Navegando por Assunto "Nietzsche"
Agora exibindo 1 - 4 de 4
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ciência e verdade em Nietzsche(Universidade Federal do Pará, 2017-05-26) COSTA, José de Ribamar Oliveira; BRITO, Maria dos Remédios de; http://lattes.cnpq.br/6896268801860211; https://orcid.org/0000-0002-0478-5285Esta pesquisa bibliográfica investigou ciência e verdade em Nietzsche e teve por objetivou trazer algumas questões reflexivas sobre a educação em ciência. Nietzsche é o pensador que pontua revirada representacional a partir do conceito de vontade de verdade. Sendo a verdade da ordem do mundo, das valorações e dos interesses morais sem essência ou forma fixa. Tal conceito é atravessado por questões culturais, políticas e sociais. Cruzam a obra de Nietzsche interesses pelo conhecimento, pela verdade e pela ciência. Em sua obra, a perspectiva que lança sobre o saber científico sempre foi a de que este abre caminhos para a crítica, embora em muitos momentos, em sua forma experimental e perspectivista, retome essas reflexões para mostrar o referencial contingencial da ciência. O que desagrada Nietzsche é pensar que a ciência pode ser colocada como um saber superior, com acentuada racionalidade, impedindo o homem de exercitar seu potencial criador e inventivo, pois ele sabe que o intelecto assume o maior ato inventivo. Por isso, solicita a arte como forma de lembrar que há no conhecimento muito mais que criação do que certezas e verdades. A pesquisa apresenta que a literatura de Nietzsche pode ser inspiradora para a educação em ciências, não por negar a ciência, mas para afirmar o conhecimento enquanto alegria, vida, humanidade e criatividade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ciência, conhecimento e naturalismo na filosofia de Nietzsche(Universidade Federal do Pará, 2024-03-08) JESUS, Francisco de Paula Santana de; BARROS, Roberto de Almeida Pereira de; http://lattes.cnpq.br/4521253027948817; https://orcid.org/0000-0001-6142-450XEsta dissertação tem como objetivo investigar, discutir e interpretar a questão do conhecimento na filosofia de Nietzsche. Para tanto, partimos do pressuposto que o filósofo tematiza o conhecimento e a ciência a partir de uma perspectiva naturalista ao destacar seus elementos meta-epistemológicos (como as influências biológicas, ou os compromissos sub-reptícios com valores morais). Nesse sentido, o recurso às ciências naturais serve ao filósofo como subsídio para uma investigação não metafísica a respeito das maneiras humanas de cognição. Importante, então, ressaltar os paralelos existentes entre a interpretação nietzschiana e os estudos de autores com os quais Nietzsche entrou em contato, como Mach, Boscovich e Ribot. O que demanda o estudo de fontes como recurso metodológico para determinarmos o sentido da noção de conhecimento na filosofia de Nietzsche. Assim, nossa pesquisa procura 1) esboçar uma história da noção de conhecimento a partir de O nascimento da tragédia; para, em seguida, 2) apresentar as perspectivas naturalistas do conhecimento; e, por fim, 3) interpretarmos como teriam se formado os principais modelos científico-filosóficos (o socrático e o sofístico) a partir da psicologia filosófica nietzschiana. Por fim, oferecemos um discurso sobre a noção de espaço implicada na hipótese nietzschiana da vontade de poder.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Friedrich Nietzsche e John Coltrane: a manifestação das pulsões Apolíneo e Dionisíaco na improvisação musical do Jazz(Universidade Federal do Pará, 2022-10-10) CONCEIÇÃO, Robenare Marques dos Santos; PONTES, Ivan Risafi de; http://lattes.cnpq.br/8592244270861493Esta pesquisa tem por objetivo mostrar, através da análise abordada em O Nascimento da Tragédia, que a improvisação musical praticada na música instrumental jazzística é passível de ser pensada como o resultado do emparelhamento das pulsões apolínea e dionisíaca, apontando uma zona de convergência entre Nietzsche e o Jazz. Friedrich Nietzsche é o autor principal a ser pesquisado a partir de sua obra O Nascimento da Tragédia. Ela inaugura um vasto legado que vai perdurar nas décadas seguintes do séc. XIX, marcando o início de um filosofar sem precedentes e o ponto de partida de sua filosofia. Logo, o estudo e a pesquisa a serem apresentados neste trabalho dissertativo, foram os resultados das reflexões em torno da primeira obra publicada do filósofo alemão. No entanto, além de O Nascimento da Tragédia, incluiu-se ao referencial bibliográfico deste trabalho as demais obras de Nietzsche, entre elas: Os Escritos Preparatórios: O Drama Musical Grego, Sócrates e a