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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Atributos químicos do solo e composição química de folhas de mangue vermelho (Rhizophora mangle L.) em um manguezal e área transicional em São João de Pirabas, Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2015) NASCIMENTO, Bruno Delano Chaves do; RUIVO, Maria de Lourdes Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/9419564604488031
    Os manguezais são ecossistemas costeiros característicos de regiões tropicais e subtropicais de grande importância social e ecológica. Na Amazônia esses ecossistemas representam mais da metade das áreas de mangue do Brasil (cerca de 70%) e são reconhecidos pela sua grande exuberância e magnitude relacionadas à distribuição regular das chuvas, as altas temperaturas, a grande amplitude de marés (>4m) e ao suprimento de sedimentos dos rios dessa região. Mudanças nas características hídricas e nas propriedades físico químicas do solo podem provocar alterações na dinâmica dos nutrientes nesses ecossistemas. Em ambientes transicionais essas características são alteradas e podem ter efeitos sobre a concentração de nutrientes nos compartimentos do ecossistema. Visando diferenciar esses ambientes de transição e os ambientes de manguezais propriamente ditos quanto à concentração de nutrientes é que este trabalho busca avaliar os teores de nutrientes no solo, em folhas de Rhizophora mangle L. e em folhas de serapilheira nesses dois tipos de ambientes em dois períodos sazonais em um manguezal do litoral amazônico. Foram coletadas amostras no mês de menos chuva (setembro de 2011) e o de mais chuvas (abril de 2012) nas duas áreas e submetidas a análises químicas para obter a concentração de macro (Ca, Mg, Na, K, Al, S, P, N, C) e micro nutrientes (Cu, Zn, Mn, Fe). Também foram analisadas as propriedades físico-químicas do solo (Eh, pH e Salinidade) e a granulometria do solo. Os resultados apontam maiores concentrações de nutrientes no solo do manguezal de franja quando comparado a zona de transição (manguezal x floresta secundária), indicando que o Eh que é mais baixo no primeiro influenciado pela proximidade com o mar e a maior frequência de inundação pelas marés, é o principal fator de diferenciação na concentração de nutrientes do solo. Os nutrientes nas folhas de Rhizophora mangle L. não apresentam grandes diferenças de um ambiente para o outro e não seguem o mesmo padrão de concentração do solo quanto às duas áreas estudadas, porém, nas folhas são mais influenciados pela diferença de um período climático para o outro. Assim, as árvores de mangue vermelho do bosque da zona de transição conseguem manter uma concentração de nutrientes semelhante ao bosque de franja, sendo a diferença estrutural do bosque mais relacionada a granulometria do solo do que a relação nutricional, já que essas árvores possuem mecanismos fisiológicos para conservação e seleção de nutrientes, como é o caso do N que poderia ser um nutriente limitante nesses ambientes.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Caracterização hidroquímica do rio Murubira, Mosqueiro-PA.
    (Universidade Federal do Pará, 2001-10-10) SANTOS, Ivanilce Costa; CORRÊA, José Augusto Martins; http://lattes.cnpq.br/6527800269860568
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Comportamento biogeoquímico de nutrientes no estuário do Rio Bacanga, Ilha de São Luís-MA
    (Universidade Federal do Pará, 1998-10-08) MELO, Odilon Teixeira de; LIMA, Waterloo Napoleão de; http://lattes.cnpq.br/1229104235556506
    O rio Bacanga, constitui um sub-estuário da baía de São Marcos e está localizado na região metropolitana de São Luís. É uma região que tem uso múltiplo (pesca, captação de água potável, deposição de esgotos domésticos, recreação e lazer, etc.). O ciclo dos nutrientes essenciais tem sido estudado em vário sistemas estuarinos, as interações com a biota (produção primária), com os sedimentos em suspensão e de fundo, a influência do escoamento fluvial, o enriquecimento das águas costeiras, a fertilização por esgotos domésticos, constituem as principais linhas de pesquisas nesses ambientes. No estuário do Bacanga, o enriquecimento de nitrogênio e fósforo tem contribuído para o processo de eutrofização da zona estuarina. Por outro lado, a construção de uma barragem à jusante (Figura 2.1), diminuiu a entrada das águas costeiras durante