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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Albedo da cultura da soja em área de avanço da fronteira agrícola na Amazônia(2010-01) SOUZA, Paulo Jorge de Oliveira Ponte de; RIBEIRO, Aristides; ROCHA, Edson José Paulino da; LOUREIRO, Renata Silva de; BISPO, Carlos José Capela; SOUSA, Adriano Marlisom Leão deO avanço da fronteira agrícola na Amazônia pode acarretar graves impactos ambientais, constituindo a mudança no albedo da superfície um dos principais forçantes. Avaliou-se, neste trabalho, o albedo da soja (Glycine Max (L.) Merryl), plantada em condições naturais de campo, na cidade de Paragominas, PA, região com grande avanço da fronteira agrícola na Amazônia, e se observou relação direta entre o albedo da soja e o seu índice de área foliar, valor máximo diário variando entre 0,24 e 0,25 associado a um IAF de 7,17 correspondente a 1297,62 graus-dia acumulados. Em termos médios, encontrou-se que a o estádio fenológico mais critico da cultura, tendo como base a mudança no albedo, é o estádio fenológico de frutificação na qual a mesma apresenta um albedo médio máximo de 23,3% (± 0,0007). Modelos empíricos foram ajustados para simular a variação diária do albedo em função do IAF e umidade do solo, ao longo do ciclo, e a variação diurna do albedo na elevação solar, para cada estádio fenológico da soja.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise bioeconômica da produção de novilhos precoces de diferentes grupos genéticos terminados em confinamento, em Paragominas, Pará(Universidade Federal do Pará, 2014-08-29) MAIA, Janaina Teles da Silva; DOMINGUES, Felipe Nogueira; http://lattes.cnpq.br/1461187309835749; OAIGEN, Ricardo Pedroso; http://lattes.cnpq.br/8056365542183068O objetivo deste trabalho foi avaliar a viabilidade de um sistema de terminação de novilhos precoces, em regime de confinamento, a partir de indicadores zootécnicos e econômicos, assim como, comparar o desempenho de diferentes grupos genéticos (zebuínos e cruzamentos com taurinos). O estudo foi realizado em uma propriedade privada no município de Paragominas, Pará, onde foram utilizados no experimento animais do próprio sistema de produção, aleatoriamente selecionados, a partir de três grupos genéticos: Nelore, ½Angus ½Nelore e ½Charolês ½Nelore, porém com data de nascimento e peso aproximados, ou seja, do mesmo grupo contemporâneo. O experimento foi realizado nos anos de 2012 e 2013 com animais oriundos da estação de nascimento de 2010 (67 animais) e 2011 (63 animais), respectivamente, sendo todos com idade média de 21 meses no início do confinamento. Para avaliação do desempenho zootécnico os animais foram pesados a cada 28 dias, respeitando um jejum de sólidos de 16h. A cada semana foram coletadas amostras do alimento concentrado, silagem e dieta total (silagem+concentrado), para análise bromatológica. Os dados econômicos foram coletados na propriedade, e posteriormente tabulados e analisados em MS Excel. Os resultados relevaram destaque para os animais do cruzamento ½Charolês ½Nelore quanto a médias dos indicadores de desempenho, estatisticamente não diferenciando em alguns aspectos, do cruzamento ½Angus ½Nelore, porém sempre com valores superiores. Quanto aos dados econômicos o confinamento apresentou indicadores positivos para os dois anos de experimento, com lucratividade e rentabilidade média de 8,5% e 9%, respectivamente, com destaque para o grupo genético ½Charolês ½Nelore como o mais rentável devido ao maior rendimento de carcaça.