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Navegando por Assunto "Narrative focus"

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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    O cavalo desembestado do pensamento: fluxo de consciência como condutor da narrativa em Afonso Contínuo, Santo de altar, de Lindanor Celina
    (Universidade Federal do Pará, 2020-06-30) REIS, Gleice do Socorro Bittencourt dos; CASTILO, Luís Heleno Montoril del; : http://lattes.cnpq.br/3519128535996125; https://orcid.org/0000-0002-2507-5346
    A presente dissertação analisa o romance Afonso Contínuo, Santo de Altar (1986), de Lindanor Celina, o qual é uma fonte inesgotável de temas interessantes e importantes, tanto do ponto de vista literário quanto do social, por abordar questões polêmicas que provocam debates férteis e necessários. A relevância de um estudo como este está na valorização de nossos autores amazônicos que, mesmo falando sobre sua terra, desenvolveram, em suas obras, assuntos extremamente universais. O objetivo geral deste trabalho é analisar a construção da narrativa do romance sob a perspectiva do fluxo de consciência, buscando compreender as significações que podem ser extraídas nesse processo. Os objetivos específicos são: identificar quais técnicas são utilizadas para a composição do fluxo de consciência; delimitar o foco narrativo utilizado no romance e elencar e analisar as temáticas debatidas. Esta pesquisa abordará o “fluxo de consciência”, absorvido pela literatura dos estudos da psicologia para definir escritos que possuem, como maior característica, a construção da narrativa através de aspectos psicológicos das personagens. Para a compreensão da construção dessa técnica, são necessárias, também, a identificação e a análise do ponto de vista ou foco narrativo, pois o estudo da focalização também permite que seja possível delimitar determinados entendimentos sobre a vida e o mundo.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Narradores do extremo norte: o ciclo romanesco de Dalcídio Jurandir
    (Universidade Federal do Pará, 2021-04-18) MOREIRA, Alex Santos; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592
    A presente tese tem como objetivo principal o estudo do narrador e do foco narrativo nos romances Chove nos Campos de Cachoeira (1941), Marajó (1947), Passagem dos inocentes (1963), Primeira manhã (1967) e Ribanceira (1978). Essas obras integram a saga ficcional do Ciclo Extremo Norte criada pelo romancista paraense Dalcídio Jurandir (1909-1979). O ciclo, integralmente, composto por dez livros, narra a vida de mulheres, homens, crianças e idosos no interior da Amazônia brasileira no início do século XX, apresentando como personagem principal o jovem Alfredo (exceto em Marajó), cuja trajetória de vida se conecta aos dramas sociais e pessoais dos demais personagens. Quanto à sua tessitura narrativa, a saga de Jurandir apresenta uma recorrente oscilação na focalização dos acontecimentos narrados manifestando, desse modo, níveis distintos do foco narrativo e da narração. No intuito de analisar a constituição dessa categoria nas obras acima mencionadas, recorreu-se as principais teorias pertinentes ao ponto de vista na ficção. Diante disso, optou-se pelo uso da tipologia narrativa proposta por Norman Friedman (1967 [2002]) correlacionando-a aos estudos de Pedro Maligo (1992), Marlí Tereza Furtado (2002 [2010]), Benedito Nunes (2004) e de outros pesquisadores da ficção de Dalcídio Jurandir. Além disso, para melhor compreender a(s) perspectiva(s) dotada(s) no processo narrativo de Jurandir, os romances que compõem o corpus desse estudo foram separados em três núcleos narrativos: o marajoara, os acontecimentos narrados ocorrem na ilha de Marajó; o belenense, a ação predominantemente se concentra na cidade de Belém e o amazônico-paraense, composto unicamente por Ribanceira, último livro do ciclo que mostra uma terceira fase da vida de Alfredo. A saga dalcidiana é urdida por um narrador global onisciente em terceira pessoa, que alterna sua postura entre a neutralidade, a intrusão e o uso de múltiplos ponto de vista, provocando o esfacelamento da narrativa. Quando esse recurso é exacerbadamente explorado, o narrador global distancia-se significativamente da matéria narrada, atribuindo a outros personagens o status de narrador, criando assim as categorias de personagens-narradoras. Essa categoria divide-se em dois tipos: o primeiro, tipo I, assume a condição de narrador dando progressão à matéria narrada, o segundo, tipo II, conta histórias encaixadas ao enredo principal, apresentado, ainda, uma subdivisão de narradores populares que contam, oralmente, narrativas permeadas por elementos do imaginário amazônico. Sendo assim, elimina-se a mediação entre o leitor e história narrada, pois, não apenas a focalização como a própria enunciação da narrativa torna-se responsabilidade dessas personagens-narradoras. Considera-se que ao dar voz a mulheres, pescadores, vaqueiros, lavradores e demais personagens, a ficção dalcidiana denuncia as trágicas formas de violência (social, política, econômica e mítico-regiliosa) perpetradas no extremo norte do Brasil.
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