o fluxo e refluxo da maré e, de outro, uma barragem à montante reduziu o fluxo de água doce para a zona de mistura. Este trabalho teve como objetivo principal caracterizar o comportamento biogeoquímico dos nutrientes essenciais (C, N, P e Si), através de uma distribuição espaço-temporal, interação com a produção primária e a biomassa do fitoplâncton (clorofila “a”) e as suas relações com alguns parâmetros físicos, físico-químicos e químicos. Foram realizadas 6 campanhas de campo durante o ano de 1997 sendo três no período chuvoso (fevereiro, abril e junho) e três no período seco (agosto, outubro e dezembro), com amostragem, em cada campanha, em doze estações de coleta num perfil horizontal e numa extensão de 12km entre a montante e a jusante. Também foi realizado um perfil vertical nas estações de coleta de número 2, 8 e 11 a fim de observar e existência de estratificação na zona estuarina. Em campo, mediu-se a temperatura, a condutividade e a tansparência e coletou-se amostras de água para os diversos parâmetros físico-químicos e químicos. Em laboratório, utilizou-se métodos titulométricos clássicos, espectrofometria do ultravioleta-visível e de absorção atômica. Os resultados mostraram (à jusante) os seguintes valores para as espécies químicas: amônio 4 a 100µM, nitrito 0,6 a 9,7µM, nitrato 1,3 a 7,3µM, uréia 2,9µM, fosfato 2 a 14,5µM e silicato 19 a 89µM; e, à montante amônio 0,3 a 3µM, nitrito 0,2 a 1,2µM, nitrito 0,8 a 2,8µM, uréia a 1 a 2µM, fosfato 0,15 a 1,96µM e silicato 82 a 196µM. Esses valores elevados, na parte jusante do sistema estuarino, mostram que a principal fonte desses nutrientes é o esgoto doméstico, pois, os pontos de lançamentos de esgotos estão concentrados nessa zona do estuário. Os valores encontrados na parte montante podem ser considerados como naturais (background) para a região. O oxigênio dissolvido variou de 2 a 5,5ml/L, considerando o perfil longitudinal, da jusante para montante, em função dos processos biogeoquímicos dos quais participa. Na parte jusante, os valores são baixos (1,,9 a 3ml/L) são devidos a fraca turbulência e baixa produção primária. Ao contrário, na parte jusante, a maior turbulência e a influência das águas costeiras mais rica em oxigênio, justifica aqueles valores mais elevados (acima de 4ml/L). O gás sulfídrico foi determinado somente nos meses de abril e outubro e variou de 1 a 3,4mg/L, também no perfil longitudinal. A produção primária apresentou valores máximos (26 a 138mgC/m3/h) em agosto e considerando três níveis de profundidade (1, 50 e 100%) da zona eufótica e, a clorofila “a” de 10 a 44mg/m3 no perfil longitudinal. Essa produção primária elevada nessa zona do sistema estuarino, pode ser explicada por diversos fatores, como baixa turbulência, a disponibilidade de nutrientes e de luz solar nesse mês. Os íons maiores (Na+, K+, Ca2+, Mg2+ e SO42-) apresentaram os seguintes valores: sódio de 12 a 9400mg/L, potássio de 2,6 a 340mg/L, cálcio de 10 a 360mg/L, magnésio de 15 a 1143mg/L e o sulfato de 5,8 a 2375mg/L, considerando a variação entre os meses de abril e outubro que correspondem aos períodos seco e chuvoso. A salinidade variou de 0 a 32%, a temperatura de 24,5 a 31,3°C, ambas no perfil longitudinal. Isso mostra que as águas das nascentes são frias e de salinidade zero. Os perfis verticais mostraram que existe uma estratificação térmica, halina e química (gases dissolvidos: oxigênio e sulfídrico) que pode levar as águas de fundo e uma deficiência ou ausência de oxigênio. Essa deficiência de oxigênio pode ser induzida por estratificação termo-halina e pela decomposição de matéria orgânica de origem natural (manguezal e do escoamento fluvial) e antropogênica (esgotos domésticos). O comportamento conservativo foi evidenciado para a salinidade, temperatura, condutividade e os íons maiores e não-conservativo para os nutrientes essenciais (N, P e Si). A fertilização as águas estuarinas do Bacanga dá-se, principalmente, pelos esgotos domésticos, permitindo ao ambiente apresentar altas taxas de produção primária. Mas, uma fertilização excessiva pode conduzir a uma anoxia da coluna d’água com possível mortandade de peixe e de outras conseqüências para o sistema estuarino. Portanto, em trabalhos futuros, é necessário monitorar o oxigênio e as concentrações desses nutrientes e os processos de nitrificação e desnitrificação.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Dinâmica de nutrientes e da matéria orgânica no manguezal do Igarapé Nunca Mais - Ilha de São Luís (MA)
