1995) e Clifford Geertz(2011). Teóricos que nortearam o viés reflexivo desse estudo.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    “Novo porvir”: literatura e cooperativismo em candunga e outros escritos de Bruno de Menezes
    (Universidade Federal do Pará, 2016-08-03) FELIX, Renan Brigido Nascimento; NUNES, Francivaldo Alves; http://lattes.cnpq.br/4125313573133140
    A presente dissertação busca compreender Literatura e Cooperativismo como dois aspectos fundamentais da experiência social do literato Bento Bruno de Menezes Costa (1893-1963). Nesse sentido, o engajamento no campo das letras nos serviu de ponto de partida para percepção de um sujeito social que fez da experiência constitutiva das suas obras, um grande espaço para refletir a condição do povo paraense. Não se tratava de um mero adorno aquilo que levava aos textos ficcionais e as reflexões cultuais, daí que a retratação que muitas de suas poesias dinamizavam, diziam respeito à confluência de um poeta que fez da vivência acumulada em suas andanças, presente nos termos de um sujeito que não ia simplesmente ao povo, mas de fato o era. Com isso, ao analisarmos a produção cooperativista de Bruno de Menezes, pesquisamos inúmeros textos esparsos, tanto pela sequência dos anos, na primeira metade do século XX, com ênfase a década de 1950, pelo desdobramento da atividade pública a frente do S.A.C. - Serviço de Assistência ao Cooperativismo, órgão criado pelo governo estadual paraense, o qual ocupou por dez anos, entre 1945 a 1955. Consideramos ainda, que a obra Candunga, publicada em 1954 constitui um importante espaço para divulgação da doutrina cooperativista, uma vez que uma reflexão ficcional foi concedida ao assunto. A criação da “Colonia Novo Porvir” ao final da narrativa demonstrava um horizonte distinto aos lavradores da Zona Bragantina, Nordeste do Estado do Pará, através da fomentação do associativismo agrícola entre os mesmos. Assim, ao trabalhar com a execução de projetos dessa matéria, acrescentava ingredientes de experiência política e percepções acerca da natureza, considerando importantes as mudanças históricas no espaço Amazônico. O grau de especialização que detinha sobre o assunto lhe facultou a multiplicação das ações cooperativistas, por conseguinte, a apresentação de resultados práticos a sociedade paraense.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Silenciosas narrativas em imagem-tempo: João Gilberto Noll, esvaziamento discursivo e cinema moderno
    (Universidade Federal do Pará, 2012-04-30) BRASIL, Marcelo Pereira; CASTILO, Luís Heleno Montoril del; http://lattes.cnpq.br/3519128535996125
    Este trabalho consiste num exercício de leitura da narrativa literária do escritor brasileiro João Gilberto Noll, promovendo uma aproximação de sua obra ao conceito de imagem-tempo, do filósofo Gilles Deleuze, no tocante a aspectos narrativos e à tendência ao esvaziamento discursivo, ao silêncio, enquanto elemento significativo na produção artística e tendência na arte moderna. O conceito imagem-tempo foi engendrado pelo filósofo francês para pensar o cinema moderno, que se perfaz num regime de imagens que rompe com a narratividade clássica, com a percepção baseada no esquema sensório-motor. Neste trabalho, no entanto, o conceito é pensado em relação à obra literária de João Gilberto Noll, que guarda forte relação com o cinema moderno e se nos apresenta em fragmentada tessitura imagética, tendendo ao esvaziamento discursivo. Assim, tendo como ponto de reflexão a obra de Noll, buscamos discutir como a imagem-tempo e o silêncio compõem a obra do escritor. Após apresentação e discussão do conceito de imagem-tempo e de silêncio, procedemos a uma leitura de pontos significativos da obra ficcional de Noll, ensaiando uma relação entre cinema, literatura e outras artes no que concerne basicamente à produção de imagens numa determinada forma narrativa, bem como às implicações dessas formas para o pensamento. Por uma questão de economia estratégica, para a formação de um recorte de expressão significativa da produção do escritor, suas obras diretamente consideradas neste trabalho são Hotel Atlântico (1989) e O quieto animal da esquina (1991). Pretende-se com essa relação (1) propor alguns caminhos interpretativos para a obra de Noll e (2) investigar como a produção narrativa moderna, sobretudo a que se aproxima do conceito de imagem-tempo, constituída de forte apelo visual, que se perfaz na produção de imagens ambíguas, de narrativas descontínuas, de protagonistas errantes, tende a esse esvaziamento discursivo, ao silêncio.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Vêm de Belém e vêm da Grécia! Metamorfoses: fronteiras entre narrativas orais e os mitos
    (Universidade Federal do Pará, 2013-02-25) ALMEIDA, Natasha de Queiroz; SIMÕES, Maria do Perpétuo Socorro Galvão; http://lattes.cnpq.br/0672011058049782