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da susceptibilidade a inundações na bacia hidrográfica do Rio Uraim, Paragominas - PA(Universidade Federal do Pará, 2017) CORREA, Denison Lima; MATTA, Milton Antônio da Silva; http://lattes.cnpq.br/9053359402276755O fenômeno da inundação é um evento natural, dado pelo extravasamento da água para o leito maior do rio, fato propiciado por precipitações intensas fazendo com que a quantidade de água que chega simultaneamente para um ponto do rio seja maior do que sua capacidade de escoamento. O objetivo principal dessa dissertação foi realizar a análise da susceptibilidade a inundações da bacia hidrográfica do Rio Uraim no municipio de Paragominas estado do Pará com base nas características físicas e morfometricas da bacia e avaliar as áreas mais propiciais a alagamentos dentro da zona urbana. Foram utilizadas técnicas de geoprocessamento para extrair a bacia por imagens SRTM e utilizar de classificação digital de imagens para obter o uso do solo na bacia e extração de elevação e declividade para compor o processo de álgebra de mapas pelo método AHP a fim de gerar o mapa de susceptibilidade da bacia e realizar uma discussão com a zona urbana do municipio de Paragominas. A bacia do Rio Uraim possui uma rede de drenagem com área e perímetro de 4,981 km² e 202 km, respectivamente. A bacia possui altitude máxima de 255 metros e mínima de 1 metro no exutório, sendo a altitude média de 136 metros. A declividade do curso d’água principal calculada com base nos extremos (S1) apresentou um valor de 0,08 m/m expressou um valor que superestima a declividade média do curso da água, e consequentemente, o pico de cheia. Para a variável uso e ocupação do solo apresentarem variáveis onde pode se analisar que a bacia do rio Uraim está em processo de alteração de sua cobertura vegetal evidenciando um alto índice nas classes pastagens e agricultura, além do desmatamento em áreas de Preservação Permanente, as áreas urbanas evidenciam a alta impermeabilidade nas áreas de preservação. Constata-se que os bairros mais suscetíveis a inundações se encontram em regiões próximas aos igarapés vertentes da bacia são eles Promissão, Uraim, Cidelândia, Angelim e Cidade Nova. A técnica AHP utilizada para determinação de pesos das classes contribuintes para susceptibilidade a inundações se mostrou eficaz pois reduz e simplifica o problema proposto, o que minimiza os erros de julgamento durante o processo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise mineralógica por difratometria de raios-X e método de análise de agrupamento (cluster analysis) como critério para individualização de horizontes bauxíticos(Universidade Federal do Pará, 2017-03-08) OLIVEIRA, Kelly Silva; ANGÉLICA, Rômulo Simões; http://lattes.cnpq.br/7501959623721607A formação de amplos perfis de alteração tal como os depósitos bauxitíferos, durante o período cenozoico na Amazônia é resultante de um intenso intemperismo causado por um clima sazonal, quente e úmido característicos desta região. A Província Bauxitífera de Paragominas, localizada na porção leste do Estado do Pará e oeste do Maranhão, ocupa uma área de aproximadamente 50.000 km2 e configura-se como o maior agrupamento de bauxitas do Brasil. Neste trabalho foi utilizado a Difratometria de Raiox-X, uma técnica que requer pouco tempo de análises, etapas mínimas de pré-tratamento e quantidades pequenas de amostra, associada à Análise Estatística por Agrupamento (Cluster Analysis) na individualização dos horizontes bauxíticos da mina Miltônia 3, Paragominas-PA. Os resultados obtidos foram correlacionados com as análises químicas tradicionais que são utilizadas no controle de qualidade e processamento das bauxitas. As amostras utilizadas neste trabalho e os resultados de análises químicas (teores de Alumina Aproveitável e Sílica Reativa) foram disponibilizadas pela empresa Norsk Hydro. Inicialmente, foram definidos os tipos mineralógicos do minério através do uso da análise por agrupamento com os dados da Difratometria de Raios-X em um conjunto de amostras de duas seções (HIJ-229 e HIJ-231) da malha de sondagem, cada seção compreendendo 23 furos, totalizando 375 amostras analisadas. Com