    (Universidade Federal do Pará, 2002-11-22) MELO, Odilon Teixeira de; LIMA, Waterloo Napoleão de; http://lattes.cnpq.br/1229104235556506
    É fato bem conhecido que o estado do Maranhão possui mais de 40% dos manguezais brasileiros, com área aproximada de 4800m2 e extensão de 640km de litoral. A formação vegetal própria do ecossistema manguezal margeia, entre outros acidentes geográficos, numerosos canais de maré, baías, estuários e reentrâncias; nesses ambientes costeiros deste Estado domina o sistema de macro-marés, conferindo aos mesmos condições peculiares em relação às demais regiões costeiras brasileiras. Enquanto a exportação de macro-particulados dos manguezais para as águas costeiras é um fato comprovado em diferentes manguezais a nível mundial e de consenso entre os pesquisadores, o que não ocorre quando se trata de micro-particulados e de nutrientes dissolvidos. Poucos estudos têm sido realizados, nesse último caso, em virtude de dificuldades metodológicas existentes nos cálculos de fluxos. A seleção da área-piloto para este estudo foi o manguezal do canal maré-igarapé Nunca Mais, situado ao norte da ilha de São Luis, com uma área de 1,22 km2, deveu-se ao fato de que a mesma se constitui de um ecossistema onde ocorrem trocas diretas com as águas costeiras do golfo do Maranhão e ausência de esgotos domésticos. Esse canal constitui a único meio de transporte de material entre o manguezal e as águas costeiras e, durante a enchente das marés de sizígia, o primeiro é completamente inundado. O objetivo central deste trabalho é o de quantificação, caracterização e estudo da dinâmica dos nutrientes inorgânico dissolvidos e da matéria orgânica associada a micro-particulados. Utilizou-se, neste estudo, cálculos de fluxos de nutrientes inorgânico dissolvido e da matéria orgânica pelo método do "Euleriano", durante um período de 13 meses, de abril de 2000 a abril de 2001, nas marés de quadratura e sizígia, em 52 ciclos de maré. Os fluxos instantâneos e líquidos foram calculados para os nutrientes inorgânicos dissolvidos (amônio, nitrito, nitrato, fosfato e silicato) e da matéria orgânica (carbono orgânico, nitrogênio orgânico e fósforo orgânico). Os dados, para a caracterização da matéria orgânica, foram oriundos da determinação razão elementar C/N e das razões isotópicas do carbono (13C) e do nitrogênio (15N) e da identificação de substâncias húmicas dissolvidas como traçadores das fontes de matéria orgânica. As diferenças entre dia e noite dos valores médios mostraram uma variação próxima de 0% para o p1-1 e salinidade, positivas com valores de 5, 6, 8 e 11%, respectivamente, para nitrato, fosfato, amônio e silicato e negativas para oxigênio (-10%) e de -1 a -6% para a matéria orgânica dissolvida e particulada. Os nutrientes dissolvida e a MOD variaram de forma semelhante com o nível d'água mostrando valores mais elevados na baixa-mar indicando o fluxo da água intersticial do manguezal para o canal de maré, enquanto que a MOP os valores variaram em função da velocidade da corrente mostrando a ressuspensão e o transporte do sedimento. Isso comprova que os processos biológicos de consumo de nutrientes e decomposição da matéria, no canal de maré, e a dinâmica da maré constituíram os fatores nas variações nictemerais. Os resultados obtidos mostraram uma variação sazonal com valores baixos no período seco, exceto para o silicato e elevados no período chuvoso comprovando que a precipitação pluviométrica influenciou no transporte do manguezal para a região costeira. Além disso, no período seco, ocorreu um maior consumo de nutrientes pelo fitoplâncton em consonância como o aumento da produção primária obtida. Foi, também, evidenciada uma diminuição na concentração do material particulado em suspensão e da MOP durante esse último período devido a diminuição do fluxo do manguezal. A exportação de nutrientes inorgânicos e matéria orgânica do manguezal, na área-piloto do igarapé Nunca Mais, é evidenciada, neste estudo, pela interpretação de cálculos de fluxos e de valores obtidos para a razão CÍN e as razões isotópicas δ13C e δ15N. Essas razões utilizadas como traçadores naturais levaram á identificação das principais fontes de matéria orgânica no canal de maré, quais sejam, as oriundas do manguezal em torno de 75%, das águas