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Navegando por Assunto "Neuroimaging"

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    Análise por ressonância magnética funcional das áreas corticais e subcorticais da função de deglutição
    (Universidade Federal do Pará, 2023-09-19) LEÃO, Rômulo Evandro Brito de; SILVA ARAÚJO, Francisca Canindé Rosário da; http://lattes.cnpq.br/4617494416829591; ROCHA, Fernando Allan de Farias; http://lattes.cnpq.br/3882851981484245; https://orcid.org/0000-0002-6148-1050; TEIXEIRA, Cláudio Eduardo Corrêa; SOUZA, Givago da Silva; GOMES, Bruno Duarte; http://lattes.cnpq.br/7448998858430931; http://lattes.cnpq.br/5705421011644718; http://lattes.cnpq.br/4932238030330851; https://orcid.org/0000-0003-4889-9265; https://orcid.org/0000-0002-4525-3971
    Embora o ato de deglutir possa ser considerado uma ação voluntária de transferência do alimento da cavidade oral para o estômago, essa função do corpo humano pode ser iniciada muito antes da apresentação do alimento e requer extensa atividade do cérebro que permite que o processo de deglutição ocorra de maneira coordenada, segura, eficaz, prazerosa e possibilita o indivíduo se comportar em nível social garantindo interação com o meio e manutenção do próprio corpo. Entretanto, os mecanismos neurológicos da deglutição ainda não são totalmente claros e requerem investigação para melhor definição de seu padrão de normalidade e entendimento de suas alterações mediante distúrbios que possam acometer o Sistema Nervoso Central (SNC). Então, este trabalho tem por objetivo analisar as áreas corticais e subcorticais ativadas durante a função de deglutição. Trata-se de um estudo quanti-qualitativo, de caráter observacional, transversal e descritivo, com amostra por conveniência (não-probabilística) do tipo contínua. Fizeram parte deste estudo o total de 9 homens hígidos, com mínimo de 3 horas de jejum, submetidos a Ressonância Magnética Funcional (RMF) de 1 Tesla com sequencias axiais de T2 Flair, 3D Bravo e sequências ecoplanares BOLD para avaliação funcional de deglutição. Cada participante era solicitado a realizar múltiplas deglutições de saliva com um estímulo gustativa na boca (bala de menta) durante o tempo de 1 minuto com intervalo de 1 minuto (relação 1:1). Durante análise dos exames foram identificadas o total de 13 áreas cerebrais ativadas durante a deglutição, sendo o Tálamo, Cerebelo, Córtex Motor Primário, Córtex Somato Sensorial, Córtex Cingulado Anterior, Córtex Occipito Parietal Inferior, Córtex Frontal Inferior, Córtex Temporal Superior, Córtex Frontal Medial, Córtex Parietal Superior, Núcleo Ambíguo, Núcleo Salivar Inferior e Córtex Insular. A área do Córtex Motor Primário, onde é caracterizado o Homúnculo Motor, foi a única área comum em ativação entre todos os voluntários da pesquisa (100%), seguido do Córtex Frontal Medial esquerdo (77,78%), Córtex Occipito Parietal Inferior esquerdo (77,78%) e Cerebelo do lado esquerdo (77,78%). Já a menor frequência de áreas que não foram ativadas na amostra desta pesquisa foram o Córtex Frontal Medial (11,11%) e Córtex Frontal Inferior (11,11%). Embora seja observado áreas comuns de ativação no cérebro na amostra deste estudo, não é possível dizer que o sistema nervoso central se comporta da mesma maneira para a mesma tarefa de deglutir. Assim, a natureza distribuída dessa rede neurológica da deglutição ajuda a explicar por que tantas condições neurológicas repercutem em disfagia, sendo, então, esses achados de grande relevância clínica, pois ao entender as áreas corticais para determinada função é possível compreender melhor como a natureza de distribuição da rede neurológica da deglutição os efeitos sinaptogênicos que pacientes com lesões neurológicas desenvolvem no processo de reabilitação de deglutição quando essa dificuldade se encontra prejudicada. A deglutição envolve uma rede de distribuição de áreas neural muito ampla, ainda pouco compreendia e possível de ser maior do que se supõe.
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