base na posição e intensidade dos picos nos difratogramas, foi possível fazer a distinção dos horizontes bauxíticos. Devido à semelhança no conteúdo mineralógico desses horizontes, as diferenças encontradas nesses grupos referem-se as proporções dos principais minerais constituintes: gibbsita, caulinita, goethita, hematita e, mais raramente, quartzo e anatásio. Através da análise por agrupamento foi possível realizar uma separação das amostras por grupos cujos difratogramas eram similares. Além de facilitar a análise de um grande número de amostras de forma rápida e com resultados eficientes. Foi possível ainda, observar uma boa correlação dos agrupamentos com os litotipos identificados pela empresa Norsk Hydro através dos resultados da análise química. Desta forma, a análise de clusters em difratogramas de amostras de minério de alumínio pode vir a ser uma ferramenta eficiente auxiliando nos protocolos de beneficiamento desse material.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da exploração florestal de impacto reduzido em atributos físicos e químicos do solo e na regeneração natural em Paragominas, PA(Universidade Federal do Pará, 2008) HIRAI, Eliana Harumi; SILVA, José Natalino Macedo; http://lattes.cnpq.br/0479038232182214; CARVALHO, Cláudio José Reis de; http://lattes.cnpq.br/5976057799163293Este trabalho foi realizado na Fazenda Rio Capim, propriedade da Empresa Cikel Brasil Verde Madeiras Ltda., Paragominas, PA. O objetivo principal foi estudar as propriedades físicas e químicas do solo e a regeneração natural em três Unidades de Trabalho exploradas em 2000, 2003 e 2006, considerando os tratamentos: centro de clareira, ramais de arraste primário e secundário, pátio de estocagem e parcela-controle. Nas parcelas de plantas foi medido o diâmetro de cada indivíduo a aproximadamente 1,30 m do solo; todas as espécies foram identificadas e calculadas a riqueza, abundância, Índice de diversidade, equitabilidade e similaridade florística. As amostras de serapilheira foram retiradas nas parcelas de coleta de solo. Para análise física (granulometria, densidade, resistência à penetração, porosidade e umidade volumétrica) do solo foram coletadas amostras a 0-5, 5-10, 10-20, 20-30 cm de profundidade, e para a análise química (pH, teor e estoque de carbono e nitrogênio, relação C/N) foram coletadas amostras a 0-10 cm. Nas trilhas de arraste primárias foram considerados o seu início, meio e fim, e tanto para as trilhas de arraste primárias e secundárias, considerou-se as marcas das rodas do maquinário (RM), o espaço entre as rodas (ER), e borda da trilha (BT). As clareiras resultantes da derruba de árvores foram medidas aleatoriamente e classificadas com área < 600m2 e > 600m2. O solo das áreas de estudo é Latossolo Amarelo com textura muito argilosa. A densidade e a porosidade do solo variaram significativamente entre anos e entre tratamentos (p<0,001); não houve diferença significativa na profundidade de 20-30 cm. Ramais principais, secundários e pátio foram os tratamentos mais afetados. A classe de clareira não influenciou na densidade. Verificou-se que ER e BT não diferiram estatisticamente. A comparação entre início, meio e fim da trilha não foi diferente para nenhuma das comparações. Os resultados para resistência à penetração foram muito semelhantes aos da densidade e porosidade. A umidade volumétrica variou em função da combinação ano e tratamento (p<0,001). Os valores médios de Ph variaram entre 4,72 a 5,92. Houve uma redução de serapilheira com decorrer dos anos pós-exploração. Os valores médios do teor de C variaram entre 25,94 a 42,59 g.kg-1 e o teor de N entre 2,23 a 3,35 g.kg-1, valores esses considerados altos para ambos. Para o estoque de carbono (Mg.ha-1) não foi encontrada diferença significativa para nenhuma das combinações possíveis entre ano, estação e tratamento. A relação C/N