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Navegando por Assunto "Neurogenesis"

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  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Efeitos da cirurgia de ressecção hipocampal unilateral sobre os padrões de neurogênese e memória em ratos wistar adultos
    (Universidade Federal do Pará, 2019-02-22) CARDOSO, Giuliana Thaissa Modesto; BRINO, Ana Leda de Faria; http://lattes.cnpq.br/9930065472602966; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; GALVÃO, Olavo de Faria; FRANCO, Edna Cristina Santos; LEAL, Walace Gomes; http://lattes.cnpq.br/7483948147827075; http://lattes.cnpq.br/5939607544965550; http://lattes.cnpq.br/2085871005197072; https://orcid.org/0000-0001-9912-3833; https://orcid.org/0000-0003-2909-949X
    A epilepsia do lobo temporal (ELT) é o tipo mais comum de epilepsia focal em adultos e a esclerose hipocampal (EH) é o achado patológico mais comum neste tipo de epilepsia. Em casos refratários de ELT, os pacientes são indicados à cirurgia de ressecção unilateral do hipocampo afetado que geralmente não causa danos cognitivos aos pacientes. Sabe-se que no hipocampo existe uma área neurogênica presente na zona subgranular do giro denteado, a qual promove a formação de novos neurônios mesmo na vida adulta. A existência de neurogênese compensatória na zona subgranular contralateral a cirurgia poderia explicar a ausência de danos cognitivos nesses pacientes. Pretendemos investigar a modulação de neurogênese no hipocampo contralateral remanescente em modelos animais submetidos a cirurgia de hipocampectomia unilateral assim como investigar os processos de aprendizagem e memória. Para isso, utilizamos 18 ratos Wistar adultos, divididos em três grupos, G15 (n = 6), G30 (n = 6) e controle (n = 6). Os grupos G15 e G30 foram submetidos ao procedimento cirúrgico de hipocampectomia unilateral no qual os animais foram profundamente anestesiados com uma mistura de cetamina (80 mg/kg) e xilazina (10 mg/kg) até a completa ausência de movimentos oculares e reflexo interdigitálicos. Os mesmos foram posteriormente fixados em aparelho estereotáxico e o hipocampo dorsal localizado de acordo com as coordenadas estereotáxicas. Em seguida, o córtex adjacente e o hipocampo do hemisfério esquerdo foram completamente removidos cirurgicamente em bloco. Os animais G15 e G30 foram mantidos por um período de sobrevida de 15 e 30 dias, respectivamente, após a cirurgia. O grupo controle não foi submetido ao procedimento. Para analisarmos se houve algum comprometimento de aprendizado e memória, os animais dos três grupos foram submetidos à análise de aprendizagem no labirinto radial de oito braços durante 7 dias. Após esse período, os animais foram perfundidos com solução salina a 0.9% e paraformaldeído a 4% em Tampão fosfato 0.1M. Os encéfalos foram pós-fixados por 48 horas e seccionados em criostato a 30µm. A seguir, realizou-se imunohistoquimica em secções de hipocampo direito para a visualização de corpos celulares de neurônios maduros (anti-NeuN) e neuroblastos migratórios (anti-DCX). Os resultados do teste comportamental não apresentaram diferenças significativas de aprendizado e memória entre os grupos. A imunomarcação apresentou diferenças entre os grupos G15 e G30 quando comparados ao grupo controle. Os grupos cirúrgicos apresentaram maior quantidade de neuroblastos marcados quando comparados ao grupo controle, o que nos leva a considerar a possibilidade dessa imunomarcação indicar uma possível neurogênese compensatória no hipocampo remanescente nesses animais. Além disso, a cirurgia de hipocampectomia unilateral não acarretou danos cognitivos nos nossos animais experimentais, o que está de acordo com os resultados observados em humanos e valida essa metodologia como uma importante ferramenta para investigar as bases neurais que modulam a ELT nos pacientes humanos.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Relação entre neurogênese hipocampal e história clínica de pacientes adultos portadores de epilepsia refratária do lobo temporal
    (Universidade Federal do Pará, 2018-09-13) GAMA, Jéssica Silva; SOUZA, Regina Célia Gomes de; http://lattes.cnpq.br/5576436464955236; LIMA, Silene Maria Araujo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156; FRANCO, Edna Cristina Santos; GOMES, Francinaldo Lobato; LAMEIRÃO, Soraia Valeria de Oliveira Coelho; http://lattes.cnpq.br/5939607544965550; http://lattes.cnpq.br/6398121018705672; http://lattes.cnpq.br/1983712664061587; https://orcid.org/0000-0003-2909-949X