costeiras e a resultante da produção alóctone de 25%. Durante o período chuvoso, há predominância da MOP e MOD proveniente do manguezal, enquanto que no período seco as fontes marinhas e autóctone são mais expressivas; os processos fotossintéticos relacionados com o fitoplâncton, no canal de maré, justificam a produção autóctone. Observou-se que a exportação da MOD (-14mM.m-2.d-1) para as águas costeiras é inferior á da MOP (-20mM.m-2.d-1); essa diferença foi associada aos processos hidrodinâmicos de ressuspensão e transporte de sedimentos. Essa matéria orgânica dissolvida é constituída, predominantemente, de substâncias húmicas, que são mais resistente ao ataque bacteriano e, conseqüentemente sujeitas ao transporte, pelas correntes de maré, a longas distâncias até a plataforma. É plenamente justificável que a amplitude de maré e precipitação pluviométrica sejam fatores relevantes nesses processos de exportação. Pelo exposto, ratifica-se, neste estudo, que o manguezal desempenha importante papel na fertilização das águas costeiras do golfo do maranhão.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Dinâmica dos parâmetros abióticos na zona de mistura do estuário do rio Paracauari, ilha do Marajó-Pa
    (Universidade Federal do Pará, 2009-09-09) MONTEIRO, Sury de Moura; EL-ROBRINI, Maâmar; http://lattes.cnpq.br/5707365981163429; https://orcid.org/0000-0001-7850-1217
    O objetivo deste trabalho e avaliar a dinâmica sazonal (2008) e longitudinal dos parâmetros abióticos na coluna d’agua da Zona de Mistura do estuário do rio Paracauari (Ilha do Marajó-PA). Esse estuário situa-se na porção leste da ilha do Marajó – PA, e é influenciado por um clima tropical úmido, com temperatura media anual de 27oC, pluviosidade média de 2.566 mm/ano e dois períodos sazonais distintos (chuvoso que ocorre de dezembro a maio e menos chuvoso de julho a novembro); e apresenta um regime de meso a macromarés (3 a 5m), semi-diurna. Foram realizadas três campanhas adotando uma malha de 15 estações distribuídas ao longo deste estuário, e uma estação fixa na foz durante meio ciclo de maré. As campanhas foram realizadas nos períodos: chuvoso (março), intermediário (junho) e menos chuvoso (setembro). Realizou-se medições in situ dos paramêtros físico-químicos: temperatura, pH, OD, salinidade, CE e TDS utilizando uma sonda multiparâmetro, transparência através do disco de Secchi e coletou-se amostras de água para análise em laboratório de nutrientes através de métodos espectofotométricos e MPS através do método gravimétrico. Na estação fixa, os resultados analíticos estão em função da variação da maré, em geral, apresentando um comportamento senoidal, com exceção da temperatura da água que se relaciona ao horário da coleta. Tanto no período chuvoso e intermediário, quanto no menos chuvoso, o pH, o OD e o PO4 3- apresentaram uma relação direta com a variação da maré, sendo os índices máximos ocorridos durante a maré enchente. A CE, TDS e a salinidade, durante o período chuvoso, apresentaram os máximos na baixamar; já durante o intermediário e menos chuvoso, os máximos ocorreram na maré enchente, em decorrência da penetração das aguas marinhas. O NO3 -, o NO2 - e o Si(OH)4, entretanto, apresentaram as concentrações mínimas durante maré enchente nos períodos analisados, visto que as águas marinhas são empobrecidas nesses compostos. O MPS apresentou os máximos durante a maré vazante e os mínimos na enchente durante os períodos chuvoso, intermediário e menos chuvoso, porem a transparência não apresentou relação direta com a variação da maré e sim com o horário da coleta. Os resultados analíticos das amostras coletadas ao longo do estuário do rio Paracauari demonstram que as águas deste estuário não apresentam amplas variações sazonais nas concentrações dos parâmetros estudados. A temperatura da agua mostrou-se constante com media de 28,70oC e variação de 1,5oC nos três períodos, confirmando a homogeneidade térmica dessas aguas. O pH foi ácido, com medias de 5,87 e 6,77 durante o período chuvoso e intermediário, respectivamente, e alcalino durante o período menos chuvoso (7,37) refletindo a influencia das aguas marinhas no estuário. A transparência dessas águas apresentou media de 10 cm durante o período chuvoso em consequência da grande carga de material em suspensão, na ordem de 93,72 mg/L, que produz um aspecto barrento nas aguas dessa região; já durante o