para as UTs exploradas apresentou valores entre 10,37 e 15,42, ocorrendo a mineralização do nitrogênio inorgânico do solo. As três Uts estudadas apresentaram alta diversidade de espécies e alta equitabilidade. As Uts exploradas em 2000 e 2003 possuem maior similaridade florística (35,93%), seguida da UT explorada em 2003 e 2006 (33,46%), e UTs exploradas em 2000 e 2006 (26,93%). Concluiu-se que é necessário um longo período de observação para a avaliação dos efeitos da compactação no crescimento da regeneração. Os indicadores de boas práticas de manejo florestal deveriam abranger atributos físicos, químicos e biológicos do solo para um melhor entendimento do sistema e escolha de demais indicadores que possam dar respostas sobre o equilíbrio do ecossistema florestal. Os parâmetros estudados podem ser utilizados como indicadores de qualidade ambiental.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da viabilidade da legislação ambiental para o pequeno produtor rural no Estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 2011) CUNHA, Helen Theyla Costa da; ALMEIDA, Oriana Trindade de; http://lattes.cnpq.br/0325909843645279A expansão das fronteiras na região amazônica vem acelerando em assentamentos e garimpos, com a crescente migração intrarregional, ou seja, aquela realizada dentro da mesma região. Os grandes e médios fazendeiros são ditos responsáveis pela maior parte do desflorestamento. Os pequenos agricultores também podem ter uma parcela de responsabilidade, ainda que menor, em termos de área total. Apesar do atual desmatamento na Amazônia, há uma oportunidade de conservação através da gestão florestal e da implementação da legislação ambiental. O município de Paragominas está situado na mesorregião sudeste do Estado do Pará e possui as principais atividades relativas ao uso da terra ocorrente na Amazônia. A implementação da Reserva Legal e das Áreas de Preservação Permanente são as principais regulamentações por meio da legislação ambiental atualmente. Entretanto, essa legislação ainda se mostra pouco efetiva pelas instituições governamentais ambientais da região. A falta de informação, o processo burocrático e a questão financeira dos pequenos produtores rurais são alguns dos fatores que prejudicam o andamento deste processo, em relação ao cumprimento da legislação ambiental. Atualmente existem 44 localidades distribuídas no município de Paragominas, dentro e fora de áreas de assentamentos, entre elas foram escolhidas a comunidade do Uraim e Del Rei, com 56 e 43 pequenos produtores rurais, respectivamente. A metodologia baseou-se na aplicação de questionários com entrevistas estruturadas e semiestruturadas para realizar levantamento sobre a legislação exigida para efetuar o Licenciamento Ambiental de pequenos produtores rurais, seu perfil socioeconômico, e sua percepção em relação ao conjunto de leis necessárias para a emissão do licenciamento ambiental. Os resultados mostram que os pequenos produtores ainda não possuem informação e subsídios suficientes para adequar suas propriedades, perante as exigências da legislação ambiental.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação das comunidades de formigas em uma área de extração madeireira(Universidade Federal do Pará, 1999-07-30) KETELHUT, Suzana Maria; HARADA, Ana Yoshi; http://lattes.cnpq.br/4410204692155098Este trabalho apresenta um estudo comparativo entre as comunidades de formigas, existentes em uma floresta primária e dois tipos de sistemas de extração de madeira (Manejado e Tradicional) em uma área Tropical localizada em Paragominas, PA. Formigas foram amostradas através de pitfall-traps (Majer & Delabie 1994) em transetos de 200m separados 100m entre si. Diferenças na diversidade da fauna de formigas entre estes hábitats foram testadas por meio de Índices de Diversidade (Shannon, Simpson and Fisher's Alpha), e Protocolos