Navegando por Assunto "Neurociência cognitiva"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Complexidade semântica e habilidade de decodificação: um modelo quantitativo da compreensão de textos denotativos em língua portuguesa baseado na teoria da informação(Universidade Federal do Pará, 2018-02-26) RIBEIRO, Louise Bogéa; RODRIGUES, Anderson Raiol; http://lattes.cnpq.br/4030747999301402; SILVA FILHO, Manoel da; http://lattes.cnpq.br/2032152778116209Com base em princípios da neurociência cognitiva e da teoria da informação, com ênfase no trabalho de Claude Shannon, realizou-se uma análise estatística de 33.101 palavras a partir da coleta de textos científicos da Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações e da Biblioteca Digital da USP, mediante a utilização da linguagem de programação C# e do Microsoft Visual Studio 2012 enquanto complemento do código, incluindo o SQL Server Management Studio 2012 para o gerenciamento do banco de dados, em prol do desenvolvimento do programa de processamento de informação intitulado de CalcuLetra, com o objetivo de mensurar a dificuldade de compreensão textual em Língua Portuguesa. A partir das premissas de que o aprendizado dos significados das letras, palavras e outros símbolos favorece o desenvolvimento do sistema nervoso central de humanos; que o comportamento metacognitivo do leitor permite a resposta a estímulos advindos do processo de leitura; e que as palavras de maior ocorrência no banco representam as mais conhecidas pelos seus autores, o algoritmo determina, assim, o grau de familiaridade das palavras conforme os parâmetros matemáticos e estatísticos do banco. Ao comparar textos não literários ou denotativos com os valores probabilísticos encontrados, revela-se quão compreensivo é o texto inserido no programa, considerando leitores neurotípicos e que o conteúdo possua os devidos elementos de coesão textual, conforme as regras gramaticais da língua. Nossos resultados revelam grupos de palavras que causam a incompreensão ou facilitam a leitura. Adicionalmente, mostramos lacunas de vocabulário e na utilização do dicionário. Apesar dos resultados preliminares, este estudo foi mais uma prova de conceito para o método empregado e demonstrou seu potencial para futuras pesquisas. A metodologia do modelo de quantificação pode ser adaptada a outras línguas, e espera-se que a pesquisa possa contribuir em prol da elaboração de diagnóstico objetivo de transtornos do comportamento (ex. dislexia), mediante classificação quantitativa da incompreensão escrita; e ter a sua aplicabilidade enquanto instrumento auxiliar na análise de exames dissertativos de vestibulares, do Enem e de concursos públicos, cuja avaliação é ainda de forma subjetiva.Tese Acesso aberto (Open Access) Ensino e aprendizagem de matemática na síndrome de Williams-Beuren: uma abordagem a partir de pesquisas em neurociência cognitiva(Universidade Federal do Pará, 2020-02-28) SILVA, Fabio Colins da; GONÇALVES, Tadeu Oliver; http://lattes.cnpq.br/6789250569319668; https://orcid.org/ 0000-0002-2704-5853As pesquisas em Neurociência Cognitiva apontam evidências que podem colaborar para as práticas didático-pedagógicas relacionadas ao ensino de matemática para alunos com discalculia (KAUFMANN; VON ASTER, 2012; LENT, 2018; HAASE, DORNELES, 2018). É nesse contexto que a presente pesquisa tem como objetivo investigar o efeito do Treino Computadorizado de Habilidades Matemáticas sobre o desenvolvimento da Cognição Numérica (senso numérico, processamento numérico e cálculo) em um estudante adulto com Síndrome de Williams-Beuren. Esta síndrome causa transtorno específico da aprendizagem matemática e compromete habilidades relacionadas aos domínios da Cognição Numérica, segundo modelo do código triplo proposto por Dehaene (1995; 1999; 2001). Tratou-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa do tipo estudo de caso. O participante foi avaliado nos três domínios da Cognição Numérica em dois momentos distintos (pré-teste e pós-teste) por meio de um protocolo de rastreio da discalculia, o PROMAT. Para melhorar o desempenho nas habilidades matemáticas foi utilizado a intervenção digital Dybuster Calcularis, um treinamento sistematizado e consecutivo realizado por um período de 12 semanas. Os relatórios gerados pela intervenção apontaram benefícios expressivos em diversas habilidades, tais como a estimativa da magnitude simbólica e não simbólica; a estimativa súbita de numerosidade; a estimativa de adição de conjuntos de pontos sem contá-los; o desenvolvimento da contagem oral crescente e decrescente; a produção e a compreensão numérica; a linha numérica; o valor posicional