    A epilepsia é um distúrbio neurológico caracterizado pela predisposição permanente docérebro em gerar crises epilépticas, e que atinge cerca de 1% da população mundial. No Brasil, adoença pode atingir de 2% a 4% da população. A maioria dos pacientes apresenta um bom prognóstico ao tratamento medicamentoso, todavia 30% dos pacientes apresentam refratariedade aotratamento. Entre as epilepsias que não apresentam um bom prognóstico encontra-se a Epilepsia do Lobo Temporal (ELT). A ELT é caracterizada morfologicamente por uma perda seletiva de neurônios do hipocampo, concomitantemente ao aumento da neurogênese hipocampal. Acredita-se que essa neurogênese exacerbada contribua para a epileptogênese (surgimento da epilepsia),entretanto, o papel dessa neurogênese aumentada em pacientes com ELT continua uma incógnita. Utilizamos hipocampos de pacientes portadores de epilepsia, os quais foram submetidos a um processo cirúrgico, no qual foi realizada a ressecção hipocampal unilateral. A partir da análise dos mesmos, investigou-se uma possível relação entre padrões neurogênicos com a evolução da doença. As entrevistas com os pacientes que foram submetidos à cirurgia demonstraram que o evento desencadeador (precipitante) da epilepsia ocorreu nos primeiros anos de vida dos pacientes, além disso, foram eventos de alta intensidade, e apresentaram, também, uma frequência elevada de crises epilépticas e refratariedade medicamentosa. A análise imunohistoquímica dos hipocampos mostrou de maneira equivalente que houve uma dispersão perceptível da camada de células granulares, indicando uma possível migração ectópica na marcação para neuroblastos (neurônios imaturos), os quais são gerados na neurogênese. Os resultados obtidos nesse trabalho são pioneiros, dado que os mesmos se fundamentam tanto em achados clínicos como histopatológicos, e a relação apresentada entre a neurogênese hipocampal e história clínica propõe uma nova visão de investigação. Esses achados podem auxiliar, ainda, em uma nova perspectiva de tratamento diferenciado nas epilepsias do lobo temporal.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Relação entre neurogênese hipocampal e história clínica de pacientes adultos portadores de epilepsia refratária do lobo temporal.
    (Universidade Federal do Pará, 2018-09-13) GAMA, Jessica Silva; SOUSA, Regina Célia Gomes de; http://lattes.cnpq.br/5576436464955236; LIMA, Silene Maria Araújo de; http://lattes.cnpq.br/8961057812067156
    A epilepsia é um distúrbio neurológico caracterizado pela predisposição permanente do cérebro em gerar crises epilépticas, e que atinge cerca de 1% da população mundial. No Brasil, a doença pode atingir de 2% a 4% da população. A maioria dos pacientes apresenta um bom prognóstico ao tratamento medicamentoso, todavia 30% dos pacientes apresentam refratariedade ao tratamento. Entre as epilepsias que não apresentam um bom prognóstico encontra-se a Epilepsia do Lobo Temporal (ELT). A ELT é caracterizada morfologicamente por uma perda seletiva de neurônios do hipocampo, concomitantemente ao aumento da neurogênese hipocampal. Acredita-se que essa neurogênese exacerbada contribua para a epileptogênese (surgimento da epilepsia), entretanto, o papel dessa neurogênese aumentada em pacientes com ELT continua uma incógnita. Utilizamos hipocampos de pacientes portadores de epilepsia, os quais foram submetidos a um processo cirúrgico, no qual foi realizada a ressecção hipocampal unilateral. A partir da análise dos mesmos, investigou-se uma possível relação entre padrões neurogênicos com a evolução da doença. As entrevistas com os pacientes que foram submetidos à cirurgia demonstraram que o evento desencadeador (precipitante) da epilepsia ocorreu nos primeiros anos de vida dos pacientes, além disso, foram eventos de alta intensidade, e apresentaram, também, uma frequência elevada de crises epilépticas e refratariedade medicamentosa. A análise imunohistoquímica dos hipocampos mostrou de maneira equivalente que houve uma dispersão perceptível da camada de células granulares, indicando uma possível migração ectópica na marcação para neuroblastos (neurônios imaturos), os quais são gerados na neurogênese. Os resultados obtidos nesse trabalho são pioneiros, dado que os mesmos se fundamentam tanto em achados clínicos como histopatológicos, e a relação apresentada entre a neurogênese hipocampal e história clínica propõe uma nova visão de investigação. Esses achados podem auxiliar, ainda, em uma nova perspectiva de tratamento diferenciado nas epilepsias do lobo temporal.
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