intermediário e menos chuvoso, a concentração de material em suspensão foi menor, o que ocasionou medias de transparências mais elevadas, em torno de 43 cm. A concentração de OD revelou que as águas estuarinas são mal oxigenadas durante o período chuvoso e intermediário, com teores médios de 3,11 e 4,32 mg/L, respectivamente, e bem oxigenadas durante o menos chuvoso (média de 6,30 mg/L). Todos os nutrientes dissolvidos analisados apresentaram médias mais elevadas durante o período chuvoso, devido ao aporte natural proveniente das áreas adjacentes, sendo a média de: NO2 - de 0,08 μM/L; de NO3 - de 6,52 μM/L; de Namoniacal de 0,46 μM/L; de PO4 3- de 0,89 μM/L; e de Si(OH)4 de 60,14 μM/L. Ja no período intermediário e menos chuvoso, há uma redução significativa nesses valores principalmente na foz, onde ocorre maior influência das águas marinhas. A CE, os TDS e a salinidade apresentaram nítida variação sazonal, com valores mínimos respectivos durante o período chuvoso de 256 μS/cm, 125,66 mg/L e 0,12 e máximos no menos chuvoso de 11002 μS/cm, 5505,03 mg/L e 6,18, sendo que nos três períodos, os valores máximos ocorreram na foz, onde ha maior influência marinha. As alterações longitudinais nos parâmetros analisados no estuário do rio Paracauari são controladas principalmente pela descarga dos rios, precipitação, vento e maré. O que permite sugerir que este estuário e influenciado por águas continentais durante o período chuvoso e intermediário, e por oceânicas durante o menos chuvoso, sendo que neste ultimo as águas do oceano penetram no estuário cerca de 40 km em relação a foz.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Mapeamento do halo de dispersão formado por efluentes industriais lançados na Baía do Guajará no trecho compreendido entre o bairro de Val-de-Cães e o Distrito de Icoaraci
    (Universidade Federal do Pará, 2006-09-18) MOURA, Elyana Melo; RAMOS, José Francisco da Fonseca; http://lattes.cnpq.br/8189651755374537
    A região metropolitana de Belém concentra um grande número de indústrias no seguimento entre o bairro de Val-de-Cães e o distrito de Icoaraci. Essas indústrias, dentre as quais, do pescado, cervejaria e outras, liberam efluentes para a baía do Guajará muitas vezes sem nenhum tratamento. O estuário tem uma intensa hidrodinâmica e consequentemente uma grande capacidade de diluição dos poluentes lançados pelas indústrias instaladas às suas margens. Porém, se a concentração dessas substâncias contaminadoras superar certos limites, as águas do estuário podem perder a capacidade de diluição de efluentes. A fim de se determinar a capacidade da baía do Guajará em dispersar os contaminantes, lançados pelas indústrias instaladas às suas margens, foram realizadas três campanhas para coleta de amostras de água superficial em um trecho compreendido entre os bairros de Val-de-Cães e o distrito de Icoaraci. A primeira campanha foi realizada no mês de maio, correspondente ao período chuvoso, e as outras duas nos meses de agosto, período de estiagem e novembro, início do período chuvoso, todas em 2005. As amostras foram coletadas a 0, 50, 100, 200 e 400 metros da margem do estuário, em frente à empresa de pescado, cervejaria e matadouro, onde foram analisados os parâmetros pH, condutividade elétrica, cor, turbidez, material particulado em suspensão, oxigênio dissolvido, oxigênio consumido, CO2 livre, nitrato, fósforo total, sulfato, alcalinidade total e os cátions Na, K, Ca e Mg. Os valores de oxigênio dissolvidos no trecho estudado são considerados baixos para a região, com valores aumentando em direção ao interior da baía, sendo que as maiores concentrações foram obtidas no período chuvoso. O oxigênio consumido, por sua vez, tem comportamento inverso, com os maiores valores obtidos próximos à margem da baía, onde a influencia dos esgotos e, consequentemente, o teor de matéria orgânica é maior. O nitrato não obedece a nenhum padrão de distribuição espacial, porém, em relação à sazonalidade, apresenta maiores valores no mês de dezembro. O fósforo total apresenta nítida diferença de quantidades entre os períodos seco e chuvoso. Sendo os maiores valores registrados no período chuvoso. Espacialmente, a distribuição desse nutriente aumenta na cota 100m, devido à presença da tubulação de esgotos industriais que lançam efluentes a 100m da margem. O sulfato atinge maiores concentrações no mês de novembro, não tendo sido