e cálculo de adição e de subtração com até dois dígitos. No entanto, os resultados não foram expressivos em habilidades relacionadas ao conhecimento de procedimentos de cálculo de multiplicação e de divisão com até dois dígitos e a evocação de fatos aritméticos. Por fim, a pesquisa possibilitou refletir sobre a importância de organizar um Designer de Atendimento Educacional Individualizado a partir de evidências de estudos em Neurociências Cognitivas.Tese Acesso aberto (Open Access) Investigando o efeito do deslocamento do olhar: implicações para o princípio da atenção dividida(Universidade Federal do Pará, 2015-06-30) SOUZA, Nelson Pinheiro Coelho de; ALVES, Danilo Teixeira; http://lattes.cnpq.br/6642002445572793Pearson e Sahraie (2003) demonstraram que a movimentação do olhar interfere na retenção de informações espaciais na Memória de Trabalho. Postle et al. (2006) mostraram, além disso, que a movimentação do olhar afeta mais a retenção de informações espaciais do que a retenção de informações não-espaciais. Embora estes autores tenham mostrado uma relação de causa e efeito entre o deslocamento do olhar e a retenção de informações, não fizeram uma experiência para verificar como esta retenção é afetada quando a amplitude do deslocamento do olhar é duplicada e triplicada (ΔӨ, 2ΔӨ, 3ΔӨ). Além disso, não investigaram se a interferência causada pela movimentação do olhar sobre a retenção de informações espaciais ocorreria para os deslocamentos do olhar produzidos pelas sacadas realizadas no estudo de materiais instrucionais. Na verdade, os deslocamentos do olhar impostos nos experimentos de Pearson e Sahraie (2003) e Postle et al. (2006) tinham amplitudes várias vezes maior que as amplitudes das sacadas tipicamente praticadas quando se estuda materiais instrucionais. Assim como Pearson e Sahraie (2003), nós também utilizamos em nosso experimento, o desempenho no Teste dos Blocos de Corsi como medida da retenção das informações espaciais na Memória de Trabalho. Porém nosso experimento diferiu do de Pearson e Sahraie (2003) em dois aspectos. Em primeiro lugar em nosso experimento utilizamos sacadas com amplitudes dentro da faixa de amplitudes praticadas no estudo de materiais instrucionais. Em segundo lugar em nossos experimentos as apresentações dos blocos foram intercaladas com sacadas, para simular as sacadas que se intercalam entre uma e outra fonte quando se estudam materiais instrucionais, permitindo-se assim a investigação do impacto dessas sacadas na retenção de informações espaciais. Nossos experimentos confirmaram nossa hipótese de que sacadas com amplitude similar aquelas praticadas no estudo de um material instrucional são capazes de afetar a retenção de informações espaciais na Memória de Trabalho. Houve também uma confirmação parcial da nossa segunda hipótese, de que um gradativo aumento na amplitude de uma sacada resultaria em um gradativo decaimento na retenção de informações espaciais. Obtivemos como resultado uma confirmação parcial pois a retenção de informações espaciais apenas decaiu quando a amplitude das sacadas aumentou de 0o para 36º e de 36º para 54º. Quando a amplitude das sacadas aumentou de 36º para 54º não se observou decréscimos no nível de retenção das informações espaciais. Um resultado importante foi a constatação de que, todas as vezes que sacadas foram intercaladas as apresentações dos blocos nos testes, independentemente de a amplitude da sacada ser 18º, 36º, ou 54º, sempre os níveis de retenção nos testes com sacadas foram inferiores ao nível de retenção nos testes sem sacadas. Discute-se também as novas perspectivas que a confirmação experimental de nossas hipóteses traz para o aprimoramento do Princípio da Atenção Dividida e para a explicação do que causa Efeito da Atenção Dividida em materiais instrucionais com conteúdo espacial. Prevemos que se os resultados que obtivemos em nossos experimentos puderem ser generalizados para materiais instrucionais com conteúdo espacial, isto permitirá que o efeito do deslocamento do olhar seja considerado um dos fatores causais do Efeito da Atenção Dividida para materiais instrucionais com conteúdo espacial. Por fim, informa-se que John Sweller, o descobridor do Efeito da Atenção Dividida, aceitou participar de pesquisas conjuntas nesta nova linha de pesquisa.