Navegando por Assunto "Neutrophils"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação de neutrófilos circulantes em pacientes com neoplasias mieloproliferativas philadelphia negativas em tratamento quimioterápico(Universidade Federal do Pará, 2018-06-27) SARGES, Érica dos Santos; RIBEIRO, Carolina Heitmann Mares Azevedo; http://lattes.cnpq.br/3848996822163999; https://orcid.org/ 0000-0002-9457-2733As neoplasias mieloproliferativas (NMPs) fhiladelfia (Ph1) negativas são um grupo de doenças das células sanguíneas mielóides que surgem a partir de uma alteração na célula-tronco hematopoiética. As mais clássicas são Policitemia vera (PV) e Trombocitemia essencial. As NMPs Ph1 negativas apresentam um curso clínico prolongado e de comportamento relativamente benigno, mas que não tem cura. A quimioterapia citorredutora atua não somente nos eritrócitos e megacariócitos, mas também tem sua ação nos leucócitos, especificamente nos neutrófilos. Uma das terapias empregadas é a Hidroxiureia (HU), que apresenta como um dos seus efeitos colaterais a neutropenia, estudos mostram que esse medicamento pode ter efeitos diretos nos neutrófilos. A identificação de possíveis alterações quantitativamente e qualitativamente de neutrófilos sob efeitos da quimioterapia citorredutora em pacientes com NMPs Ph1negativas representa um avanço na compreensão do tratamento nestas NMPs. Hemograma e leucograma fazem parte do protocolo de acompanhamento do tratamento. Para avaliar qualitativamente algumas funções os neutrófilos foram sensibilizados com zimosan, estimulando assim a fagocitose, em relação ao metabolismo, foi feito o teste citoquímico de redução espontânea do tetrazólio nitroazul (NBT), além de quantificação de mieloperoxidase (MPO) através da citometria de fluxo. Neste estudo foram realizadas todas as metodologias citadas anteriormente para avaliação quantitativamente e qualitativamente em amostras de sangue de 46 pacientes (PV=17; TE=29). Os pacientes portadores de PV apresentaram menor IF que os indivíduos do grupo controle, com p=0,0002 (2.83±1,28; 3.83±1,38 respectivamente). O mesmo foi observado nos pacientes com TE que apresentaram menor índice que os indivíduos controles com p=0,0002 (2.85±1,34; 3.83±1,38 respectivamente). Nossos resultados mostraram que não houve diferença quanto à ativação do metabolismo oxidativo na prova de redução do NBT, entre o grupo controle com o grupo PV em uso de HU, com p=0,9047 (5±2,7; 2,9±3,5 respectivamente) e grupo controle com grupo TE em uso de HU, apresentando p=0,2870 (5±2,7; 5±6,9 respectivamente). O teste de MPO foi realizado todos os pacientes com NMPs que estavam sob regime do tratamento com HU. Nossos resultados mostraram que não houve diferença entre o grupo controle e os pacientes do grupo com PV, com p= 0,8438 (98,47±1,15; 98,54±1,46 respectivamente), o mesmo foi observado com os controles e portadores de TE, com p=0,5842 (98,47±1,15; 97,93±3,21 respectivamente). Os pacientes portadores de PV e TE que faziam uso de HU apresentaram alterações qualitativas nos neutrófilos, no qual, o uso de HU diminui a atividade fagocítica dos neutrófilos nestes pacientes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação funcional de neutrófilos circulantes em portadores de leucemia mielóide crônica antes e após o início do tratamento com mesilato de imatinibe(Universidade Federal do Pará, 2019-07-02) DAMASCENO, David Wendell Isacksson; RIBEIRO, Carolina Heitmann Mares Azevedo; http://lattes.cnpq.br/3848996822163999; https://orcid.org/ 0000-0002-9457-2733Objetivo: Avaliar a função dos neutrófilos em portadores de leucemia mielóide crônica (LMC) antes e após o início do tratamento com mesilato de imatinibe (MI). Material e Métodos: Participaram da pesquisa 13 pacientes diagnosticados com LMC (casos novos), com idade média de 51 anos, de ambos os sexos, selecionados no ambulatório de hematologia do Hospital Ophir Loyola, Belém-PA. Realizou-se nesse grupo três coletas sanguíneas. A primeira coleta no momento do diagnóstico com o paciente sem tratamento (Grupo B1), a segunda coleta após um mês do tratamento com MI (Grupo B2) e a terceira coleta após quatro meses de tratamento (Grupo B3). O grupo controle (Grupo A) constituiu de 13 voluntários sadios de ambos os sexos. Além do hemograma e leucograma, realizou-se também os ensaios de fagocitose e o teste citoquímico de redução espontânea do tetrazólio nitroazul (NBT) para avaliar o metabolismo oxidativo dos neutrófilos. Resultados: A avaliação da função fagocítica indicou diferença estatística quando comparado o Grupo A com os Grupos B1, B2 e B3, p=0,0001. Os grupos B1, B2 e B3 apresentaram menores índices fagocíticos (IFs) com 2,07±0,5; 1,99±0,4 e 1,97±0,6 respectivamente, em relação ao Grupo A com 3,72±0,8. Na avaliação do metabolismo oxidativo não houve diferença estatística entre o grupo A com os grupos B1, B2 e B3, p=0,2997. Discussão: Os resultados demonstraram que os pacientes sem tratamento apresentaram menor IF em relação ao grupo controle. Isso significa que mesmo o paciente possuindo inúmeras células do processo proliferativo, estas células estão com as suas funções diminuídas. Os pacientes tratados com MI também apresentaram menor IF em relação ao grupo controle. Ainda que o número de leucócitos e neutrófilos tenha reduzido nestes pacientes, a capacidade fagocítica destas células manteve-se diminuída. Não houve diferença estatística quanto à ativação do metabolismo oxidativo na prova de redução do NBT. Isso significa que a produção de EROs pelo sistema NADPH oxidase não apresenta alteração independente do tratamento com MI. Conclusão: Houve redução da quantidade de neutrófilos circulantes após o início do tratamento com MI. A função fagocítica dos neutrófilos manteve-se diminuída após o início do tratamento com MI. O metabolismo oxidativo dos neutrófilos não apresenta alteração independente do tratamento com MI. Logo, estudos adicionais são importantes para avaliar o exato mecanismo de alteração de função envolvidos nesses pacientes para permitir um melhor direcionamento em relação à terapia utilizada.