observados padrões longitudinais e transversais em sua distribuição, o que sugere que este nutriente não tem relação com o lançamento de esgotos nas águas da baía. Os cátions apresentam suas maiores concentrações no período de estiagem, o que sugere menor diluição pelas águas. Espacialmente, a distribuição de cátions aumenta no sentido Val-de-Cães- Icoaraci devido à maior influencia das águas oceânicas. De modo geral, alguns parâmetros como pH, condutividade, cor, material particulado em suspensão, turbidez, CO2 livre e alcalinidade não sofrem mudanças significativa nos valores em relação à sua distribuição espacial, já outros parâmetros como o oxigênio dissolvido e os nutrientes apresentam mudanças ao longo dos 400 metros da margem do estuário, principalmente devido à influência antropogênica. Porém, todos os parâmetros apresentam modificações em relação à sazonalidade, onde os maiores valores são observados durante o período de estiagem, quando há menor volume de água na baía.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Nutrients in Amazonian Black Earth from Caxiuanã Region
    (2011) LEMOS, Vanda Porpino; MEIRELES, Antônio Roberto de Oliveira; DANTAS, Kelly das Graças Fernandes; MORAES, Milena Carvalho de; COSTA, Marcondes Lima da; SILVA, Any Kelly Terra da; KERN, Dirse Clara
    Padrões de dispersão de nutrientes em terra preta Amazônica (TPA) podem dar informações sobre atividades antrópicas dos habitantes da Amazônia. Estudos sobre pH, fósforo disponível (P), matéria orgânica (MO) e os cátions trocáveis, Ca2+ e Mg2+, foram realizados em amostras de solos dos horizontes A1 e A2 ao longo de uma área com TPA (norte-sul e leste-oeste) em um sítio arqueológico denominado Ilha de Terra, na Unidade de Conservação Floresta Nacional de Caxiuanã, Município de Melgaço, Brasil. Os resultados indicaram que a MO e o Ca são os que apresentam maior dispersão. Correlações mais elevadas foram encontradas entre OM-Ca-Mg às proximidades da área central e levam a inferir que a dispersão geoquímica de MO, Ca, Mg e P em sítios arqueológicos com TPA está relacionada com atividades humanas pregressas.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Variabilidade sazonal e espacial da qualidade de água em dois lagos amazônicos: Água Preta e Bolonha, Belém, Pará, Brasil
    (Universidade Federal do Pará, 2025-04-04) ROMÃO, Cryssia da Costa; ROLLNIC, Marcelo; http://lattes.cnpq.br/6585442266149471; https://orcid.org/0000-0002-8601-1514
    Localizados no Parque Estadual do Utinga (PEUt), os lagos Bolonha e Água Preta são os principais corpos hídricos que abastecem a Região Metropolitana de Belém (RMB) com água potável pela Companhia de Saneamento do Pará (COSANPA), sendo responsável por 75% do abastecimento desta população. Estudar e conhecer a hidroquímica desses lagos é de fundamental importância, pois as condições ambientais e os serviços ecossistêmicos estão diretamente relacionados com a qualidade da água nos lagos. As fontes de entrada, como o aporte do rio Guamá por bombeamento, lançamento de efluentes in natura, escoamento continental oriundo da precipitação pluviométrica, demandam um esforço amostral aprimorado ao longo do sistema. Portanto, este trabalho teve como objetivo analisar a qualidade da água dos lagos Bolonha e Água Preta para identificar fontes de contaminação e seus efeitos sobre o ecossistema e a saúde pública. Para o entendimento e identificação dos processos físicoquímicos e suas interações com as atividades antrópicas, hidrodinâmica e o clima, foram realizadas medições mensais, durante 12 meses (setembro de 2023 a agosto de 2024) em 20 pontos no lago Água Preta e em 4 pontos no lago Bolonha. Foram coletadas amostras em 2 profundidades (superfície e fundo) para obtenção dos valores de temperatura da água, pH, condutividade elétrica, oxigênio dissolvido (OD), turbidez e sólidos totais dissolvidos (STD) com o auxílio de uma sonda multiparâmetros, da marca HORIBA. Alíquotas foram separadas para determinação em laboratório dos seguintes parâmetros: amônio, nitrito, nitrato, fosfato, nitrogênio e fósforo total, demanda bioquímica de oxigênio, coliformes termotolerantes, clorofila-a e alcalinidade total. Os dados mensurados foram analisados estatisticamente entre pontos e estações sazonais, e calculados os Índices de Estado Trófico (IET) e de Qualidade de Água (IQA).
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