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Marcadores funcionais da atividade elétrica do córtex cerebral para identificar atrasos no desenvolvimento de funções executivas no córtex pré-frontal em adolescentes(Universidade Federal do Pará, 2018-10-30) MIRANDA, Daisy Silva; AMORIM, Ana Karla Jansen de; http://lattes.cnpq.br/1231124517027635; PEREIRA JÚNIOR, Antônio; http://lattes.cnpq.br/1402289786010170A cognição humana é o resultado da interação entre fatores genéticos, epigenéticos e ambientais. Vários estudos têm mostrado que o córtex pré-frontal (CPF) é uma região crítica para a inteligência humana. Essa região tem um longo período de maturação que só finaliza no início da idade adulta. Estudos anteriores demonstram que a potência das oscilações de alta frequência registradas pelo EEG em repouso se correlaciona inversamente com a maturidade e amadurecimento de circuitos corticais, e a amplitude de oscilações de baixa frequência se correlaciona negativamente com bom desempenho cognitivo, principalmente no córtex pré-frontal. O principal objetivo deste estudo é verificar a correlação entre a potência das diferentes frequências elétricas corticais de adolescentes medidas com EEG com o desempenho na escala WISC-IV (Escala de Inteligência Wechsler para Crianças) que mede a capacidade intelectual. Adolescentes (N= 23) com idades entre 12-16 anos e 11 meses foram submetidos a registros de EEG em repouso por 5-10 minutos e em um segundo momento foram submetidos a avaliação psicométrica da escala WISC-IV. Os resultados mostraram que a potência alfa se correlaciona negativamente tanto com IMO nas regiões parietal e occipital (HD e HE), e na região central (HD) quanto com o QIT na região temporal (HE), nas regiões parietal e occipital (HD e HE) e na região central (HD. A potência da frequência teta nas regiões temporal (HE), parietal e occipital (HD e HE) se correlaciona negativamente com IMO e QIT. Na análise de gêneros, observamos que a correlação entre as potências das bandas alfa e teta e os índices cognitivos, ocorre em ambos os hemisférios para mulheres, mas não para homens.Tese Acesso aberto (Open Access) Semelhanças cognitivas inesperadas entre idosos e jovens: variabilidade e desempenho cognitivo(Universidade Federal do Pará, 2023-08) JARDIM, Naina Yuki Vieira; TORRES, Natáli Valim Oliver Bento; http://lattes.cnpq.br/1927198788019996; https://orcid.org/0000-0003-0978-211X; DINIZ, Cristovam Wanderley Picanço; http://lattes.cnpq.br/2014918752636286O estudo da variabilidade interindividual no desempenho cognitivo pode fornecer pistas importantes sobre o declínio cognitivo multivariado relacionado à idade. No presente trabalho, investigamos a variabilidade, as semelhanças e as diferenças cognitivas entre idosos e jovens. Para isso, utilizamos a análise de cluster hierárquico e função discriminante canônica de escores cognitivos usando tarefas específicas e sensíveis da Cambridge Neuropsychology Test Automated Battery - CANTAB. Entre os 415 voluntários testados, foram encontrados três grupos cognitivos distintos, baseados principalmente nos escores de memória de trabalho e memória episódica: o grupo 1 foi composto quase que exclusivamente por adultos jovens (94% jovens), enquanto os grupos 2 (82% idosos) e 3 (95% idosos) foram compostos predominantemente por adultos idosos. Embora o grupo 1 fosse o grupo mais jovem e com maior nível de escolaridade em relação aos outros grupos, 18% dos jovens compartilhavam desempenhos semelhantes aos do grupo 2 de idosos, enquanto 5% compartilhavam semelhanças cognitivas com o grupo 3. Em comparação ao grupo 1, os grupos predominantemente de idosos 2 e 3 teve pontuações igualmente mais baixas em memória de trabalho, mas em comparação com o grupo 3, o grupo 2 apresentou melhores desempenhos em tempo de reação, atenção sustentada e memória episódica. Quando as análises de cluster hierárquico e função discriminante foram limitadas à mesma faixa etária, encontramos 4 e 5 clusters distintos entre adultos jovens e idosos, respectivamente. A memória episódica, a atenção sustentada e o tempo de reação contribuíram mais para a formação de grupos em idosos, enquanto a memória de trabalho e a atenção sustentada contribuíram para a formação de grupos de adultos jovens. A variabilidade cognitiva entre os sujeitos mostrou dispersão significativa no processamento visual rápido, memória de trabalho espacial, tempo de reação e aprendizado associado emparelhado. A análise comparativa dessas diferenças mostrou que elas não ocorrem na mesma direção e magnitude entre indivíduos, domínios cognitivos e tarefas. Constatamos que idosos com maior escolaridade e estilo de vida mais ativo devam ter maior reserva cognitiva e por isso se desviaram menos do grupo de referência de adultos jovens. Em conjunto, nossos dados destacam a importância do estudo da variabilidade como instrumento para a detecção precoce de declínios cognitivos sutis e para a interpretação de resultados que se desviam da normalidade.