de Estimativa de Riqueza (Colwell & Coddington 1994). A composição de espécies foi avaliada empregando Análises de Afinidade (Scheiner 1992) e índices de Similaridade (Jaccard and Morisita-florn). No total, 134 espécies de formigas, pertencentes a sete subfamílias e 42 gêneros foram identificadas em na área toda. Destas, 90 foram encontradas na Floresta Primária, 90 no Corte Manejado e 84 no Sistema de Corte Tradicional. Diferenças entre na Diversidade e Similaridade entre hábitats apenas puderam ser detectadas quando comparados transectos/hábitats. Quando os índices foram comparados através dos valores absolutos calculados para cada hábitat, a diferença desaparece. Os resultados dos Protocolos de Estimativa de Riqueza empregados indicam que a fauna de formigas foi igual entre os hábitats e sugerem que a fauna está subestimada. Variações periódicas na temperatura e umidade podem ter um forte efeito, igualmente nas estimativas de Diversidade e de Riqueza nos hábitats estudados. Análises na composição mostram que a fauna de formigas é similar entre os hábitats, e apesar desta similaridade, pudemos detectar através da Análise de Afinidade uma alta Diversidade de Mosaico, a qual sugere que a comunidade é composta por gradientes muito complexos, assim diferenças na composição poderão estar ocorrendo em escalas menores.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação dos efeitos da mata ciliar sobres os fluxos hidrogeoquímicos em área de pastagem: caso das bacias hidrográficas dos igarapés do Sete e Pajeú - Paragominas (PA)(Universidade Federal do Pará, 2006-09-22) SARDINHA, Aline Souza; SOUZA, Eliene Lopes de; http://lattes.cnpq.br/2060516413833723Foram estudadas águas de aqüífero freático e de parcelas de escoamento superficial nas microbacias hidrográficas dos igarapés do Sete e do Pajeú, no município de Paragominas, no nordeste paraense. Com áreas totais em torno de 150 e 45 Km2, respectivamente, essas bacias são ocupadas principalmente pela pecuária. Inserem-se na bacia sedimentar do Grajaú, ocorrendo da base para o topo a Formação Itapecuru, Ipixuna, Cobertura Detrito-Laterítica Paleogênica, Cobertura Sedimentar Pleistocênica e Depósitos Aluviais. Avaliou-se o quimismo da água em áreas de pasto, com e sem preservação da mata ciliar que, mesmo estando protegida por lei, é normalmente retirada para os diversos usos do solo. Foram estudadas águas de 9 poços de monitoramento, instalados em aqüífero freático, e de 13 parcelas de escoamento superficial situados em áreas de pasto e de mata ciliar. O aqüífero avaliado é constituído por sedimentos da Formação Ipixuna, com arenitos caulinizados e argilitos cauliníticos. Foram realizadas 8 campanhas de amostragem, durante os períodos seco e chuvoso de 2005, analisando-se os teores de sódio, potássio, cálcio, magnésio, nitrato, amônio, sulfato, fosfato, bicarbonato e cloreto, além dos parâmetros analisados in situ, pH, condutividade elétrica, e temperatura. Nas águas de escoamento superficial, os resultados indicam uma significativa lixiviação do solo, evidenciada pela elevação dos teores de nutrientes. Nas águas de escoamento superficial as concentrações de sulfato, potássio, magnésio e cloreto se mostraram um pouco maiores nas áreas de pastagem. Por outro lado, os teores de amônio, nitrato, fosfato, cálcio, sódio e bicarbonato foram, em sua maioria, sensivelmente mais elevados em área de mata ciliar. Nesta, a principal fonte de nutrientes para as águas é a matéria orgânica do solo enquanto que nas pastagens provêm do calcário e dos fertilizantes aplicados para correção do pH e aumento da fertilidade do solo, havendo ainda a contribuição das cinzas, resultantes das queimadas para converter a vegetação original em pasto. Na água freática, os teores dos cátions e ânions avaliados se mostraram, de um modo geral, mais elevados em áreas de pasto, com