Navegando por Assunto "Oral history"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Da Vila do Cariperana à nova territorialização da Comunidade Remanescente Quilombola do América nas narrativas de moradores no contexto bragantino(Universidade Federal do Pará, 2024-07-23) SILVA FILHO, Claudio Padilha da; SOUZA, Ana Paula Vieira e; http://lattes.cnpq.br/8840758628880141; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0003-3340-1866; MIRANDA, Leila Mourão; http://lattes.cnpq.br/5665064793338456; https://orcid.org/0000-0002-5273-1900A tese analisa o processo histórico de formação da Comunidade Remanescente Quilombola do América (CRQ), no município de Bragança-Pará, na Amazônia paraense motivada pela desterritorialização de moradores (as) da vila do Cariperana, em face às divergências de opiniões, conflitos, interesses e redução da área em que viviam e se constituam socialmente no trabalho da agricultura e produção da farinha d’água. As duas comunidades estão localizadas no município de Bragança, nordeste do Estado do Pará, e as configuram no contexto das redes de significações territoriais, socioespaciais, socioculturais e políticojurídicas, instituídas pela Constituição Federal do Brasil, de 1988. A tese assume a abordagem da fonte da oral, que parte do princípio de que os discursos orais são passíveis de transformação em textos escritos que se tornam testemunhas (Meihy, Holanda, 2015). Assim, a pesquisa de campo empírico partiu da escuta das narrativas orais de pessoas moradoras (os mais velhos das duas vilas), indicando colaboradores e os guardiões da memória. Metodologicamente, a tese é referendada na perspectiva da História Social nos estudos de história e memória, memória e identidade. A análise histórica das duas vilas na constituição da comunidade quilombola é contextualizada a despeito da origem e as relações da presença do negro-africano e descendentes, visando evidenciar a formação distinta de suas historicidades. Analisa-se a constituição de uma nova territorialização a partir das políticas públicas de igualdade racial discutindo os movimentos diaspóricos em busca de melhores condições de vida e trabalho na Amazônia paraense por pessoas negras e seus descendentes, que deram origem à vila do Cariperana e vila do Américo. O campo teórico sobre processos de território, desterritorialização e nova territorialização são abordados em três perspectivas: histórico-temporal, espacial e simbólico com base na teoria de Haesbaert (2004; 2005). Na coleta de dados, a utilização da técnica da entrevista com os afrodescendentes que são descendentes do casal Gregório e Tereza, bem como da mulher Andreza. Participaram os (as) colaboradores Júlio Monteiro, Nezila, João Paulo, Orlandina e Manoel Carivaldo. As análises das categorias interpretativas a despeito da origem da população negra das duas vilas foram com base na teoria da história oral por Thompson (1992), assim como, o uso da representação gráfica dos símbolos do ‘genograma’ para explicitar as gerações familiares de ambas as vilas , indicando as descendências dos(as) colaboradores desta pesquisa. Os resultados da tese apontam reflexões sobre o território e os conflitos entre famílias, a relação social, econômica e cultural na atividade do trabalho com o plantio da mandioca e casa do forno, evidenciando a rede de significado territorial com a certificação de comunidades remanescentes quilombolas no contexto amazônico. A função social e cultural da presença da mulher como liderança no movimento de ocupação territorial, do reconhecimento étnico-racial da Comunidade Remanescente Quilombola do América ocorreram a partir da implementação da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais conforme os dispositivos legais do Brasil. A tese, conclui que a vila do Cariperana e vila do Américo originaram a nova territorialização da Comunidade Remanescente Quilombola do América, assim como, as políticas de valorização da história e cultura do Continente África e Afrobrasileiro, que reconheceu ancestralidade do território em 2015 e em 2023 foi titulada.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Sexo é só para quem pode pagar: um diálogo com o cotidiano da prostituição no Pará(Universidade Federal do Pará, 2021-06) FIGUEIREDO, Augusto César PintoO presente artigo é o resultado do primeiro ano de pesquisa de campo desenvolvida para a tese de doutorado intitulada: “A história da prostituição em áreas de barragens na Amazônia: O lado sombrio do grande capital”, e das discussões gestas na disciplina “Sociobiodiversidade e trabalho”. No presente artigo abordamos diversos aspectos como perfil das profissionais do sexo, perfil dos clientes, valor dos programas, abordamos brevemente os motivos que levam essas pessoas a ingressarem no mercado do sexo. Falaremos sobre metodologia de pesquisa de campo, os desafios de fazer pesquisa de campo durante o período de pandemia, apresentamos a transcrição de diálogos que foram coletados ao longo do ano de 2020 com cerca de 50 profissionais do sexo. As perguntas inicialmente eram abertas, mas tão logo as entrevistadas se sentiam à vontade, as perguntas abertas davam espaço a narrativas de vida e trajetórias que iam do histórico familiar até o momento que as levou a “escolha” do mercado da prestação de serviços sexuais. Os dados coletados resultaram numa tabela que apresentamos as características físicas, faixa etária, os tipos de programas e os cachês médios cobrados por programa.