Tragédia e A Visão Dionisíaca do Mundo; Richard Wagner em Bayreuth; Ecce Homo; A Gaia Ciência; Humano, Demasiado Humano; Crepúsculo dos Ídolos; O Caso Wagner e Nietzsche contra Wagner, além das anotações e as cartas em que Nietzsche trata da música, ademais far-se-á a consulta de trabalhos dissertativos de pesquisadores que se dedicaram ao estudo filosófico sobre a relação entre a filosofia de Nietzsche e a música. Portanto, pretende-se expor uma análise de uma das obras jazzísticas mais importantes na historiografia do jazz – A Love Supreme, gravada em 1964 por John Coltrane, com a finalidade de ser envolvida nesta pesquisa para descrever a relação entre as pulsões geradoras da arte, para, a partir da relação descrita, ser possível de observar uma convergência entre o pensamento de Nietzsche sobre a arte e o artista da antiga tragédia grega com John Coltrane e seu processo criativo musical. Desse modo, além de Friedrich Nietzsche, como interlocutor no estudo e reflexão filosófica na música, é importante mostrar um panorama histórico do saxofonista John Coltrane, conhecido mundialmente nos anos 60 do séc. XX e de grande influência na geração de músicos de jazz que vieram posteriormente e por sua influência na estruturação da improvisação musical. A metodologia a ser utilizada nesta pesquisa é a de abordagem exploratória, por buscar aproximar-se com o fenômeno identificado: a relação entre o pensamento filosófico abordado por Friedrich Nietzsche no Livro O Nascimento da Tragédia e a Improvisação Musical aplicada na música instrumental jazzística, levando a conhecer mais a seu respeito e, dessa forma, contribuir no desenvolvimento de conceitos e ideias no campo da filosofia, estética e música.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Notas sobre a educação a partir de Nietzsche e Adorno(Universidade Federal do Pará, 2004-09) BRITO, Maria dos Remédios de; HASSE, Simone HedwingCiência e tecnologia, entendidas durante muito tempo como expressões da racionalidade, produzem contraditoriamente efeitos irracionais e perversos. No entanto, sempre atrelado a justificativa do progresso e à melhorias das condições de vida, o discurso científico acabou por ocultar consequências negativas do desenvolvimento tecnológico, minimizando também a necessidade de reflexões críticas. Para Friedrich Nietzsche (1844-1900) e Theodor Wiesengrund Adorno (1903-1969), há sombras nas promessas iluministas e, em suas obras, já se delineia a crítica ao racionalismo. Ambos reconhecem, embora em períodos com diferenças histórico-culturais, a necessidade de revisão do conceito de racionalidade e de reflexão sobre a crise da cultura e da educação. A alemanha do século XIX ou a Alemanha contemporânea estavam submersos a tipos educativos e culturais legados a necessidades do Estado e entricheirados por uma formação decadente a serviço do tecnicismo, do comércio e da burguesia. Nietzsche denuncia a cultura e a educação filistéia que estavam ligados efetivamente aos interesses do lucro, caindo num estreito degrau de empobrecimento humano, pois o incentivo da educação profissionalizante e técnica diminuía a forma para a construção de um indivíduo senhor de si mesmo. Adorno reluta contra a crença na ciência e na técnica como condição de emancipação social, pois sabe que o progresso se paga com o desaparecimento do sujeito autônomo, docilizado tanto pela sociedade industrial totalmente administrada, como pelas extremas regressões à barbárie representado pelos Estados totalitários. Num momento em que ciência e tecnologia se apresentam como passaporte para o mundo “moderno” e a razão revela-se a serviço da destruição, da alienação humana, do aniquilamento da individualidade, cabe importante papel à reflexão sobre a educação. Tentamos, assim, a partir da crítica a razão técnica e a massificação da cultura refletir a respeito das premissas de Nietzsche e Adorno sobre educação. Nossa pretensão não é unificar o pensamento desses autores e nem mesmo analisar a influência de Nietzsche sobre Adorno, mas a partir da percepção desses filósofos sobre a realidade social, sob diagnósticos, concepções e propostas, compreender a atualidade e observar as possibilidades para pensar a educação. Teremos como norte principal as leituras dos textos “Schopenhauer como educador” e “Crepúsculo dos Ídolos”, ambos escritos por Nietzsche, em 1874 e 1888, bem como os escritos de Adorno, “Educação após Auschwitz” e “Educação-para quê?”, ambas conferências proferidas na Rádio de Hessen em 1965 e 1966, e os textos “O que significa a elaboração do passado?” e Tabus a respeito do professor”, conferência de 1959 e 1965.