exceção das concentrações de sódio e cloreto que foram maiores nos poços em área de mata ciliar. Entre os constituintes analisados destacaram-se, principalmente, as concentrações de amônio e bicarbonato, cujos valores máximos obtidos em poços em mata ciliar e pasto foram, respectivamente, de 0,81 e 17,6 mg.L-1 (amônio), 15,98 e 109,78 mg.L-1 (bicarbonato). Quando comparadas à água de escoamento superficial, verificou-se que nas águas freáticas a maioria das substâncias apresentou um aumento de seus 2 teores em áreas de pasto. Atribui-se esse resultado à fixação de nutrientes pela vegetação ciliar quando a água infiltrada atravessa a zona insaturada, enquanto que nas pastagens os nutrientes podem ser carreados nas águas de infiltração, atingindo o nível freático, uma vez que nessas áreas não ocorre uma retenção significativa dessas substâncias. A maioria dos cátions e ânions analisados apresentaram-se mais elevados nos poços do ponto ST6, no igarapé do Sete, onde a área é de pasto e sem faixa de mata ciliar preservada. Os íons com teores mais elevados foram o nitrato, amônio e bicarbonato obtidos no período seco. Quanto à alcalinidade, o pH e a CE foram obtidos valores mais elevados em áreas de pastagem nas águas freáticas; por outro lado, nas águas de escoamento superficial, com exceção do pH, esses parâmetros mostraram os valores mais altos nas áreas de mata ciliar. Predominaram águas ácidas com pH entre 5 e 6, embora tenham sido obtidos valores próximos e até superiores a 7, atribuídos à utilização de calcário na área e às cinzas, ricas em base, provenientes das queimadas. No que concerne à temperatura, foi verificado que a mesma reflete a média local, de 26,33º C. Na microbacia do Pajeú, os teores de cátions e ânions apresentaram-se, em geral, mais elevados durante o período chuvoso, enquanto que no ponto ST6 na bacia do Sete houve um aumento relativo nos teores da maioria dos íons analisados durante o período seco, em decorrência do rebaixamento do nível freático e da baixa recarga do aqüífero. Nas áreas com vegetação ciliar esse efeito se mostrou negligenciável devido às pequenas variações nas condições hidrológicas ao longo do ano, resultando em uma menor variação anual na profundidade do nível freático.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Balanço de água em área de cultivo de soja no Leste da Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2007) BISPO, Carlos José Capela; RIBEIRO, Aristides; http://lattes.cnpq.br/8652338930029697; ROCHA, Edson José Paulino da; http://lattes.cnpq.br/2313369423727020A expansão da fronteira agrícola, motivada principalmente pelo cultivo de soja (Glycine max (L) Merrill), possui grande extensão regional e reveste-se de elevada importância. Sendo assim, foi implantado um experimento de campo observacional visando-se estudar os componentes do balanço hídrico do agroecossistema de agricultura da soja, para analisar o impacto no balanço de água associado à conversão de floresta, assim como avaliar a necessidade hídrica da cultura de acordo com sua fase de desenvolvimento. Utilizou-se a cultivar BRS Candeia e suas respectivas fases fenológicas para o estudo do balanço de água, analisado através de médias do armazenamento de água no solo, precipitação, interceptação de água pelo dossel, escoamento superficial de água do solo, evapotranspiração (Etc) e conteúdo de água retido pela planta de soja. Também foi avaliado a infiltração de água no solo. A interceptação e o escoamento superficial medidos foram de 45,9% e 1% da precipitação, respectivamente. A maior evapotranspiração ocorreu na fase de floração (R1-R2) com queda gradativa até a colheita, com média para o ciclo de 3,80mm.dia-1, resultado este próximo encontrado para floresta. O período compreendido entre a fase vegetativa (V) e a frutificação (R3-R4), é o período em que a planta apresenta maior