    A metamorfose, de acordo com Jean Chevalier e Alan Gheerbrant, é definida neste estudo como a transformação física e/ou comportamental de um ser em outro, sem a perda da identidade e ciência do primeiro ser. Esta transformação é um fenômeno recursivo em diversas mitologias e culturas. O presente trabalho tem por objetivo estabelecer, numa abordagem comparativa, as correlações e diferenças entre o tema da metamorfose recorrente nos mitos gregos relatados por Homero, em sua Odisseia, nos mitos gregos descrevidos pelo poeta latino Publius Ovidius Naso, conhecido como Ovídio, em sua obra Metamorfoses, nos cinco primeiros livros, e entre as narrativas orais que referem casos de metamorfoses ocorridos no município de Belém do Pará, inventariadas no período de 1994 a 2004. Foram consideradas as obras Odisseia e Metamorfoses por serem ambas, respectivamente, expoentes da literatura ocidental de uma Grécia dos séculos VIII a VII a.C e de uma Grécia do século I d.C retratada pelo poeta latino Ovídio, e que carregam o tema da metamorfose. Isto porque o estudo prévio ratifica a formação de índices míticos não somente nas narrativas da mitologia grega, mas também nos casos de metamorfoses oriundos de Belém. Em todo o caso, nota-se a configuração espaço-temporal como entidades que sedimentam e organizam o mundo mítico, articulando tais dimensões a representações no mundo físico-espiritual. O tema da metamorfose, contudo, é conformado de forma diferenciada, conforme o contexto histórico-cultural de cada narrativa, o que é refletido na multiplicidade de símbolos e sentidos perseguidos por cada narrativa. A fim de enriquecer o estudo dos símbolos e do contexto histórico-geográfico dos mitos gregos abordados, utilizam-se como fonte complementar os manuais de Junito Brandão, a saber, a obra Mitologia de Junito Brandão, nos volumes I, II e III, bem como os dois volumes do Dicionário Mítico-Etimológico da Mitologia Grega. Para uma análise comparativa mais eficaz, precisou-se ir além do estudo contextual de produção e representação dos códigos subjacentes a cada narrativa, pois o mito, nas palavras de Ernest Cassirer, é experimentado na consciência, porém é anterior a ela; o homem vive o mito, logo, o mito é anterior ao homem, posto que à medida que toma consciência de sua existência e das relações que tece com o mundo, o homem se vale do mito para estabelecer relações de valor e sentido, bem como representações para singularizar suas experiências. Trata-se, portanto, de uma questão filosófica de vital importância, por isso, buscou-se, para este estudo lítero-narratológico, os fundamentos da Filosofia da mitologia, junto a considerações de uma Antropologia cultural, associado ao levantamento contextual-histórico do cosmo que constitui cada narrativa, a fim de lançar bases elucidativas sobre as relações do homem com seu mundo a partir de determinadas transformações. Sob este foco, diante da pesquisa prévia das narrativas que serão analisadas, percebeu-se que as metamorfoses apresentavam maiores ocorrências quando: 1) simbolizavam o mal na figura dos metamorfoseados; 2) apresentavam motivações de cunho sexual e 3) consistiam em explicações para acontecimentos do mundo físico-espiritual. Trata-se de uma divisão metodológica que objetiva viabilizar a organização e visualização do estudo comparado. Conclui-se, então, que além de possibilitar a leitura e o conhecimento dos mitos gregos e de relatos da Amazônia pelos símbolos constituídos na consciência mítica, este estudo pode servir como uma base para verificação do exercício literário da linguagem criadora por meio do narrar, bem como ampliar a compreensão do que seja e faz a consciência humana enquanto arrimo para a difusão de comportamentos e crenças compartilhados pelo indivíduo em sociedade.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Vozes da resistência: narrativas da pública sobre os agentes e os conflitos nos projetos hidrelétricos do Tapajós
    (Universidade Federal do Pará, 2016-05-03) BRAGANÇA, Pedro Henryque Paes Loureiro de; CASTRO, Edna Maria Ramos de; http://lattes.cnpq.br/4702941668727146
    O ecossistema da mídia brasileira é predominantemente formado por grupos organizados em oligopólios hegemônicos. Estes grupos também atuam como organizações jornalísticas que utilizam suas narrativas para construir percepções de mundo. Todavia a realidade amazônica apresentada é marcada por estereótipos e visões deturpadas sobre os povos da região. Este trabalho analisa os agentes e conflitos relacionados aos projetos hidrelétricos na bacia do rio Tapajós nas reportagem da Pública, agência de jornalismo investigativo, com o objetivo de compreender as diferenças em relação à imprensa tradicional na produção de sentidos sobre a Amazônia. Nas narrativas são identificados e contextualizados os conflitos e os agentes nesta relação de poder, onde a Pública subverte a lógica hegemônica e insere as “vozes de resistência” aos projetos hidrelétricos como protagonistas das reportagens. A própria Pública se coloca também como resistência no campo jornalístico, provocando uma discussão sobre como a regulação da mídia pode atuar para ampliar espaços e democratizar debates.
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