porcentagem de água, decaindo gradativamente a partir da fase de enchimento de grãos (R5). De um modo geral não ocorreu deficiência de água no solo no balanço de água médio, pois a precipitação foi maior que a quantidade necessária para suprir a evapotranspiração e completar armazenamento, havendo assim, excedente de água no solo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Características agrometeorológicas da cultura de soja (Glycine max (L.) Merrill) variedade Candeias em Paragominas – PA(Universidade Federal do Pará, 2008-01-31) SANTOS, Ana Patrícia Ramos Araújo dos; RIBEIRO, João Batista Miranda; http://lattes.cnpq.br/1874829087396349O Município de Paragominas pertence à Mesorregião Sudeste Paraense (03° 00' 00” S e 47° 21' 30" W) onde há toda uma área já alterada por desmatamentos e pastagens apenas à espera de ser incorporada ao processo produtivo agrícola..A cultura da soja tem importância significativa para a economia nacional, sendo um dos principais produtos agrícolas de exportação e geração de divisas,, pertencente à família das leguminosas, se adapta em uma ampla faixa de climas, podendo ser cultivada em todos os tipos de solo. O objetivo deste estudo é avaliar as condições agrometeorológicas durante o ciclo vegetativo da soja em Paragominas - PA. Nesta área foi construída uma torre meteorológica automática de 4 metros de altura, sendo a fazenda Boi branco localizada a 03°02´15´´S e 47°17´56´´W e instalada uma estação com medidas a cada (5) cinco minutos das seguintes variáveis: temperatura do ar (Tar), umidade específica do ar (q), temperatura do solo (Tsolo), umidade do solo (Usolo), velocidade do vento (W), direção do vento (D), radiação solar incidente (Sin), radiação solar refletida (Sout), saldo de radiação (Rn) e fluxo de calor no solo (G) e precipitação. Variações microclimáticas têm efeitos bastante diretos no desenvolvimento da planta. As coletas realizadas entre fevereiro a início de junho de 2006 mostram que os dias 84, 98 e 126 foram os dias de maior precipitação e os dias 70 e 154 e 161 não houve chuva. De acordo com o desenvolvimento do plantio observamos que nos meses de fevereiro a início de abril a umidade específica máxima do ar se manteve elevada 21,0 g/Kg. A jornada da temperatura do ar máxima se manteve entre 23,5 ºC e 32,5 ºC acompanhando o desenvolvimento da cultura. A temperatura média do solo em três medidas (5, 10 e 20 cm), observou-se que as temperaturas estão entre 25 ºC a 35 ºC. No início do plantio a velocidade do vento estava por volta de 3 m/s decrescendo, e no final do cultivo encontrava-se 2,5 m/s. No período de floração a velocidade se manteve estável o que contribui para a dispersão de pólen e sementes. O vento vem de todas as direções, entretanto, o vento é predominante de nordeste. Quando o solo ainda se encontra completamente nu, o albedo é elevado, pois a radiação que entra no sistema é a mesma que sai. Quando o plantio começa a se desenvolver o albedo tende a diminuir, pois a quantidade de radiação solar que chega ao sistema parte é refletida e outra absorvida pela superfície. A umidade média do solo em três medidas (10, 20 e 30 cm), onde observamos que a umidade está entre 0,2 m⁄m³ a 0,45 m⁄m³. O fluxo de calor no solo a 10 cm apresentou picos em torno de -135 W/m2 e 55 W/m2 (7 as 18 h) e a 20 cm apresentou picos em torno de -25 W/m2 e 45 W/m2 (7 as 18 h). O sinal positivo representa transferência de calor do ar para o solo e o fluxo foi da superfície para as camadas mais internas do solo. Quando analisamos a evapotranspiração estimada notamos que foi inferior do que a evapotranspiração medida, sendo o pico da evapotranspiração estimada 4,0 mm⁄dia e a evapotranspiração medida 8,8 mm⁄dia. Quando analisamos a regressão linear a evapotranspiração estimada foi inferior a evapotranspiração medida.
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